Coisas Geek de um Hobbit Inútil

E não se esqueça da toalha.

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Histórias Marcantes do Rock

Ontem mesmo estava conversando com dona Carol, e comentávamos algo sobre músicas pra “dor de cotovelo”. O fato é que o rock ( e a música em geral, é lógico) deve muito à dor de cotovelo. Quer fazer uma experiência? Abra seu winamp, pegue 10 músicas ao acaso e conte quais delas falam sobre amores não correspondidos, platônicos, perdidos, traídos, etc, etc, etc. Não se assuste se todas as dez músicas se encaixarem nessa descrição: 94,52% de todas as músicas compostas até hoje falam exatamente sobre dor de cotovelo em suas mais variadas formas. É o pé na bunda que move o rock; nada como compor uma bela música após uma porta na cara! Por exemplo, mr. Eric Clapton: o cara compôs um disco inteiro pra mulher de seu melhor amigo, o ex-beatle (e guru espiritual desse blog) George Harrison! Aliás, ele formou uma banda (“Derek e os Dominós”) só pra gravar esse disco, chamado “Layla e outras músicas de amor” (Layla and other Assorted Love Songs)! E interessantemente é um dos melhores discos da história do rock, com músicas lindíssimas como a própria “Layla” e “Bell Bottom Blues” (que diz na letra “você quer que eu rasteje no chão por você?”…porra, Eric! Calma, véi!).

George Harrison conheceu Patti Boyd durante as filmagens de um dos filmes dos Beatles, onde ela fazia uma ponta (tá, menos que uma ponta: ela falava exatamente uma palavra no filme todo). Reza a lenda que mr. George se apaixonou-se e camelou tanto por ela que no ano seguinte eles já estavam juntos. Pois bem. Surge então Eric Clapton, conhecido nesse mundo e outros treze como o Deus da guitarra, e ele e George ficam suuuperamiguinhos de verdade, quase irmãos mesmo, pro que der e vier, pra se guardar debaixo de sete chaves dentro do coração assim falava a canção que na américa ouvi. Legal. Eis que eram o fim dos anos 60, cultura hippie no ar (além de outros cheiros estranhos), e mr. George se apaixona pela cultura indiana, descobre Deus, torna-se hare krishna, aprende a meditar, pá e tal. Mas sua bela esposa pensa que ele está meditando um tanto demais e não está nem aí pra ela(provavelmente ela estava certa, todas as músicas dele dessa época são extremamente religiosas). Ok, o que ela faz? Ahn, ela decide se aprochegar de Eric Clapton, numa tentativa de criar ciúmes em Harrison e tirar o cara do transe em que se encontrava. Tá, não adiantou lhufas, e o que é pior: Eric Clapton se apaixonou totalmente pela loirinha. Perdidamente. Doentemente. Do jeito que ninguém deveria fazer, e todo mundo faz. Trágico, mas acontece todo dia. Patti Boyd não dá trela pro moço, e continua casada com George Harrison, deixando Eric Clapton naquele estado deprimente de “bunda”. Ele começa a escrever músicas sobre sua dor de cotovelo então, algumas (muitas, na verdade) das suas melhores músicas já compostas. Ele lança um disco só com músicas sobre sua dor de cotovelo. Ele chora debaixo do tanque todo dia pela moça. Lindo, né? Parece novela mexicana…*sniff*. Até que um belo dia George Harrison cansa de aturar o amigo chorando pelos cantos e se separa da moçoila (o legal é que ele e o Clapton continuaram amigos, mesmo depois desse rolo todo). Finalmente, Eric pode viver o grande amor de sua vida! Óh, que belo! Eles se casam em 1977, e vivem felizes para sempre! Err….não, não foi bem assim. Eles foram felizes durante alguns anos, mas Eric Clapton começou a beber demais e espancava a moça todo dia, até que um belo dia eles se separaram =/. Eric Clapton continua sendo Eric Clapton (mas já largou a branquinha), Patti Boyd viaja pelo mundo e lança livros de fotografia, e George Harrison já deixou nosso plano de existência e ascendeu para planos mais elevados. E eu tomo café enquanto escrevo isso.

Moral da História: Para tirar manchas de café antigas das roupas basta esfregar um pano umedecido com vinagre branco ou álcool.

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