Posts de junho, 2009

Kitsune

domingo, junho 28th, 2009

Poucos animais no japão são tão cercados por mistérios e lendas quanto a raposa. Às vezes ela faz o bem, seja como mensageira dos deuses, seja como entidade protetora das lavouras de arroz. Às vezes ela se torna perigosa, seja possuindo o corpo de donzelas e enganando os homens, seja usando seus poderes para confundir e enlouquecer seus desafetos. Mas porque elas tem tanto poder? Porque um animal que a gente mal vê, arisca e de hábitos noturnos, é tão tão reverenciado e lembrado, até mesmo hoje em dia? Será que existe um fundo de verdade para essas tantos mitos e lendas envolvendo as raposas no Japão?

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No Japão as raposas são mensageiras do deus Oinari, o deus shinto da comida e das plantações de arroz, dos fazendeiros, comerciantes e pescadores. É dito que durante a primavera Oinari descia das montanhas para residir nos arrozais durante toda o período fértil, e depois voltava para as montanhas quando o inverno chegasse novamente. Com Oinari chegavam também as raposas, suas mensageiras – ou seria que elas surgiam para se aproveitar dos ratos que se multiplicavam nos arrozais? Com o tempo os plantadores começaram a construir altares para rezar e pedir proteção para Oinari – para ter uma boa safra, para a lavoura não ser atacada por pestes, por um bom preço na hora de vender o arroz – e nesses altares eles colocavam não estátuas de Oinari (mesmo porque até hoje ninguém sabe se Oinari é um deus ou uma deusa), mas sim imagens de raposas. Esses altares se espalharam, primeiro nos temploes, depois nas casas e depois nas estradas – aonde os viajantes passavam e batiam palmas em honra à raposa, ou deixavam presentes para ela (tofu frito é sua comida preferida). E isso tomou uma popularidade imensa, tão imensa que hoje em dia existem 30 mil altares de Oinari pelo japão. Como uma imagem vale mais que mil palavras, aqui vão mil estátuas de raposa:

Talvez tenha sido o resultado de tanta adoração, talvez elas fossem criaturas mágicas desde sempre. Mas o fato é que as raposas tem uma aura mágica própria, e vários poderes sobrenaturais para acompanhar. Quanto mais velha uma kitsune, mais poderosa ela é. Aos cinquenta anos, a kitsune pode tomar a forma de uma mulher. Aos cem anos ela pode se transformar em uma bela mocinha ou um homem sedutor, e também saber do que acontece à quilômetros de distância. Ela também ganha seus poderes de ilusão e hipnose, podendo fazer uma pessoa se perder ou sair de seu rumo, ou mesmo possuir uma pessoa e levá-la à loucura – a temida loucura da raposa, kitsune tsuki. A cada cem anos de vida a raposa ganha uma nova cauda, marcando seu poder e sua ordem no mundo das raposas. Uma raposa que chega aos mil anos de idade torna-se uma poderosíssima raposa-de-nove-caudas: sua pelugem torna-se prateada ou dourada, e ela pode comunicar-se com os deuses celestiais e tem visão de tudo o que acontece pelo mundo.

Embora tão poderosa, as kitsunes não são malévolas. Nota-se nelas uma vontade de conhecer e fazer parte da sociedade humana, embora essa adaptação seja um tanto difícil. Elas tomam forma de pessoas para punir os malévolos e recompensar os bondosos, mas elas não se contentam com isso. As lendas mais comuns são de raposas que são salvas de predadores ou caçadores, e assumem a forma de belas e sedutoras mulheres para agradecer seus bem-feitores. Muitas vezes elas acabam se casando com eles, e tem até filhos. Entretanto, a transformação não é perfeita – às vezes o marido percebe os pés da raposa, ou então a cauda escapa através da roupa. Outras vezes percebe-se a raposa através dos cães, pois eles são imunes as ilusões da raposa e conseguem ver através do disfarce. Uma vez sendo revelada, a raposa torna sua forma habitual e sai correndo antes que seja pega – nesse momento, é possível ver o crânio humano em sua cabeça, que ela precisa usar para poder se disfarçar.

