Dia 28 o Marcelo Camelo vai estar aqui em Salvador, apresentando seu CD solo em um shopping center aqui de Salvador. É com muito prazer que digo que finalmente poderei cumprir minha função aqui na Terra: enfiar a mão na cara do barbudo.

Marcelo Camelo, pensando em como ser mais babaca
A idéia é entrar na longa fila de sete pessoas sensíveis e alternativas, aguardar pacientemente com o sangue frio de um serial killer até chegar minha vez, e na hora que o barbudo for pedir o CD pra assinar…PÁÁÁÁÁ! na cara dele. E se der tempo, ainda mando um “Engole o choro e toma jeito de homem, porra!!”. E se eu estiver me sentindo particularmente evil, digo em alto e bom som pra todos os alternativos sensíveis ouvirem: “E Ana Júlia foi a melhor música que você já fez e fará na vida!”. E saio andando calmamente, enquanto todos os sete fãs de Marcelo Camelo acudem seu lacrimoso herói.
(Eu confesso: já gostei de Los Hermanos. Sabia todas as letras do Ventura. Achava super legal a influência de MPB e de Chico Buarque. Me identificava pra caralho com “Cara Estranho” e aquela outra que fala de “serei coroado rei de mim”. Tinha aquela do “Vencedor” também. Argh. Fiquei puto da vida quando o Chorão desceu o braço no Camelo! Mas aí, como dizia o genial poeta renascentista Badhauí, o mundo dá voltas e eu me enjoei profundamente com toda essa cultura do “eu sou diferente, eu sou coitadinho, eu sou melhor que vocês”. Essa história de “eu sou um perdedor, mas tudo bem porque eu tenho SENTIMENTOS!” é de uma babaquice extrema, sem tamanho.
Eu demorei pra entender isso, confesso: eu parei de ouvir Los Hermanos lá pela metade da faculdade, mas os efeitos malévolos causados pelas músicas deles ainda se fazem presentes em minhas atitudades. Como um material radioativo, os conceitos do perdedorismo vão se acumulando nas suas células e influenciando inconscientemente as suas atitudes, e é preciso força de vontade pra se livrar dessa viadagem. Caso força de vontade não dê conta, o jeito é partir pra porrada na cara. Enfim, dia 28 eu vou lá no shopping me livrar dos meus traumas de adolescência e problemas sentimentais com um belo tapão na cara do Marcelo Camelo. Se alguém tiver algum recado pro barbudão, favor deixar nos comentários aí.




