Coisas Geek de um Hobbit Inútil

E não se esqueça da toalha.

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Sobre Tênis e Músicas (é mais sobre tênis, mas enfim)

Aí hoje eu fui no shopping center, numa loja de ARTIGOS ESPORTIVOS, comprar um TÊNIS melhorzinho, porque o meu atual está me fodendo a planta do pé toda vez que eu vou CAMINHAR depois do trabalho. Sim, é o Enrique escrevendo. Acho.
A indústria dos tênis é uma coisa interessante. Sabe aquele futuro que mostram nos Jetsons, com um visual todo espalhafatoso, cheio de trique-triques, e que nunca se tornou verdade? Nunca se tornou verdade, exceto pras fábricas de tênis, acho eu. Cara, olha só essa prateleira de tênis, um modelo mais espalhafatoso que o outro, cheios de detalhezinhos e cores extravagantes e amortecedores bizarros e materiais estranhos e sei lá mais o que. Tudo o que eu queria era um tênis que não brilhasse! Eu tenho dois modelos de tênis preferidos: All-Star clássicão, jeans azul e mais nada, e aqueles da Adidas que tentam imitar o All-Star mas são mais “firmes”, também de uma cor só e só as três listras brancas. Meu tênis atual é um Adidas desses; procurei Araçatuba inteeeira (…três lojas de tênis, no total) por ele, e agora tenho o prazer de o ver envelhecer e ficar todo confortável e fodidão. Tênis bom é todo confortável e fodidão, diz meu coraçãozinho punk.

A moça começou me mostrando alguns modelos da marca Whatever_1, com amortecedor em 27 lugares diferente, airbag e cup holder, por meros 300 reais. Eu disse que não queria fazer um investimento tão alto, e ela mostrou outros modelos da marca Whatever_2. Mais modestos, só 10 amortecedores, direção hidráulica e espelho no teto solar (Tv Pirata FTW), por apenas 200 reais. Aí eu tive que ser sincero. “Moça, eu sou um fodido, e só quero um tênis com amortecedor que não machuque meu pé enquanto tento perder essa maledeta barriga.” Tcharããã, funcionou! E o melhor é que o tênis é confortável e nem brilha tanto assim.

(Eu só preciso colocar um cobertor em cima dele quando vou dormir no quarto de noite.)

E claaaro que eu tinha que passar na livraria. Acabei achando o “31 Canções” do Nick Hornby, livro que eu queria ler faz SÉCULOS (tipo, 5 anos) e nunca havia encontrado (na verdade eu nem procurei direito, mas enfim). Só li alguns ensaios, mas já achei extremamente ótimo. Tem uma coisa que ele fala logo no começo, e que eu nunca havia percebido: música boa, realmente boa, que você realmente gosta, não é aquela que marca momentos especiais na sua vida. É aquela que continua na sua vida, superando momentos especiais e momentos não especiais, e tem sua importância própria só por existir. Deu vontade de identificar e listar as minhas músicas realmente especiais, e talvez vocês vejam isso logo por aqui. Talvez, porque eu sou enrolado pra caralho e todo mundo sabe disso.

2 Comentários

  1. J. escreveu isso em sábado, 16 de maio de 2009 às 2:45 pm | Permalink

    posso copiar a sua idéia? =)

    • Enrique escreveu isso em domingo, 17 de maio de 2009 às 8:38 am | Permalink

      Hahahaha, claro! =D

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