Raposa disfarçada de humana - note a sombra dela contra a parede de papel

Uma explicação para o mito dos poderes de transformação das raposas talvez seja a própria natureza delas. Embora muito comuns, elas raramente são avistadas. Você pode ver uma raposa se movendo rapidamente pelo campo, mas ela logo some antes que você possa fazer qualquer coisa. À noite, a única evidência de sua passagem são as cercasquebradas e as galinhas roubadas na calada da noite. Assim, elas se transformariam para se esconder dos seres humanos, e também de seus predadores. Na mitologia japonesa é dito que elas vivem imitando a sociedade dos seres humanos, se dividindo em lordes, servos, senhores e senhoras, andando em duas patas e vestidos, performando seus rituais místicos sob a luz do luar nas clareiras das florestas.

Raposa vestida de monge

Raposa vestida de monge

Como dito antes, os altares de raposas estão espalhados por todo o Japão. Cada estátua de raposa é única e dizem que não existe uma estátua igual à outra, embora certas características se repitam em quase todas. É muito comum que a raposa segure algo na boca ou nas patas – geralmente uma jóia, mas outros objetos são comuns. Essa jóia, chamada Hoshi-no-tama, contém parte da magia da raposa, que ela precisa guardar para realizar seus feitiços e transformações – e podem ser usados por humanos para obter favores das raposas, caso eles consigam roubá-las.

Outro detalhe comum nas estátuas é o lenço vermelho no pescoço. A cor vermelha no japão tem a propriedade de espantar os demônios e fantasmas malévolos, e a raposa é um dos animais responsáveis por guardar os templos contra estas criaturas. Existe no Japão o conceito de kimon (algo como “portal demoníaco”), que é a direção por onde os demônios se concentram e entram em nosso mundo. Assim, nos templos as raposas são colocadas para guardar os portões – uma de cada lado do portão, um macho e uma fêmea, ambos portando lenços vermelhos, e protegendo nosso mundo contra o que possa vir do outro lado.

A Smooth Criminal

domingo, junho 28th, 2009

E aí que o Rei do Pop morreu. Vida longa ao Rei.

Não sejamos hipócritas: nós súditos do Rei do Rock nunca respeitamos muito ele. Sim, é fácil agora tirar lembranças da infância e lembrar que “Black & White” foi um dos primeiros videoclipes realmente l-e-g-a-i-s que eu vi. Ou que eu sabia fazer o moonwalk na terceira série e fazia sucesso nos intervalos da escola por causa disso. Ou ainda que eu ganhei o cd do Thriller de presente do meu pai, e torci o nariz quando vi mas uma semana depois eu só ouvia ele. Ele era bom! Ele era legal! Ele foi relevante, disso ninguém tem dúvidas.

Mas de vários anos pra cá a gente perdeu o respeito. Claro que ele não ajudava – uma cara diferente e cada vez mais estranha quando aparecia na TV, essa mania estranha e possivelmente perversa de abraçar meninos, e a gente também já não ligava tanto pras músicas. No meu caso, eu virei súdito de Elvis e rejeitei e desprezei tudo que fosse (ou parecesse) pop por um bom tempo. Demorou séculos pra que eu percebesse que essas separações entre rock e pop eram imaginárias (e um tanto ridículas), mas todo bom adolescente curte um perrengue, vai dizer. E durante todo esse tempo eu esqueci do Michael. Volta e meia apareciam notícias dele – ele balançando seu filho numa sacada, ele gravando um clipe multimilionário com a irmã, ele endividado até as botinas – e eu ria quando sabia delas. Putz, esse cara já era, dá um tempo. “MJ? Tá falando da Mary Jane Watson-Parker? Ah, sim o Michael Jackson…ele tá vivo ainda?”

