Porque a vida devia ser simples.
Simples como dar risada.
Simples como ficar em silêncio.
Simples como tomar chá mate, como andar sem destino por aí, como fazer qualquer coisa que a gente gosta.
A vida devia ser simples. Não complicada, não inexplicável, não agridoce, não injusta, e nem justa, nem nada. Só simples.
Porque eu tô cansado.
E exausto, eu diria.
Meu sense of wonder está ridiculamente baixo.
E não tem nada mais importante pra mim do que meu sense of wonder.
E eu sei que isso passa, que é só um dia ruim ou dois, que não é nada, não é nada.
Mas devia ser simples.
Sem pensar muito.
Sem imaginar.
Sem calcular.
Sem prever, sem tentar entender, sem conjecturar.
Sem máscaras, sem rodeios, sem xadrez.
Sem tentar ser o que eu não sou.
Sem tentar jogar jogos que eu não sei nem quais são as regras.
“Já não ponho todas as fichas na mesa, agora jogo algumas no chão.”
E simplesmente deixar tudo ser.
Sem querer respostas, sem querer explicações, sem expectativas, sem esperar nada, sem querer nada.
Só…existir. Sem peso. Sem carga.
Porque no fim das contas, eu sou um tolo.
É a minha natureza, é a maneira como eu olho o mundo, é o jeito que eu trato as pessoas, é o que eu penso, é o que eu digo, é o que eu sou. Tolo, simples, parvo, bobo, nada demais.
Eu não sei ser diferente.
E sempre que eu tento ser diferente, as coisas começam a dar errado.
E eu me sinto melhor sendo tolo, sendo simples, dizendo o que quero, pensando o que penso.
E é isso.
Eu tô cansado, mas a força não tarda a voltar. Meu sense of wonder voltará e eu voltarei a enxergar os pequenos milagres, a magia silenciosa das coisas, a maneira torta da vida ajeitar suas coisas e aparar suas arestas.
Logo eu estou na estrada de novo, e o mundo volta a ser o lugar fantástico e fabuloso que ele é de verdade.
Mas até lá, não façam muito barulho. Vou tentar dormir um pouco.
=)
Acho que foi a coisa mais uber-cool que andei lendo. Só pra constar.