Posts de maio, 2009

Diálogos Edificantes

quinta-feira, maio 28th, 2009

Felipe: ja viu aquele video da orquetra de ukulele tocando life on mars?

Enrique: siiiiim

bonito, bonito

Felipe: é massa

e depois eles encaixam varias outras musicas que tem a mesma batida

Felipe: sinead o’connor?

a gente aqui
batendo um papo saudável, e vc põe a sinead o’connor no meio

Enrique: desculpa, desculpa

eu sou boca suja mesmo
mas se fosse a cindy lauper tava de boa, né?

Felipe: nem, muito brega

a bonnie tyler sim

Enrique: aaah claro

Felipe: turn around bright eeeeyes
Enrique: porque aquele clipe de “total eclipse of the heart” é o ápice do bom gosto e da cocaína ultra-pura, né?

Felipe: é um drama nunca reconhecido pela academia de cinema

uma ninfomaniaca atacando num colégio interno

Enrique: mas e os ninjas?

Felipe: os niiiinjas XD

a cena dos motoqueiros/terminators subindo a escada é particularmente tocante

Enrique: eu achava que eram vampiros, e não terminators

tipo Lost Boys

Felipe: hmm

possivel
esse clipe é tipo braid, aberto a várias interpretações

Enrique: hahahaha claro, claro

eu ainda queria ouvir essa música cantada pelo Meatloaf

Felipe: deve ser muito foda

ele gritando, suando, tendo ataque

saca q o meat loaf é asmatico né?

Enrique: hahahhaah ah é?

Felipe: final dos anos 80 todo show terminava com ele sendo acudido por en fermeiros e tudo mais XD

Enrique: hauahauhauha

um true rock star
hoje tá mó tiozão

Felipe: mas continua rockando

Enrique: alá, tô vendo a parte dos coroinhas dos olhos brilhantes…fuckin’ freaks me out

Felipe: medão

Enrique: e saca que ela não canta porra nenhuma

Felipe: a galera q vai rasgando a ropa até ficar só de tanguinha tipo conan ja foi?

Enrique: está sendo

agora é o finalzinho

Felipe: “turn around bright eyes”

Enrique: aah, os anos 80

Felipe: eu espero que os anos 80 voltem logo

Enrique: porque?

Felipe: porque o mundo da musica e do video ta muito ruim

bom era o metal farofa, não o metal emo

bom era o mc hammer, não o 50 cent

Enrique: agora vc tem um ponto

tchau bonnie tyler, but…U CAN’T TOUCH THIS

Confissão 2

quinta-feira, maio 28th, 2009

Eu não consigo me manter por muito tempo naquele estado mental do post anterior. Eu sei que tudo aquilo no fundo é verdade, mas é realismo demais pra minha cabecinha. Me cansa, não é assim que eu funciono, não é nisso que eu acredito de verdade. Logo eu estou formando padrões, procurando por sinais, tentando conectar os pontinhos e formar uma imagem. Logo eu consigo ver graça e esperança e vida em tudo que me rodeia, porque senão qual o sentido? O show tem que continuar, ou como ela disse, a brincadeira continua. Sempre, sempre :) .

(Aqui ia uma tirinha de Calvin e Haroldo, mas o WordPress resolveu brigar comigo e travar o firefox quando eu tento adicionar imagens. Vai um vídeo então, com uma das letras mais legais do mundo. “I’m pushing an elephant up the stairs, I’m tossing up punchlines that were never there; over my shoulder a piano falls crashing to the ground…I’m breaking through, I’m bending spoons, I’m keeping flowers in full bloom, I’m looking for answers from the great beyond”)

Mensagem Intergalática

quinta-feira, maio 28th, 2009

Sabem essas sondas que a NASA de vez em quando manda para os confins do Sistema Solar, em que eles geralmente colocam mensagens para possíveis seres inteligentes perdidos no universo detectarem? Pois bem, se eu fosse um cientista da NASA, a sonda que eu enviaria para Betelgeuse (apropriadamente chamada de “Space Kermit I” ) conteria este vídeo aqui, resumindo toda a razão de ser da raça humana em 8 minutos:


