Posts de outubro, 2009

Post-Desculpinha-Furada

sexta-feira, outubro 16th, 2009

Eu tenho tanta coisa pra falar.
Tenho que contar da terça-feira supimpa que passei em Sumpaulo passeando com dona Catarina, das cadeiras de anões no parque élfico e das bizarrices artísticas do MASP.
Tenho que falar sobre Backspacer, do terror dos ukeleles ocultos e da minha banda preferida garantindo mais uma vez seu posto de banda preferida.
Tenho que falar sobre Gaslight Anthem, os herdeiros do Chefe e mestres das referências líricas.
Quero contar das caminhadas em Araçatuba, e de descobrir ruas e quarteirões desconhecidos à alguns quarteirões de casa oÔ.
Essa mini-semana de poucos dias úteis acabou se revelando uma semaninha pocket-monster-from-hell: eu cheguei quarta-feira no trabalho pra descobri que o mundo tava desabando e ia sobrar pros trainees pegarem os caquinhos.
Mas tudo bem: tô contando os dias pra ir embora.
Um post de cada vez, vou contando coisa por coisa, e aos poucos tirando a poeira acumulada nesse blog nas últimas semanas. E vam que vamo!

Da Parafernália Indispensável Cotidiana – Parte 1

quinta-feira, outubro 8th, 2009

1 – O Dróide Protocolar da Sorte

dróide

É bem útil andar com um dróide no bolso, ainda mais se o dróide for especialista em diplomacia interplanetária e fluente em mais de seis milhões de formas de comunicação. Hobbits sempre estão fora de seu habitat natural, em ambientes estranhos e muitas vezes cercados de seres e formas de vida estranhas. Os hobbits são especialistas em ficar na sua e desaparecer na paisagem, mas quando a comunicação se faz necessária é sempre bom ter um dróide tradutor ao alcance da mão.
Além disso, o dróide protocolar também é um amuleto positrônico de sorte da mais alta potência.

2 – All-Star Azul em processo de envelhecimento

allstar

Não me dou com esses tênis futuristas, cheios de tremeliques e trique-triques. Meu amigo Larri costuma chegar nas lojas de tênis e pedir um que não brilhe, e eu sigo a mesma linha de raciocínio. Tem que ser confortável pra usar o dia todo; tem que ser simples e sem frescuras, estiloso sem querer ser estiloso; e tem que ser barato. O All-Star (que não me pagou nada pra ficar aqui fazendo propaganda, mas estamos aí pra qualquer 100 reais) reúne todas essas características. É o mais próximo de um chinelo que um tênis consegue chegar; quanto mais velho e batido, mais legal e confortável ele fica; e custa pouco mais do que 60 reais. Só uso All-Star pro resto da vida (mais cemzinho, Converse, vai botando na conta).

Inquieto

quarta-feira, outubro 7th, 2009

As vezes é preciso desligar todos os sons pra que a gente consiga ouvir alguma coisa.
(O som dos meus dedos batendo nas teclas, o zunido do refrigerador, um anjo passando)
As vezes é preciso desviar os olhos para ver melhor.
As vezes tudo parece levemente fora de lugar.
Falta de sincronia, eixos milimetricamente deslocados, ou talvez seja a realidade embaçada.
Uma placa dizia “norte”, outra placa dizia “leste”, e por isso eu fui pro sul.
(E prometi pra mim mesmo que eu voltaria outra hora)
Talvez seja a gente crescendo, preenchendo os espaços, e o incômodo é natural em processos de crescimento.
A gente procura ver como tudo se encaixa, fica desnorteado no meio da bagunça, querendo saber como vai ser.
Nostalgia do futuro.
É preciso atravessar a tempestade e chegar do outro lado. Às vezes a salvação, no olho da tempestade.
No meio da inquietação, eu tento achar o olho da tempestade e lá dentro um ponto de quietude.
Em silêncio, por favor.

Maurício de Sousa por 50 Artistas

quarta-feira, outubro 7th, 2009

“Não tinha mais volta e você sabia. À sua frente, uma longa jornada rumo ao desconhecido. Não existe mapa para onde eu vou…mas isso nunca me impediu antes.”

