Direto da banca de revista

Comprei ontem o número 3 da Rolling Stone brazuca – com a Ivete Sangalo na capa. Sim, Ivete Sangalo na capa da Rolling Stone! Mó popstar ela…mas deixa ela pra lá. Ha, claro, ótimos fotos dela…e na edição passada tinha a Fergie! Errr…ok, revista de música.

Desde que a Bizz mó-rreu a dois séculos atrás eu fiquei orfão de revista de música. Volta e meia surgia alguma revista/fanzine, mas nada do nível da Bizz. Quer dizer, antes da Bizz começar a definhar lentamente e finalmente deixar de ser publicada. A revista que chegou mais próximo foi a também falecida Zero – que nem chegava aqui em Araçatuba. Eu comprei ela duas vezes só, quando fui pro Sul, mas os dois números eram bem legais. Um com uma entrevista muito bacana com o Humberto Gessinger, outra com a história dos filmes pornôs (não é o artigo que se vê normalmente numa revista de música, mas é curioso o suficiente pra chamar a atenção). Mas o destino é cruel com as revistas de música aqui no Brasil, e a Zero morreu também.

Aí a Bizz ressurgiu das cinzas! Eu fui todo contente comprá-la, mas…mas…ei, quase 10 reais por 40 páginas? Sendo a maioria de fotos? Ei, não é assim que funciona! Mandei a Bizz nova pras picas e continuei me virando com a internet. E então, um belo dia à um mês atrás, pegando o ônibus pra Ilha Solteira eu vi a Rolling Stone na banca da rodoviária. Revista enoooorme, com o rosto da minha tia Terezinha do Iggy Pop na capa! E fazia uma semana que eu só ouvia Lust for Life, do dito cujo! Olhei o preço, quase 10 reais…hmmm. Mas aí eu peguei a revista pra folhear, e com certeza vale quanto custa. Comprei, e não me arrependi.

Em primeiro lugar, a revista é enoooorme. Tanto em tamanho “frontal” como em número de páginas. 130 páginas de revista! Tirando propagandas e afins, devem sobrar umas 100 a 90 páginas (sendo pessimista). E o melhor: tem conteúdo! Seção de notícias musicais, seção de resenhas de discos, dvds, jogos e o escambal, até seção de moda oO. Matérias graaandes sobre várias bandas, sobre cinema, sobre política, sobre tranqueiras (videogames, ipods, etc). E de bônus ainda tem fotos graaandes da Ivete Sangalo suada! Finalmente uma revista de rock com um conteúdo variadão e que demora mais do que meia hora pra ser lida de cabo a rabo! Só espero que continue nesse caminho e não desapareça no mês que vem…

McFly!!

Ouvindo o disco do McFly: Ah….pop-punk! Aaaaahhh…pop! Punk! Do tipo que não aparecia faz tempo! Do tipo que remete à Green Day (a voz do tiozinho lembra um pouco bastante a voz do Billie Joe) dos velhos tempos! Do tipo que usa melodiazinhas Beatlezíticas para atingir seus objetivos! Músicas felizes e contentes, do tipo que se faziam no século passado! Tem até uma que lembra, não, usa descaradamente a bateria “The Wonders”! Ah…pop punk!

O Discoteca Básica faz um serviço bem melhor que o meu em resenhar o disco, mas a idéia é a mesma: pop punk, músicas felizes, som alternativo do anos 90 que vai ficando cada vez mais raro hoje em dia. Sei lá, tem tantas bandas cínicas, ácidas e não-tô-nem-aí hoje em dia que é até legal um sopro de vento fresco (ui). E lógico, eles ganham pontos pela referência ao sobrenome mais legal do mundo.

Natal!

2006 está indo embora! Mas já?
Parece que ele chegou ontem! Parece que ele mal começou! Parece que…ei, pra onde foi o ano?

Ano esquisito. Fim de faculdade, indo embora de Ilha Solteira, em pouco ou menos pouco tempo indo embora de casa, amigos indo pra longe, mudanças, viagens, visitas, tudo ao mesmo tempo, em tão pouco tempo! Não foi um ano ruim, claro que não! Mas foi um ano esquisito, sem dúvida. Corrido, rápido, turbulento. Os chineses tem uma frase: “Que você viva em tempos interessantes”, e por incrível que pareça é um xingamento dos bravos! Ainda segundo os chineses, “é melhor ser um cachorro em tempos pacíficos do que um homem em tempos caóticos”, e não dá vontade de concordar? Cansa essa confusão toda!

Que 2006 vá embora e leve toda confusão que ele trouxe, toda a vontade de largar tudo e ir dormir, todas as dúvidas e crises existenciais, todos os desapontamentos e todas as derrotas, todas as tristezas e todo o desânimo. Principalmente o desânimo, leve embora e não volte nunca mais!

Que 2007 venha e traga ânimo, vontade, coragem, ação, movimento, evolução! Traga a música, traga as histórias, traga as risadas, traga o encantamento de volta. Traga a simplicidade ao invés da seriedade, traga a felicidade sem motivos específicos, traga as novidades legais, as coisas legais de sempre e o retorno das coisas legais que já foram! Que 2007 venha de mala e cuia, igual parente que chega de longe, entrando na casa como se fosse dele, deixando as bagagens na sala e sentando no sofá, contando histórias e entregando presentes pra todo mundo =)!

Insomniac

Insônia (in-sô-ni-á) é quando a gente não consegue dormir e fica matando tempo no computador esperando o sono chegar, e vai diversas vezes até a cozinha pra tomar mais um copo de água, e até chega a deitar na cama tentando dormir mas a cabeça não desliga nem no porrete, e você resolve voltar pro computador…ou ir tomar mais um copo de água.
Chega uma hora que você desiste: se rende e decide esperar o dia nascer e o café da manhã ficar pronto. Mas antes do café da manhã ficar pronto você já desmaiou na cadeira do computador, e quando acordar às três da tarde vai ter perdido o almoço também! Insônia é uma espécie de regime forçado.

Glass Onion!

Eu já havia te falado sobre os Campos de Morango. Você sabe, aquele lugar onde nada é real? Bem, tem outro lugar onde você pode ir. Onde tudo flutua…

Ontem eu fiquei uns quinze minutos procurando um nome pra esse blog. Sério! O nome que eu queria já estava lógicamente tomado, e lógicamente por um cara que escreveu um post no blog e depois o abandonou. Hmpf. “Glass Onion”…ou “Cebola de Vidro”. Ok, é bizaaarro, mas é Beatles. John Lennon escreveu essa música tendo em mente as milhões de pessoas vasculhando as letras dos Beatles, procurando por sentidos ocultos e revelações secretas, mensagens cifradas destinadas aos ouvidos atentos e ligeiramente paranóicos. Cabreiro com isso, ele foi lá e escreveu uma música totalmente sem sentido, mas cheia de frases curiosas e menções familiares…tudo pra deixar os vasculhadores doidos! Não que eu queira fazer isso…mas eu gosto da figura da Glass Onion. A idéia de alguém olhando através da cebola de vidro…pra ver o que do outro lado?
Bom, esse título é temporário. Até eu conseguir pensar em um nome melhor, ou um nome melhor desabar do céu. Esse template também é temporário. Sim, eu sei, é horrível! E esse é um daqueles posts de abertura =)

“I told you about the fool on the hill,
I tell you man he living there still.
Well here’s another place you can be,
Listen to me.

Fixing a hole in the ocean,
Trying to make a dove-tail joint-yeah.
Looking through a glass onion!”