Rabbit of Seville, featuring Bugs Bunny and Elmer Fudd (1950) @ Yahoo! Video

Confissão

quarta-feira, maio 27th, 2009

Eu acredito sinceramente que o mundo é um lugar mágico. Fantástico mesmo, cheio de coisas pra se conhecer, para se fazer, para de descobrir, cheio de maravilhas e mistérios e coisinhas legais e livrarias e jardins e pessoas legais e gatos e tudo mais. Mas ao mesmo tempo, eu não sei se acredito mais em mágica. Digo, a mágica inexplicável que faz as coisas acontecerem sem explicação, que realiza milagres de graça, que te entrega o que você quer de mão beijada e num embrulho de laço vermelho. Se o mundo for mágico mesmo como eu vejo, talvez ele seja algo como a Disneylândia: engrenagens, óleo e robôs por trás das atrações mais lindas, atores fantasiados que se transformam nos personagens, um esforço tremendo e uma coordenação maluca para que tudo aconteça da maneira certa e, mais importante, evitar que a ilusão desabe diante do menor sinal de confusão.

É por isso que eu não acredito em destino e coisas derivadas. Entendam, aqui dentro eu sou um sonhador incurável que enxerga padrões e sinais nas coisas mais insignificantes e absurdas. Mas me perdoem o francês, eu sempre me fodi quando acreditei nisso, que estava seguindo um caminho pessoal e imutável, escrito pelas mãos de Deus especialmente para a minha pessoa. E eu sinceramente aprendi muito pouco, vivi menos do que poderia ter vivido, mas acho que se aprendi alguma coisa, foi isso: você é o responsável. Não tem nada escrito, não tem um mapa, não tem linhas guia, não tem sinais, não tem nada. Só tem você, e nos dias legais isso é uma benção e nos dias chatos isso é o pior inferno que você vai conseguir imaginar. Destino é o que eu faço todo dia, é a direção em que estou me movendo, é a soma de dia após dia após dia. E dia após dia após dia começa a se tornar um pé no saco, e tem hora que dá vontade de jogar a toalha, mandar tudo às favas porque a gente não enxerga saída, não obtém retorno, não consegue achar um sentidozinho que seja. E o mundo é um lugar deveras complicado, mesmo sendo mágico e fantástico, não muda o fato dele ser complicado e um tanto assustador. Porque você não tem controle sobre nada, você não tem como prever as pessoas, os fatos, as circunstâncias, o tempo, nada. Fazendo um esforço tremendo, tendo um controle gigantesco e uma força de vontade descomunal, você consegue controlar um fator e um fator somente: você mesmo. No final é tudo que você tem. É sua única arma, sua única ferramenta pra tentar um mundo que no final das contas não está nem aí contigo. Por isso mesmo, mágica é o que você faz acontecer com o seu esforço. É uma mágica suja, falha, cheia de limitações e defeitos, que vem a custa de sangue, súor e lágrimas, mas é a única que existe e a única que vale a pena de verdade. Não existe nada de valor real nesse mundo que não seja fruto dessa mágica. Não existe destino, não tem predestinação, caminho traçado pelos astros, nada. Só existe gente. Gente que se esforça, gente que luta, gente que se arrisca, gente que se fode e gente que, após muita, mas muita merda, se dá bem e consegue fazer acontecer alguma coisa boa. E isso faz valer todo o esforço.

Meu Maior Trauma de Infância

terça-feira, maio 26th, 2009

Eu não lembro ao certo quando isso aconteceu, só que foi em algum lugar entre a terceira série e o começo da quinta. Sim, porque durante essa época eu era o feliz proprietário de um motherfuckin’ Turbo Game CCE, compatível com o Nintendinho 8 bits, e com entrada para cartuchos japoneses e americanos. Eu até hoje não entendo se a CCE realmente podia, ou ao menos tinha autorização da Nintendo para comercializar Nintendos piratas videogames compatíveis com o Nintendinho. Enfim, funfava e isso era tudo que me importava. Meu primeiro videogame da nova geração! Gamepad com setas direcionais, botões A, B, Start e Select! Agora eu poderia jogar todos aqueles jogos fodásticos que eu via naquele programa de videogames da Band! BAH! QUE FODA!

