Posts de fevereiro, 2010

Sobre as Aulas Novas

domingo, fevereiro 28th, 2010

Essa semana eu tive aula de desenho na faculdade. Desenho, com lápis de desenho, papel grandão, mesas grandonas de desenho, professora de arte e tudo. Tá, não teve aula, foi só apresentação, mas já valeu a pena saber que terei 2 semestres de desenho. Em seguida eu tive aula de desenho vetorial – ou melhor, aula de Adobe Illustrator. Primeiro o professor mandou a gente desenhar um lápis, pra se familiarizar com as ferramentas. E depois ele mandou a gente desenhar um monstrinho. Tipo, eu sou totalmente a favor de aulas em que tenha de se desenhar monstrinhos. Mais monstrinhos em nossas grades curriculares, MEC!

Depois disso eu ainda tive aula de Fotografia, de Sociologia, de Introdução ao Design e Projeto Experimental. E todas as aulas foram massa, e todas elas fazem sentido. Eu sei porque estou fazendo essas aulas, tenho uma boa idéia da utilidade e da necessidade delas, e eu gosto delas. Gosto de verdade, tenho vontade de assisti-las. O que é um grande contraste com a faculdade de engenharia, onde eu não entendia muito bem porque aprendia cálculo e matemática aplicada e o caralho alado, e nem sentia muita vontade de aprender aquilo. Tá, eu aprendi, e pelo menos agora eu posso me gabar: EU SEI FAZER INTEGRAIS TRIPLAS com o auxílio de um livro de cálculo e uma calculadora científica programável, SEUS BOSTAS!

Enfim, o que eu quero dizer é (voz de Ted Mosby): Kids, se vocês não gostam de NENHUMA das matérias ensinadas na faculdade que vocês cursam, ou se só gostam das que não tem NADA a ver com o curso, existe uma chance MUITO GRANDE de vocês estarem fazendo a faculdade errada. Pule fora e encontre a certa logo. Ou termine essa e já vá pensando em como fazer a certa. Porque vale a pena, ah se vale, vale a pena pra CARALHO. Isso vindo de um cara que está prestes a ir apontar lápis pra levar na aula de desenho amanhã cedinho.

E terça eu vou terminar meu monstrinho! Yay!

Springsteenlogia: She’s The One

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

“She’s the One” fica no lado B de “Born to Run”, em algum lugar na ladeira entre o escapismo furioso de  “Born to Run” e o assassinato apoteótico no final de “Jungleland”. Sei que hoje em dia não existe mais lado A e lado B, mas discos continuam tendo sua ordem, e alguns continuam tendo lados. Mas só os realmente fodões.

Ninguém se dá exatamente bem em “Born to Run”. O protagonista de “She’s the One” não está declamando belos versos sobre sua amada: ele está cantando sobre a mulher irresistível que está matando ele aos poucos, e de quem ele precisa escapar. “And no matter where you sleep tonight or how far you run…Oh-o, she’s the one!”

Essa versão ao vivo foi gravada em 75, em Londres, no teatro…sei lá o nome do teatro. Sinceramente, consegue ser melhor do que a original, a começar por essa gaita no começo. É legal ver o Bruce Springsteen novinho, e a E Street Band botando tudo pra foder. O guitarrista vestido de pimp é o Steve Van Zandt, conhecido dos fãs da Família Soprano. E fodíssima é a hora em que Clarence Lemons entra com o solo de saxofone, e tanto o Bruce como o Steve vão pra trás e assumem papel de backing vocals…para o saxofone! Dá até pra ver o Chefe olhando pro Clarence e rindo, claramente admirado. Porra, o que se passava na cabeça dele? “Aqui estou eu, a sei lá quantos quilômetros de Nova Jersey, acompanhado pelos melhores músicos do mundo, tocando e vivendo de rock’n'roll”. Não é a toa que ele tinha um sorrisão de orelha a orelha!

Patapon!

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

PATA PATA PATA PON!

Patapon é um jogo de PSP que te coloca na posição de Deus de uma tribo de bichinhos redondos e belicosos.

PATA PATA PATA PON!

Como era de se esperar, seus bichinhos redondos e belicosos não querem saber de paz, amor e caridade: eles querem mais é queimar, pilhar e saquear.

CHAKA CHAKA PATA PON!

Você, como Deus dessa galera, dá as ordens através de batucadas divinas: andar, atacar, defender, recuar, destruir, destroçar, espalhar o caos e a destruição. Essas coisas todas.

PON PON PATA PON!

Com a Sua ajuda, seus bichinhos redondos belicosos irão cumprir sua missão no planeta: chegar aos confins do mundo e observar Aquilo. Seja lá o que Aquilo for.

CHAKA CHAKA PATA PON!

Em sua busca incessante por Aquilo, os bichinhos redondos belicosos não se renderão frente a nenhum obstáculo: tribos rivais, dinossauros gigantes, vermes de areia, robôs de pedra e o que mais pintar.

PON PON PATA PON!

E você lá em cima, batucando e ordenando seu exército de bichinhos redondos belicosos malucos fundamentalistas assassinos ladrões genocidas.

PON PATA PON PATA!

Divertido pra cacete, mas faz você parar pra refletir entre uma batucada e outra.

PON PON PATA…PON?

Supergrama

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Dividir o mundo em branco e preto é ruim, diz a sabedoria popular. Nada ou ninguém está totalmente certo ou totalmente errado, cada um tem seus motivos, nada é o que parece, essas coisas todas. Você começa a enxergar os tons, a questionar se o branco é realmente branco, se o preto não seria um cinza bem bem escuro. Sua paleta ganha infinitos tons de cinza, que tentam explicar um mundo complexo e cheio de nuances, mas que no final só conseguem te deixar sem explicação, perdido. E o mundo vira uma grande mancha confusa de cinza, sem graça e sem sentido. Nossassinhoradasbicicretas, aonde foi que você fez merda, Batman?

É simples. Você esqueceu das cores.

Se o mundo precisa de cores, o Supergrass é uma daquelas caixas gigantes com trocentas canetinhas coloridas. Poucas bandas são tão coloridas e tão insanas e tão criativas e tão espertas e tão geniais e tão fabulosas e tão simplesmente e definitivamente divertidas quanto o Supergrass. Pena que quase ninguém conheça eles.

(E olha só: o Blur acabou, o Oasis também (aparentemente e infelizmente), mas o Supergrass continua firme e forte, ainda que quase no anonimato. Talvez seja por mérito próprio, ou justiça divina, ou mesmo mero acaso, mas o fato é que as bandas boas sobrevivem (vide Pearl Jam e o grunge u.u ).