Não, não está mais. E agora dá-lhe todo mundo baixando os discos dele (tô baixando o Bad nesse momento), vendo seus vídeos no youtube (42 milhões de exibições de Thriller da última vez que olhei), pensando que ele era estranho mas era legal, e que talvez ele nem fosse pedófilo, vai dizer, era um incompreendido, um maluco. A gente fica gentil com os reis quando eles morrem, não? É fácil, é natural. E mesmo assim, que bando de filhos da puta somos nós.

O Outro Rei morreu. Vida longa ao Rei.

E rezemos pra ele não voltar como zumbi pra se vingar

E rezemos pra ele não voltar como zumbi pra se vingar

Question Everything

terça-feira, junho 23rd, 2009

“A última coisa que Buda disse aos seus seguidores antes de morrer foi: “Questionem tudo e todos”. Bem, na verdade se você for procurar, o que ele realmente falou foi “Sejais lâmpadas de si mesmos” (A maior parte dos tradutores destes escritos realmente gostava dessa linguagem semi-bíblica). O ponto é que, uma lâmpada serve para iluminar o seu caminho no escuro. “Sejais lâmpadas de si mesmos” significa ser o seu próprio mestre, ser sua própria lâmpada. Não acredite em algo porque foi o seu professor, o seu herói, ou até porque foi o Buda quem disse. Procure por si mesmo. Veja por si mesmo, com seus próprios olhos. Seja uma lâmpada você mesmo. Em outras palavras, questione tudo”.

Esse é um trecho do comecinho do livro “Hardcore Zen”, um dos livros mais legais que eu já li. A idéia do autor Brad Warner é explicar o que é realmente o Budismo, sem toda a frescura e linguagem críptica que geralmente acompanham os livros de budismo. A mensagem de Buda na verdade é bastante simples, e como todas as boas-verdades-bastante-simples ela é de fácil compreensão e quase impossível execução. Basicamente tudo que Buda disse pode ser resumido em “Esteja aqui agora”. E o pior é que nós nunca estamos.

Tenho cá pra mim que a gente gosta de colecionar fragmentos. Bom, pelo menos eu adoro. Pedaços de letras de músicas, trechos de livros, conversas interessantes de filmes, artigos interessantes, frases de efeito. Coisas que nossos pais dizem pra gente, que nossos amigos nos contam, que os professores falam na sala de aula, que ouvimos alguém dizer. Todas essas coisas parecem ter sentido, seja porque nos foram passadas como verdades por quem disse, seja porque simplesmente soavam como verdades aos nossos ouvidos. E a gente vai colecionando tudo isso, formando uma colcha de retalhos. E a gente anda por aí com essa colcha, enrolados nela, arrastando ela, indo para todo canto com ela. Lembram do Lino?

O que Buda diz é “faça sua própria colcha”. Não roube os pedaços de ninguém. Procure suas próprias verdades, teste elas através da experiência. Questione o que seus pais te dizem, teus professores, teus amigos, a sociedade, suas músicas, seus filmes, seus livros. E não pare por aí! Questione suas próprias idéias, seus sentimentos, suas verdades, seus impulsos, seus medos, suas dúvidas, suas certezas, suas perguntas e suas respostas. A gente dá um valor danado para o que acontece dentro de nossas cabeças, mas na paior parte do tempo tudo o que temos lá dentro é uma cacofonia dos diabos, uma bagunça dos infernos. São só pensamentos. Não são nem idéias formadas, são só pedaços e retalhos de idéias, que vem e vão. “Mas são meus pensamentos, são eles que formam quem eu sou!”. Será mesmo? Essa é a grande questão que Buda propõe. Quem é você, a bagunça dentro da sua cabeça, ou o que permanece quando todo o resto silencia? Ou a soma disso tudo? Eu não sei, sinceramente.