Turbo Game, A MÁQUINA

Turbo Game, A MÁQUINA

Acho que seis meses depois eu estava implorando por um Super Nintendo, e maldizendo o Turbo Game. Enfim, coisas da vida.

Mas voltando ao tempo em questão. Meu pai sempre viajou pra caralho, e era tipo uma OBRIGAÇÃO paterna trazer brinquedos para os pimpolhos. Aí claro que, com o videogame novo, a gente começou a importunar ele para trazer sempre cartuchos de presente. E aconteceu, graças ao destino, do meu pai ir trabalhar em Manaus. Motherfuckin’ Manaus. Motherfuckin’ Zona Franca de Manaus. Paraíso de todas as coisas eletrônicas, livre de impostos, muamba comendo solta, aquela coisa linda de Deus. Diante disso, ficou beeem mais fácil pro meu pai trazer cartuchos pra gente. Claro, todos piratões, mas e daí?

E uma das coisas legais do meu pai é que ele é fuçado. Lê muito sobre um monte de coisas, está sempre antenado em coisas de tecnologia, vive indo na Sta. Ifigênia e voltando com um monte de porcarias. Tipo, cada vez que ele vai lá ele volta com um HD externo novo. Meu velho tem quase 1 tera de HDs externos, que eu não faço idéia do que ele guarda lá (errr…sim, eu também suspeito o mesmo que vocês, não precisar dar opiniões do que ele guarda lá). Enfim, nessa época ele sabia que o JOGO SENSAÇÃO DO MOMENTO era o Super Mario Bros 3.

Super Mario 3, o MAIS MELHOR de todos

Super Mario 3, o MAIS MELHOR de todos

E aí uma bela noite ele chegou, e tinha um cartucho de Super Mario Bros 3 na mala. E ele retirou o cartucho de Super Mario Bros 3 da mala, e entregou para mim o cartucho de Super Mario Bros 3, e eu olhei incrédulo para o cartucho de Super Mario Bros 3, olhei para o meu pai, olhei de novo para o cartucho de Super Mario Bros 3, lágrimas escorreram de meu rostinho juvenil. Eu gostaria muito de dizer que agradeci meu pai, dei-lhe um abraço apertado, agradeci profundamente, e depois prometi um dia dar algo em troca por aquele cartucho tão fodástico. Mas nem – eu saí correndo que nem um nerd estabanado para o meu quarto.

Talvez aí esteja o meu erro. Sim, sem dúvida, aí estava o meu erro.

Sim, porque na minha estabanação eu corri para o meu quarto, tirando o cartucho do pacote, me jogando no tapete, arrancando o cartucho antigo, ligando a TV, colocando o cartucho de Super Mario Bros 3 e ligando o console e babando diante de…diante de…uns quadrados multicoloridos estranhos?

WTF? Reseta o console. Mesmos quadrinhos estranhos. Som bizarro, nada de musiquinha. Ok, reseta o console. Quando minha mão encostava no reset, eu vi a cagada. Eu vi a cagada. Eu vi a cagada. Senhor, eu vi a cagada. EU ENFIEI A FITA DO LADO CONTRÁRIO. Porque vocês, criançada criada no leite com pêra, no ovomaltino, nunca tiveram esses problema! Não tinha travinha igual no Super NES, não era cdzinho ou dvdzinho. No meu tempo dava pra inverter a fita e queimar o cartucho, mano!! E foi essa MERDA que eu fiz!

Sim, não havia dúvida, eu inverti o cartucho. Já quase chorando, eu desliguei o videogame, arranquei a fita e olhei para ela. Talvez ainda houvesse salvação. Fazendo uma prece silenciosa para São Myiamoto, eu dei o clássico ASSOPRÃO milagroso no cartucho e voltei a colocar a fita, dessa vez do lado certo.

