Coisas Geek de um Hobbit Inútil

E não se esqueça da toalha.

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Atenção: este é mais um post sobre rock

Hail, hail rock’n'roll
Deliver me from the days of old
Long live rock’n'roll
The beat of the drum is loud and bold
Rock, rock, rock’n'roll
The feelin’ is here, body and soul

E chega uma hora que não tem mais volta, em algum lugar entre a primeira música ouvida no rádio e a centésima quadragésima segunda mp3 baixada. Você finalmente percebe foi longe demais e que jamais vai se livrar desse discplayer, desses fones de ouvidos, desse número absurdo de cds e mp3 e fitas e o que mais for. Está dentro de você, e fora de você, e ao seu redor, e nas coisas que você ouve e no que você diz. Naquilo que você pensa e em como você vê o mundo. Quando tudo está bem e quando tudo está mal, quando você quer paz e quando você quer euforia. Quando você se vê espelhado nessas músicas todas, e cada uma delas tem uma pequena parte de você e do mundo como você o vê. Não tem mais cura, não tem mais volta, agora você começa a ver e ouvir guitarras em tudo…

Talvez se Chuck Berry nunca tivesse mandado uma certa cartinha pro dj da rádio local e ele jamais tivesse pego rockneumônia…
Talvez se alguém tivesse pisado nos sapatos azuis do Elvis, ele resolvesse ficar sentado lá no Hotel Heartbreak…
Talvez se os Beatles não tocassem oito dias por semana semana no Cavern Club, se Paul não tivesse visto ela parada ali, se John não fosse um perdedor, se George não procurasse a luz interior, se Ringo não vivesse num Submarino Amarelo então o seu pássaro talvez não cantasse…
Se os Stones chegassem fora da hora e não conseguissem pintar tudo de preto, se eles realmente não conseguissem nenhuma satisfação nem um pouco da simpatia do capeta, então talvez os cavalos selvagens conseguissem me arrancar daqui…
Se o Who conseguisse explicar qual é a da minha geração, se Pete Townshend não enxergasse por milhas e milhas e milhas e acabasse perdendo o trem das cinco e quinze, então ele não entraria no tom e talvez o amor não choveria/reinaria sobre todos nós…
Se Bob Dylan ficasse trabalhando na fazenda da Maggie e nunca encontrasse o cara que tocava o tamborim, se ele não voltasse a pegar a rodovia 61 e não voltasse para a rainha de espadas, então ele jamais avisaria da chuva pesada que está pra cair e estaria tudo acabado, baby blue…
Se o Led Zeppelin não falasse do que é e do que jamais vai ser enquanto viajavam para as colinas e mais além, se a música não permanecesse a mesma apesar de tudo, então quando a barragem quebrasse e a escadaria desaparecesse nós esqueceríamos de que sobre nós um pouco de chuva deve sempre cair…
Se o Pink Floyd não fizesse um grande show no céu e não resolvesse construir e quebrar o muro, se eles ficassem esperando os vermes e fossem devorados pela máquina, então não nos veríamos no lado escuro da lua.
Se o AC/DC não fosse TNT e não andasse a trezentos por hora na rodovia pro inferno, eles talvez nunca galgassem o longo caminho até o topo (pra todos aqueles que querem rock).
Se os Ramones nunca fizesse o blitzkrieg bop enquanto pegavam carona pra praia de Rockaway, se Joey Ramone tivesse alguma coisa pra fazer e se eles não fossem fodões demais pra morrer, então talvez eu não acreditasse em milagres.
Se Neil Young não cruzasse o oceano como um furacão em busca de um coração de ouro, se ele não tivesse visto a agulha e o dano que ela causa, se o mundo na ponta dos dedos realmente significasse alguma coisa então talvez houvesse volta quando você sai do azul e entra no preto…
Se Bruce Springsteen não acreditasse na terra prometida, se ele não cerrasse os dentes e pisado fundo enquanto cruzava a estrada do trovão, se houvesse uma maneira de se retirar ou de se render, se ele jamais tivesse achado a chave do universo no contato de um velho carro, então talvez vagabundos como nós, baby, não tivessem nascido pra correr…
Se o U2 tivesse achado aquilo que eles procuram e jamais tivessem se metido em caminhos misteriosos, se eles tivessem uma bússola, ou se eles tivessem um mapa, ou uma razão ao menos pra voltar, então essa luz ultra-violeta não iluminasse o meu caminho…
Se o Weezer não continuasse pescando, se River Cuomos não se parecesse com Buddy Holly, se ninguém quisesse destruir o casaco dele, se ele jamais resolvesse voltar pra boa vida, se ele não entrasse no seu quarto e lêsse o seu diário, então só em sonhos você entenderia…
Se o Supergrass não quisesse saber pra onde vão os estranhos quando o sol toca o céu, se Jesus não tivesse vindo do espaço pra trazer paz ao mundo e ido embora em um carro usado, se você não conseguisse nos ouvir ******* no seu rádio, se eles não ficassem sentados no sofá da letargia, então ninguém saberia que nós somos jovens, estamos por aí, não perdemos a cabeça porque não dá tempo…
Se o Oasis não fosse uma estrela do rock hoje a noite, se Sally olhasse pra trás com raiva, se não fizesse parte do plano mestre, se eu não quisesse saber da luz que brilha atrás dos seus olhos, se as estrelas estivessem perto de despencar, se a vida que eu conheci não resolvesse aparecer em casa pra dizer Hello, então eu não saberia que é preciso ajuda pras coisas que você nunca viu: é só um caso de respirar pra fora antes de respirar pra dentro…
Se o Pearl Jam não fosse como uma pílula debaixo da minha língua, se Você não fosse Deus e não tivesse mãos grandes, se Eddie Vedder não trocasse histórias com as folhas, se ele tivesse dormido na cama de Satã, se as vezes você não visse um ponto estranho no céu, se os dados de Deus não rolassem, se tivéssemos tempo pra sermos vazios ou ficar segurando a vida, se corações e pensamentos desaparecessem, se eu não acreditasse no Cristo dos Tremores, se o que fosse real não fosse o sonho que eu vejo, se não houvesse uma garotinha na sacada sem lugar pra onde ir, se eles não apertassem c-3 e deixassem a canção protestar a nossa insignificância, se no sangue o ferro não corresse, se ninguém fizesse anjos na sujeira, se eu deixasse a luz escapar, se eu não questionasse a minha própria equação, se Dirty Frank Dahmer não fosse um cozinheiro de primeira, se os sinais enferrujados fossem todos ignorados, se não houvesse mais uma palavra no universo em que eu acreditasse, se eles pudessem nos prender aqui, se eu não precisasse de ninguém e ninguém precisasse de mim, então talvez eu desistisse de invocar um anjo, talvez eu desistisse de fazer a diferença…nhá, de jeito nenhum ;-) .

Se tudo fosse diferente, talvez você fosse diferente e não precisasse dessas músicas todas, não precisasse desses sons atravessando os ouvidos e ressoando com o cérebro. Mas eu já disse, é tarde demais, você já passou da linha faz tempo. Não há mais cura pra isso, meu caro amigo. Não tem remédio, tratamento, japonês fazendo acunpuntura, médium milagroso ou qualquer coisa que possa te salvar, porque você já foi salvo, já foi curado, já foi batizado pelo rock e nomeado mais um dos peregrinos. Bem vindo. =)

(E que os Deuses do Rock abençoem a todos…heheheh)

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