Dizem que a mente deve ser como a mente de um principiante. “Zen mind, n00b mind”, se quiserem. Um principiante está sempre aberto a aprender e conhecer, porque ele não sabe de nada. Já uma pessoa mais experiente é cheia de preconceitos, fica parecendo uma mula velha quando contrariada. E se tem uma coisa que é verdade nesse mundo é que nós não sabemos de porra nenhuma. Porque nós insistimos que sabemos, é um grande atestado de burrice da humanidade como um todo. Enfim, a idéia é: esteja aberto e pronto pra tudo. A realidade não é aquilo que criamos na nossa cabeça, a realidade simplesmente é. “Ah, veja os flocos de neve, todos caindo no lugar certo”. Porque só existe um lugar certo e momento certo: aqui e agora. O resto é imaginação, é só fumaça e espelhos escondendo a verdade.

( Enfim, fazia muito tempo que eu queria falar sobre Budismo aqui (muito tempo sendo uns 2 anos, pelo menos, desde que li o Hardcore Zen). O que me fez sair da moita foi ler esses quadrinhos fantásticos aqui , que achei nesse post do Dimensão Zero. )

Boddhidharma, zen badmothafucka master

Boddhidharma, zen badmothafucka master

Teorema

terça-feira, junho 23rd, 2009

“Parece um teorema
Sem ter demonstração
E parece que sempre termina
Mas nããããã-hãããã-oooo teeeeem fiiiiim”

Sobre Salvador Insólita e Músicos Franceses Surrealistas

segunda-feira, junho 22nd, 2009
  • Salvador acordou insólita. Sim, insólita. Adoro essa palavra: insólita. Vou começar a usá-la mais vezes. Enfim.
  • Salvador acordou insólita. Sabe, fez friozinho! Teve garoa de manhã cedo, daquela que começa fraquinha e quando você percebe já está tão encharcado que nem faz sentido pegar o guarda-chuva? E um vento frio e forte, como muito raramente se vê por aqui. De tarde eu cheguei a pensar em blusa, numa cidade em que eu sonho ir trabalhar de shorts e chinelo.
  • Mas o mais legal é que a cidade estava vazia! A escola na frente do prédio estava deserta, sem pivetes berrando, sem dondocas parando o trânsito, sem buzinas! Dava pra atravessar a rua em menos de cinco minutos de espera! E não se ouviam buzinas! O ônibus não estava lotado como sempre! O trânsito não estava engarrafado! E não havia buzinas!
  • Eu já disse que odeio as buzinas de Salvador? Sabe, o soteropolitano que possui um automóvel tem essa paixão incontrolável por sua buzina. Não importa o que esteja acontecendo, ele sente essa vontade irreprimível de enfiar a mão no meio do volante e fazer BÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ para o mundo. É a tal da musicalidade do povo baiano se manifestando no trânsito, acredito eu. Querem saber? Enfiem essa musicalidade e essas buzinas no meio do rabo, bando de imbecis!
  • Ok, perdoem o chilique. Mas eu precisava botar pra fora esse ódio POR ESSAS MALDITAS BUZINAS DO INFERNO CARALHAL GRRRRR!!! Ok, ok. Easy, mongo, easy. Vamos falar de coisas mais calminhas.
  • Andei desenvolvendo uma fascinação pela música do Yann Tiersen. Eu nunca fui muito fã de música instrumental…no máximo ouvia a trilha sonora de Senhor dos Anéis enquanto jogava WoW (deixa o jogo MUITO mais épico, eu garanto), de vez em quando a trilha do Chrono Trigger. Mas confesso que a música desse francês me pegou de surpresa. Foi dona Getsuchan quem me mostrou a Valse d’Amélie pela primeira vez, e a partir daí eu viajei na batatinha. Pra quem ainda não ouviu, vale a pena começar pela trilha da Amélie.

Faith No More – Um Guia para Principiantes

sábado, junho 20th, 2009

1 – Faith No More foi uma banda de heavy metal dos anos 80/90. Sabe aquela história de juntar metal, rap e funk do tal do “nu-metal”, que ninguém sabia fazer direito exceto o Systemófodáum? Pois é, eles inventaram esse estilo 20 anos antes, e eles faziam direito. Com doses exatas de metal, de rap e de funk. O segredo é o funk, perguntem pro James Brown.

