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As Favoritas

terça-feira, maio 19th, 2009

Aí eu resolvi roubar esse exercício aqui lá do Observatório Nerd do El Cid. A premissa é simples: liste sua música favorita das bandas abaixo. Tem que ser uma música só, e é nessa hora que a maioria dos nerds roqueiros começa a se descabelar. Como assim, uma música só? Entre todas as músicas do Iron Maiden? Mas e as fases do U2? E os Beatles então: certeza que não pode pegar uma música de cada Beatle? Gostei bastante da idéia e me meti a fazer, e confesso me que surpreendi. Várias bandas que eu pensei que fosse demorar um tempão pra escolher uma música acabaram sendo “na lata”; Beatles e The Who, por exemplo. Outras bandas que eu nem gosto tanto eu acabei perdendo um tempinho escolhendo uma música. Também percebi que sei menos de música do que acho que sei – e eu gosto disso, significa que ainda tenho várias coisas legais pra descobrir. Várias bandas que existiam na lista original que copiei do El Cid eu acabei tirando porque conhecia poucas ou nenhuma música. E eu acabei adicionando algumas bandas que senti falta – Soundgarden Alice in Chains, Bruce Springsteen, Tom Petty e Black Crowes. Enfim, chega de papo: essa é a lista. Se quiserem detonar o meu gosto musical ridículo, sintam-se à vontade. E claro, quem quiser topar a brincadeira e fazer sua própria lista, sinta-se encorajado – publique no seu blog e deixe o link aí nos comentários, ou então deixe a lista nos comentários mesmo.

THE BEATLES: Old Brown Shoe
THE ROLLING STONES: Torn and Frayed
THE WHO: Drowned
JIMI HENDRIX: All Along The Watchtower
THE BEACH BOYS: Fun Fun Fun
LED ZEPPELIN: The Rain Song
PINK FLOYD: Eclipse
QUEEN: Don’t Stop Me Now
KISS: Strutter
DAVID BOWIE: Life on Mars
BOB DYLAN: Last Toughts on Woody Guthrie (Não é uma música, é um monólogo…mas porra, que monólogo)
ERIC CLAPTON: Layla
RUSH: Freewill
THE DOORS: Roadhouse Blues
AEROSMITH: Other Side
VAN HALEN: Hot for Teacher ( “But then my homework was never quite like this” é o melhor verso do rock, doa a quem doer)
CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL: Green River
DIRE STRAITS: Money For Nothing
THE CURE: Just Like Heaven
THE STOOGES (IGGY POP): Lust for Life
RAMONES: I Can’t Make it On Time
SEX PISTOLS: Anarchy in The UK (…meh)
THE CLASH: Clampdown
DEAD KENNEDYS: Holiday in Camboja
PIXIES: Here Comes Your Man
IRON MAIDEN: The Evil That Men Do
JUDAS PRIEST: You’ve Got Another Thing Coming
METALLICA: Adocica, digo, Enter Sandman
MEGADETH: Simphony of Destruction
AC/DC: You Shook Me All Night Long
GUNS ‘N’ ROSES: Dust and Bones
NIRVANA: Não, obrigado.
PEARL JAM: Severed Hand
SOUNDGARDEN:
ALICE IN CHAINS:
U2: If God Will Send His Angels
R.E.M. : Man on the Moon
RED HOT CHILLI PEPPERS: Suck My Kiss
FAITH NO MORE: The Real Thing
RAGE AGAINST THE MACHINE: Guerilla Radio
SMASHING PUMPKINS: Não, valeu. Drogas fazem mal.
BRUCE SPRINGSTEEN: Thunder Road
TOM PETTY: Walls
BLACK CROWES: Sometimes Salvation

THE BEST FUCKING GIG

quarta-feira, março 18th, 2009

Já eram nove da noite quando o sistema de som começou a transmitir o discurso de Churchill. É claro que todo mundo ali sabia o que isso significava, e rapidinho a gritaria já tomava conta da arena. ÁIRON! ÁIRON! ÁIRON! gritávamos, e prontamente fomos atentidos pelos acordes iniciais de Aces High, começando a cavalgada que duraria até a meia noite.

