Cavaleiro das Trevas

Fodão. Esse post poderia, e deveria, ficar só nessa palavra. Cavaleiro das Trevas é fodão, extremamente fodão, fodástico, fodístico, fodalicious, fodadelic. Enfim, é MUITO foda. Não é a toa que metade da internet tá usando fotinhas do Coringa no MSN.

Em primeiro lugar, a performance sensacional do Coringa, que interpreta Heath Ledger, um ator que interpreta o Coringa. Eu ainda reluto em dizer que ele roubou o filme, mas essa é a verdade: o filme é dele, por mais que o Batman, Jim Gordon e Harvey Dent tentem impedir. Vilões de filmes de heróis costumam ser cômicos, pra não dizer ridículos. Você não fica com medo do Duende Verde, nem do Doutor Octopus. O vilão do Homem de Ferro eu já esqueci o nome, pra sentir o drama. Mas o Coringa mudou isso. Ele transmite medo, respeito, ódio, raiva, admiração….O cara dá medo até vestido de enfermeira! É realmente uma pena que Heath Ledger tenha falecido. O Coringa é ele, e ponto final.

Mas é claro que não fica só nele. O resto do elenco é fantástico. Christian Bale continua convincente como Batman e Bruce Wayne, apesar de não impressionar. Gary Oldman é outro que encarna o personagem com perfeição, apesar de não ficar sob os holofotes como o comissário Gordon. Meu momento preferido do filme foi quando ele salva o morcegão – eu realmente cheguei a acreditar que o Nolan tinha feito essa heresia. Harvey Dent também ficou bem legal, e eu realmente achei uma boa idéia mostrar que ele nunca bateu bem da cabeça antes de se transformar. E o Duas Caras ficou convincente também – grotesco e realista, sem aquela maquiagem ridícula e os ternos pela metade dos filmes do Schumacher. Teve até detalhezinhos macabros: perceberam que ficavam caindo pedacinhos do rosto dele no terno?

E é lógico, todo essa gente não faria milagre sem um roteiro dos bons. E palmas pros irmãos Nolan, que continuam mandando muito bem. Uma coisa que eu gostei muito: nada de historinha de apresentação do Coringa, nem explicação pras cicatrizes dele. É LINDO quando ele mente duas vezes sobre a origem das cicatrizes, e admito que dá calafrios só de ouvir o bordão “Why so serious?” agora que eu sei o contexto dele no filme. Voltando pro roteiro: Fodão. Reviravoltas a todo instante, planos insanamente perfeitos, ameaças cruéis cumpridas, ação e história na medida certa. Tinha lido alguém na internet reclamar que o Coringa não poderia elaborar planos tão meticulosos e ainda executar eles perfeitamente. Que isso não era realista. Meu filho, é um filme sobre um psicopata vestido de morcego perseguindo um psicopata vestido de palhaço. Não espere realismo…e mesmo assim, o Coringa é o pior inimigo do maior detetive do mundo por um motivo, e não é por causa das piadinhas.

E é isso! Só corrijindo…pensando bem, minha cena favorita é quando o Batman vai “interrogar” o Coringa. É por isso que o Batman é o Batman: o Superman não sentaria a mão no Lex Luthor, ainda mais se o Luthor estivesse preso e algemado. Já o Batman tem um dever a cumprir…

Yield Version

E FINALMENTE  o layout novo saiu! Gostaram? Bom, se não gostaram, sinto muito, mas eu adorei =). Tem toda uma história por trás dele…que não é interessante, mas como eu tô mó nem aí pro que cêis pensam hoje e não chegou ninguém no escritório ainda, vou contar do mesmo jeito. Já faziam algumas semanas que eu tava tentando fazer um layout, mas sempre caia em alguma coisa que eu tinha feito antes…e quando eu fazia alguma coisa diferente, eu não gostava. Quinta eu achei essa figura com a placa de Yield e me apaixonei completamente, e fiz um layout simples com ela, sem logotipo, só a barra lateral com a figura no alto e o conteúdo do lado. Faltava alguma coisa ainda…

Aí domingo eu instalei o layout, mostrei pro meu irmão e pra srta. Schmeiske, que acharam simples demais. Meu irmão sugeriu colocar a foto de um cavalo de perna aberta, estilo "Te dou um dado?", pra dar um tchã, mas achei que iria chocar a moral e os bons costumes do Condado. Enfim, tirei o layout e comecei a mexer em outro, mais parecido com o que eu normalmente faço. Logotipo no alto, blábláblá. Até tentei colocar um fundo nele, mas ficou simplesmente jacu. Tava quase desistindo, quando a Dona Catarina aparece no MSN. Aí eu mostrei o layout que tava fazendo, e também mostrei o anterior…e do nada ela tem essa idéia ÓTIMA da placa escapar da imagem, e colocar o nome do blog numa faixa pequena no alto, e putz, era o que faltava! Aí  toca voltar o layout anterior, fazer as alterações que ela sugeriu, criar as imagens no photoshop, blábláblá….e pronto, aqui estamos!