A proposta de “Maurício de Sousa por 50 Artistas” – MPS50, pra encurtar – é simples e auto-explicativa: 50 artistas dos quadrinhos nacionais escrevendo e desenhando histórias com os personagens de Maurício de Sousa. Valia qualquer um dos muitos personagens: turma da Mônica, Chico Bento, Astronauta, Horácio, Penadinho…teve até quem se lembrasse do Bugu! É claro que o grande foco foi na Turma da Mônica, e não seria diferente. Mas também não faltaram histórias com o Astronauta ( com ares filosóficos de Surfista Prateado ), com o Chico Bento, e até o Horácio e o Louco se fizeram presentes com histórias legais.

Mesmo que você não goste da Turma da Mônica, vale a pena comprar pra conhecer as novas (e velhas) caras dos quadrinhos brasileiros. Os medalhões estão lá: Laerte abre o gibi, Ziraldo e Gonsales marcam presença, e até o Angeli aparece mostrando um lado desconhecido do Bob Cuspe. Mas o legal mesmo é ver coisas novas, e tem muito artista legal e desconhecido. Gostei muito da arte do Daniel Brandão e sua visão de Mônica e Magali aos cinquenta anos. Julia Bax merece atenção, e o Louco fica muito bom na mão dela. Orlandelli já é conhecidão, mas sempre manda muito bem. Mascaro faz uma das melhores histórias do Astronauta. Fábio Yabu foi quem viajou mais longe,com sua “Dias de um Futuro Esquecido” versão turminha – bem legal! Os dinossauros ficaram ótimos nas mãos de Salimena, e a cara do Horácio é impagável. Otoniel Oliveira lembrou da Marina e do Franjinha. Enfim, muita, muita coisa legal.

Se eu pudesse pegar duas histórias pra representar a obra, eu já sei quais seriam elas. A primeira delas é “A Vida de A”, dos gêmeos Moon e Bá. Quem já conhece os quadrinhos dos dois, já sabe da maestria com que eles misturam imagens e palavras. Tem gente que escreve bem, tem gente que desenha bem, mas não são todos que entendem que quadrinhos não são uma coisa nem outra – a soma das parcelas acaba multiplicando o resultado, as vezes exponencialmente. Moon e Bá sabem disso, e com duas páginas e o mínimo de texto conseguem fazer uma história marcante, única e cheia de significado. (A frase do começo do post foi tirada dela)

“Minha Visão Preferida”, de Vitor Cafaggi (pai do Puny Parker), fecha o livro de maneira perfeita, e deixa a gente como se tivesse visto passarinho verde. Tem certas obras que conseguem capturar mais do que a alma humana: conseguem chegar no coração e arrancar um sorriso de qualquer pessoa. Charles Schulz conseguia isso; os desenhos da Disney e da Pixar conseguem isso; certas músicas, certos livros, certas obras conseguem atravessar as armaduras e as tralhas que carregamos na cabeça o tempo todo, e ressoam lá na parte da nossa alma que sempre será criança. Vitor Cafaggi é um desses artistas: “Minha Visão Preferida” te deixa sorrindo e sentindo saudade do que nunca aconteceu. Esse cara vai longe, fiquem vendo.

Macanudo!

sábado, outubro 3rd, 2009

Macanudo, pelo que diz a própria tirinha, seria algo supimpa, genial, fabuloso, massa, etc. Talvez…bacanudo seja a idéia. O fato é que as tirinhas do Liniers são macanudas ao extremo – o cara é ótimo, e acho que só eu ainda não conhecia o trabalho dele (e por culpa da preguiça, eu assumo). O site oficial dele é esse aqui, e o blog com tirinhas e rabiscos é esse aqui. Vale a pena!

I Found The Answer

quinta-feira, outubro 1st, 2009

Meu próprio Haroldo

Meu próprio Haroldo

Agora eu tenho meu próprio Haroldo, sempre com um comentário pertinente e sempre pronto para descer o barranco de trenó enquanto filosofa!