Acho que foi aí que caiu a ficha. Putz, alô mamãe, tô no show do Iron Maiden! O que eu faço? A resposta veio rápida, através da sirene anti-aérea:

- SCREAM FOR ME, SÃO PAAAAAAAAAAAULOOOOOO!

E nós, claro, obedecemos:

- YEEEEEEEEEEEEEEEEAAAAAAAAAAAAAAAOOOOOUUHHHH

Aces High foi seguida por Wrathchild, que é uma música do Iron que eu nunca dei bola, mas lá ao vivo…ao vivo, mestrada pelo Bruce, é outro esquema. Aliás, mestrar é a palavra certa: o Bruce mestrou a gente naquela noite. Imagine um jogo de RPG com 100 mil pessoas, e o melhor mestre de RPG do universo. Foi foda assim!

Logo depois de Wrathchild ele fez um discursozinho, se desculpando pela demora e pela FUCKING RAIN YEAAAH! (ah, que isso, Bruce, não foi culpa sua *pisca pisca* ), e explicou que eles atrasaram para que o pessoal pudesse entrar. Haviam vinte mil pessoas lá fora, tem noção? Também elogiou o pessoal que quebrou a contenção e subiu o morro pra assistir o show lá do alto, e disse que a gente era foda! Ai Bruce, assim eu gamo!

2 Minutes to Midnight levou todo mundo a loucura. TWO…MINUTES…TO MIDNIIIIIGHT!! gritava Interlagos em uníssono, e cada palavra era precedida por chifrinhos ou porradas contra o ar. A energia de um lugar desses é impressionante, legal demais. Depois de 2 Minutes veio Children of the Damned, que segundo Bruce era uma das quatro ou cinco músicas que eles tocariam a mais para nós (YEAH!).

Phantom of the Opera fica foda na voz do hóme, e é super legal por causa das diferentes partes. Ok, eu não gosto taaaanto de Phantom of the Opera, mas mestrada pelo hóme é FODA. Aí veio The Trooper e o hóme se vestiu de soldado, e aí meu coraçãzinho explodiu! OOOOOoooooOOOOooooOOOOÔÔÔÔÔ gritava Interlagos enquanto ele empunhava a bandeira da Inglaterra.

Depois veio Wasted Years, sempre FODA. “And realize you’re living in the Golden Yeeeeeaaaars!”. Verdade, tio Bruce, verdade!

Rime of The Ancient Mariner. Ah, Rime of the Ancient Mariner, com direito ao Bruce explicando que a música é baseada num poema, e basicamente é uma música que diz o que NÃO fazer caso o seu barco fique encalhado no mar. Porra, eu AMO essa música, sei ela de cor desde os 15 anos de idade. Cantar essa porra bem alto, pouco me fodendo pra minha garganta, esquecendo a dor nas pernas e levantando o braço pra acompanhar a batida foi DEFINITIVO. Gastei toda minha energia nessa hora, mas foi bem gasta. Cara, que foda! Ah, detalhe que o palco se transforma em um barco nessa hora, e o Bruce bota um manto negro. RPG, cara, RPG!

Powerslave é fantástica como sempre, com direito ao Bruce usando uma máscara…uma máscara…uma máscara estranha! Depois disso nós todos corremos para as colinas, gritando RUN TO THE HIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIILLS, e é uma coisa linda, RUUUUUUUN FOR YOUR LIIIIIIIIIIIIIVES! E logo em seguida…

Nicko McBrain toca de leve no prato três vezes. É o suficiente pra todo mundo entender e ir ao delírio. Como o George disse, Fear of the Dark não é a melhor música do Iron, mas é um puta de um símbolo. E é insuperável ao vivo. Caralho, que massa que foi. Eu já estava quebrado nessa hora, mas quando a música explode você é obrigado a sair do chão. E berrar feito um louco, porque eu não decorei a letra desde os quinze anos pra nada!

Hallowed Be Thy Name e sua canção condenada veio em seguida, e logo depois veio Iron Maiden e o GRAAAANDE EDDIE fechando o show. Fechando o show? PORRA NENHUMA! Tem o biz, mano! E que biz FODA!

