Posts arquivados na categoria ‘Nerdismos e Geekices’

Culinária para Noobs

terça-feira, março 9th, 2010

E ontem eu aprendi a fazer arroz! Quer dizer, “aprendi” é uma palavra um tanto forte, que denota um conhecimento e uma prática que nem fodendo eu tenho. Tá, eu me arrisquei a fazer arroz e consegui fazer algo considerado comestível (aqui em casa e em certas culturas retrógradas, tipo tribos perdidas de pigmeus da África central). Praticamente três pessoas tentaram me ensinar os procedimentos do fazimento do arroz (minha tia, a Camila e o Omelete. A receita do Omelete era a mais sucinta: “frita o arroz, coloca água e espera ferver tudo. É simples.”), isso sem contar a básica procurada no google (“como fazer arroz de um jeito que até um débil mental consiga fazer”). E hoje ainda a Catarina me deu uns toques sobre onde eu posso ter errado: ter fritado pouco, ter mexido pouco, etc e tal. Ha, meu suporte técnico é foderoso, pena que o usuário erre tudo XD.

Foto que tirei do....ha, nem fodendo =(

Foto que tirei do....ha, nem fodendo =(

Mas o mais triste é o pós-fazimento-do-arroz: parece que passou um furacão pela cozinha. Tipo, não sei como diabos eu consegui utilizar TODOS os utensílios de cozinha, mas quando eu terminei de fazer o arroz tava tudo jogado em cima da pia. Trocentas panelas e tigelas, um número absurdo de facas e colheres, tábua de carne (??), temperos espalhados, peneira improvisada (nem perguntem), e um ou dois pokémons. E isso pra fazer uma mísera meia panela de arroz! Quero nem ver o que vai acontecer quando eu inventar de fazer alguma coisa um pouco mais complexa. Tipo, sei lá, batata frita oÔ.

I’m Not Done Talking

terça-feira, março 2nd, 2010

É meio complicado explicar a graça de They Might Be Giants: é o tipo de banda que você ou gosta logo de cara, ou acha que é piada e descarta pra nunca mais ouvir. Ano retrasado, quando eu descobri eles, passei o clipe de “Birdhouse in Your Soul” pra todo mundo que eu conheço na esperança de que alguém gostasse. E claro, todo mundo achou que era piada =(. Tá, dá pra entender, eles são bizarros pra caramba, só dois caras, um com uma guitarra e outro com um acordeon, e as letras são estranhíssimas e nada parece fazer muito sentido. Mas eu gosto deles, e acho que existe um lugar no céu pra bandas tão malucas quanto talentosas.

Isso aqui é ” ‘Til My Head Falls Off”, e perder a sanidade mental nunca pareceu ser tão divertido. “And I’m not done here, and I won’t be ’til my head falls off…tough it may not be a long way off!”

Sobre as Aulas Novas

domingo, fevereiro 28th, 2010

Essa semana eu tive aula de desenho na faculdade. Desenho, com lápis de desenho, papel grandão, mesas grandonas de desenho, professora de arte e tudo. Tá, não teve aula, foi só apresentação, mas já valeu a pena saber que terei 2 semestres de desenho. Em seguida eu tive aula de desenho vetorial – ou melhor, aula de Adobe Illustrator. Primeiro o professor mandou a gente desenhar um lápis, pra se familiarizar com as ferramentas. E depois ele mandou a gente desenhar um monstrinho. Tipo, eu sou totalmente a favor de aulas em que tenha de se desenhar monstrinhos. Mais monstrinhos em nossas grades curriculares, MEC!

Depois disso eu ainda tive aula de Fotografia, de Sociologia, de Introdução ao Design e Projeto Experimental. E todas as aulas foram massa, e todas elas fazem sentido. Eu sei porque estou fazendo essas aulas, tenho uma boa idéia da utilidade e da necessidade delas, e eu gosto delas. Gosto de verdade, tenho vontade de assisti-las. O que é um grande contraste com a faculdade de engenharia, onde eu não entendia muito bem porque aprendia cálculo e matemática aplicada e o caralho alado, e nem sentia muita vontade de aprender aquilo. Tá, eu aprendi, e pelo menos agora eu posso me gabar: EU SEI FAZER INTEGRAIS TRIPLAS com o auxílio de um livro de cálculo e uma calculadora científica programável, SEUS BOSTAS!

Enfim, o que eu quero dizer é (voz de Ted Mosby): Kids, se vocês não gostam de NENHUMA das matérias ensinadas na faculdade que vocês cursam, ou se só gostam das que não tem NADA a ver com o curso, existe uma chance MUITO GRANDE de vocês estarem fazendo a faculdade errada. Pule fora e encontre a certa logo. Ou termine essa e já vá pensando em como fazer a certa. Porque vale a pena, ah se vale, vale a pena pra CARALHO. Isso vindo de um cara que está prestes a ir apontar lápis pra levar na aula de desenho amanhã cedinho.

E terça eu vou terminar meu monstrinho! Yay!

Springsteenlogia: She’s The One

terça-feira, fevereiro 2nd, 2010

“She’s the One” fica no lado B de “Born to Run”, em algum lugar na ladeira entre o escapismo furioso de  “Born to Run” e o assassinato apoteótico no final de “Jungleland”. Sei que hoje em dia não existe mais lado A e lado B, mas discos continuam tendo sua ordem, e alguns continuam tendo lados. Mas só os realmente fodões.