2- Eu disse que o segredo era o funk? Mentira. O segredo era o doidinho do quartinho, o vocalista Mike Patton. Até 1988, o FNM era uma banda razoavelmente boa, com um som diferente, e com um vocalista de merda. Aí um belo dia eles resolveram chutar o vocalista de merda e botaram esse tal de Mike Patton no lugar. Ninguém sabe de qual hospício saiu o cara, mas o fato é que Faith No More passou de banda decente à PUTA QUE BANDA FODA assim que ele entrou.

3. Existem poucas pessoas mais bizarras e mais talentosas do que Mike Patton, e olha que existem pessoas bizarras pra caralho nesse mundo. Pra começar, o cara consegue cantar infinitamente afinadamente e meia frase depois trocar pra gritos guturais que fariam o Max Cavalera dormir abraçadinho com o Igor. Segundo, as letras dele são incrivelmente fodásticas, surreais, criativas, cheias de imagens bizarras e frases de efeito – e o mais legal, ele compõe as letras se preocupando não com o significado mas com o som das palavras. Terceiro, ele não para quieto: já na época do FNM ele ainda mantinha outra banda, o Mr. Bungle. Depois do FNM ele fundou o Fantomas e vários outros projetos, um mais bizarro do que o outro. O cara é foda.

4. Ele é foda, mas ele é maluco. E eu não falo isso de um jeito bonitinho. Um dos hobbies do Mike Patton é colecionar espécimes médicos. Tipo, pedaços de gêmeos siameses. Tipo, restos de operações. Tipo, coisas nojentas em geral. Durante o Hollywood Rock ele fez amizade com o João Gordo, e perguntou pro Gordo se ele curtia filmes pornôs. Tipo, filmes pornôs pesados. O João Gordo disse que achava que sim, e o Patton arrumou uma fita pra ele. Uma fita cujo conteúdo é nojento e grotesco demais pra esse blog, e olha que até de horse porn a gente já falou aqui. E reza a lenda que ele tomou xixi de uma botina durante um show no Hollywood Rock. Dizem que é mentira, mas eu digo que se não era xixi, era algo pior. Segundo meu irmão, “quando ele era cocô ele comeu uma criança e ficou desse jeito”.

5. Esquisitices à parte, Faith No More é muito bom. A banda voltou a se reunir num festival inglês, e o resultado foi mais que satisfatório. Esse clipe é da minha música favorita da banda, “The Real Thing”, e a letra dela é foda demais. Não faz o menor sentido, mas é ótima de se cantar. E prestem atenção no sujeito de terno vermelho, cabelo engomado e rosa invertida na lapela. Se virem ele na rua, saiam correndo.

Os melhores cowboys tem olhos de chineses

sábado, junho 20th, 2009

Minha pequena heresia: eu prefiro a voz do Pete Townshend à voz do Roger Daltrey. Tá, sim, o Daltrey é vinte sete vezes e meia mais afinado, e é um puta frontman, e só ele consegue girar o microfone estilosamente sem arrebentar a cabeça de ninguém (que eu me lembre). Mas eu simpatizo muito mais com a voz do Townshend, apesar de ser tosquinha e tal, talvez por ser ele o autor das músicas e das letras. Eu conheci The Who através de Pearl Jam, justamente através de “Let My Love Open The Door” (especificamente, através dessa versão aqui, ó). Uma das coisas mais legais do Pearl Jam é a quantidade enorme de covers e versões que eles fazem, geralmente de bandas que influenciaram eles ou de que eles gostam. Foi ouvindo essas covers que eu fui pesquisando e expandindo meu universo musical e me tornei esse viciado em música. Tudo culpa do Eddie Vedder, como sempre ¬¬. Falando nele…

“But I’m one…”