E eu gostei pra caramba…diferente do que eu sempre faço, simples o bastante e sem muita frescura, mas com estilo e combinando com os meus gostos. Marta, já falei, mas nom custa repetir: VALEU! Ficou muuuuito legal…=D. E aproveitando pra agradecer pra todas as pessoas que eu enchi o saco durante essas semanas, perguntando se tava bom, se não tava, se tava jacu, se tava uma bosta, se a figura da Hello Kitty ficava mais legal do que a do Meu Pequeno Pônei…obrigado pela paciência, e agora podem me desbloquear do MSN, ok?

2142km

“Quem é que falou em pânico? – gritou Arthur – Isso é só o choque cultural. Espere só até eu conseguir me situar e me orientar. Aí sim é que eu vou entrar em pânico!”

Tava relendo o Guia no busão, aí cheguei na parte em que o Ford e o Arthur estão pra ser jogados pra fora da nave Vogon, e o Arthur começa a entrar em pânico. Essa frase me atingiu feito um frango de borracha na cabeça, e eu comecei a dar risada no meio do busão. Primeiro da frase, depois de..tudo!

Caraca, que que eu tô fazendo aqui? Quem são essas pessoas? Que ônibus é esse e pra onde eu tô indo? Pra casa depois do serviço, mas peralá, essa não é bem minha casa. Ou é? Que lugar mais estranho é esse, cheio de gente que não puxa o érre e divide o ano em forró e axé. Céuzes, onde é que eu fui parar? Eu escolhi isso ou isso tudo pulou na minha frente e eu fui junto? É isso que eu quero ou…nah, sem grandes perguntas filolololosóficas hoje.

Eu sei que eu saí rindo do ônibus, olhando tudo como uma grande e enorme piada que só eu entendi – ou seja, feito um bobo alegre implorando pra ser assaltado. Por hora, é isso aqui – até eu me situar e me orientar, finalmente. Enquanto isso não acontece, eu faço como fez o Arthur: agarro minha toalha com força e procuro um lugar pra tomar chá.

Ah, sim, o chá.

Vivendo e Aprendendo

Quando alguém diz pra você, "Iremos elaborar uma resposta bem feita, envolvendo os especialistas da empresa e explicando a situação em detalhes, mas antes de mandar pro cliente a gente manda pra vocês fazerem seus comentários, antes do meio dia, pra gente ver isso com calma" entenda como "O estagiário que entrou ontem vai psicografar uma resposta, e é claro que a gente vai passar por cima de vocês e mandar direto pro cliente, as quatro da tarde, minutos antes do prazo vencer! E se você quiser ler a resposta, vai ter que implorar de joelhos pro supervisor de projeto, que provavelmente nem salvou uma cópia! Uhuuw! Mais alguma coisa?". E sei lá, dá até MEDO de ler a resposta. Se não xingaram o cliente, eu tô no lucro.

E eu que achei que The Office era só um seriado de comédia, que nada daquilo era verdade, que era tudo exagero e gozação…ha, ingenuidade.

Filmes e filmes

  • Ainda não vi o Cavaleiro das Trevas. Mas nem foi pra fingir que eu nem ligo pro hype ou qualquer viadagem do tipo, foi por que não deu mesmo. Afinal, é o Batman. Aliás, falem aí: Heath Ledger é um filho da puta. Fez o Coringa mais Coringa de todos os universos possíveis e se matou logo em seguida. Valeu aí, campeão! ¬¬
  • Viram o trailer do Watchmen? O mais impressionante é que é IDÊNTICO ao gibi. O Manhattan se reconstruindo aos poucos, o atentado ao Ozymandias, o Comediante e o Coruja nos protestos anti-vigilantes, o flashback da guerra do Vietnã…O que na verdade não é tão surpreendente, porque o Zack Snyder fez a mesma coisa no 300. Claro que 300 tinha 4 números e umas duas páginas de diálogos. Watchmen tem 12 edições abarrotadas de conteúdo, histórias dentro de histórias, metáforas, referências, etc, etc, etc. 3 horas de filme talvez sejam pouco…
  • E eu vou ter que esperar até setembro pra ver Hellboy 2, também orgásmico de tão foda. Dessa vez Hellboy vai enfrentar (ou ajudar, não sei) o Reino das Fadas…não as fadinhas das lojinhas esotéricas, mas as fadas do Guillermo del Toro. O legal dos filmes do Hellboy é que juntam-se as idéias caóticas do Mike Mignola (demônios, nazistas, lendas medievais, Rasputin, Cthulu) com o domínio visual do Guillermo Del Toro. O primeiro foi uma ótima surpresa (eu esperava uma tosqueira), e o segundo parece melhor ainda.
  • Minha internet tá nesse pé hoje: Opa, vamo entrá no MSN! Não entra. Opa, então vamo jogá WoW. Com lag de 7 segundos nem rola. Ah, então vamos ver uns vídeos no youtube. Nops, nada. O jeito é tentar ver How I Met Your Mother e fazer o layout desse blog, que esse visual vovó já tá me enchendo o saco.
  • Update: Esse marcador de florzinha é o fim da picada…

