Posts de setembro, 2011
Direto do Celular
domingo, setembro 25th, 2011Este post está sendo escrito num telefone celular. Tá, eu sei que não é mais nenhuma novidade, smartphones já estão aí faz um tempão, mas enfim. É meu primeiro post mobáile, mamãe!
É estranho digitar nesse tecladinho – ou são meus dedos gordos? E tem um maluco querendo digitar um livro inteiro num smartphone, veja só! Já deu pra reparar que eu não tenho assunto nenhum, né? Eu poderia fazer um post diarinho contando sobre o domingo, mas passei o domingo debruçado nos códigos programentos from hell. Agora, sábado – sábado foi mó legal, teve dia da Responsabilidade Social no SENAC e estive lá com meus amigos pra registrar o evento. Altas aventuras, véi – mas nem rola digitar por aqui.
Enfim, é bacana poder postar do celular, mas o teclado continua desconfortável ao máximo. Quem sabe se eu tivesse uma tablet vá lá, mas nessa telinha nem rola. E é isso – tchau prôceis!
Looking At The Stars
domingo, setembro 25th, 2011Pra começar bem o domingo e a semana e o mês e o resta da vida, Mrs. Chrissie Hynde!
“Now look at the people
In the streets, in the bars
We are all of us in the gutter
But some of us are looking at the stars
Look round the room: fife is unkind
We fall but we keep gettin’ up
Over and over and over and over and over and over…
Me and you, every night, every day
We’ll be together, always this way
Your eyes are brown like the heavens above
Talk to me darlin’,
With a message of looooove!”
Um Disco, um Link e um Poema
sábado, setembro 24th, 2011Um Disco
“These Are The Good Times People” do Presidents of The United States é acidentalmente o disco que eu mais ouvi esse ano, eu acho. Acidentalmente porque não foi intencional – simplesmente me peguei ouvindo mais e mais vezes esse disco, e olha só, nessa nossa época de shuffles e listas automáticas é difícil ouvir um disco inteiro. Mas as músicas do “These Are The Good Times People” são tão redondinhas, tipo pérolas de música pop, três minutos de perfeição e não mais, que é difícil não sentir vontade de ouvir mais e mais e mais. Tudo com aquele senso de humor bizarro dos Presidents, que falam sobre borboletas de rodoviária, balões voajantes, moças francesas e histórias de amor sem grandes percalços.
Um Link
Momento obrigatório de auto-ajuda: “5 Manifestos For Life”, lá no Brain Pickings. Na verdade eu já conhecia o Holstee Manifesto e tenho ele impresso aqui no meu mural de cortiça. Os outros 4 eu não tinha visto ainda e achei geniais, principalmente o Cult of Done e o Do The Work. Bem pragmáticos, todos, e acho que essa é a idéia mesmo. “Just Fucking Do It!”.
Um Poema
THE LAUGHING HEART
by Charles Bukowski
(Lá do blog do Jonathan Carroll, como sempre)
your life is your life
don’t let it be clubbed into dank submission.
be on the watch.
there are ways out.
there is a light somewhere.
it may not be much light but
it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them.
take them.
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delight
in you.
De Capivaras e Homens
sexta-feira, setembro 23rd, 2011E todo dia eu desço o rio Pinheiros de trem, da estação Pinheiros até a estação Jurubatuba, sentado na janelinha enquanto as capivaras pastam tranquilamente, alheias ao caos da grande metrópole.
É uma vibe meio Almir Sater no trem do pantanal, exceto que o trem vai abarrotado de gente e não é sempre que eu consigo sentar na janelinha. E o rio Pinheiros deve ter mais coliformes fecais do que água e não parece em quase nada com o rio Paraná.
Mas as capivaras estão lá, firmes e fortes. Sei lá se elas estão fortes, porque né, caralho, como elas sobrevivem tomando aquela água? Tá certo que elas são roedoras e tal, mas imagina a quantidade de coisas químicas que tem naquele rio. Imagina o nível das civilizações de bactérias mutantes que nascem todo dia por lá. Imagina que essas bactérias estão entrando em contato com as capivaras, e partindo do princípio que o que não nos mata nos deixa mais fortes e as capivaras ESTÃO VIVAS TOMANDO AQUELA ÁGUA TODO DIA, só podemos chegar numa conclusão: o rio Pinheiros mais cedo ou mais tarde dará origem a CAPIVARAS MUTANTES QUE DESTRUIRÃO A “CIVILIZAÇÃO” PAULISTANA.
