Posts de junho, 2011

Mumford E Seus Filhos

quarta-feira, junho 29th, 2011

Afinal, o que diabos é o Mumford and Sons?

Os caras se vestem como jovens senhores sulistas da virada do século.

Os caras tocam baixo acústico, aquele grandão que o sujeito precisa tocar de pé.

Os caras tocam banjo.

Os caras são uma autêntica banda americana country bluegrass homeland seiládasquantas – e nem vou mencionar que eles são ingleses. (Nada contra, claro – o que os ingleses fazem de melhor é pegar a música americana e mostrar pra eles como é que se faz de verdade)

Os caras cantam músicas que relacionam mitos gregos com dilemas existenciais.

Os caras usam citações de Shakespeare no meio das letras.

Os caras usam os livros do John Steinbeck (“De Ratos e Homens”, um livro tão curto quanto dolorido) como inspiração.

Os caras falam de mortalidade, de fraqueza, de superação, de situações inescapáveis e inenarráveis, da vida e de como sobreviver para contá-la. Os caras escrevem as letras mais profundas, no melhor estilo “pedrada na cabeça”, que te deixam pensando no que exatamente eles querem dizer. Com banjos.

Já mencionei que eles tocam banjo? Então. Banjo, cara!

Eu confesso que ainda não entendi bem qual é a deles. Mas bendito o dia em que entrei no blog da dona Chris (Thank you, Mrs. Supplier!) e vi a recomendação do “Sigh No More”!

“So tie me to a post and block my ears
I can see widows and orphans through my tears
I know my call despite my faults
And despite my growing fears

Porque é Preciso Bagunçar Tudo

terça-feira, junho 28th, 2011

“what you’re doing is making them have an original, thought provoking and even difficult time deciphering the information, but in doing so you’re creating an experience that they will potentially remember more vividly, especially if they are a more visual person. it’s the same as the way you might use a coloured pen to highlight text from a book so that you can later remember that phrase in an exam; just by thinking of the page, the colour and the text inside it. likewise the way a dog might learn from something by being scolded, but unlike the migraine inducing repetition repetition repetition of say today’s advertising techniques, this is a personal moment of conflict where you actually care for the struggle.”

(Tirado daqui, de um artigo explicando porque a revista Raygun do David Carson era legal. Achei legal, resolvi guardar e tal. Pra quem quiser saber quem diabos é David Carson, tem um link escondido lá em cima =P)

 

One Foot In Front Of The Next

quinta-feira, junho 23rd, 2011

“But every once in a while
I think about her and smile
(One of the few things I do miss).
But baby I’ve to go,
Baby I’ve got to know,
Baby I’ve got to prove it”

Big Man Down

domingo, junho 19th, 2011

Clarence Clemons morreu. O gigante com o saxofone, the Big Man maior do que a própria vida, o Boss do Boss, o coração e a alma da E Street Band, o melhor amigo do Bruce Springsteen – caralho, como é que o Clarence Clemons pode morrer? O que é que se pode dizer nessa hora? Let the music do the talking…

(Nota: o som do vídeo tava meio baixo aqui em casa, mas Mary’s Place DEVE obrigatoriamente ser tocada no último volume possível – questão de princípios, sabe?)

(Lá pelos 5 minutos do vídeo, Bruce Springsteen faz seu ritual de apresentar toda a banda.Clarence era sempre o último a ser apresentado, e o mais reverenciado – Bruce sempre teve uma admiração fora de série pelo homem, um reconhecimento pelo que Clarence era e fazia pela banda. Se Bruce Springsteen for o último dos roqueiros-super-heróis, então Clemons era o mentor dele.)

I got a picture of you in my locket
I keep it close to my heart
It’s a light shining in my breast,
Leading me through the dark
Seven days, seven candles
In my window light your way
Your favorite record’s on the turntable
I drop the needle and pray…
Band’s countin’ out midnight
Floor’s rumblin’ loud
The singer’s callin’ up daylight
And waitin’ for that shout from the crowd…

Quando A Chave-de-Fenda Sônica Era a Lei

domingo, junho 19th, 2011

“A questão do momento é, quem tem a Pandorica? Resposta: eu tenho! Próxima questão, quem vem tirar ela de mim?…
VAAAAAMOS! Olhem só pra mim, nenhum plano, nenhum reforço, nenhuma arma que preste. Ah, e mais uma coisa, eu não tenho NADA…A…PERDER! Então se você está sentado aí em cima na sua navinha espacial, com todas suas arminhas, e você está planejando tomar a Pandorica esta noite,apenas se lembre de quem está no seu caminho! Lembre de todos os malditos dias em que eu impedi vocês! E então, E ENTÃÃÃÃO…faça a escolha esperta: deixe outra pessoa tentar primeiro.”

Talvez o mais legal sobre o Doutor Who seja isso: ele não tem nenhum plano, nenhum reforço, uma mísera chave de fenda sônica como arma e absolutamente nada a perder. Quem diabos é ele? Um alienígena que viaja no tempo à bordo de uma cabine policial (it’s bigger on the inside!), resolvendo problemas e salvando a Terra, a galáxia e/ou a malha do espaço/tempo. O último de uma raça de viajantes temporais, vagando pelos confins do universo – apesar de SEMPRE acabar voltando para a Terra, ou melhor, para a Inglaterra. Que diabos tem de errado nessa ilha? Os ingleses realmente adoram heróis improváveis, e nesse aspecto o Doutor talvez só perca para outro viajante no tempo (Arthur Dent, estou falando de você).

Apesar de ser um tanto…esquisito, Matt Smith realmente tem mandado muito bem nessas duas temporadas de Doctor Who. Ele é o terceiro Doutor desde que a série voltou a ser exibida em 2005 – antes dele vieram Christopher Ecclestone e David Tennant. Ele não tem a pose cool e a entonação genial (“fantastic!”) do Ecclestone, e também não parece estar sempre bravo igual o Tennant, mas Smith compensa isso fazendo um Doutor inconstante e explosivo num instante, calmo e prudente em outros, mas cuja mente está sempre à mil por hora.

Pra quem nunca assistiur Doctor Who na vida, acho que vale a pena conhecer. É um seriado de ficção científica inglês, na verdade mais aventura do que científico, que ultimamente tem ficado mais e mais legal – graças aos roteiros e a direção de Steven Moffat. E mais: essa temporada nova tem um episódio escrito pelo Neil Gaiman! Que eu ainda não assisti, mas que deve ser o ó do borogodó!

Dragão Tomando Sol

segunda-feira, junho 13th, 2011
Dragão Tomando Sol by Enrique C Trevelin
Dragão Tomando Sol, a photo by Enrique C Trevelin on Flickr.

Maneki-neko

segunda-feira, junho 13th, 2011
Maneki-neko by Enrique C Trevelin
Maneki-neko, a photo by Enrique C Trevelin on Flickr.