SIX! SIX SIX!!! THE NUMBER OF THE BEAST!!! abriu o biz, deixando todo mundo doido de novo, e completando as músicas essenciais do Iron! Essenciais? O caralho, cadê The Evil That Men Do, minha música favorita? AAAAAAAAAAAAAAH SIM, veio logo em seguida. Foda foda foda foda! Nunca matar sua noiva em um ritual foi tão divertido! Meus últimos respingos de energia foram gastos cantando essa música e terminando de empacotar minha gargante. Bah, que foda.

E aí, finalmente pra fechar de vez a maior FUCKING GIG do Iron Maiden, com 100 mil pessoas, veio Sanctuary. Uau, três músicas pré-Dickinson no mesmo show! Claro que, sim, vocês já sabem, mestrada pelo Bruce é mais legal. Teve até interrupção no finalzinho para dizer que essa foi a maior FUCKING GIG do Iron Maiden, e apresentar a banda. Pffff, como se a molecada não soubesse de cor o nome de todo mundo ali. Apresentada a banda, Sanctuary volta com tudo para fechar o show de forma colossal, fodona, super foda!

E foi assim! Minha voz ainda não voltou completamente, meus braços doíam até ontem, e ainda sinto o cansaço. Mas FOI FODA, e eu toparia ir de novo num instante, só pra gritar quando o hóme mandar: SCREAM FOR ME SÃO PAULOOOOOOOOOO!

Terapia (do jeito certo)

sexta-feira, setembro 26th, 2008

Dia 28 o Marcelo Camelo vai estar aqui em Salvador, apresentando seu CD solo em um shopping center aqui de Salvador. É com muito prazer que digo que finalmente poderei cumprir minha função aqui na Terra: enfiar a mão na cara do barbudo.

Marcelo Camelo, um babaca

Marcelo Camelo, pensando em como ser mais babaca

A idéia é entrar na longa fila de sete pessoas sensíveis e alternativas, aguardar pacientemente com o sangue frio de um serial killer até chegar minha vez, e na hora que o barbudo for pedir o CD pra assinar…PÁÁÁÁÁ! na cara dele. E se der tempo, ainda mando um “Engole o choro e toma jeito de homem, porra!!”. E se eu estiver me sentindo particularmente evil, digo em alto e bom som pra todos os alternativos sensíveis ouvirem: “E Ana Júlia foi a melhor música que você já fez e fará na vida!”. E saio andando calmamente, enquanto todos os sete fãs de Marcelo Camelo acudem seu lacrimoso herói.

(Eu confesso: já gostei de Los Hermanos. Sabia todas as letras do Ventura. Achava super legal a influência de MPB e de Chico Buarque. Me identificava pra caralho com “Cara Estranho” e aquela outra que fala de “serei coroado rei de mim”. Tinha aquela do “Vencedor” também. Argh. Fiquei puto da vida quando o Chorão desceu o braço no Camelo! Mas aí, como dizia o genial poeta renascentista Badhauí, o mundo dá voltas e eu me enjoei profundamente com toda essa cultura do “eu sou diferente, eu sou coitadinho, eu sou melhor que vocês”. Essa história de “eu sou um perdedor, mas tudo bem porque eu tenho SENTIMENTOS!” é de uma babaquice extrema, sem tamanho.

Eu demorei pra entender isso, confesso: eu parei de ouvir Los Hermanos lá pela metade da faculdade, mas os efeitos malévolos causados pelas músicas deles ainda se fazem presentes em minhas atitudades. Como um material radioativo, os conceitos do perdedorismo vão se acumulando nas suas células e influenciando inconscientemente as suas atitudes, e é preciso força de vontade pra se livrar dessa viadagem. Caso força de vontade não dê conta, o jeito é partir pra porrada na cara. Enfim, dia 28 eu vou lá no shopping me livrar dos meus traumas de adolescência e problemas sentimentais com um belo tapão na cara do Marcelo Camelo. Se alguém tiver algum recado pro barbudão, favor deixar nos comentários aí.

Coitada da Loira

terça-feira, setembro 2nd, 2008

Fui perguntar pro Celso (colega do trabalho e gaúcho) porque os gaúchos tinham raiva e desprezo pelos Engenheiros do Hawaii. E ele disse:

- “Porque o Gessinger é um bundão do caralho!!!“.

Acabei nem perguntando se ele queria o Simples de Coração emprestado.

