Coisas Geek de um Hobbit Inútil

E não se esqueça da toalha.

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Alguns Vão Dizer

E eu tenho cá pra mim que quem não gosta de Oasis pelos motivos habituais (“Eles copiam os Beatles”, “Eles são malas demais”, “Eles são idiotas”, etc) não entendeu a Piada. But some might say we will find a brighter day ;)

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Um Disco, um Link e um Poema

Um Disco

“These Are The Good Times People” do Presidents of The United States é acidentalmente o disco que eu mais ouvi esse ano, eu acho. Acidentalmente porque não foi intencional – simplesmente me peguei ouvindo mais e mais vezes esse disco, e olha só, nessa nossa época de shuffles e listas automáticas é difícil ouvir um disco inteiro. Mas as músicas do “These Are The Good Times People” são tão redondinhas, tipo pérolas de música pop, três minutos de perfeição e não mais, que é difícil não sentir vontade de ouvir mais e mais e mais. Tudo com aquele senso de humor bizarro dos Presidents, que falam sobre borboletas de rodoviária, balões voajantes, moças francesas e histórias de amor sem grandes percalços.

Um Link

Momento obrigatório de auto-ajuda: “5 Manifestos For Life”, lá no Brain Pickings. Na verdade eu já conhecia o Holstee Manifesto e tenho ele impresso aqui no meu mural de cortiça. Os outros 4 eu não tinha visto ainda e achei geniais, principalmente o Cult of Done e o Do The Work. Bem pragmáticos, todos, e acho que essa é a idéia mesmo. “Just Fucking Do It!”.

Um Poema

THE LAUGHING HEART
by Charles Bukowski
(Lá do blog do Jonathan Carroll, como sempre)

your life is your life
don’t let it be clubbed into dank submission.
be on the watch.
there are ways out.
there is a light somewhere.
it may not be much light but
it beats the darkness.
be on the watch.
the gods will offer you chances.
know them.
take them.
you can’t beat death but
you can beat death in life, sometimes.
and the more often you learn to do it,
the more light there will be.
your life is your life.
know it while you have it.
you are marvelous
the gods wait to delight
in you.

De Capivaras e Homens

E todo dia eu desço o rio Pinheiros de trem, da estação Pinheiros até a estação Jurubatuba, sentado na janelinha enquanto as capivaras pastam tranquilamente, alheias ao caos da grande metrópole.

É uma vibe meio Almir Sater no trem do pantanal, exceto que o trem vai abarrotado de gente e não é sempre que eu consigo sentar na janelinha. E o rio Pinheiros deve ter mais coliformes fecais do que água e não parece em quase nada com o rio Paraná.

Mas as capivaras estão lá, firmes e fortes. Sei lá se elas estão fortes, porque né, caralho, como elas sobrevivem tomando aquela água? Tá certo que elas são roedoras e tal, mas imagina a quantidade de coisas químicas que tem naquele rio. Imagina o nível das civilizações de bactérias mutantes que nascem todo dia por lá. Imagina que essas bactérias estão entrando em contato com as capivaras, e partindo do princípio que o que não nos mata nos deixa mais fortes e as capivaras ESTÃO VIVAS TOMANDO AQUELA ÁGUA TODO DIA, só podemos chegar numa conclusão: o rio Pinheiros mais cedo ou mais tarde dará origem a CAPIVARAS MUTANTES QUE DESTRUIRÃO A “CIVILIZAÇÃO” PAULISTANA.

Não vai sobrar arranha-céu sobre arranha-céu. Capivaras gigantes devorando os executivos da Berrini como se fossem capim, dando bundadas e derrubando aqueles monstrengos gigantes de aço e vidro. Capivaras roendo os pilares da ponte estaiada e depois cagando na Cidade-Jardim. Capivaras migrando para o centro da cidade e espalhando o caos e a danação no Anhangabaú. Capivaras encontrando seu parente humano mais próximo, a capivara-humana denominada Geraldinho Alckmin. Capivaras, capivaras everywhere. É o fim do mundo como o conhecemos, com roedores gigantes mutantes!

The Rise of The Planet of the Capivaras - cena 1

The Rise of The Planet of the Capivaras - cena 1

Sunlight

The Word
by Tony Hoagland

Down near the bottom
of the crossed-out list
of things you have to do today,

between “green thread”
and “broccoli” you find
that you have penciled “sunlight.”

Resting on the page, the word
is as beautiful, it touches you
as if you had a friend

and sunlight were a present
he had sent you from some place distant
as this morning—to cheer you up,

and to remind you that,
among your duties, pleasure
is a thing,

that also needs accomplishing
Do you remember?
that time and light are kinds

of love, and love
is no less practical
than a coffee grinder

or a safe spare tire?
Tomorrow you may be utterly
without a clue

but today you get a telegram,
from the heart in exile
proclaiming that the kingdom

still exists,
the king and queen alive,
still speaking to their children,

—to any one among them
who can find the time,
to sit out in the sun and listen.

(Tirado aqui do blog do Jonathan Carroll, pontual como sempre)

Note to Self

“Well I guess there’s nothing wrong with what you say
But don’t sell me, “there can’t be better ways”
Tell the captain, “the boat’s not safe, we’re drowning”
Turns out he’s the one making waves…”

“Well, I said there’s nothing wrong with what you say
Believe me, just asking you to sway
No white or black, just grey
Can you feel this world with your heart and not your brain?

Brrrr!

Pequeno segredo mal-guardado: eu vim pra São Paulo pra passar frio. Depois de vinte e tantos anos passados suando e pingando, em Araçatuba, Ilha Solteira e Salvador, resolvi vir morar na capital do meu estado.

Não porque fosse a capital. Não porque tudo que acontece, acontece aqui primeiro. Não porque tem de tudo, pra todos os gostos. Não porque é um lugar bacana apesar de todos os pesares. Não porque aqui tivesse emprego mais fácil, a faculdade que eu quero, as pessoas que eu gosto mais perto, nada. Tudo balela!

Eu vim pra cá pra poder dormir com dois cobertores e um edredon! Pra sair na rua parecendo um pinguim! Pra até nos dias do sol poder sair de casaco sem imediatamente derreter! (Aliás, dias frios com sol são os melhores do mundo, by the way). Pra sair de casa cedo pra ir pra facul e aí respirar e sair fumacinha ! FUMACINHA, cara!

Claro que eu sei que Sumpaulo não é esse frio tooodo…tá mais pra mid-level frio, restrito a alguns meses, e que no verão é quente pacas. Mas pra quem ficou dois anos num lugar onde a temperatura jamais deve ter baixado menos que vinte graus, tá mais que bão! Tá MASSA, VÉIO!

(Meu projeto de vida é comprar um poncho vermelho e sair por aí. Porque foda mesmo é sair de cobertor na rua!)

poncho!