Coisas Geek de um Hobbit Inútil

E não se esqueça da toalha.

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Maledeto Status Quo

Faz anos que meu avô morreu, mas se você levantasse a tampa do meu crânio, por Deus, você encontraria, nas circunvolunções de meu cérebro, as marcas profundas de seus polegares. Ele me tocou. Como eu já disse, ele era um escultor. “Odeio um romano chamado Status Quo!”, disse-me ele. “Encha seus olhos de admiração”, dizia ele, “viva como se fosse cair morto daqui a dez segundos. Veja o mundo. Ele é mais fantástico do que qualquer sonho que se possa produzir nas fábricas. Não peça garantias, não peça segurança, jamais houve semelhante animal. E se houvesse, seria parente do grande bicho-preguiça pendurado de cabeça para baixo numa árvore o dia inteiro, todos os dias, a vida inteira dormindo. Para o inferno com isso”, dizia ele, “balance a árvore e derrube o grande bicho-preguiça de bunda no chão”.

Trechinho de Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Bizarro como um livro de 1953 possa ser tão atual, tão relevante, tão importante. É um livro que fala sobre uma sociedade que queima livros, que proíbe a posse e a leitura de livros por considerá-los perigosos para o bem-estar da sociedade. Cabe aqui um post mais detalhado sobre o assunto, que MAIS UMA VEZ eu vou deixar na promessa. E eu também preciso fazer um post sobre o livro “Amor em minúscula”. Assunto pra post não falta, o que falta é eu criar vergonha e balançar a árvore e derrubar o bicho preguiça ¬¬.

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