Elvis está vivo e trabalha em uma lanchonete no Kansas

Postado por Enrique em 16 de junho de 2005

- Após quase um mês de vagabundagem, eu tinha esquecido a correria que faculdade pode ser. Fim de semestre é aquela época mágica onde tudo é possível, desde os desastres escabrosos envolvendo provas horrendas e notas abissais, até os milagres divinos sacrossantos mais inacreditáveis e inexplicáveis até para o Padre Quevedo mais criativo. Fim de semestre é a época onde não existe certeza nenhuma, onde a luta só termina após a última revisão de prova substitutiva na sala do professor (com direito a encenação e histórias escabrosas do tipo “mas eu prometi pra minha bisavó que eu iria passar nessa matéria, minutos antes dela dar seu último suspiro!!!”). Fim de semestre é a época onde toda hora é hora de estudar: manhã, tarde, madrugada, na hora da prova. Fim de semestre é hora de entregar todos os trabalhos e projetos e relatórios que você achava que o professor havia esquecido (mas que na verdade o único que esqueceu foi você), de realizar feitos heróicos como digitar 15 páginas em 10 minutos, escrever um tratado de 30 páginas sobre microprocessadores usando somente seus conhecimentos sobre Atari e a benção da Força. Fim de semestre é hora de enfrentar os professores nazistas e as provas devoradoras de alunos, tendo em vista que a única opção é vencer e voltar vitorioso da câmara infernal da sala de aula, mesmo que isso signifique arriscar a sanidade mental. Fim de semestre é época de esquecer esses conceitos ultrapassados de sanidade mental. A minha eu já perdi faz tempo, então foda-se =D.

- Pegar gripe em fim de semestre também é uma beleza. Dor no corpo, nariz escorrendo, espirros a cada minuto, garganta inflamada e a preguiça multiplicada ao quadrado. Mas tem suas vantagens…huahaha. Outro sintoma da gripe associada ao fim de semestre é a perda temporária da paciência, pelo menos comigo. Parece que o Enrique bonzinho fica guardado lá dentro, só saindo pra cuidar das coisas realmente importantes e das coisas divertidas (por exemplo, escrever por aqui =D), e o Enrique dark side cuida do trabalho sujo do dia-a-dia. E eu tinha esquecido como é bom mandar alguém tomar no meio do olho do cu. Sério. Faz bem, de vez em quando. Você normalmente aguenta tudo quieto, contorna a situação, faz as coisas do seu jeito sem confrontar ninguém diretamente, engole sapos pra não causar tumulto…mas porra, tem hora que não. E certas pessoas pedem, parecem que gostam de tomar no meio do olho do cu. Não neguei fogo: mandei neguim tomar no meio do olho do cu. E não me arrependo. Grunff. Nego folgado é foda. /fim do modo Enrique malvadinho

- E outra coisa boa da gripe são os sonhos malucos que parecem se multiplicar. Ontem de noite eu sonhei com os Beatles =D. Tá, eu podia mentir pra vocês, dizer que sonhei que tava tocando guitarra com eles e cantando “I’ll Get You”, ou ainda que tava lá no Cavern Club assistindo a um dos primeiros shows dos caras, mas não vou. Eu só lembro que sonhei com os Beatles =/. Eles estavam num lugar aberto, como uma fazenda ou algo parecido. E eu lembro que o Paul tava lá, o Ringo, o George e a mulher dele (que no sonho se chamava Cindy, e eu não tenho a menor idéia porque disso), a Yoko Ono e St. John. E então eu percebi “porra, que doido, tô sonhando com os Beatles…que maaaassa”…e aí o sonho acabou, e eu acordei ainda baqueado e atrasado pra aula. Mal tive tempo de lembrar do resto do sonho =/.

- Bom, é isso. Se eu conseguir fazer sobrar tempo no fim de semana, talvez eu volte aqui e escreva a incrível história sobre o cara que virou um urso-panda. Ou então algum post sobre música, faz teeempo que eu não posto algo grande sobre música…enfim, alguma coisa nova no fim de semana eu postarei. Até lá, boas pessoas do planeta Terra. Beijos pras moças (e em especial pra uma certa moça), e abraços pros caras. E agora eu vou dormir, antes que eu caia nesse teclado. Até \o_

Leave a Reply