Ninguém se dá exatamente bem em “Born to Run”. O protagonista de “She’s the One” não está declamando belos versos sobre sua amada: ele está cantando sobre a mulher irresistível que está matando ele aos poucos, e de quem ele precisa escapar. “And no matter where you sleep tonight or how far you run…Oh-o, she’s the one!”

Essa versão ao vivo foi gravada em 75, em Londres, no teatro…sei lá o nome do teatro. Sinceramente, consegue ser melhor do que a original, a começar por essa gaita no começo. É legal ver o Bruce Springsteen novinho, e a E Street Band botando tudo pra foder. O guitarrista vestido de pimp é o Steve Van Zandt, conhecido dos fãs da Família Soprano. E fodíssima é a hora em que Clarence Lemons entra com o solo de saxofone, e tanto o Bruce como o Steve vão pra trás e assumem papel de backing vocals…para o saxofone! Dá até pra ver o Chefe olhando pro Clarence e rindo, claramente admirado. Porra, o que se passava na cabeça dele? “Aqui estou eu, a sei lá quantos quilômetros de Nova Jersey, acompanhado pelos melhores músicos do mundo, tocando e vivendo de rock’n'roll”. Não é a toa que ele tinha um sorrisão de orelha a orelha!

Patapon!

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

PATA PATA PATA PON!

Patapon é um jogo de PSP que te coloca na posição de Deus de uma tribo de bichinhos redondos e belicosos.

PATA PATA PATA PON!

Como era de se esperar, seus bichinhos redondos e belicosos não querem saber de paz, amor e caridade: eles querem mais é queimar, pilhar e saquear.

CHAKA CHAKA PATA PON!

Você, como Deus dessa galera, dá as ordens através de batucadas divinas: andar, atacar, defender, recuar, destruir, destroçar, espalhar o caos e a destruição. Essas coisas todas.

PON PON PATA PON!

Com a Sua ajuda, seus bichinhos redondos belicosos irão cumprir sua missão no planeta: chegar aos confins do mundo e observar Aquilo. Seja lá o que Aquilo for.

CHAKA CHAKA PATA PON!

Em sua busca incessante por Aquilo, os bichinhos redondos belicosos não se renderão frente a nenhum obstáculo: tribos rivais, dinossauros gigantes, vermes de areia, robôs de pedra e o que mais pintar.

PON PON PATA PON!

E você lá em cima, batucando e ordenando seu exército de bichinhos redondos belicosos malucos fundamentalistas assassinos ladrões genocidas.

PON PATA PON PATA!

Divertido pra cacete, mas faz você parar pra refletir entre uma batucada e outra.

PON PON PATA…PON?

Supergrama

segunda-feira, fevereiro 1st, 2010

Dividir o mundo em branco e preto é ruim, diz a sabedoria popular. Nada ou ninguém está totalmente certo ou totalmente errado, cada um tem seus motivos, nada é o que parece, essas coisas todas. Você começa a enxergar os tons, a questionar se o branco é realmente branco, se o preto não seria um cinza bem bem escuro. Sua paleta ganha infinitos tons de cinza, que tentam explicar um mundo complexo e cheio de nuances, mas que no final só conseguem te deixar sem explicação, perdido. E o mundo vira uma grande mancha confusa de cinza, sem graça e sem sentido. Nossassinhoradasbicicretas, aonde foi que você fez merda, Batman?

É simples. Você esqueceu das cores.

Se o mundo precisa de cores, o Supergrass é uma daquelas caixas gigantes com trocentas canetinhas coloridas. Poucas bandas são tão coloridas e tão insanas e tão criativas e tão espertas e tão geniais e tão fabulosas e tão simplesmente e definitivamente divertidas quanto o Supergrass. Pena que quase ninguém conheça eles.

(E olha só: o Blur acabou, o Oasis também (aparentemente e infelizmente), mas o Supergrass continua firme e forte, ainda que quase no anonimato. Talvez seja por mérito próprio, ou justiça divina, ou mesmo mero acaso, mas o fato é que as bandas boas sobrevivem (vide Pearl Jam e o grunge u.u ).

Grandes Piratas de Nossos Tempos – I

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

Porque o grande pirata de Piratas de Caribe nunca foi o bom-moço élfico Legolas Whatever, e muito menos o ladrão de cenas favorito das mocinhas do mundo todo, Capitão Jack Sparrow. Não não, senhores, é preciso mais do que trejeitos esquisitos e lápis de olho para se fazer um pirata. Piratas de verdade são feitos de água salgada, de fogo do inferno, de lágrimas de mães, de sangue derramado, de membros mutilados e, ho ho ho, uma garrafa de rum. Em suas veias corre o grogue*, em suas almas…bom, em suas almas não vai nada, porque piratas não tem alma. O pirata de verdade não  teme a morte, e provavelmente já morreu mais de uma vez e voltou do inferno para pilhar, queimar, saquear e roubar, não necessariamente nesta ordem.

É por isso que o verdadeiro grande pirata de Piratas do Caribe é ninguém mais ninguém menos do que Hector Barbossa. Uma salva de tiros de canhão, e uma rodada de rum!

(E além disso ele tinha um macaco zumbi. Chupa essa, Johnny Deep!)

* Receita básica de grogue: querosene, álcool propileno, flavorizantes artificiais, ácido sulfúrico, rum, acetona, tintura vermelha n. 2, scumm, óleo de máquinas, ácido de bateria e/ou peperone. Misture tudo usando suas mãos (nada de liquidificador, maricas!), beba quente.