Invertendo Jung

Postado por Enrique em 25 de novembro de 2008

Sincronicidade é uma teoria inventada por Carl Gustav Jung, que é mais ou menos assim: “A experiência de dois ou mais eventos, cujas causas não estão relacionadas, ocorrendo simultaneamente de maneira que tenha significado para um ou mais observadores ou agentes”. TRADUZINDO: é quando coisas improváveis acontecem no momento exato em que precisavam acontecer, e te deixam com a pulga atrás da orelha. É quando você não estuda pra prova e descobre que alguém esqueceu uma cola da matéria inteira debaixo da sua carteira. É quando sempre chove quando você vai à um determinado lugar. É quando você descobre o significado de uma palavra por acaso, e minutos depois vê a tal palavra escrita num cartaz. É quando você está sendo atacado por incas venusianos, e descobre que o Nationaro Kido acabou de entrar na padaria ali da esquina. É quando você grava um disco e anos depois descobrem que ele bate perfeitamente com um clássico filme infantil. Enfim, é quando coincidências estranhas ocorrem, algumas vezes para seu benefício, outras vezes para seu azar, e outras vezes sem cheirar nem feder. Jung tinha diversas teorias quanto à sincronicidade, inclusive relacionando ela com outros de seus conceitos famosos, como os arquétipos e o inconsciente coletivo. (Abraços calorosos à wikipédia, que colaborou na elaboração desse resumo).

Legal, né? Eu descobri a sincronicidade graças ao disco do Police, mas na verdade nunca dei muita bola pra ela. Sim, coisas estranhas acontecem o tempo todo, e eu acho realmente legal que Jung tenha tido culhões pra estudar todas essas teorias bizarras. Sim, eu acredito que existam mais coisas do que o olho enxerga, mas não fico esperando que a sincronicidade venha e faça o meu dia.

Exceto hoje cedo. Hoje eu queria que a sincronicidade tivesse feito o meu dia. E ela não fez o meu dia. Hunf. E isso me deixou um tanto puto. Hunf. Tão puto, mas tão puto, que vou ter que apelar.

Porque a sincronicidade é um conceito descrito por um psicólogo alemão mundialmente famoso, mas ela não me ajudou. E se ela não me ajudou, vou apelar pra poderes ainda mais poderosos do que ela. Vou apelar pra uma autêntica SIMPATIA DE LIVRINHO DE HORÓSCOPO. Fica vendo.

Sr. CARL GUSTAV JUNG! O SENHOR, INVENTOR DA SINCRONICIDADE, VAI FICAR AQUI PENDURADO DE CABEÇA PRA BAIXO NESTE POST ATÉ BOTAR A SINCRONICIDADE FUNCIONAR AO MEU FAVOR!

Hmmm...I seem to be upside down.

Hmmm...I seem to be upside down.

Pois é, pois é. Eu sou MAU. E não tiro ele daí até eu encontrar de novo a Mítica Garota do Aeroporto. (Sim, esse é o nome que dei pra ela. Charlie Brown tinha a Garotinha Ruiva, Ted Mosby tem a Abóbora Safada, e eu tenho a Mítica Garoto do Aeroporto. Losers FTW).


5 Comentários to “Invertendo Jung”

  1. Srta Valentim disse:

    (risos) Sabia que isso tudo tinha a ver com a garota do aeroporto!!!!! Filosoffia demais….

  2. camila disse:

    UAU!

    Não é mais fácil promover um mutirão pra caçar a criatura? Nóis ajuda ocê… eu, o Godofredo e o Rex! Xá com a gente…

    (agora ele coloca a minha foto de ponta cabeça, hehehueheuhue)

  3. Pedro disse:

    Não teve aquele cara nos eua que fez um desenho de uma guria que viu no metrô e colocou num site e aí pediu pra quem a conhecesse informá-lo sobre quem ela era e como entrar em contato e acabou por comer (deixemos de lado o caminhoneirismo) ficar com a tal guria?

    Então. Vai que a estratégia funciona pra você também?

  4. Pedro disse:

    Aquele comer ali devia estar cortado, mas eu usei em vez de . Que merda.

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