Ontem à noite eu sonhei com você.
Ontem foi um dia bem caótico, corrido e estranho, e eu fui dormir mais cedo que o normal (lá pela 1 da manhã). Acordei as cinco da manhã achando que já era nove e tanto, mas voltei pra cama assim que vi que tava tudo escuro ainda. E então eu dormi, e você apareceu.
A gente andou pela cidade de madrugada. Foi um belo passeio, comprido pacas – num segundo a gente tava em um extremo da cidade, e no outro estávamos no outro extremo – e a gente conversou bastante. Pena que a única coisa que eu lembro foi de você perguntar se tinha algum estacionamento grande e vazio – e eu tentava lembrar de algum, até finalmente lembrar de um supermercado que podia servir. Porque você perguntou isso, eu não faço idéia. Porque eu perdi um tempão tentando achar a resposta, menos ainda. Faltei no dia que explicaram a lógica dos sonhos. Por fim a gente sentou em um banco, já no caminho de volta pra casa. Você se sentou primeiro, e então eu me sentei e…eu acordei.
E eu sorri sozinho, e logo em seguida o sonho fez aquela coisa que os sonhos fazem, de escapar quase que completamente da memória. Só sobram algumas peças e elas não encaixam umas nas outras – você fica com um quebra-cabeça incompleto do que há alguns segundos atrás foi um sonho completo. E foi um sonho bem legal, eu te digo. Bom, pelo menos as partes de que eu me lembro foram boas.
Passei boa parte da manhã com o sonho na cabeça. Tentando reconstruir ele, tentando prolongar a sensação, tentando organizar as memórias que ele trouxe, procurando explicações e sentidos e possibilidades e respostas…mas é loucura. Quanto mais você tenta achar respostas, menos elas aparecem e mais você perde o fio da meada. Esse é um mundo estranho, com gente estranha e situações estranhas – você não consegue mudar ele, não consegue mudar ninguém – só você, e olha lá a confusão em que vai se meter. Não tem sentido ficar procurando sentido. Você aproveita as coisas boas que acontecem e não faz perguntas senão tudo explode. Foi só um sonho – e foi ótimo, e valeu a pena pelo tempo que durou e pela memória – mesmo que fragmentada – que ficou.
Ah, e obrigado pela companhia =).
“These notes are marked “return to sender”
I’ll save this letter for myself
I wish you only knew -
Good it is to see you…”