Não vai sobrar arranha-céu sobre arranha-céu. Capivaras gigantes devorando os executivos da Berrini como se fossem capim, dando bundadas e derrubando aqueles monstrengos gigantes de aço e vidro. Capivaras roendo os pilares da ponte estaiada e depois cagando na Cidade-Jardim. Capivaras migrando para o centro da cidade e espalhando o caos e a danação no Anhangabaú. Capivaras encontrando seu parente humano mais próximo, a capivara-humana denominada Geraldinho Alckmin. Capivaras, capivaras everywhere. É o fim do mundo como o conhecemos, com roedores gigantes mutantes!
Internas
quinta-feira, setembro 15th, 2011E todos os gestos perdidos, todos os passos não dados. Todas as palavras não ditas, todas as frases perdidas no ar. Todos os emails não mandados, todos os telefonemas adiados. Todos os ois, todos os tchaus, todas as gentilezas que ficaram só na intenção, tudo aquilo que eu deixei de fazer porque…porque? Todos os silêncios que me perseguem, todos os muros que ergui sem querer, todas as vezes que desapareci dentro de mim mesmo. Todas as tentativas de apagar meus erros, todas as folhas em branco onde já comecei um novo desenho. Todas as pontes que já reergui, todas as órbitas perdidas no meu desalinhamento constante. Tudo que eu já perdi por ficar com a boca fechada, com medo de arriscar e com medo de perder o pouco que já tinha.
Me ensina a cantar, porque eu tenho um mundo pra dizer – mas sempre que eu abro a boca eu acabo estragando tudo.
(Antes que eu me esqueça – a tirinha genial é dos gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon. Basta clicar na tirinha pra ir diretamente ao flickr deles e virar fã depois de ler todas as tirinhas de Quase Nada)
“Source Code” e Finais Felizes
sábado, setembro 10th, 2011“Source Code”, ou “Contra o Tempo”, é desses filmes bacanudos, que não prometem abalar o mundo e mudar a história do cinema mas que podem muito bem divertir numa noite de quarta-feira. A história é interessante: um soldado que acorda no corpo de outra pessoa, viajando em um trem que está prestes a explodir, é forçado a reviver os últimos oito minutos de vida desse passageiro repetidamente até descobrir o responsável pelo atentado. É tipo um “Feitiço do Tempo” com mais pancadaria e menos Bill Murray, mas bem bacana.
O que me chamou a atenção mesmo foi o final do filme. Nada de reviravoltas, nada de surpresas a la Sexto Sentido, nada de grandioso ou épico…hmmm, talvez seja grandioso E épico, mas de uma maneira bem mais intimista, se é que isso é possível. Filme de ficção geralmente tem finais bem desesperançados, bem dark side mesmo. Blade Runner termina daquele jeito que você fica sem saber se deve estar feliz ou triste, Doze Macacos me dá calafrios até hoje, Matrix volta pro mesmo lugar de onde veio…sim, eu sei que tem vários filmes com finais positivos, mas creio que são a minoria. E aí “Source Code” chega como quem não quer nada, com seu final feliz apesar dos pesares. Eu confesso que saí do filme um pouco mais leve, com um pouco mais de esperança no mundo, sorrindo quietinho e pensando que sei lá, deve ser legal criar seu próprio universo. E porque não?
(O nome original do filme é “Source Code” – código-fonte, pra quem não sabe, é o conjunto de instruções e comandos de onde um programa de computador é originado. Sem um código-fonte não existe Windows, Photoshop, WordPress, internet, mundo moderno, etc. E é um título genial, que tem TUDO a ver com as hipóteses e metáforas propostas pelo filme, com o mundo do capitão Stevens. E aí um tradutor zé-buceta vai lá e traduz para “Contra o Tempo”…)


