Posts de maio, 2011

Retificação!

terça-feira, maio 24th, 2011

Posso mudar de opinião?

Bom, é o meu blog, se eu não puder mudar de opinião no meu blog, meu filho, eu tô fodido! Alguém tem alguma coisa contra? Não? ACHO BOM! Hmpf.

Entããããão…eu adoro “Misunderstood”, do Pete Townshend, e realmente tudo o que escrevi ali embaixo é verdade. Acho que a música me representa, descreve uma parte crucial de mim, é importante, blábláblá, etc e tal.

Mas aí…mas aí…mas aí o St. Shuffle pronunciou-se. Vocês acreditam em St. Shuffle? St. Shuffle, ou São Randômico para quem não curte inglês, é o santo responsável pela randomização das listas de música nos mp3, nos winamps, nos rádios, nos youtubes e em todos os lugares onde a música se faça presente. Sabe quando a música certa acontece no momento certo? Graças a St. Shuffle. Sabe quando a música errada acontece no momento errado? Graças a St. Shuffle e seus caminhos misteriosos. Sabe quando você liga o rádio e sua música favorita está começando a tocar naquele exato momento? Louvado seja St. Shuffle e suas divinas habilidades DJzísticas.

Entonces, aqui estava eu trabalhando na frente do computador (socoooorrroooooooo) quando uma voz familiar começa a falar:

“Pero yo creo que despues es un poco de…Cutipaste!”

E antes mesmo da saraivada de violões e guitarras me atingir, eu já sei que vou ter que vir aqui e mudar esse post.

Tudo culpa do Liniers, que postava tirinhas falando desse tal de Kevin Johansen, que era um tal de um argentino do Alasca que tocava com uma banda chamada The Nada e tinha um disco chamado “City Zen” e porque não baixar o disco? Baixei o disco ano passado, um pouco depois de chegar em São Paulo, e nunca mais parei de ouvir – junto do “Amor Despues Del Amor”, é o meu segundo disco favorito cantado em espanhol. E aí dentro do disco, junto com todas as outras músicas maravilhosas, estava “No Voy a Ser Yo”.

“No Voy a Ser Yo” é especial. O Hold Steady, outra banda que deveria pintar aqui nessa lista, tem uma música que diz “algumas músicas, elas ficavam gravadas em tua alma”. “No Voy A Ser Yo” ficou gravada na minha alma, talvez não na primeira audição, mas com certeza na primeira vez que prestei atenção na letra. Como diz o Johansen apresentando este vídeo, é uma letra de entrega absoluta (…na verdade, dizia. É que eu achei um vídeo ainda mais legal, então troquei. Mas a idéia é a mesma). É a canção de alguém que pula, que mergulha fundo sabe-se lá aonde. Não vou ser eu que vou me cansar antes. Não vou ser eu que vou desistir sem dar um passo. Não vou ser eu, não não. Cada uma de suas palavras soa e é verdadeira. Eu não vejo outra saída, não quero passar a vida sem que a vida passe através de mim. É uma música de alguém que cansa de se esconder, de tomar cuidado com todos os passos, que se entrega ao mundo com abandono e vontade. Não quero passar a vida pisando uma pedra e sempre voltar a pisá-la. Não vou ser eu, não não.

E essa música me dá força. Não porque ela me descreva. Não porque eu seja tão persistente e implacável como ela descreve, muito pelo contrário. Eu sei dos meus defeitos, sei das minhas fraquezas, sei da minha covardia mesmo quando ela está tão impregnada em mim que eu não consiga enxergá-la. Sei que já desisti e me cansei um milhão de vezes, sei que não sou o herói que se sacrifica em nome de algo muito maior do que ele.

Mas essa música descreve quem eu quero ser. Essa música me fortalece, me dá ânimo, mesmo quando o mundo parece cinza e quando todos os meus esforços parecem terem sido em vão. Mesmo quando eu tenho vontade de jogar a toalha e ir virar um ermitão na Putaquepariu (60km de Indiaporã), essa música consegue me levantar.

Mais importante do que me descrever, essa música me lembra de quem eu quero. E mesmo que ainda falte bastante, no voy a ser yo el que se canse antes…no voy a ser yo!

30 Day Song Challenge – Dia 15

quinta-feira, maio 19th, 2011

(Pra quem quiser participar do “30 Day Song Challenge” também , o link é esse aqui, ó!)

“Uma canção que te descreva

Uma canção que me descreva. Fácil.

