Tem um ditado americano que diz “Você pode tirar a garota do Kentucky, mas não pode tirar o Kentucky da garota”. Adaptando pro meu caso, eu diria que “Você pode tirar o hobbit do faroeste paulista, mas não pode tirar o faroeste paulista do hobbit”. A primeira vez que eu voltei pra casa depois que vim morar em Salvador, eu viajei de avião até Sumpaulo e de lá peguei o legendário Reunidas (um dia ainda compro um pra mim!) pra Araçatuba. No legendário Reunidas viajei ao lado de um cara de Lins que tinha se mudado pra Sumpaulo há poucos meses. E aí a gente veio conversando sobre essa transição cidade minúscula – cidade absurda, sobre como tudo é estranho no começo, os choques culturais por segundo, as facilidades e as dificuldades de se morar numa capital, as novidades, o aumento absurdo de opções alimentícias, os hábitos estranhos dos Seres Metropolitanos, e de como é tudo basicamente diferente do interior. Gostei de conversar com o cara, principalmente porque chegamos em conclusões parecidas: 1) Sim, morar na capital é massa, véi 2) com licença aos metropolitanos, mas o interior detona. Desculpaí, mas eu amo meu buraco de sapo.
Lá não tem essa paranóia de poder ser assaltado em qualquer lugar, não tem congestionamentos e nem as malditas buzinas (esse é um problema específico de Salvador, um dia eu explico), tem pouquíssimo corre-corre e muito menos essa história de acordar as seis da manhã pra chegar no serviço as oito. Também não tem emprego, mas isso é secundário.
(Esse post em algum momento deveria falar do Ryan Adams e de como eu ando escutando os álbuns dele, mas eu lembrei do tiozinho gente-fina do ônibus e perdi o ponto onde deveria começar a falar de música. Mas acabou fazendo sentido, e agora eu tenho que ir trabalhar, vai assim mesmo. Outra hora eu falo do Sr. Adams)