Watchmen

“But you and I, we’ve been through that, and this is not our fate
So let us not talk fasely now – for the hour’s getting laaaAAAAaaaAAAAaaate!”

(Só um aparte – “All Along The Watchtower”, citada na graphic novel no gibi e tocada no filme Watchmen, é umas das músicas mais fodas do universo. Se você ouve ela de vez em quando na sua cabeça, existem evidências concretas que você é um dos cinco modelos finais dos Cylons – entre em contato com Saul Tigh, XO, para mais informações.)

A parte boa: Watchmen no cinema é EXTREMAMENTE fiel ao material original. Se você leu alguma coisa sobre o filme por aí, sabe que eles mudaram somente uma coisa: a maneira que o vilão usa para atingir seus objetivos. A nerdaiada xingou, esperneou, bateu pézinho, mas a solução encontrada pelo diretor foi boa. Foi legal. E se me permitem a heresia, faz um pouco mais de sentido que a original. Ok, podem me linchar, mas é SÉRIO! Oras, um grande monstro melequento mutante portando em Nova York e soltando uma bomba psíquica dá brecha para que as nações culpem umas as outras pelo que aconteceu – ao passo que fazer as explosões com a assinatura radiotativa do Manhattan deixa bem claro quem é o inimigo. Mas enfim, é uma diferença mínima no fim das contas – o resto da história está praticamente todo ali.

Gostei bastante dos atores! O Rorschach em particular ficou MUITO bom, tão feio quanto no gibi e com o mesmo olhar de peixe-morto-que-vai-matar-você. O Coruja é um bundão simpático – o que vocês queriam?. A Espectral ficou legal (e gostosa. Sim, sim, tem aquela cena =P.). O Comediante É o Comediante, a mesma cara de bad motherfucker sacana sem princípios. O Dr. Manhattan vem em toda sua glória azul brilhante – um luuuuxo! E o Ozymandias é uma bichinha loira que se veste roxo – talvez seja o que ficou menos parecido, talvez eu não tenha gostado da atuação do ator, mas achei ele um pouco apagado. Os Minutemen também ficaram legais, apesar de aparecerem só um pouco, mas vale a pena ver os uniformes ridículos que eles usavam.

Quanto às cenas em si: ângulos de câmera posicionados como nos quadrinhos, cenários quase idênticos abarrotados de referências. A propaganda de Nostalgia no começo, as lanchonetes Gunga Dinner, a banca de revistas com a propaganda do Cargueiro Negro, até a Bubastis estava lá! As cenas históricas são fantásticas, começando pelos “flashes” no começo do filme mostrando os Minutemen e o que aconteceu com eles – não vou dizer o que é mostrado, mas pontos extras pro Zack Snyder por ter filmado essas cenazinhas legais. Mais pra frente, os flashbacks durante o enterro do Comediante são todos mostrados, até mesmo a recordação da Sally Júpiter. Chega a dar a impressão que o filme é sobre o Comediante – mas são cenas importantes pra colocar um contexto histórico e mostrar melhor a personalidade dos personagens.

Claro que toda essa fidelidade teria um preço. Se o filme tem um defeito, é de ser um tanto…denso. Muita coisa acontecendo muito rápido, cena importante atrás de cena importante, cenas simultâneas, flashbacks, etc. Não posso dizer que quem não leu o gibi irá ter dificuldade pra entender o filme – acredito que não, eles conseguiram “resumir” bem a história – mas tem horas que quase dá vontade de pausar o cinema e respirar um pouco. Mas quem leu a HQ, pode ir sem medo de ser feliz – é só não ser xiita e querer tudo perfeitamente refletindo o gibi nos mínimos detalhes.

E afinal, quem vigia os vigilantes?

Obrigado, de novo

Thanks, St. George!

Thanks, St. George Harrison!

Funciona assim: eu passo a semana inteira com um troço entalado na garganta, que parece que vai aumentando conforme o dia da consulta. A espera pelo telefonema delas dizendo que está tudo bem quase me deixa doido – mas aí finalmente elas ligam, dizem que está tudo bem, que vão almoçar e pegar a estrada pra casa, e é como se saísse um olifante das minhas costas oÔ.

Anyway, Obrigado de novo! =D

Sobre gatos e ciborgues (mas mais sobre ciborgues)

  • Esse post fica totalmente sem sentido se você não acompanha Battlestar Galactica. Na verdade, ele é cheio de spoilers, então se você pretende assistir BSG, não o leia. Para compensar esse fato para as pessoas que não acompanham Battlestar, postarei uma foto do Nicolau deitado no vaso de planta.
Nicolau, o gato

Nicolau, o gato

  • Sobrecarregados de tanta fofura? Bichinhas. Ok, Battlestar Galactica agora.
  • Boomer é uma biscate malvada. Traiu o Chief, traiu a Ellen, traiu o movimento punk, véio, e ainda sequestrou a Hera. Tá certo que tava na cara que a fuga na Ellen foi planejada; na verdade, o Cavil deu a Ellen para a Galactica em troca da Hera…e da localização deles. Agora sim, fodeu o barraco.
  • O pai da Starbuck é o Daniel! Ou pelo menos, o pai da Starbuck é um Cylon. Ou então, o pai da Starbuck é Deus. Mas o Gaius também pode ser o Daniel. E Deus também. Enfim, o pai da Starbuck já conhecia a música e ensinou pra ela. E agora a Starbuck está tendo alucinações também. E a Starbuck encontrou seu próprio cadáver na Terra. Nossa, é por isso que eu amo esse seriado.
  • Da bagunça do tópico acima, fica bem claro uma coisa: existem pelo menos três “gerações” de cylons. Os final five, que não verdade são os first five, os cinco que sobreviveram ao holocausto na Terra e foram em busca das doze colônias; os nove modelos, nascidos do acordo entre os Centuriões e os final five; e mais uma geração, anterior à essas duas, talvez o que os cylons chamam de Deus, possivelmente responsável pela criação dos final five. O sonho na casa de ópera é obra dele; os rostos dos final five no templo também; a música tocada por Starbuck e desenhada por Hera também.
  • Agora, a Hera desenhar a partitura da música foi legal. Isso quer dizer que o conhecimento de “Deus” está embutido na genética dos cylons. Talvez porque Hera seja um híbrido, esse conhecimento tenha vindo à tona. Agora, quem “compôs” a música na Terra foi o Sam; o pai da Starbuck também “ensinou” a música pra ela. O Sam é apaixonado pela Starbuck, e pelas minhas contas ele vivia sozinho na Terra (a Ellen vivia com o Saul, o Chief com a figuranta)…ou não? A Starbuck conhecia o caminho para a Terra, e encontrou seu próprio cadáver lá. Daí a gente tira que a Starbuck é um cylon, ou um híbrido. O cadáver ainda estava em decomposição, sinal de que não fazia tanto tempo assim que ela havia morrido. Mas não havia nave de ressurreição orbitando a Terra; de fato, a turma do Cavil nem sabe aonde fica a Terra. Meu chute é que…ok, agora eu preciso ir trabalhar.