Vincent

Aí hoje procurando uma foto legal do Frankensteinn para usar no post abaixo, eu acabei me enveredando pelos caminhos obscuros da wikipédia. Já disse há pouco tempo e torno a repetir: uma das coisas que eu acho mais legal na wikipédia é essa história de ir clicando em link atrás de link, pulando de assunto em assunto até chegar em algum lugar que não tem nada a ver com a pesquisa inicial…ou melhor ainda, em algo totalmente desconhecido e legal. E lá tava eu, no meio do expediente, lendo o enredo de “Frankenstein”, o primeiro filme em preto e branco com o Boris Karloff. Clica em Boris Karloff, pra ler sobre os filmes que ele fez. Em algum lugar no texto é dito que ele foi um dos atores mais famosos dos primeiros filmes de terror, junto com o Bela Lugosi (o primeiro e mais estiloso Drácula). Clica em Bela Lugosi. Em algum lugar do texto fala-se sobre o Vincent Price, considerado por alguns como o herdeiro do Bela Lugosi. Clica em Vincent Price. Aí no artigo do Vincent Price em algum lugar é mencionado que ele fez a dublagem para um curta-metragem do Tim Burton…eeeeei, curta-metragem do Tim Burton!

Talvez vocês já conheçam, mas eu nem sonhava que isso existia. Vincent é um curta em stop-motion, que conta a história de um menino chamado Vincent, fissurado em filmes de horror antigos e contos de Edgar Allan Poe. A narração é do próprio Vincent Price, e o texto é um poema escrito pelo Tim Burton que originalmente serviria para um livro infantil, mas que graças às randomicidades da vida acabou virando esse curta. Segue o youtube aí embaixo:

(Detalhe que o Vincent é a cara do Tim Burton XD )

Meus 5 Cientistas Malucos Favoritos

Em nenhuma ordem de preferência.

  • Dr. Frankenstein – O pioneiro dos cientistas malucos da ficção. Acho que todo mundo já sabe, mas não custa lembrar: o monstro NÃO é o Frankenstein. O Dr. Frankestein na verdade criou o monstro, usando diversas partes de cadáveres e utilizando eletricidade para dar reboot no monstrengo. Quando a criatura se levantou e o Dr. Frankenstein viu a cagada que tinha feito, ele picou a mula. Não adiantou muito, porque o monstro seguiu ele até o fim do mundo, tudo para que o Dr. criasse uma parceira pra ele.

Não é o Dr. Frankentein, mas o Boris Karloff como monstro é fodão

  • Dr. Walter Bishop – O Dr. Walter surgiu faz algumas semanas, com o seriado Fringe, mas tudo indica que ele será um cientista maluco memorável. Saca o currículo dele: trabalhou nos mais secretos projetos secretos do governo até ser declarado clinicamente insano e mandado pra passar os próximos 20 anos num hospício. Se você precisa derreter pessoas, descobrir a última imagem que uma pessoa viu antes de ser mutilada, configurar seu cérebro para receber transmissões eletromagnéticas, ou até coisas mais simples como ler a mente ou proteger uma sonda alienígena, o Dr. Walter é o cara com quem você pode contar.
Dr. Walter Bishop

Dr. Walter Bishop

  • Lex Luthor – Lex Luthor tinha tudo para ser feliz na vida: um autêntico gênio do mal com uma inteligência surpreendente, Lex dominaria o mundo e nós nem perceberíamos…senão fosse a mosca kryptoniana na sua sopa. Desde então Lex vem devotando todos seus recursos, tanto mentais como físicos como financeiros, para dar cabo do Superman. Ele já se aliou com extraterrestres, demônios, supervilões e toda sorte de seres estranhos; até criou uma empresa de pesquisa e desenvolvimento cujo único objetivo é descobrir um jeito de fazer o Azulão comer grama pela raiz. Uma parte importante do cientista maluco é sua obsessão, e Lex Luthor é PURA obsessão.
Lex Luthor

