Posts de julho, 2009

Apocalipse Tecnológico

quarta-feira, julho 8th, 2009

Hoje…

  • Meu celular não pegava sinal nem fodendo, e quando voltou ao normal descobri que não tinha mais créditos.
  • Meu mp3 player travou e se recusava a ligar.
  • E o mais crítico e mais grave e mais triste, a tela do meu PSP estilhaçou-se internamente. (Seria estiloso se não fosse trágico :/ )

Eu nem sei o que estou fazendo nesse PC, vai que ele tamb%¨#$$%@123213’1!@#@#1######

….

……

Falha geral de sistema. Seus dados foram perdidos, seu processador derreteu e sua placa-mãe ficou desnaturada. Deseja: (A)nular, (F)alhar, (E)ntrar em posição fetal enquanto grita desesperadamente pela mamãe ?

I have dreams of orca whales

terça-feira, julho 7th, 2009
  • A dona Lulu, dona da Toca da Coruja, andou escrevendo uma série de posts ótimos sobre o mito dos vampiros que vocês podem ler começando por aqui, depois continuando por aqui, e depois tem mais esse e por fim, chegando aos finalmentes da discussão, mais esse aqui. É compridão e cheio de curiosidades e insights legais…enfim, vão lá ler logo!
  • Cara, essa coisa de mundo corporativo não é pra mim. Como diria minha mestra jedi Tina Fey, “eles são muito “bláá bláá bláá” e eu sou tipo wéé wéé wéé”. E falando em mundo corporativo, segue vídeozinho safadamente surrupiado do Eu Diria Que:
  • Ontem à noite eu sonhei que havia um pato grande e gordo e cinzendo me perseguindo, e correndo atrás das minhas pernas, e se agarrando nelas. E descobri que eu tenho um supermercado imaginário recorrente em meus sonhos. Mas nada foi mais batshit sickfuck do que o pato correndo atrás de mim. oÔ
  • Continuo apaixonado pela Regina Spektor. Virou minha cantora favorita em menos de um fim de semana, e eu não consigo parar de cantarolar “Hotel Song” na minha cabeça.
  • Se eu pudesse mudar uma coisa, uma coisinha em mim, seria essa mania estúpida de achar que tudo há de dar errado. Não que eu seja pessimista, muito pelo contrário – eu sou uma poliana típica. Mas essa paranóia ridícula me assombra e me trava. Eu queria saber deixar as coisas acontecerem, o que for pra ser vai ser, e deixa o barco correr. Lobotomia resolve?
  • E por enquanto é isso. Em caso de emergência, apertem o botão e cantem junto.

Pam-padam padam

sexta-feira, julho 3rd, 2009

“É assim que funciona:
Você é jovem até não ser mais
Você ama até não amar mais
Você tenta até não conseguir mais
Você ri até chorar
Você chora até rir
E todos devem respirar
Até seus últimos suspiros

Não, é assim que funciona:
Você olha dentro de você
Você toma as coisas que gosta
E tenta amar as coisas que tomou
E então você pega o amor que criou
E então gruda um bom tanto
No coração de outra pessoa
Bombeando o sangue de outra pessoa
E andando de mãos dadas
Você reza para não quebrar
Mas mesmo que aconteça
Você irá fazer tudo de novo”

Mais dois livros

quinta-feira, julho 2nd, 2009

A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafon – Eu não sou um bom crítico. Realmente não sei julgar quase nada tecnicamente, ainda mais um livro, em termos de escrita, enredo, criatividade, personagens, etc. Talvez “A Sombra do Vento” não seja tão bom assim, mas por três dias eu passeei pela Barcelona pós-guerra junto com Daniel e Férmin, investigando a vida de um escritor misterioso cujos livros foram todos queimados, tateando em busca dos atores de uma história improvável, perseguidos por crimes que nunca cometeram. Por três dias eu mergulhei na vida maravilhosa e trágica de Júlian Carax e seus amigos de infância, conheci a dor de seu amor impossível, testemunhei sua devoção e sua loucura, conheci os golpes de destino que o levaram para tão longe de tudo, até de si mesmo. Há prisões piores que celas, sem dúvida, mas há esperança e há redenção ainda que tardia. Por três dias eu vivi nesse universo, e pra sempre vou querer ler os livros que Júlian Carax escreveu, mesmo que eles nunca tenham existido.

O Continente, volume primeiro de “O Tempo e o Vento”, de Érico Veríssimo – “Noite de vento, noite dos mortos”. Se eu fiquei por 3 dias em Barcelona com o livro anterior, “O Continente” me fez passar três meses nos campos do Continente de São Pedro, seguindo de perto o nascimento e a saga da família Terra Cambará. Testemunhei o encontro fatídico entre Ana Terra e Pedro Missioneiro ferido à beira da sanga, fugi com Ana Terra para Santa Fé, farreei e guerreei com o Capitão Rodrigo, divaguei com o Dr. Winter sobre as peculiaridades dessa terra estranha, vi Bibiana Terra se transformar em mocinha ingênua em mulher de pedra, sendo o pilar da família por três gerações, vi a Teiniaguá e seu encanto destruidor, vi Licurgo e suas guerras particulares. Vi geração passando e as personagens renascendo, as tempestades de verão dos Rodrigos e Licurgos, a raiva contida e encalacrada dos Juvenais e Florêncios, a força e a resistência de cordilheiras contidas dentro das Bibianas e Maria Valérias. Fascinante, pra dizer o mínimo. E ainda faltam dois volumes e cinco livros para terminar a saga toda!

Minha testa não para de crescer

quarta-feira, julho 1st, 2009

26 anos.

Ontem meu irmão disse pra mim “Parabéns! E que sua testa cresça como um poderoso carvalho!!”. E o pior é que ela realmente está crescendo, a safada. Essa coisa de envelhecer, você nunca acha que é com você. Eu não me imagino adulto, mas olha só…26 anos. Tem muita gente casada, com filhos, carreira, casa, carro e o escambal já nessa idade. E eu aqui, ainda procurando o meu caminho, querendo fazer mil coisas diferentes, sempre com uma coceira de mudar tudo, sempre insatisfeito e procurando um jeito de acertar o que eu não consigo nem definir. E eu sei que uma hora eu vou me achar e achar meu lugar e criar raízes, mas até lá eu continuo procurando. E ramble on!

(Aniversário é legal que a gente fala com vááárias pessoas que andavam sumidas. Ontem conversando com a BH eu descobri que ela largou o emprego e vai fazer Direito. Aí falei com a Sabrina, e contei pra ela da BH, contei que eu pretendia fazer Ciências da Computação (ou uma pós próxima disso)…e ela disse que queria fazer pós, mas não pretendia largar a engenharia não. E aí caiu a ficha: a especialização da Sá foi eletrotécnica. Eu fiz eletrônica. Quase todo mundo da minha turma que fez eletrônica está pulando pra outra área: eu quero computação, o Omelete quer economia, o Larri quer game design, a BH quer Direito, o Mingau tá trabalhando com programação, o Deroco Sr. D virou agente secreto do governo…E o pessoal de eletrotécnica estão em sua maioria felizes e contentes em seus empregos. Eu disse isso pro Deroco e ele me explicou, com suas sábias e doces palavras: “É que a gente nunca gostou de verdade daquilo tudo. E esse pessoal de eletrotécnica é meio chucro mesmo”. Aaaaah entendi! …Ou seria que o pessoal de eletrônica é um bando de perdidos, e o pessoal da eletrotécnica é quem realmente queria ser engenheiro? Não sei, não sei. )