Coisas Geek de um Hobbit Inútil

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The Hogfather

Alguns dias…errr…algumas semanas atrás, a rnt e a J. perguntaram de qual livro do Terry Pratchett era a citação desde post aqui. Olha, desculpem a demora, é que…é que eu sou um preguiçoso sem salvação :( . Como forma de compensar minha mancada, aí vai um post todo bonitinho sobre Hogfather! Isso é, se vocês ainda estiverem lendo isto :(

HO. HO. HO.

HO. HO. HO.

Hogfather é um dos livros mais legais da série Discworld, sem sombra de dúvida. Não é meu preferido (essa honra pertence a The Wee Free Men), mas chega bem perto. Ele pertence ao ciclo de livros focados na Morte, ou melhor, a personificação dela em Discworld: um grande esqueleto de capuz preto, com o Big Bang no fundo dos olhos e uma mania incurável de tentar entender e ser um pouco como os humanos. É essa mania que move todos os livros focados nele, e também o grande charme do personagem. Como não gostar de uma Morte que adora gatos, e que faz tudo pelo amor de sua “netinha”, a superfoda Susan St. Helit. A Susan é outro personagem ótimo: não é nem um pouco natural ser neta da Morte, e talvez isso tenha feito dela extremamente incrédula e infinitamente prática. É o tipo de mulher que não se preocupa em explicar pros alunos que não existem monstros dentro do armário: ela simplesmente pega um porrete, abre o armário e espanca o monstro até ele fugir pela janela. E não, ela não está fingindo.

Juntos, Morte e Susan são os dois heróis de Hogfather. A trama do livro começa com os Auditores do Tempo tentando mais uma vez destruir o Discworld (que na visão deles e de qualquer pessoa com um mínimo de sanidade, é um erro e uma afronta aos bons costumes), desta vez impedindo que o Hogfather, uma espécie de Papai Noel desse universo, entregue todos os presentes na noite de Natal. Isso destruiria o mundo por razões que são melhores explicadas no livro (leia-se: spoilers), e eles resolvem contratar um assassino para matar o Papai Noel. E em Discworld, caso você precise de um assassino, você vai à Guilda de Assassinos, claro, e a guilda tem exatamente o homem necessário para uma missão peculiar: o maníaco e segundo-melhor-vilão-da-série Mr. Teatime. (É um mero detalhe que eles também estavam tentando se livrar daquele maluco, mas enfim). Teatime tem um plano elaborado para acabar com Noel, que envolve…bem, envolve fadas e dentes. Fadas. E dentes.

O plano aparentemente funciona, porque o Hogfather desaparece e os presentes não estão sendo entregues pelo mundo. É claro que a Morte sente o cheiro de coisa errada no ar, e decide investigar. Bem, na verdade ele manda Susan para o castelo do Hogfather investigar o que estaria acontecendo, e ele decide…bem, a Morte decide se tornar Papai Noel por uma noite e entregar presentes para todas as boas criancinhas do mundo. HO. HO. HO. A partir daí o livro se divide, com a Morte e Albert (seu mordomo) descobrindo os problemas e as dúvidas existenciais envolvidas em entregar presentes para todas as boas crianças do mundo, e Susan investigando os planos bizarros de Mr. Teatime.

Como todo bom livro de Pratchett, além da trama principal existem várias outras coisas legais acontecendo em paralelo. Uma coisa que eu acho ótimo em Hogfather é a participação dos magos da Universidade Invisível, principalmente meu ídolo, Munstrum Ridcully. Sabe o mago calmo, paciente, sábio, em contato com a natureza, pacífico e bondoso? Ridcully é o extremo oposto disso. É nesse livro também que aparece pela primeira vez o HEX, o supercomputador movido a formigas e magia, que é usado pela Morte para resolver o grande mistério da trama. E claro, o Deus das Ressacas, outra sacada genial do Pratchett. Toda cultura não tem um Deus da Bebedeira, das Festas, Orgias e Bacanais? Bem, tudo no universo é equilíbrio, e é preciso que exista um Deus do Dia Seguinte…e o estado dele não é nada bom.

Infelizmente, não existe tradução para Hogfather ainda em português. Dizem por aí que dá pra achar a versão em inglês pela internet, ou até mesmo a minissérie da BBC baseada no livro, mas eu não saberia dizer aonde. Sabe como é, eu sou contra essa coisa de pirataria na internet.

2 Comentários

  1. rnt escreveu isso em quarta-feira, 13 de maio de 2009 às 8:07 pm | Permalink

    gotta LOVE terry pratchet! olha que resenha mais bacana, a gente lê e o coração fica feliz. pois então. vou aprender inglês de gente pq não güento mais esperar as traduções dos livros dele. tenho todos, lidos, relidos e amados, tudo por causa da naomi batata (que decapouco deve tar quicando aqui, se bem conheço, pq mandei-lhe o link ^_^), e apaixonadíssima desde então!
    obrigada pela resposta e pelos links e tudo mais. adori =]

  2. J. escreveu isso em sábado, 16 de maio de 2009 às 2:40 pm | Permalink

    Comecei a gostar do pratchet com as belas maldições. Mas estou adorando Discworld.
    Obrigado pela resposta!
    E pelas não indicações… ;)

2 Trackbacks

  1. Por Bola ou disco, o mundo é circular « Batata Transgênica em quinta-feira, 28 de maio de 2009 at 1:48 pm

    [...] mas que bateu mais vontade ainda de ler o livro [saindo da ordem de publicação] depois de ler esse post do Hobbit Inútil no blog Coisas Geek de um Hobbit [...]

  2. Por NORAD Tracks Santa « Pensamentos de Uma Batata Transgênica em terça-feira, 7 de dezembro de 2010 at 7:25 am

    [...] se possível, leia e assista [...]

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