Diga Qualquer Coisa

Postado por Enrique em 26 de agosto de 2010

Aí hoje eu assisti “Say Anything”, um dos primeiros filmes do Cameron Crowe lá no finalzinho dos anos 80, com direito a John Cusack com cara de moleque e música-tema do Peter Gabriel. Já fazem uns 5 ou 6 anos que eu queria assistir esse filme, mas na época era super foda de encontrá-lo, seja pra alugar (lembram disso? locadoras de vídeo?) seja pra baixar na internet. Não tinha no Kaaza e nos P2P que a gente usava naquela época…mas os tempos mudam, a tecnologia avança, e lá estava o filme no PirateBay pra baixar quando lembrei dele ontem por causa de uma imagem qualquer no Tumblr.

A história de “Say Anything” não tem nada de diferente da comédia romântica adolescente típica: garoto pobre sem futuro encontra garota rica e eles se apaixonam, mas o futuro brilhante da garota (e seu pai durão) se intrometem no caminho deles, mas no final tudo se acerta. A diferença de “Say Anything” pras outras trocentas comédias românticas adolescentes típicas é o dedão do Sr. Cameron Crowe, com seu jeito único de retratar as pessoas e sua trilha sonora sempre impecável. Um outro diretor erraria na mão, e faria um garoto vagabundo que muda de personalidade quando conhece a garota de seus sonhos, e faria um pai durão insensível babaca que todos amam odiar, e faria aqueles diálogos estúpidos que toda comédia romântica adolescente típica costuma ter. Mas com o Cameron Crowe é diferente: os personagens falam e fazem coisas (em sua maioria, estúpidas) que nós mesmos faríamos. Ou já fizemos, ou queríamos fazer. Ele entende seu público de adolescentes que não sabem pra onde ir e adultos que não conseguem ver razão pra crescer, e eles nos dá aquela esperança de que no final tudo vai dar certo, de um jeito ou de outro (uma espécie de fé nas engrenagens).

(Mas maldito seja Cameron Crowe por me deixar com uma música do Peter Gabriel (PETER GABRIEL!) na cabeça.)

“Accepting all I’ve done and said
I want to stand and stare again”


3 Comentários to “Diga Qualquer Coisa”

  1. Catarina disse:

    Ah, Ricky! In your eyes é clássica. E Peter Gabriel tem seus momentos em trilhas sonoras. Aquela musiquinha do final do Wall-e também é supimpa.

  2. André disse:

    Rapaz, coincidentemente, eu também matei a mesma (e também antiga) curiosidade de assistir esse filme no mês passado. E aparentemente, pelo mesmo motivo.

    Concordo que a mão do Crowe é evidente. Mas a inexperiência deve ter pesado. Achei que faltaram as habituais tiradas e o “ritmo” que lhe é peculiar. Houve um momento em que torci pro filme acabar logo. Foi ficando meio pesado pra um “Crowe”.

    E essa música deu uma grudada mesmo (essa e uma lá do Living Colour). Mas fique tranqüilo, que passa logo. Já deve ter passado.

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