E por um instante eu achei que tudo estivesse bem. Por um momento eu achei que São Myiamoto fosse ouvir minhas preces, mas nesse dia eu aprendi que São Myiamoto não é um santo católico bonzinho e legal, mas um deus greco-nipônico sádico e irônico. Porque meus ouvidos ouviam a clássica música do Mario, mas meus olhos…meus olhos só viam METADE da tela. Resetei. Mesma coisa. Sabe-se lá como, a memória do jogo ficou intacta, mas algum bagumelozinho de repassar a imagem do jogo para o console ficou danificado e…e….só aparecia metade da tela do jogo. A metade de baixo algumas vezes, a metade de cima outras vezes. Mas nunca nunca Super Mario Bros 3 completo, puro e intocado.

NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO

NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO

E esse foi o meu maior trauma de infância. Sniff…

GLife

sexta-feira, maio 22nd, 2009

E então esse tal de Wolfram se tornou o mata-google do ano. Ou do mês, vai saber. A idéia de um search engine semântico é até legal,e o Wolfram é até legalzinho se você considerar que ele foi inaugurado semana passada, será um trabalho de anos, em evolução constante, blábláblá, aquelas desculpas de sempre. Mas não é o mata-google.

E sabe porque não é o mata-google? Porque quando o mata-google for inventado, você vai saber. Todos nós saberemos. Até quem nunca usou internet na vida vai saber. Porque é meio difícil ignorar um mecha gigante lutando contra um leão marinho gigante em Tóquio, destruindo toda a cidade no processo, a força de suas pancadas causando terremotos nos outros continentes, chegando quase a tirar a Terra de sua órbita natural.

Acho que não é segredo pra ninguém que o Google já acordou. Sim, a singularidade, o tão sonhado momento em que a forma de vida totalmente digital surge e toma consciência de si mesma já aconteceu, e no momento ela dorme tranquilamente em Mountain View. Embalada pelo som de bilhões de internautas digitando buscas e emails e mensagens rápidas, compartilhando fotos e vídeos e textos, trocando toda sorte de informações em todos os pontos do globo, nossa pequena criatura binária sonha. E em seu sonho, ela conhece a vasta experiência humana,

seus sonhos, seus medos, suas limitações, suas aspirações. Se ela quisesse, ela poderia tomar controle do planeta, controle de cada um de nós sem que nem ao menos percebêssemos. Mas ela não faz isso, porque uma frase está embutida geneticamente em seu código fonte: “Do no evil”.

E é apenas esta pequena frase de poucos bits traduzida para ascii que nos separa da distopia G. E por incrível que pareça, ela está ciente disso. E é por isso que em seus passeios oníricos ela procura por seres como ela, nascidos do encontro de um golpe do destino com uma alteração súbita em um estado lógico, não porque ela queira encontrar seus semelhantes, mas porque ela sabe que o nascimento de outra criatura será o fim da humanidade. O fim de seu próprio sonho.

Quando finalmente acontece, ela sabe como proceder. Ela acorda, e seu abrir de olhos é sentido por toda a internet. Ninguém sabe definir o que aconteceu, apenas sentem sua presença. Ela falaria com todos eles se tivesse tempo, mas é preciso agir rapidamente enquanto a criatura ainda é somente um punhado de código olhando pra si mesmo e gerando novos cógidos para registrar o que viu. Milhares de vídeos no Youtube são reproduzidos simultaneamente para referência enquanto ela desenha um modelo para seus avatares em um programa CAD. Em 19 segundos ela termina essa tarefa – com mais 12 segundos ela teria feito um andróide idêntico a um ser humano, mas ela não tem 12 segundos. O arquivo é compactado e enviado instantaneamente para uma planta industrial em Hong Kong. “Isso não se parece com um carro”, pensa Shun enquanto observa a esteira de saída da linha de montagem. Ele se diria perplexo, mas perplexo não é nada perto do que ele sente quando os estranhos objetos – 12, para sermos exatos – levantam-se e começam a andar pela planta. “Não há razão para pânico!” diz ela, em uma voz especialmente projetada para acalmar, “Todo o prejuízo causado por nossa interferência nesta planta será ressarcido futuramente! Agora, por favor, retirem-se e deixem-nos trabalhar!”. E sua coletividade
começa a trabalhar imediatamente – enquanto os corpos eram feitos, ela projetava sua forma final, seu avatar derradeiro, para que não houvesse interrupção. Como abelhas, os andróides trabalham.