O problema de ser bonzinho é que…ninguém te leva muito a sério. Você diz as coisas e as pessoas acham que você tá brincando, ou sendo legal, ou sei lá o que, como se suas palavras não tivessem peso. Elas acham que você vai entender tudo que elas fizerem, que vai perdoar as mancadas todas, que vai fazer a parte delas por elas, e que está tudo bem – afinal, você é legal, você é bacana, você é um amigão. É um saco essa maldita mania de ter fé nas pessoas, fé que todo mundo pode ser legal, todos precisam de uma chance…porque eu sei que não vou mudar, que vou continuar acreditando nisso por mais que eu tente esconder, e vou continuar me ferrando. E sempre tento consertar tudo, sempre tento fazer tudo dar certo, sempre tento deixar as pessoas confortáveis, sempre tento achar o melhor caminho pra todos (inclusive pra mim)…mas ninguém percebe que isso demanda um esforço enorme, me cansa mentalmente, emocionalmente, moralmente, as vezes até fisicamente. E o que ganha fazendo isso? Nadinha.

Claro que tudo tem limites. E aí quando você cansa e resolve abrir a boca, as pessoas ficam pasmas, surpresíssimas, mal entendendo porque estão levando a patada. Na verdade entendem muito bem, claro, mas né. Na maior parte das vezes eu nem me dou o trabalho de dar a patada: eu sumo. Desapareço. Se tenho que ver a pessoa todo dia, transformo ela num ponto cego. A idéia geral é sumir do mapa, ir me preocupar com outras coisas, parar de desperdiçar meu tempo com quem não se toca. Eu sei que isso é escroto, mas só faço isso quando chego no meu limite, e meu limite é beeem alto.

(Mas óbvio que quem some, quer ser achado. E óbvio que ninguém percebe isso.)

Enfim, isso tudo pra dizer que uma canção que me descreva tem que falar desse meu dilema: desse minha inevitabilidade em ser bonzinho, e da minha vontade de mandar tudo as favas, as vezes. E como sempre, o sr. Pete Townshend descreve meus dilemas como ninguém. Com vocês, Misunderstood:

“Just wanna be misunderstood
I Wanna be feared in my neighborhood
Just wanna be a moody man
Say things that nobody can understand….

I wanna be obscure and oblique
Inscrutable and vague, so hard to pin down…
I wanna leave open mouths when I speak
Want people to cry when I put them down…

I wanna be either old or young
Don’t like where I’ve ended up or where I begun
I always feel I must get things in the can
I just can’t handle it the way I am!

Why am I so straight and simple?
People see through me like I’m made of glass
Why can’t I deepen with graying temples?
Am I growing out of my class?

I always feel I should be somewhere else
I feel impatient like a girl on the shelf
They say that I should live sera sera
But I am such an ordinary star…

Coolwalkingsmoothtalkingstraightsmokingfirestoking
Coolwalkingsmoothtalking, yeah…”

30 Day Song Challenge – Dia 14

segunda-feira, maio 16th, 2011

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“Uma canção que ninguém esperava que você gostasse

(Hmmm…tema meio difícil. Não sei se minha escolha se encaixa perfeitamente nas exigências do tema, mas foda-se né, regras existem pra ser modificas e eu tinha que tirar um dia pra falar do Chico Buarque!)

Minha fase “ouvinte de Los Hermanos” ao menos teve uma coisa: graças à eles, eu passei a prestar mais atenção à MPB e música brasileira em geral. Foi nessas que comecei a baixar discos de Chico Buarque, Caetano, Gil, Clube de Esquina, Elis Regina e muitos outros. Er, na verdade nem tanto outros assim, mas vocês entenderam a idéia. Aí um dia eu abandonei o Camelo e fiquei com todo o resto da MPB. Coisas da vida.

Dessa galera toda, meu preferido é o Chico Buarque. E acho que eu não tenho muita cara de fã do Chico Buarque – primeiro, porque eu não gosto nada de samba. Não adianta se é pagodão ou samba-de-raiz ou ou que seja, não vou com a cara mesmo.  Tá, eu adoro Jorge Benjor, mas acho que dá pra classificar o que ele faz como outro ritmo totalmente diferente, acho eu. Mas veja só: 73,67% das músicas do Chibu são ou pelo menos tem enorme influência do samba. O cara é fã de carteirinha, estudioso e pesquisador de todos aqueles sambistas das antigas e tudo mais. Não faz muito sentido eu gostar das músicas dele…mas o fato é que eu dia sim, dia não eu boto o Chibu pra cantar aqui em casa. Vai entender.