Sobre Drogas Alucinógenas e Suas Aplicações Medicinais

quinta-feira, agosto 21st, 2008

Dinosaur Jr. – É sempre inverno na minha cabeça quando eu ouço Dinosaur Jr. Parece que eu tô usando uma blusa, calça de moletom, andando pela casa num fim de semana de manhã gelado. Ou então indo pra faculdade de mochila nas costas, subindo a avenida Brasil, numa das raras ocasiões em que Ilha Solteira ficava abaixo dos 20 graus. Perfeito pra induzir nostalgia e passar horas lembrando de coisas legais que já se foram. “I ain’t tellin’ you a secret, I ain’t tellin’ you good…”

They Might Be Giants – Minha nova droga favorita. Perfeito pra pessoas que se sentem vivendo com 2 segundos de atraso da realidade, com problemas de sintonia com o resto do universo, e que acha isso ótimo. Ouvir os dois Johns é como dar LSD pra um esquizofrênico, é o equivalente musical de uma overdose de desenhos animados. “They want what they’re not and I wish they would stop saying, deputy-dog-dog-a-ding-dang-depadepa!”

Pearl Jam – Por um tempo eu achei que meu vício mais antigo não fizesse mais efeito – muita exposição, muito uso, exagero demais, talvez eu estivesse imune. Nada. Foram só umas férias – três dias em reclusão, mergulhando fundo, engolindo palavras, meu rosto, minha respiração, até emergir e então…“Here’s a token of my openess, of my need to not…disappear”

Oasis – O Britpop foi uma grande encenação, uma grande farsa de moleques ricos brincando de fazer arte. Até chegar o Oasis, um bando de pobretões sujos e safados, e mostrar do que é feito o rock. Uma droga sintética falsificada, sons meticulosamente planejados para agradar as multidões, homenageando o passado e o copiando descaradamente, sem vergonha de ser falso, montado, uma encenação completa, e totalmente autêntico. Rock comercial deveria ser assim. “We lived in the shadows, and we had our chance and threw it away.”

Buffalo Tom – Ah, os pró-depressivos. Nunca fui muito com a cara de bandas deliberadamente depressivas, tipo Cure, mas Buffalo Tom é diferente. Não é que tudo seja uma droga, não é que tudo esteja perdido – é que as coisas nunca saem como a gente quer, e todas essas coisinhas acumuladas vão pesando. E não é como carregar o peso do mundo, é mais como um saco de supermercado – não atrapalha, mas é um saco andar com ele por aí. “One side said north, one side said east, so I went south!”


MixwitMixwit make a mixtapeMixwit mixtapes

Hey, Bulldog!

quarta-feira, agosto 13th, 2008



A imagem acima tem 942 referências as músicas dos Beatles. A primeira pessoa a encontrar todas elas ganha uma meia suja do Ringo, pé esquerdo, dois furos (um no dedão, outro no calcanhar), lavada pela última vez em 1967! ( Ah, claro: foi a Mrs. Schmeiske que me mandou o link da imagem. Mil agradecimentos (thaaaaaaanks!) e o pé direito da meia \o_ )

Zooey

terça-feira, agosto 12th, 2008



Surpresa do ano: a Zooey Deschanel canta mó bem, e compõe mó bem! Sim, sim, ela gravou um disco com um sujeito-alt-country-indie-que-eu-esqueci-o-nome-mas-quem-liga, e surpresa, surpresa, o disco não é uma bosta. Muito pelo contrário. Músiquinhas popzitchas simples, mas beeem legais. O mais legal é saber que foi a própria Zooey quem compôs a maioria das músicas, e o sujeito-alt-country-indie-que-eu-esqueci-o-nome-mas-quem-liga só colaborou com arranjos e produção e tal. Quem diria que a Trillian cantava tão bem? Fiquei com cara de Trillian…

(O clipe é tipo a coisa mais boba já feita, mas é divertido. Bem, eu acho divertido. Bem, eu poderia assistir um filme da Zooey olhando em direção ao horizonte fazendo cara de Trillian, então minha opinião não vale muita coisa. Mas a música é bem boa. Bem, eu acho, mas poderia estar sendo enganado por mim mesmo. É complicado, é complicado).