A Saga de Dschinghis Khan
Postado por Enrique em 14 de setembro de 20091975. Auge da Guerra Fria. O mundo prendia a respiração enquanto a águia e o urso ensaiavam um confronto final que não acontecia nunca. Milhares de bombas atômicas eram construídas e estocadas, esperando um mero sinal. O planeta poderia acabar caso Ronald Reagan bebesse demais e apertasse o botão vermelho por engano. O clima era tenso. O processo era lento. O bagulho era louco. Mano.
Aonde estávamos mesmo? Ah sim, Guerra Fria.
A Rússia desenvolvia sua arma definitiva no mais perfeito anonimato. Uma enorme instalação militar secreta foi construída no deserto siberiano, protegida por centenas de soldados armados até os dentes, rodeada por baterias antiaéreas prontas para abater o primeiro avião espião norte-americano que aparecesse. Soldados em snowmobiles patrulhava todo o perímetro, e matilhas de lobos selvagens famintos eram soltas ao redor do prédio, para o caso de espiões mais ousados tentarem alguma gracinha. Cercas eletrificadas, minas terrestres, armadilhas para ursos, nenhum esforço era ridículo demais para evitar que o inimigo descobrisse os segredos que aquela instalação escondia.
É óbvio que esta instalação não era nada mais que um disfarce.
O verdadeiro lugar aonde a pesquisa para a arma definitiva ocorria era um prédio público caindo aos pedaços no centro da Berlim oriental. Eram nos porões deste prédio que a nata dos cientistas soviéticos se reuniam para derrotar de uma vez por todas a praga capitalista. Era ali que os cientististas soviéticos criariam o soldado perfeito, o único homem capaz de conter o avanço americano e mostrar ao mundo que o sonho comunista era possível, o herdeiro de Lênin que levaria o mundo para a glória.
Durante anos material genético de heróis foi recuperado e preparado para utilização. Da Wallachia os agentes da KGB recuperaram a urna funeral de Vlad Tepes. Do pólo norte trouxeram um pedaço de unha do lendário São Nicolau. Sangue conquistador era necessário para os anos de luta, e das planícies da Mongólia foram resgatados os ossos de Genghis Khan. Finalmente, do coração da Mãe Rússia foi retirado um fio da barba da múmia de Lênin.
O material genético de São Nicolau, Genghis Khan e Lênin foi reunido, trabalhado e reconstruído em células tronco, que por sua vez foram injetadas nos restos mortais de Vlad Tepes. Os cientistas haviam confirmado que a lenda do vampiro romeno era verdadeira, e também descobriram que o vampiro renasceria com a injeção de material vivo em seus restos, reativando suas células e mesclando-as com as células invasoras, replicando-se e reformando o corpo do vampiro adulto em velocidade assustadora. Foi quando a porta da câmara isobárica foi aberta que os cientistas puderam respirar aliviados: seu experimento era um sucesso! Vlad Tepes renascia em toda sua glória.

Vlad Tepes, renascido.
Mas, como sabemos, o futuro não aconteceu como previsto pelos cientistas russos. Algo na mistura dos genes não correu como esperado…ou talvez houvesse um aspecto oculto destas quatro personalides, desconhecido pela história e pelos cientistas. Um aspecto oculto, potencializado pelo crescimento vertiginoso das células de Vlad Tepes, que iria moldar toda a personalidade e consciência do Vlad renascido. Por mais que os cientistas quisessem que o novo Vlad erguesse a bandeira comunista e derrotasse o império capitalista, nosso herói não ligava para assuntos tão mesquinhos e mundanos. Em sua mente recém-nascida, em sua alma
milenar, um desejo levantava-se acima de todos os outros e nada neste mundo faria Vlad alterar seu caminho.
Vlad Tepes, renascido em Berlim, só possuia um desejo: dançar.
Vlad Tepes era agora um dançarino, um bailarino, uma máquina de dançar, o senhor supremo das discotecas.
Desnecessário dizer que os cientistas ficaram arrasados. Anos e anos de trabalho, toda a esperança russa nas mãos deles, e um fracasso retumbante. Mas nem tudo estava perdido. Porque você pode perder a batalha, mas a guerra ainda poderia ser vencida. E se a vida lhe deu limões…se a vida lhe deu um vampiro dançarino, oras, vá lá e ganhe o Eurovision Song Contest.
E assim nasceu o Dschinghis Khan.
(E o Dschinghis Khan NÃO ganhou o Eurovision. Isso prova que os cientistas russos tinham idéias geniais, mas eram azarados pra cacete)






HUAHAUHAUAHUA! Sensacional! De onde veio isso?
Hahuahauhauhauhaua… adorei o vídeo. Mas perae, cadê as legendas? Coloca elas ae! E conta mais histooooooooooorias tiiiiiiiio… /)