As Vezes Tudo Muda

Semana passada eu fiz uma entrevista, na…sexta? Na sexta-feira, pra entrar na empresa júnior de Design lá do Senac. Os membros da gestão anterior estão se formando, é preciso abrir uma nova gestão e lá nos metemos, eu, Adenauer, Lucas, Danilo e Pedro.

E não sei porque, eu saí da entrevista desencanado. Achei que não tinha me mostrado o suficiente, que os outros caras eram melhores do que eu, que a empresa ia dar preferência pro povo de design gráfico (eu  e meus amigos  sendo do design de interfaces) e um monte de desculpas pra me consolar. Sabe aquela música do Ultraje, “Terceiro”? Ela me define horrores, e isso é escroto. Máenfim.

Na quarta-feira minha professora preferida me parou no corredor, pra dizer que havia uma vaga no grupo de pesquisa (iniciação científica) dela e perguntar se eu não estava interessado/disponível. E mais que depressa eu disse “CLARO!”, por mil motivos, o principal deles sendo que eu precisava sair do marasmo em que me encontrava. A Verônica, minha amiga do curso, faz parte desse grupo de pesquisa e me contou que eles trabalham (pretendem trabalhar) com coisas macanudas, como vídeo mapping, desenvolvimento de apps, isso sem contar com o trabalho de pesquisa sobre prédios e áreas antigas da cidade. Ótimo, pulei dentro e mandei email confirmando interesse, e a professora já respondeu animada e tudo.

Weeee!

Aí na quinta-feira me chega um email com o título “PARABÉNS!”, dos caras da empresa júnior. Eu e mais dois amigos fomos chamados pra integrar a nova gestão, junto com duas moças do curso de design gráfico. E o sentimento de “E AGORA, QUE EU FAÇO?” me atingiu com os dois pés no peito. Depois de quase dois meses indo atrás da empresa júnior, finalmente conseguimos entrar…mas ao mesmo tempo, trabalhar com a Polise seria muito bacana. Escolho qual deles? O que faço? Bye bye, tempo livre, chegar cedo em casa, fazer o que der na telha, enrolar pra fazer trabalhos, e tudo mais. Na hora eu fiquei nervosíssimo – do jeito que eu sempre fico quando sei que algo vai mudar de verdade na minha vida. E aí a Marta disse algo que fez todo o sentido do mundo:

“É… mas lembra que era isso que vc queria? Lá atrás, quando vc era um jovem enegenheiro eletricista?”

E aí eu decidi abraçar os dois: entrar pro Estúdio Beta e pra pesquisa. Pra quem estava praticamente parado à um ano, vai ser como abraçar o mundo – não sei se vai dar certo, não sei se vou dar conta de equilibrar faculdade, trabalho e pesquisa, sei que não vou ter mais tempo pra nada e que minha vida vai virar o caos. Mas…fui eu que chamei o vento. E agora que ele veio, ia ficar de frescura, olhando pra trás, esperando uma oportunidade mais “adequada”? Se ficasse, essa seria a prova cabal que os eventos da semana passada não me ensinaram nada. E então eu parei de frescura e pulei pra dentro.

E seja o que Jung quiser.

2 comentários em “As Vezes Tudo Muda

  1. Vida longa e próspera pra vc, rapaz hehe

    Boa sorte nos novos projetos. Um cara com as boas idéias que eu vejo aqui no blog só pode dar certo, de um jeito ou de outro.
    Vai lá, mete as caras. O que de pior te pode acontecer? dar certo?

    Sucesso