Bolo de Chocolate

INGREDIENTES
400 grs. de açúcar
4 ovos
2 dl de leite morno
2 dl de óleo
120 grs. de chocolate em pó
1 colheres de sopa rasa de farinha maizena
200 grs. de farinha de trigo
2 colheres de chá de fermento em pó

Para a calda de chocolate:
Meia tablete de chocolate amargo
1 pacote de natas

MODO DE PREPARAÇÃO
Bata os ovos. Junte o leite e o óleo.
Junte o açúcar, a maizena, o chocolate, a farinha e o fermento, batendo muito bem.
Deite a massa numa forma untada com manteiga e polvilhada de farinha.
Leve ao forno, a cozer cerca de 50 minutos.
Deixe arrefecer um pouco e desenforme.

Prepare a calda de chocolate. Derreta o chocolate em banho-maria. Junte as natas. Deite esta calda sobre o bolo. Hmmm…agora é só servir!

Coisas Geek de um Hobbit Inútil

Gostaram do novo visual de blog da Vovó? Briguei e briguei com o blogger, mas não teve jeito: minha “importação forçada” do Hobbit Inútil fez um rombo na malha do tempo-espaço, ou pelo menos ferrou alguma coisa nos arquivos internos do blog. Resultado: não posso usar os novos modelos de layout do blogger. Lado positivo: os modelos antigos são bem mais fáceis de mexer, então logo logo vai ter layout novo, provavelmente até o fim de semana. Até lá ficamos com o layout da Palmirinha.

O importante é que eu consegui juntar o Hobbit Inútil e o Coisas Geek. O Hobbit Inútil acabou num momento de extrema frescura minha, essas coisas de adolescentes de 25 anos. Aí fui pulando de blog em blog, que se perderam nas brumas da internet (também conhecidas como servidores de armazenamento grátis russos), até nascer o Coisas Geek. A idéia do Coisas Geek era ser diferente do HI, um pouco mais sério e mais focado em assuntos nerds. Claro que ele acabou ficando idêntico ao Hobbit Inútil. Na verdade, os dois são uma coisa só – separados no tempo e nos endereços, mas os temas, as idéias estapafúrdias, os posts que ninguém vai ler mas eu tinha que escrever, tudo tá ali. Afinal, o sujeito atrás das cortinas é o mesmo hobbit inútil de sempre.

E eu gosto do Hobbit Inútil. É onde estão os posts que eu mais gosto, e foi nele que eu conheci diversas pessoas totalmente excelentes, e tem um pedaçãozinho legal da minha vida escrito por lá. O Coisas Geek começou devagaaarr, com uma média de meio post por semestre, mas vem melhorando com o tempo – conforme eu abandono a tentativa de ser sério e abraço mais meu lado nerdzinho-do-interior. As visitas continuam baixas – o número de bots do google que cai aqui é maior do que o número de pessoas que entram aqui – mas ao mesmo tempo eu conheço (ou acho que conheço) todo mundo que entra aqui, o que é centenas de vezes mais legal que ter trilhões de visitantes e não conhecer ninguém.

Então, nada mais justo que juntar os dois numa coisa só – Coisas Geek de um Hobbit Inútil. Entrem, fiquem a vontade, fuçem nos arquivos, comentem nos comentários, assinem o feed, tirem os livros das estantes, botem o pé na mesa, esqueçam de dar a descarga no banheiro, larguem a geladeira aberta. Ou não, fechem esse blog idiota, vão ler outros blogs, vão fazer coisa mais produtiva da vida. Divirtam-se, criançada, porque eu vou =).

“Life moves pretty fast. If you don’t stop and look around once and a while, you could miss it.”
Ferris Bueller, guru espiritual.

Retificação: O nome “Coisas Geek de um Hobbit Inútil” foi dado pela totalmentezíssima excelentíssima senhora Carolina Schmeiske. Como registrado em post anterior deste mesmo blog, eu pretendia chamá-lo de “Coisas Inúteis de um Hobbit Geek”, mas a Carol deu um toque e disse que ficava menos estranho se eu desinvertesse os nomes. Eu desinverti e…tá-dááá. Ficou bão!