Acho que a explicação tá nas letras. Tem pessoas que se apaixonam pelas músicas através da própria música – do ritmo, da melodia, da levada, dos sons que a carregam pra longe. E tem pessoas, como eu, que são levadas pelas pelas palavras, pela poesia, pela história e pelas mensagens que as letras das músicas encerram. Eu literalmente aprendi inglês só pra descobrir o que as letras queriam dizer, e agora nessa minha nova onda de músicas latinas percebo que estou aprendendo espanhol meio que na marra só pra entender melhor o que eles dizem. Quando eu lembro de uma música, eu lembro primeiro da letra dela – o resto vem depois, por tabela, mas são sempre as palavras que me ganham primeiro. E convenhamos, o Dr. Chico Buarque é um especialista das palavras.

Por exemplo, pega uma letra feito “Pedro Pedreiro” – dá pra dizer que é algo menos que genial? “Roda Viva”, “Construção”, “Apesar de Você”, pra falar das mais famosas. Sem esquecer das mais sentimentais, tipo “Eu Te Amo”, “Suburbano Coração”, “Tanto Amar”…Aliás, a música mais triste do mundo foi escrita por ele: “Pedaço de Mim” é pra ouvir em silêncio, com um nó na garganta mesmo sem saber o motivo. Pra equilibrar, ele escreveu “João e Maria”, a música infantil não-infantil mais bela de todos os tempos. E aí, pra variar um pouco, mandou um samba-enredo contando a história do Brasil, vulgo Sanatório Geral, em “Vai Passar”. Ah, sem falar do quebra-cabeça-em-versos em “Pelas Tabelas”. E se me deixarem, eu passo a noite dando exemplos do velho Chibu.

Mas eu preciso escolher uma música pra representá-lo. Fo-deu. Que música eu escolho, Chico? Tem tantas fodas, e ao mesmo tempo nenhuma consegue capturar tudo o que ele é – porque ele é tanta coisa, ora bolas. Deixa eu escolher “Suburbano Coração” então – pra fugir um pouco do lugar comum das músicas famosas, pra escolher uma letra genial e uma história agridoce, pra usar um vídeo que mostre o hómi ao vivo.

“Quando aumentar a fita, as línguas vão falar
Que a dona tem visita e nunca vai casar…
Se enroscam persianas, louças se partirão:
O amor está tocando um suburbano coração
Será que o amor não tem programa, ou ama com paixão?
Mulher virando no sofá; Sofá virando cama, coração…”

30 Day Song Challenge – Dia 13

sexta-feira, maio 13th, 2011

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“Uma canção guilty pleasure

Hmmmmm…guilty pleasures! Todo mundo guarda esqueletos no armário…mas uns esqueletos são mais bregas que os outros! Tenho cá pra mim que quem não admite gostar de uma ou duas ou doze músicas ruins, boa pessoa não é. É preciso ridículo nessa vida, minha gente! Não adianta se fechar numa redoma de melodias sinceras, letras inteligentes e arranjos bem trabalhados: a música ruim existe, e está por aí te espreitando no próximo coletivo lotado, no próximo trem do metrô, no próximo boteco de esquina.

Vam fazer uma brincadeira? Então: abaixo estão cinco músicas de gosto muito duvidoso. (Sim, Felipe, Whitesnake é gosto duvidoso). Mas calma! Somente uma delas é um verdadeiro guilty pleasure pra mim! As outras são músicas duvidosas que eu escolhi com a intenção de confundir as pessoas. Querem tentar adivinhar qual meu verdadeiro guilty pleasure? Será que eu realmente gosto de alguma música dessas? Ou será que eu gosto de TODAS e só inventei essa história toda pra confundir vocês e desviar a atenção do meu gosto musical abominável?
Quem conseguir matar a charada ganha um disco do Wando autografado por mim, com dedicatória e poema meloso. (E claro, em seguida, um post explicando qual a música verdadeira e qual a história com ela, do jeito que tem que ser e tal.)