Lex Luthor

  • Dr. Emmett Brown – Ah, o grande Dr. Brown. Pai do capacitor de fluxo, amigo do Marty McFly e o cientista maluco mais gente boa de 1985, 1955, 2015 e 1885. Tá, o currículo dele não é grande mas é significativo: ele inventou a viagem no tempo! E não só isso, diversas vezes ele conseguiu evitar paradoxos, crises cronológicas e a destruição de linhas temporais inteiras, tudo isso sem jamais pentear o cabelo
Dr. Emett Brown

Dr. Emett Brown

  • Dr. Frank N. Furter – Talvez vocês não estejam prontos para um estilo de vida tão extremo, mas seria injusto não colocar o Dr. Frank N. Further nessa lista. Veja você, ele não é humano: ele é um alienígena da raça Travesti vindo da cidade Transsexual do planeta Transilvânia. Ele veio para nosso planeta fazer uma importantíssima pesquisa: como construir um homem em apenas 7 dias! Ajudado pelos outros Transilvânios, Dr. Frank criou um homem, loiro, bronzeado e com o selo de aprovação do instituto Charles Atlas. Infelizmente, sua invenção desencadeou vários problemas e ele acabou sendo traído e desintegrado por seu próprio ajudante, mas jamais nos esqueceremos da sabedoria do Dr. Frank N. Further.
Dr. Frank N. Furter, em roupas comportadas

Dr. Frank N. Furter, em roupas comportadas

Zumbi Podre Procura

Dica do Pedro para os zumbis em busca de carinho, amor e pâncreas fresquinhos: o ZombieHarmony é um site de encontros para zumbis, perfeito para o morto vivo solitário que deseja encontrar a parceira (ou parceiro) perfeita. Dá pra descrever perfeitamente a zumbi que você procura, se ela prefere andar vagarosamente em busca de suas vítimas ou correr e pular na garganta dos sobreviventes, se ela é fresquinha ou já está em avançado estado de decomposição.Você também pode descrever seus interesses (“Apocalipse, locais densamente povoados, olhar fotos de gatinhos na internet” diz um dos perfis na página de entrada), para auxiliar na busca do par perfeito (e também para ter assunto naquele belo jantar romântico, entre uma bocada de cérebro e outra).

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Feliz Dia dos Zumbis!

Ontem, dia 26, foi o Dia Internacional dos Zumbis! Não sabia, né? Eu também não, foi meu irmão que me contou ontem de noite, quando já era tarde demais para comemorar. Então, pra não deixar passar em branco essa data tão importante, bora fazer uma retrospectiva sobre os mortos vivos e suas variantes.

Braaaaaaaaains...

Um típico zumbi moderno, em um dia normal de trabalho

Os Zumbis Medievais

Podemos dizer que a era de ouro dos zumbis foi a idade medieval. Nessa época, toda cidade européia que se prestasse tinha um morto vivo assombrando o cemitério e vagando por suas ruas de noite. É como no interior de São Paulo, onde as cidadezinhas tentam se destacar pelas festas de peão de rodeio, só que na Europa medieval as cidadezinhas tentavam se destacar com mortos vivos. Suponha que em Old Hamsterville surgisse o fantasma de uma velha bruxa que gostasse de passear pelas ruas de noite, chorando e gritando o nome das pessoas que iriam morrer. O povo da cidade vizinha (Froheweihnachten) ficava injuriado, e não demorava pra surgirem histórias de antigo ferreiro que se levantaria da tumba nas noites de quinta-feira para ferrar (o ato de colocar ferraduras) o cavalo da própria Morte. A quarenta quilômetros dali, em Groundhogvalley, onde há sessenta anos um padre e uma bruxa que tinham um caso foram queimados na fogueira, dois esqueletos são vistos andando de mãos dadas pela praça principal durante a madrugada. Em Liverpool começam a surgir boatos de quatro jovens músicos que teriam morrido de peste, e que toda noite saiam de suas covas para tocar em um clube da cidade, deixando as jovens garotas da cidade em polvorosa.

É bom lembrar que nessa época não existia ainda o termo zumbi. Na verdade haviam centenas de tipos de mortos vivos nessa época, cada um com seu nome especial. Caso você fosse um zumbi de um pé-rapado, você era chamado de Revenante. Caso você fosse um guerreiro viking que morreu em batalha, você era um draugr. Caso você pertencesse a nobreza, como por exemplo um rei ou um feiticeiro poderoso, você era chamado de Lich. Caso você não curtisse andar por aí em seu corpo putrefato e preferisse uma aparição fantasmagórica, você era um bom e velho fantasma.

