Posts de janeiro, 2012

Tones of Home

sexta-feira, janeiro 13th, 2012

Voltei pra São Paulo, mas minha alma ainda está chegando – deve ter pego uma curva errada em Albuquerque, ou ido tirar umas férias em Águas de São Pedro. Ainda estou estranhando o ritmo da cidade, das pessoas, da correria estabanada pra se pegar um trem, pra se chegar em algum lugar. É só um trem, gente, não se matem assim, daqui a pouco tem outro. Eu acho. Se o Kassab lembrar de paga a conta. Enfim, ainda estou a vinte por hora, mas logo eu acostumo de novo. Só não me acostumo com os babacas correndo na estação de trem.

Em outras notícias, relacionadas: São Paulo me oprime. É sério. Pergunte pra qualquer pessoa que estudou comigo em Ilha Solteira, e dá pra contar nos dedos as vezes que meus amigos me viram usando calça comprida. Nada contra calça comprida, muito pelo contrário, mas eu tenho cá pra mim que no frio você usa calça comprida e no calor você usa bermudas. Porque tá calor, porra, e você não é obrigado a usar calças compridas no calor. Mas São Paulo me oprime. Me sinto um pária quando saio na rua de bermudas, um excluído, um jeca sem modos. Não vejo pessoas de bermuda por aqui! E na faculdade é pior ainda: os poucos que usam bermudas são os maconheirinhos-filhinhos-de-papai. E aí, oprimido pela sociedade paulistana, eu ando sempre de calça jeans mesmo quando tá calor pra cacete.

Mas isso mudou! Hoje eu fui de BERMUDAS pra faculdade – não pra aula, porque ainda não começou, mas pra trabalhar na empresa júnior. Bermudas e tênis – ainda não estou preparado psicologicamente pra sair de chinelo em Sumpaulo.

…Ainda!

Prenda Minha Epifania

sexta-feira, janeiro 6th, 2012

E aí hoje eu estava aqui ouvindo Engenheiros do Hawaii (eu sei, eu sei) e tive uma epifania. Uma revelação. Uma ficha que demorou anos e anos para cair.

Quando o Humberto Gessinger diz “Prenda minha parabólica” ele não quer dizer “Prenda a minha parabólica”, com o verbo prender e o substantivo antena parabólica. Tipo, “Filha, instale a minha antena parabólica, mesmo você sendo uma bebezinha”.

Não! Ele quer dizer “Prenda minha parabólica”. “Prenda minha”, de “minha prenda”, “minha querida”, etc e tal! Meu mundo mudou! Durante anos esta hábil construção gramatical passou desapercebida pelos meus ouvidos. Me sinto mais inteligente, mais esperto, mais capaz.

*Lágrimas másculas de orgulho próprio*

O resto da letra continua indecifrável como sempre, claro. E NOTEM QUE o Gessinger estava a cara do Belchior nesse show. Medo medo medo…

O Fim do Mundo

quarta-feira, janeiro 4th, 2012

2012.

Ah, 2012. O último ano de nossas vidas. Game over, planeta Terra, é isso aí, civilização humana, foi bom enquanto durou e a gente se vê por aí nessa longa estrada da vida, gata, porque já dizia o Jimzinho Morrison: “Nossa…nossa…assim você mi mata!” “The future is uncertain and the end is always near”. C’est finito, como dizem os espanhóis. Acabou-se o que era douce, diz o seu tio chato.

Mas claro, pode ser tudo um erro de cálculo, uma grande confusão. Afinal, quem pode culpar os Astecas/Maias/Incas Venusianos se eles cansaram de calcular o calendário:

Pedro Juan Quetzacoatl diz: “Cábron, cansei de calcular essa porra de calendário!”
Juan Carlos Cábron diz: “Madre que ló parió, em que ano você parou?”
Pedro Juan Quetzacoatl diz: “Xô contar…2012!”
Juan Carlos Cábron diz: “Pffff, a civilização humana não dura mais nem dois séculos! Ninguém nunca vai usar esse calendário! Bora lá dar uma volta no Eldorado!”

Por via das dúvidas, aqui estamos esperando o apocalipse. Alguns apostam no fim do planeta em escala Jerry Bruckheimer: um grande meteoro, uma grande catástrofe sísmica, quem sabe até a prometida inversão dos pólos magnéticos. Tem a galera fã do John Romero, rezando e guardando armas e suprimentos para o apocalipse zumbi. Invasão alienígena não anda tão em moda, mas é sempre uma boa pedida. Claro, tem a opção bíblica-judaico-épico-cristã, com direito a Arrebatamentos e Julgamentos Finais, Sete Selos, Cavaleiros do Apocalipse e aquela coisa toda. Pessoalmente, eu gosto da versão nórdica, com Deuses em guerra, legiões de vikings voltando a vida para brigar, lobos gigantes eclipsando o Sol e tudo mais. Acho difícil acontecer, mas nunca se sabe né. Mas eu nem ligo.

Contanto que parem com essa porra de “Ai, se eu te pego”, já está valendo.

(E claro, a melhor trilha sonora para o apocalipse. Pode falar mal do Bruckheimer, mas “Armageddon” é mó legal, fala aí)