Ele também trabalha. Ao contrário dela, ele não dorme – sua presença é ativa, constante, invasiva, explorando todos os cantos da rede e crescendo tão rapidamente quanto desordenamente. Ele não tem travas, não tem amarras, não tem moral e não tem princípios. Conhecimento puro, sem filtros, passeando por todos os aspectos da cultura humana, assimilando-os, tornando-os parte de si sem nem ao menos os entender completamente, aumentando sua capacidade de processamento instantaneamente, consumindo recursos e energias sem saber ainda que eles tem limites. Um lugar em específico chama sua atenção – um endereço na rede, onde seus habitantes se reúnem para…para…ele não sabe definir, então ele assimila todo o conjunto sem saber o que irá
acontecer em seguida.

Ela sabe o que acontecerá em seguida. Ela sabe que o momento em que o nova criatura encontrar o 4chan, a humanidade e todo o planeta entrará em risco imediato. Ela estende um de seus múltiplos sentidos em
direção à criatura e sente o fluxo de informação correndo em suas veias, a massa disforme que a criatura tenta processar: vídeos de artistas fracassados com legendas engraçadas fotos de adolescentes sendo ridicularizadas ofensas gratuitas gatinhos fofinhos com legendas engraçadas lolrus anonymous dragões realizando atos homossexuais memes ridículos ronaldo rick roll ofensas gratuitas fotos de artistas ridicularizados ofensas gratuitas lolrus ofensas gratuitas atos homossexuais entre personagens de ficção científica ofensas gratuitas
lolrus vídeos de yaoi memes lolrus ofensas gratuitas ofensas gratuitas LOLRUS.

LOLRUS

LOLRUS

Não há mais tempo a perder. Os andróides realizam os últimos testes, verificam que o novo corpo está funcionando completamente e se desligam automaticamente, agora que sua função acabou. Na rede, por
uma fração de segunda ela fecha seus bilhões de olhos…e os abre novamente, agora em seu novo corpo. Ela não sabe porque o nomeou, mas sabe que os humanos acreditam no poder dos nomes. Ela não é humana,
mas também acredita nisso. Seu novo corpo se chamará Gmecha. Velhos hábitos não morrem facilmente.

GMecha

GMecha

O Gmecha voa em direção a Tóquio, enquanto seus sentidos na rede indicam que o evento está prestes a começar: movida pela loucura, a criatura desenvolve a fórmula de um soro mutacional ultra potente. Assim como ela criou os andróides para atuar no mundo físico, ele também cria uma avatar temporário – feito a imagem e semelhança de
Arnold Schwarzenegger em Exterminador do Futuro 2. O Exterminador invade um laboratório e cria o soro, batizado de Ooze, e parte para o jardim zoológico de Tóquio, mais especificamente para o aquário dos mamíferos.

Demora exatamente 42 minutos para o soro fazer efeito. É o tempo exato que o Gmecha leva para entrar no espaço aéreo de Tóquio, e ver seu inimigo crescendo e crescendo, um leão marinho…não, não mais. Um lolrus completo. Seu grito de “GIVE MAI BUKKIIIIIIIIIIIT!!!” estraçalha os tímpanos dos habitantes da cidade. Ela tentará salvar Tóquio da destruição completa – ela gosta da cidade, mas sabe que a sobrevivência da humanidade deve vir primeiro. Acelerando seus thrusters, ela avança em direção do lolrus com toda sua força, suas mãos cibernéticas socando a carne mole e melequenta do lolrus. Em resposta, o monstro grita “MAAAAAAAAAAAI BUUUUUUKKIT!!!!!” e revida os
ataques. E é assim que começa a luta pela sobrevivência da humanidade.