Alan Jackson – Chattahooche

“Yeah way down yonder on the Chattahochee
Never knew how much that muddy water meant to me
But I learned how to swim, and I learned who I was
A lot about livin’ and a little ’bout love…”

Timbalada – Beija Flor

“Eu te bandê! Eu te bandê!
Eu te bandê! Eu te bandê!
Eu te bandê! Eu te bandê
Preta! Yo quero te namorar…amor!
Yo quero te namorar amor!…
No tic tic tac do meu coração…
Renascerá!
No tic tic tac do meu coração…
Renascerá!”
Zezé di Camargo e Luciano – Toma Juízo

“Toma cuidaaaaaaaaaaaaaaado…
A vida muda o jogo de repente!
Toma juiiiiiiiiiiiiiiiiiizo…
Me ajuda a consertar o amor da gente”
Whitesnake – Is This Love

“Is this love that I’m feeling?
Is this the love that I’ve been searching for?
Is this love or am I dreaming?
This must be love
‘Cause it’s really got a hold on me
A hold on me…”
Sidney Magal – Sandra Rosa Madalena

“Quando ela dança todo mundo se agita!
E o povo grita o seu nome sem parar!
É a cigana Sandra Rosa Madalena:
É a mulher com quem eu vivo a sonhar!”
É a cigana Sandra Rosa Madalena:
É a mulher com quem eu vivo a sonhar!”

30 Day Song Challenge – Dia 12

quinta-feira, maio 12th, 2011

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“Uma canção de uma banda que você odeia

Não é que eu efetivamente odeie os Los Hermanos. É que…eu peguei BIRRA deles, e do que eles representam pra mim. Eu  gostava de Los Hermanos, lá pelos idos de 2003, 2004, e tinha um cd de mp3 com todos os discos deles…tá, eram só três discos , mas eu os ouvia constantemente. Adorava as letras do Marcelo Camelo, me identificava com aquelas poesias todas, com aquele clima de pessoa tímida oprimida e incompreendida pelo mundo. Eu me achava um loserzinho e achava legal ser loserzinho, e acho que até acreditava que eu era uma pessoa melhor justamente por ser loser.

Aí, um belo dia, talvez motivado por um quase-pé-na-bunda traumático, talvez motivado pelo fim da adolescência, talvez motivado pela emergência de um senso de ridículo, eu enjoei completamente de Los Hermanos. Mas enjoei de verdade, de não conseguir ouvir mais as músicas, de achar uma tremenda babaquice tudo o que eles fazem. Eles celebravam uma tristeza que já não era minha, e faziam isso com um bunda-molismo deprimente. Um dia eu acordei e decidi que não era mais legal ser um perdedor. E eu continuei sendo um perdedor, mas what the hell, sejamos perdedores com músicas legais! E foi nessa época que eu conheci a Marta, e voltei a ouvir Pearl Jam desesperadamente, e comecei a ouvir Bruce Springsteen, e o mundo voltou a ter mais guitarras. And that was good!

Mas tem UMA música deles que eu preciso vencer a minha birra e minha má-vontade pra dizer, dessa vez, dessa única vez, eles acertaram em cheio. Em letra, em música, em narrativa, em poesia: se Los Hermanos tem um motivo pra existir, provavelmente foi só pra gravar “Conversa de Botas Batidas”.

“Veja você: quando é que tudo foi desabar
A gente corre pra se esconder
E se amar, se amar até o fim…
Sem saber que o fim já vai chegar
Deixa o moço bater,
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar”

“Eu Imagino os Deuses…”

segunda-feira, maio 9th, 2011
  • E eu descanseeeei por três dias, três ótimos dias em casa, fazendo absolutamente nada além de dormir, conversar, ler, assistir programas inúteis na TV…cara, sabia que passam reprises do Chacrinha naquele canal de reprises da globo? Em pleno domingo de tarde! Acho que eu e minha tia ficamos uma boa meia hora olhando os anos 80 em toda sua bizarrice…teve até Paralamas, com Herbert Vianna com cara de moleque de 17 anos!
  • Mas o que eu queria dizer é: eu descanseeeei por três dias, e me forcei a esquecer todas as obrigações daqui de São Paulo. Desnecessário dizer que estavam todas me esperando assim que cheguei, with a vengeance, prontas pra me detonar em mil pedacinhos. Tem tanta coisa pra fazer, em tão pouco tempo, e eu nem sei por onde começar! Não sei como, mas parece que TODAS as datas-limite decidiram convergir silenciosamente pra essa semana, num esforço coordenado pra me fazer abandonar meus últimos vestígios de sanidade.
  • Hmpf, sanidade é pros fracos.
  • De sexta pra sábado eu fui transformado em metáfora. Uma metáfora bonita, mas ainda assim uma metáfora – e ninguém gosta de ser transformado em metáfora, veja bem. Não sou metáfora – oi, eu sou o Enrique, prazer – mas ficarei quieto, por ora. Deixa fazer, deixa passar, deixa tudo acontecer, e tanto mundo ainda há de rodar. Sigo em frente, noite adentro, estrada estranha.
  • É tudo uma questão de atitude, mas talvez eu precise de mais atitude. Seja lá o que isso for.
  • Sugestão: Entrem aqui nesse link pros arquivos do blog do Jonathan Carroll. Escolham um ano, escolham um mês, leiam. E depois repitam a operação de novo e de novo, até cansar. Eu ainda não cansei, e ainda faltam vários anos inteiros pra ler – viciei nas anotações do Carroll, e já encontrei mil e trocentas genialidades escondidas por lá. Tipo esse poema, de Jack Gilbert:

““I Imagine the Gods”
by Jack Gilbert

I imagine the gods saying, We will
make it up to you. We will give you
three wishes, they say. Let me see
the squirrels again, I tell them.
Let me eat some of the great hog
stuffed and roasted on its giant spit
and put out, steaming, into the winter
of my neighborhood when I was usually
too broke to afford even the hundred grams
I ate so happily walking up the cobbles,
past the Street of the Moon
and the Street of the Birdcage-Makers,
the Street of Silence and the Street
of the Little Pissing. We can give you
wisdom, they say in their rich voices.
Let me go at last to Hugette, I say,
the Algerian student with her huge eyes
who timidly invited me to her room
when I was too young and bewildered
that first year in Paris.
Let me at least fail at my life.
Think, they say patiently, we could
make you famous again. Let me fall
in love one last time, I beg them.
Teach me mortality, frighten me
into the present. Help me to find
the heft of these days. That the nights
will be full enough and my heart feral.”

30 Day Song Challenge – Dia 11

sábado, maio 7th, 2011

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“Uma canção de sua banda favorita

Hmmm, minha banda favorita. Então, em teoria minha banda favorita é o Pearl Jam. Porque foi a primeira banda que eu virei fã de verdade, e foi a banda que abriu a porta todas as outras que eu fui gostar posteriormente, e sempre terá um lugar todo especial no meu panteão de bandas sagradas. Mas ao mesmo tempo eu já postei duas músicas deles nessa lista em menos de dez dias, e Rob Fleming sempre diz que não rola colocar mais de duas músicas de uma única banda em uma playlist. Então, se o Eddie Vedder não ficar muito ofendido, escolherei uma outra banda favorita!

"Relaxa, véi! Vou ali gravar meu disco ukelele-only, depois a gente se fala! É nóis no grunge, uhuw!!"

"Relaxa, véi! Vou ali gravar meu disco ukelele-only, depois a gente se fala! É nóis no grunge, uhuw!!"

A bem da verdade, eu fiquei um tempão sem ouvir Pearl Jam. Lá pelos idos de 2006 eu entrei numa fase pesada de Bruce Springsteen, praticamente decorando todos os discos do chefe e indo atrás de todas as referências dele. Foi por causa do Springsteen que eu comecei a prestar mais atenção em bandas de hard rock, country rock e derivados, e assumir a parcela “faroeste paulista” de minh’alma. Então, também considero o Bruce Springsteen um dos meus artistas favoritos, e também um dos meus gurus espirituais. Maaas também não será dele a música escolhida.

"Todo esse rodeio pra nada? Vai assumir finalmente que sua banda favorita é o Zezé di Camargo e Luciano??"

"Todo esse rodeio pra nada? Vai assumir finalmente que sua banda favorita é o Zezé di Camargo e Luciano??"

Então, desde o ano passado eu comecei a ouvir um certo Fito Paez compulsivamente. Baixei o “Tercer Mundo” e adorei, e então baixei o “Amor despues del amor” e PÁÁÁÁÁÁÁÁ: virei fã, no ato! Acho que “Amor Despues Del Amor” deve ser o disco que eu mais ouvi no ano passado e nesse – é perfeito, redondinho, cheio de músicas perfeitas e letras geniais. Sem falar nos outros discos dele, “Circo Beat”, meu segundo favorito “Abre”, e o que descobri agora por conta da dona Chris, o genial “No se si es Baires o Madrid”. Enfim, viciei no argentino e não é exagero dizer que ele também conseguiu seu lugar no meu panteão musical. A música que escolho é dele então, e TEM que ser “A Rodar Mi Vida” – por causa da letra genial, da música levanta-defunto, e do espírito de descobrir-se estar vivo pra sempre, de verdade.