O Zumbi Caribenho

Elaaaaaine...

Um típico pirata zumbi caribenho

A palavra zumbi é comum em diversas línguas africanas, e geralmente quer dizer “um morto se levantou da tumba e agora fodeu”. Entretanto, nas ilhas do Caribe os mortos vivos não são tão mortos assim. O zumbi caribenho na verdade é uma vítima de um poderoso feiticeiro, que
usando seus poderes rouba a alma e a vontade da vítima, fazendo com que ela pareça morta aos olhos de seus parentes e amigos. Dias após o enterro dessa pessoa, o feiticeiro vai lá e novamente usa seus poderes, dessa vez para trazer sua vítima de volta a vida, agora como seu escravo submisso. Medonho, não? Mais medonho ainda é saber que isso pode ser verdade: o botânico Wade Davis pesquisou essa história de zumbis-escravos e encontrou algumas evidências de que ela possa ser verdadeira. Segundo ele, os feiticeiros caribenhos utilizavam duas substâncias para zumbificar suas vítimas. A primeira seria a tetradotoxina, um veneno paralizante encontrado em fungos em peixes (como por exemplo o baiacu), e a segunda seria um composto de uma erva chamada Datura, que possui propriedades dissociativas (que fazem com que você perca contato com sua mente consciente). Agindo em conjunto, essas substâncias fariam com que futuro zumbi entrasse num estado de quase-coma, fraco o bastante para ter sua vontade subjugada pelo feiticeiro. Bizarro demais pra ser verdade, não? Pois bem, leia a história do Clarvius então.

O Sr. Clairvius Narcisse já vinha reclamando de febre e dores no corpo fazia algum tempo, mas foi só quando ele começou a tossir sangue que ele resolveu ir para o hospital. Sua situação só piorou com o tempo, e no dia 2 de maio de 1962 ele foi declarado morto pelos médicos. Seu corpo foi identificado por sua irmã, e no dia seguinte ele foi enterrado. A história pararia por aí, se dezoito anos depois o próprio Clairvius não reaparecesse em sua cidadezinha natal, contando uma história pra lá de bizarra. Quando os médicos declararam sua morte, ele estaria vivo mas não conseguia se mexer ou falar nem fazer nada. Durante todo seu enterro ele permaneceu lúcido, mesmo quando o caixão era fechado e colocado na cova. Dentro do caixão ele permaneceu por sabe-se lá quanto tempo, até que o feiticeiro e seus comparsas vieram
desenterrar seu corpo. Fora do caixão, Clarvius foi espancado e amarrado pelos comparsas do feiticeiro, e levado para uma fazenda de cana de açucar. Lá Clarvius permaneceria por dois anos, junto de vários outros zumbis, que como ele eram escravos na plantação. O feiticeiro usava a pasta de Datura para deixar os zumbis em um estado de transe, em que eles faziam tudo o que seus feitores mandavam sem questionar. Essa escravidão durou até o dia em que um dos zumbis, provavelmente resistente ao efeito das drogas, se rebelou e atacou o feiticeiro, matando ele. Sem ter ninguém para aplicar as drogas, pouco a pouco os zumbis foram saindo do estado de transe e escapando da fazenda. Livre novamente, Clarvius passou 16 anos vagando pelo Haiti, e só depois da morte do irmão (que ele suspeitava ser o mandante do envenenamento) ele entrou em contato com sua família.

(Pra quem quiser mais informações sobre o Clarvius: esse foi o artigo de onde eu fiz o resumo aí de cima, e esse artigo aqui tem diversas outras informações sobre o Wade Davis e o caso Clarvius.)

