Novo Dia Nascendo Postado por Enrique em 25 de junho de 2004
E então mais um dia nasce. Sem que ninguém pedisse, sem exigir nada pra acontecer, o dia simplesmente nasce e pronto. O céu vai ficando claro, as estrelas começam a desaparecer, algum pássaro canta lá longe, e então ele nasceu já e você nem viu. E então uma bola de fogo começa a despontar no horizonte, lá longe, e a cada segundo ela parece crescer e a iluminar tudo. Como um holofote iluminando um espetáculo (e pelo tamanho do holofote você sabe o tamanho desse espetáculo), em segundos todas as coisas ganham cor e calor que não existiam na noite. Tudo muda com o novo dia.
Pra alguns, esse novo dia é tudo que eles tem. Para outros, esse novo dia é o primeiro de muitos. Para a maioria, esse é só mais um dia entre tantos que já foram e que virão. Alguns perceberão que nunca “é só mais um dia”, e que todo “mais um dia” é uma nova chance, um recomeço novinho em folha, cheio de possibilidades e novas chances.
Existem dias em que você acorda assim, disposto a recomeçar e tentar tudo de novo. Reconhecer seus erros e tentar corrigir eles, ao invés de escondê-los ou ignorá-los. Largar de vez tudo que já deveria ter sido deixado pra trás há tempos, dar valor ao que se tem em mãos e lutar com todas as forças por aquilo que ser conseguir. Você se levanta e quer mudar tudo ao seu redor, mudar principalmente a si mesmo, destruir tudo e reconstruir do zero. Uma folha em branco é o que você quer; uma folha em branco é o que o novo dia te dá. Talvez dê tudo errado, talvez somente cerrar os dentes, fechar os punhos e tentar enfrentar o mundo não signifique que você vá vencer desta vez. “Desta vez”, leia bem, mas quem sabe na próxima vez ou daqui a quinhentas e noventa e sete vezes, você vença. O importante é enfrentar, e querer enfrentar.
Talvez todas nossas desculpas, nossa preguiça de mudar e a rotina acabem enterrando esse sentimento antes que ele comece a agir, mas sempre sobra alguma coisa dele. Debaixo de nossa apatia diária ainda existe um gérmen guerreiro, disposto a mudar o mundo (sendo o mundo ele mesmo ou o universo todo) ou morrer tentando. Por aqui esse gérmen se manifesta como uma vontade de quebrar a estagnação e fazer alguma coisa dar certo nesse mundo, lutar por algo, fazer diferente. Estranho tentar capturar esse espírito em algumas linhas mal-escritas, mas é o que eu tento fazer aqui. Provável que eu não consiga, mas talvez eu consiga capturar uma parte dele e deixá-la exposta aqui sob a forma de um post. De qualquer forma, eu tinha que tentar, e o resultado foi aquilo que vocês leram aí em cima. Se eu consegui, por favor me avisem. Mas caso eu não tenha conseguido, o Paul Weller conseguiu…
Brand New Start – (Paul Weller)
I’m gonna clear out my head
I’m gonna get myself straight
I know it’s never too late
To make a brand new start
I’m gonna kick down the door
I’m gonna get myself in
I’m gonna fix up the yard
And not fall back again
I’m gonna clean up my earth
And build a heaven on the ground
Not something distant and unfound
But something real to me
But something real to me
All that I can I can be
All that I am I can see
All that is mine is in my hands
So to myself I call
There’s somewhere else I should be
There’s someone else I can see
There’s something more I can find
It’s only up to me
I’m gonna clean up my earth
And build a heaven on the ground
Not something distant and unfound
But something real to me
But something real to me
I’m gonna clean up my head
I’m gonna get myself straight
I feel it’s never too late
To make a brand new start
To make a brand new start
To make a brand new start