Dez
Postado por Enrique em 20 de março de 2009
Troubled souls, unite!
Ten.
Já fazem 11 anos que eu ouvi esse álbum pela primeira vez, em 1998. Depois de Ten veio o Yield, o Versus, o Vitalogy, o No Code, o Binaural, o Riot Act e o Avocado. Vieram mp3, shows, b-sides. Veio Neil Young, The Who, Soundgarden, Alice in Chains. Veio meu amor pelo rock em suas variadas formas e expressões.
Mas se eu não tivesse alugado o Ten e corrido pra casa com ele depois da escola, nada disso teria acontecido.
Ou melhor, se o Gratão não usasse a camiseta do Versus durante as aulas de história em quadrinhos e dito que Pearl Jam era quinze vezes mais legal que Green Day, nada disso teria acontecido.
(Não é bizarro como as coisas mais fantásticas são causadas pelas menores causas, pelos golpes do acaso e pelos caprichos da sincronicidade?)
Não dá pra reproduzir o que eu senti ouvindo aquele CD. Identificação musical total, como se eu sempre amasse aquelas músicas mesmo tendo ouvidos ela pela primeira vez naquele momento. A voz desse sujeito era perfeita. Não sabia que dava pra fazer esses sons legais na guitarra. A bateria seguindo enquanto o baixo dança ao redor. A energia pulsando com força através das ondas sonoras. Eureca, é isso que eu quero pra mim! Amor à primeira vista!
Ouvindo o Ten – Legacy Edition (que é o Ten remixado pelo Brendan O’brien mais algumas bônus tracks) eu me lembrei dessa sensação fodástica, de ouvir a banda pela primeira vez. Com o tempo as músicas ficariam mais sofisticadas, melhores trabalhadas, os temas mais adultos e profundos. Mas Ten é energia pura, o caos de onde saiu tudo isso. Uma brechinha de luz, um suspiro quente e um BERRO que atravessa a alma.
Sem o Ten, nada seria como é hoje.
E por isso talvez seja tão legal ouvi-lo de novo, esquecendo de tudo que veio depois, se concentrando em uma nota depois da outra, como se fosse a primeira vez.
“Oh, i suggest you step out…on your porch!
Run away, my son, and see it all…oh, see the wooOOOooorld!”
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