O Zumbi Moderno

Como vocês devem saber, o zumbi moderno surgiu no filme Noite dos Mortos Vivos. Se você ainda não viu esse clássico, fique sabendo que você pode baixá-lo aqui, de graça e totalmente legal (o estúdio aparentemente esqueceu de colocar uma indicação de copyright nos créditos do filme, e segundo a lei americana sem essa indicação os direitos autorais do filme passam a ser livres). É nesse filme que estão todos os clichês que seriam exaustivamente copiados por todos os futuros filmes de zumbi. São eles:

  • A praga zumbi surge sem explicação: Alguns filmes até tentam explicar como os zumbis surgem, mas os melhores simplesmente ignoram esse aspecto, ou dão apenas algumas dicas. Os personagens de Noite dos Mortos Vivos discutem se seria um vírus que causa os mortos voltarem à vida, ou então fruto da radiação de satélites, mas nunca chegam à uma conclusão. Talvez não haja mais espaço no inferno…
  • A infecção: Essa é bem simples. Se um zumbi te morder ou arranhar ou cortar, você está infectado. Um golpe zumbi é fatal, e em poucas horas a vítima morre…somente para se levantar segundos depois, como um zumbi novinho em folha.
  • O Gingado Zumbi: Não basta ser um zumbi, é preciso andar como um. O caminhar lento e arrastado, as mãos tentando agarrar algo à frente, o olhar perdido no espaço…bons zumbis realmente fazem juz ao termo “morto-vivo”. Alguns filmes mais modernos, como “28 Days Later” e sua continuação, introduzem o conceito do zumbi que corre. Heresia: um bom zumbi é adepto da filosofia “quem se arrasta sempre alcança”.
  • Céééééérebros: Ok, na verdade esse clichê vem de outro filme, “O Retorno dos Mortos Vivos”. Mas a idéia foi tão boa que ficou imortalizada pra sempre: zumbis comem cérebros de pessoas vivas. Ninguém sabe o que há de tão gostoso no cérebro dos vivos, mas é fato que nada satisfaz mais um zumbi do que uma boa pratada de cérebros fresquinhos. A obsessão é tanta que eles não tem vergonha de declarar sua paixão para o mundo: cééééééééérebros…
  • A Regra de Ouro: destrua o cérebro, destrua o zumbi. Esse é o segredo da sobrevivência em uma invasão zumbi. Saiba administrar suas armas, mantenha sua espingarda sempre carregada e fique de olhos bem atentos. Você só terá uma chance, então trate de acertar na cabeça. E boa sorte.

É bom lembrar que vários outros filmes de zumbi já haviam sido feitos, e que o próprio diretor do filme, George Romero, havia se inspirado em um livro chamado “Eu sou a Lenda” para compor sua invasão zumbi. A grande diferença é que Noite dos Mortos Vivos foi uma espécie de revolução nos filmes de terror da época. Apesar de para os nossos padrões o filme parecer tosco, ele era extremamente nojento para os padrões da época. Além disso, o filme fazia uma crítica à sociedade americana da época, supondo como as pessoas reagiriam a uma crise dessas proporções. Alguns personagens perdem o controle, outros entram em total negação, e o único personagem heróico do filme que consegue sobreviver é…bem, melhor guardar essa surpresa pra quem não assistiu o filme.

Braaaaaaaaains...

Só pra esclarecer: O Rod Zombie NÃO é um zumbi de verdade.

Não Foi Dessa Vez

Pfffffff...

Pfffffff...

E não foi ontem que os discos pousaram. Aliás, que furiculite é essa? Semanas atrás foi o Colisor de Hadron abrindo mini-buracos negros e destruindo a malha do espaço tempo, essa semana foi a maluquinha que “canalizou” os alienígenas que marcaram de dar uma passada aqui na Terra e nos deram o cano. Relaxa, galera, o fim do mundo é só em 2012. Até lá, como diria o David Bowie, nós temos cinco anos (stuck on my eeeeeyes) ainda pra aproveitar.

Talvez os alienígenas não tenham vindo porque aquela história de Primeira Diretiva do Star Trek seja verdadeira: é proibido expor as civilizações menos avançadas à tecnologia ou conhecimentos superiores que possam alterar os rumos dessa civilização. Sim, a gente é café-com-leite perante a grande Federação Intergalática de Planeta, e não vai ser tão cedo que vamos ganhar Battlecruisers de presente de Natal, ainda mais com o LHC quebrado. Poxa, nossa grande chance de desenvolver saltos hiperdimensionais, nosso passaporte de entrada para a Grande Rede Intergaláctica de Dados (a internet alienígena, seus gonorantes), o grande acelerador de partículas que tiraria nosso pé coletivo da lama coletiva em que nosso planeta se encontra, enfim, esse grande trambolho dá mais pau que computador de biblioteca de faculdade. A gente não consegue nem colidir umas partículazinhas semi-imaginárias, e quer Cruzadores Imperiais passeando por nosso espaço aéreo? Né assim não, galera.

