Propostas de uma Revolução Musical Postado por Enrique em 1 de fevereiro de 2006
1- Fechar todas as gravadoras; guilhotina pra todos os presidentes, executivos e headhunters pertencentes à elas. Atenção especial aos membros da RIAA. Depois, criação de uma ÚNICA gravadora, encabeçada por ninguém mais ninguém menos que Steve Jobs. Isso é, se Steve Jobs já não estiver pensando em fazer isso. Vamos colocar um executivo com idéias na cabeça, que sabe o que o público quer e o que ele está disposto a comprar, pra comandar a indústria musical. (Aliás, fiquei sabendo agora que dia 26 de janeiro agora mr. Jobs meteu as mãos na Disney – 6% do controle total da empresa. Quem sabe agora eles voltam a fazer desenhos de verdade *faz figas e reza com MUITA força)
2 – Fechar todas as revistas e semanários ingleses de música e paredão pra todos os repórteres descolados e modernosos. Esses filhos de boas mães pegaram todo o conceito de música alternativa e transformaram numa coisa totalmente ridícula. Toda semana aparece alguma banda alardeada como “o novo Nirvana”, “mais importante que os Beatles”, “tem a alma dos Ramones”, e em 90% dos casos a banda não tem nada demais. Vide Strokes e tudo que veio depois. Só se salvam os Hives, mas eles vieram antes dos Strokes e tem uma proposta totalmente diferente. Mais sobre o Hives em um tópico prafrente. Incentivo a mais e melhores sites sobre música na internet, e canonização do Allmusic.com (o melhor guia sobre música na internet, e ponto final).
3 – Reconquista da MTV. Ou Conquista, eu não sei bem. Nada de programas reality shows. Nada de programas com rappers. Nada de programas mostrando casas de artistas americanos. Nada daqueles programas tipo “Pé na Bunda”. MTV = MUSIC television. Clipes, shows, entrevistas, blábláblá. Eles sabem acertar a mão: vide Top Top, Covernation e esse programa praístico do Edgard com artistas tocando na praia*.
4 – Tentativa de recriação em cativeiro de autênticas bandas de Hard Rock dos anos 70 e consequente soltura assistida dessas bandas para vida em liberdade, para que elas espalhem uma mensagem de paz, liberdade, amor, sexo, drogas e rock n’ roll para o mundo (não necessariamente nessa ordem). Extermínio imediato de qualquer dessas bandas que mostrar indícios de começar a tocar metal farofa.
5 – Sistema “Tolerância Zero” pra todas as bandas e artistas. Obrigar o Radiohead a fazer um pedido formal de desculpas por tudo que eles fizeram depois do Ok Computer. Proibir o uso do termo indie e banir toda banda que insista em usar terno e gravata (exceto o Cachorro Grande, porque eles são bons e estamos em falta de bandas boas no Brasil). Banir para o universo fantasma qualquer banda que, quando perguntada sobre o som que eles fazem, diga qualquer coisa diferente de “ah, a gente toca essas guitarras e faz esse som aqui ó”. Fuzilamento imediato de qualquer banda que diga fazer “uma mistura eclética entre o punk dos Ramones e o som cerebral do new wave dos anos 80, com uma boa dose do romantismo do Nirvana” ou algo remotamente parecido com isso. Ressuscitar Bob Marley e fazer ele pedir desculpas por todas as bandas de reggae subsequentes. Ressuscitar o Renato Russo a pedir desculpas por todos os fãs maletas da Legião Urbana. Ah, tem um monte de coisas pra serem feitas…
*Semana passada eu vi uma cena que vai ficar pra sempre na minha memória. Tavam o Lobão e a Pitty no programitcha do Edgard, tocando músicas estáiles e tal. Aí o Lobão começa a perguntar pra Pitty sobre a opinião dela sobre a música popular de hoje em dia, e blábláblá. Chegaram na Maria Rita. Aí o Lobão começa a enrolar, querendo dizer alguma coisa, e o Edgard: “Vai gente, pode falar o que quiser, estamos discutindo, blábláblá. Mas Lobão, porque você odeia a Maria Rita?”. O Lobão abriu um sorrisão de orelha a orelha, e mandou: “Eu não odeio a Maria Rita, porque eu não conheço ela. Mas eu acho o que ela faz HORROROSO!”. Lobão, nosso Noel Gallagher nacional.