Cuidado: Enrique Está de Volta Postado por Enrique em 4 de dezembro de 2004
Bom, primeiro de tudo: as duas semanas infernais de provas, relatórios e sofrimentos universitários a-c-a-b-o-u, graças a Deus, Alá, Odin, Mestre Yoda, Mestre Splinter, Professor Xavier, Joey Ramone, Elvis Presley e St. John. O pedido de socorro foi justamente culpa dessas semanas, e no más. Tem uma hora que o saco transborda de tanto estudar, de tanto se preocupar com coisas intrinsicamente (assim que escreve?) chatas e dá uma vontade de mandar tudo ir tomar no buraco número 7. Enfim, que se foda-se, acabaram essar merdas de prova! Fiz a última na terça-feira: a prova mais fodida e nervosa da faculdade (até agora, pelo menos; ainda não consigo imaginar o que pode ser pior), a prova para acabar com os nervos, a prova que faz estremecer qualquer pessoa com um mínimo de noção. Diz a lenda que uma vez, durante essa prova, um estudante c*gou nas calças fazendo a dita cuja. Em outro semestre, um aluno simplesmente enloqueceu fazendo a prova, tirou a roupa no meio da classe e saiu pulando e cantando “Aveeee Mariiiiiiiiiiiaaaa”. Nesse semestre não teve nada do tipo, felizmente (ou infelizmente, sei lá). Exageros à parte, essa prova foi foda. Um mísero sinal trocado, ou alguma coisinha de nada que fica pra trás e você erra a questão toda. Este pobre hobbit fez a prova cagando de medo de esquecer ou trocar alguma coisa; refez todos os exercícios, conferiu todas as contas, testou os resultados. Depois que ele saiu da prova, não perguntou o resultado das questões nem comparou a prova com ninguém. Tá, talvez eu tenha feito alguma cagada, mas deixa pra descobrir isso depois. E pau no rabo desses idiotas que ficam perguntando “quanto deu a terceira?” e “OU, A QUARTA DAVA 34, NÉ????”. Hmpf.
Aí teve a quarta-feira. Eu tava decidido a ficar em Ilha Solteira até sexta, porque eu tinha aula na quinta e na sexta, além de ter que terminar um relatório…aí, durante a primeira aula da quarta-feira (eram umas 8 e meia, mais ou menos), eu ouvi a voz de Ferris Bueller me dizendo “porra, cara, não tem aula hoje à tarde…dá pra arrumar alguém que assine presença pra você nas aulas de quinta…e o relatório pode ser adiado…então, que merda você vai ficar fazendo aqui nessa cidade?”. Sem argumentos pra combater uma lógica tão clara, eu peguei o ônibus das quatro e tô desde quarta-feira sem fazer absolutamente nada, dormindo quase o dia todo e jogando Pirates! e Half-Life 2.