O jeito é se contentar com naves espaciais de Lego

O jeito é se contentar com naves espaciais de Lego

Fail

Aí ontem de noite eu tava lá zapeando pelos 50 canais com nada passando da TV por assinatura quando trombei com um desses programas de debate da GNT. O assunto era a crise americana e suas consequências para o resto do mundo, e os convidados eram pessoas ilustres como a jornalista que eu não conhecia, o economista que eu nunca tinha visto na vida, o…epa, eu conheço esse cara! Era um sujeito com cara de bravo, sobrancelhas arqueadas, vasto capacete capilar…de onde eu conhecia ele? Onde eu já vi essa cara de…HA! Era o idiota que escreve na Veja!

Idiota que escreve na Veja

Idiota que escreve na Veja

Pros sortudos que nunca viram esse boçal na vida, eu explico. Ele tem uma coluna na Veja desde sempre, onde ele pratica o hábito de personificar a elite-de-direita-cega-e-burra desse país. Sabe aquela galera que xinga o Lula, que chama petista de petralha, que odeia qualquer coisa que lembre a esquerda, e que ficou com cara de “w00t” quando o Alckmin não ganhou? Ele encarna tanto o personagem que você fica na dúvida: ele escreve assim pra chocar e criar causo, ou ele realmente é idiota assim? Já li diversas críticas dizendo que a idéia dele é ser tão polêmico quanto Paulo Francis era, mas com um problema grave: ele não é tão inteligente assim, mas quer fingir que é. Aí ontem durante o debate aconteceu um episódiozinho interessante…

Um dos economistas que eu não sei quem era começou a falar sobre os desafios do novo presidente americano.

- …O próximo presidente irá pegar as rédeas do país nesse momento de crise, e terá de ser forte para manter o controle. Ele precisa fazer as famílias americanas apertarem o cinto, mas ao mesmo tempo manter o otimismo em seus corações, justamente como fez Roosevelt durante o pós-c….
- FOI CHURCHILL!!

O economista que tava falando quase engasgou com o berro. O câmera virou correndo a câmera pra pegar quem tinha interrompido o economista: era o Idiota que escreve na Veja.

- FOI CHURCHILL QUEM FALOU AQUELA FRASE SOBRE “SANGUE, SUÓR E LÁGRIMAS” E…
- Tá, mas foi o Roosevelt o presidente americano que recuperou o país após a crise de 29. Como eu ia dizendo…

E o Idiota que escreve na Veja ficou lá, fazendo cara de conteúdo.

Cara, tudo bem você não saber quem diabos são Roosevelt e Churchill. Eu mesmo não saberia dizer se Churchill era americano ou inglês se por acaso não tivesse lido um artigo na wikipédia sobre ele, semanas atrás*. (Só pra esclarecer: Churchill foi primeiro ministro inglês durante a Segunda Guerra, e Roosevelt foi presidente americano desde a crise de 29 até o fim da Segunda Guerra.) É até normal confundir as coisas, visto que eram figuras históricas bem próximas. Mas pô, em rede de televisão nacional, durante um debate, você interromper um cara não porque você discorda dele, não porque você quer enfatizar algo que ele disse, mas pra tentar corrigir o cara e ainda errar FEIO na correção é algo realmente frustrante. Digno de um EPIC FAIL, mesmo.

*Eu tava pesquisando sobre Guerra do Vietnam, acabei voltando pra Segundo Guerra, parei no Churchill pra ler sobre ele, do Churchill eu pulei pro Stalin, depois pro Lenin, em seguida pra Rasputin, continuando pra Ocultismo, caminhando pra Alquimistas medievais, e daí por diante não lembro mais o que, mas no final eu tava lendo sobre robôs industriais japoneses (??). Quando eu vi já tinham se passado três horas enquanto eu perambulava pela Wikipédia =(