O Natal tá chegando e eu mal percebi. Credo. De uma hora pra outra eu saio na rua e tudo são luzinhas piscantes, Papais Noéis, Guirlandas, coisas vermelhas e verdes e todos esses tipos de enfeites natalinos. Mas já??? Ué, negão! É dia 11 de Dezembro já…caracoles. Esse semestre/ano foi/está sendo uma bagunça caralhal: o ano tá acabando e eu ainda não fiz as provas finais da faculdade, na verdade, faltam quase dois meses pras provas finais. Uma cortesia da Greve S.A., enquanto todas as criancinhas do mundo estão se dedicando a fazer nada e aporrinhar os pais pra ganhar um Playstation2 de natal, eu tô estudando. Bleargh Triplo, com batata fritas e refrigerante médio. Enfim, grande merda que vocês estão todos de férias e eu tenho aula. Em compensação, eu…eu…hmm…
Tá, falemos do Natal então! Ah, que bela época! Que bonito é o Natal! Quanto amor! Quanta alegria! Viva o…ok, ok. O que eu mais gosto no Natal é o clima de Natal. Os enfeites de luzinhas pisca-pisca nas casas, nas lojas, nas ruas…os mais legais são os prédios que fazem aqueles enfeites enooormes com luzes, geralmente na forma de árvore ou cascata de lampadinhas. Os enfeites nas lojas, os enfeites nos shoppings principalmente, aquelas árvores sem tamanho que os shoppings fazem (quando eu era pequeno e meu pai trabalhava em Salvador, eu lembro de um shopping de lá que tinha três andares, e a porra da árvore de Natal chegava até o terceiro andar – com o trenó do Papai Noel rodeando ela), os presépios que alguns lugares montam, neve artificial e mais um mundo de frescurinhas que são massa! A figura risonha do Papai Noel em todos os lugares, aquele sujeito gordo, vermelho e extremamente simpático em tudo quanto é canto que vocês possam imaginar. Sem falar nas árvores de Natal. Tem coisa mais legal do que uma árvore de Natal toda emperequitada, piscando alegremente e rodeada de embrulhos?
Ok, eu pareço/sou uma criança falando das luzes coloridas, mas Natal é um feriado infantil. São as crianças que mais são atraídas pelo “clima” de Natal, são elas que ficam encantadas com toda a parafernália de luzes e enfeites, e são elas que ficam secas esperando pelo presente do Papai Noel. No final das contas, eu acho que ainda me recuso a crescer completamente. O mundo adulto é frio, chato e sem graça; quando a coisa aperta, eu me refugio na parte de mim que ainda fica olhando que nem besta para algumas luzes piscantes e acha o máximo do máximo neve artificial.
Só pra fechar: tava lendo um tópico no orkut sobre a “enganação do Papai Noel “. O cara se achava o máximo por falar que o Papai Noel é um personagem com fins comerciais, inventado pela Coca-Cola. Agh, que gênio, acabou de descobrir a roda! Aí ele chorava as pitangas sobre a dominação americana, exaltava a bela cultura brasileira, e alguns replys depois uma moça clamava pelo “Saci-Pererê de Natal”.
…
Parem de fumar maconha, pessoas, é sério. Falando sério agora: qual o problema com o Papai Noel? Tá, ele foi “moldado” pela Coca-Cola ( o formato “velhote-vermelho-gordo-e-gente-boa” foi divulgado principalmente nos comerciais da Coca), ele representa o consumismo dessa data, ele é o cão chupando manga. Mas as pessoas gostam dele, gostam da idéia dele, e isso é tudo. Mas ele não faz parte da nossa cultura! Como não? Cultura são os costumes de um povo: se a porra do Papai Noel não faz partes dos nossos costumes à mais de meio século, eu sou Roddie a Rena do Nariz Roxo. Ok, temos uma belíssima cultura indígena-negra-portuguesa-etc. Temos personagens muito legais: quem nunca ouviu uma história de Saci, ou de Caipora? (Aliás, porque nunca ninguém pensou em escrever um livro de terror com o saci? Tem coisa mais assustadora que um moleque de uma perna só que tem trato com o capeta?? Nem Stephen King pensaria em algo tão maléfico!). Temos um folclore riquíssimo, sem dúvidas! Mas precisamos nos fechar pro resto do mundo?
(Putz, esse assunto ainda vai longe…tem MUITA coisa pra ser discutida, e eu não quero me meter nisso agora. Até mais, pessoas!)