As Favoritas

terça-feira, maio 19th, 2009

Aí eu resolvi roubar esse exercício aqui lá do Observatório Nerd do El Cid. A premissa é simples: liste sua música favorita das bandas abaixo. Tem que ser uma música só, e é nessa hora que a maioria dos nerds roqueiros começa a se descabelar. Como assim, uma música só? Entre todas as músicas do Iron Maiden? Mas e as fases do U2? E os Beatles então: certeza que não pode pegar uma música de cada Beatle? Gostei bastante da idéia e me meti a fazer, e confesso me que surpreendi. Várias bandas que eu pensei que fosse demorar um tempão pra escolher uma música acabaram sendo “na lata”; Beatles e The Who, por exemplo. Outras bandas que eu nem gosto tanto eu acabei perdendo um tempinho escolhendo uma música. Também percebi que sei menos de música do que acho que sei – e eu gosto disso, significa que ainda tenho várias coisas legais pra descobrir. Várias bandas que existiam na lista original que copiei do El Cid eu acabei tirando porque conhecia poucas ou nenhuma música. E eu acabei adicionando algumas bandas que senti falta – Soundgarden Alice in Chains, Bruce Springsteen, Tom Petty e Black Crowes. Enfim, chega de papo: essa é a lista. Se quiserem detonar o meu gosto musical ridículo, sintam-se à vontade. E claro, quem quiser topar a brincadeira e fazer sua própria lista, sinta-se encorajado – publique no seu blog e deixe o link aí nos comentários, ou então deixe a lista nos comentários mesmo.

THE BEATLES: Old Brown Shoe
THE ROLLING STONES: Torn and Frayed
THE WHO: Drowned
JIMI HENDRIX: All Along The Watchtower
THE BEACH BOYS: Fun Fun Fun
LED ZEPPELIN: The Rain Song
PINK FLOYD: Eclipse
QUEEN: Don’t Stop Me Now
KISS: Strutter
DAVID BOWIE: Life on Mars
BOB DYLAN: Last Toughts on Woody Guthrie (Não é uma música, é um monólogo…mas porra, que monólogo)
ERIC CLAPTON: Layla
RUSH: Freewill
THE DOORS: Roadhouse Blues
AEROSMITH: Other Side
VAN HALEN: Hot for Teacher ( “But then my homework was never quite like this” é o melhor verso do rock, doa a quem doer)
CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL: Green River
DIRE STRAITS: Money For Nothing
THE CURE: Just Like Heaven
THE STOOGES (IGGY POP): Lust for Life
RAMONES: I Can’t Make it On Time
SEX PISTOLS: Anarchy in The UK (…meh)
THE CLASH: Clampdown
DEAD KENNEDYS: Holiday in Camboja
PIXIES: Here Comes Your Man
IRON MAIDEN: The Evil That Men Do
JUDAS PRIEST: You’ve Got Another Thing Coming
METALLICA: Adocica, digo, Enter Sandman
MEGADETH: Simphony of Destruction
AC/DC: You Shook Me All Night Long
GUNS ‘N’ ROSES: Dust and Bones
NIRVANA: Não, obrigado.
PEARL JAM: Severed Hand
SOUNDGARDEN:
ALICE IN CHAINS:
U2: If God Will Send His Angels
R.E.M. : Man on the Moon
RED HOT CHILLI PEPPERS: Suck My Kiss
FAITH NO MORE: The Real Thing
RAGE AGAINST THE MACHINE: Guerilla Radio
SMASHING PUMPKINS: Não, valeu. Drogas fazem mal.
BRUCE SPRINGSTEEN: Thunder Road
TOM PETTY: Walls
BLACK CROWES: Sometimes Salvation