Winterlong

Postado por Enrique em 26 de abril de 2005

Tá frio!!! Finalmente!! Alá seja louvado em toda sua glória Divina! Obrigado, Senhor!!

Enrique no telefone, hoje cedo:

Mãe – Tá frio aí também, né? Você tem roupa de frio??
Enrique – Claro, né, mãe!! = (Claro que não tenho a menor idéia! As roupas de frio não nascem magicamente do armário???)
Mãe – Já olhou, né? Tão todas limpas?
Enrique – …….(!) Tem uma ou outra suja, mas vou pedir pra empregada lavar elas.
Mãe – Tá bom então. = (Eu sei que você não tem uma roupa de frio aí, e que as que tem estão sujas, mas vou fingir que você me engana, ok?)

Aí lá fui eu olhar o armário, antes de ir fazer prova (argh, que prova…). Lá estavam minhas opções:

1. Uma camisa de flanela cinza autenticamente grunge. Desde que Layne Staley morreu ela nunca mais foi lavada. Ou foi quando o Soundgarden acabou? Não lembro…
2. Uma japona azul. Tá limpinha, aparentemente, mas é muito grossa. Bom deixar guardada pra emergências (caso eu tenha de viajar pro pólo Norte).
3. O abrigo da faculdade. Nunca foi usado, tá limpíssimo, porém…Ele é branco, com o símbolo da faculdade bordado nas costas em azul cintilante “mamãe-esse-é-o-Roberto-meu-noivo”, com uma faixa azul celeste brilhante “papai-troquei-de-sexo” atravessando o comprimento da manga, e é curtinho. Ou seja, fica ótimo quando usado com minissaia e salto alto, mas eu não tenho minissaia e salto alto. E nem pretendo ter. Aliás, o pior é que eu paguei quase 50 reais nessa…coisa de abrigo. Argh.
4. Um moletom de cor indefinida perdido no fundo de uma gaveta, sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, que provavelmente foi usado pela última vez antes da invenção do sabão.

(Eu fui na faculdade com a camisa grunge hoje. Talvez por isso durante a prova não parava de tocar Them Bones na minha cabeça…)


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