Eu sei que eu tô em casa quando minha camiseta vira um casaco de pelos de gato em cinco minutos. É o sorrisão e a voz inconfundível da minha mãe, a conversa e os trejeitos vocais (que fiz questão de herdar todos) da minha tia, o arrastar de sapatos do meu avô pela casa. É a Sofia balançando o rabo enquanto deita em cima do balcão do computador, é o Nico parado na porta esperando alguém ir assistir ele comer (literalmente), é o Lino procurando alguém deitado para que ele possa deitar (e babar) em cima. É a varanda tomada pelos vasos da minha tia, todos floridos nessa época do ano; é sentar no chão do meio da varanda, e simplesmente esquecer…não, lembrar da vida por cinco minutos. É o meu quarto, sempre meu quarto não importa pra onde eu vá, com minhas tranqueiras e meus livros, o monitor marcado “Cuidado com o Tiranossauro”, e a Sofia esticada na cama. Eu sei que eu tô em casa quando eu olho pra frente e vejo minha vida bagunçada e sem rumo definido, mas olho pro chão e vejo que estou em solo firme – o chão da minha casa, o porto seguro pra onde eu sempre vou poder voltar.
E eu sei que vou ter certeza absoluta que tô em casa, se quando eu der essa olhada para o chão, houver um gato passeando entre as minhas pernas. =D
2 Comentários
E nessas horas nem pensamos que talvez os pelos dos gatos possam ficar eternamente grudados nas roupas.
Isso me lembrou a casa da minha mãe, haha
Gostei
Hmmm, that was weird, my comment got eaten. Anyway I wanted to say that it’s nice to know that somebody else also mentioned this as I had trouble finding the same info elsewhere.