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	<title>Coisas Geek de um Hobbit Inútil</title>
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	<description>E não se esqueça da toalha.</description>
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		<title>Músicas Pra Curar a Geração das Calças Coloridas</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 17:22:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tequila Baby &#8211; &#8220;Sexo, Algemas e Cinta-Liga&#8221; Acho que não dá pra ser mais direto que &#8220;o meu problema é sexo, algemas e cinta-liga&#8221;, né? O Tequila Baby é dessas bandas punk que seguem a cartilha dos Ramones, dois minutos, três acordes e nada mais. Essa música tão bela fala sobre&#8230;bem, se você precisa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Tequila Baby &#8211; &#8220;Sexo, Algemas e Cinta-Liga&#8221;</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/vfNn-25ivcs?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/vfNn-25ivcs?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Acho que não dá pra ser mais direto que &#8220;o meu problema é sexo, algemas e cinta-liga&#8221;, né? O Tequila Baby é dessas bandas punk que seguem a cartilha dos Ramones, dois minutos, três acordes e nada mais. Essa música tão bela fala sobre&#8230;bem, se você precisa de um guia pra saber do que eles estão falando, o problema já não é comigo. Mas preste atenção na poesia desses versos: &#8220;Não me importa que tenha outros homens; mas que goste de ouvir Ramones&#8221;.</p>
<p><strong>Matanza &#8211; Mesa de Saloon</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TOe1KPF4ybo?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/TOe1KPF4ybo?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Isso é que é love song! Isso é que é história de amor! Isso é que é emoção! Há quem considere o Matanza uma banda caricata, de mentirinha. São pessoas que não entendem a graça do universo sujo e modorrento do Clube Irmão Caminhoneiro Shell, que preferem bandas limpinhas, esterelizadas e totalmente sem graça. São pessoas que nunca se apaixonaram bem no meio do Saloon!</p>
<p><strong>Raimundos &#8211; Puteiro em João Pessoa</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7WGnoRKRGLY?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/7WGnoRKRGLY?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>&#8220;O quêêêêêê?? Rodolfiiiiiiiiiinho?? No puteeeeeeeeeiro?? E NÃO LEVOU SEU IRMÃO???&#8221; Antes de se perder por aí, o Raimundos foi uma das pricipais bandas dos anos 90. Claro que na época eu estava mais interessado nos palavrões e nas letras imundas, mas ouvindo agora percebo que os caras eram REALMENTE bons. A mistura perfeita entre punk e música nordestina, blábláblá, etc e tal.</p>
<p><strong>Ultraje a Rigor &#8211; Giselda</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/E5UcBdFGViM?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/E5UcBdFGViM?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Sabe o que é triste? Ninguém nunca levou o Ultraje a &#8220;sério&#8221; justamente por eles serem tão escrachados, e hoje em dia pouca gente tem noção de quão foda eles eram.  Acho que ninguém fez um primeiro disco tão perfeito quanto eles, só com músicas perfeitas e espertíssimas. &#8220;Giselda&#8221; é uma singela e sincera pra todas as mulheres que&#8230;que não dão, ora bolas. Versos finíssimos como &#8220;Eu não sou de comer tanto, mas você eu almoço e janto&#8221; mostram toda a poesia de Roger Moreira!</p>
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		<title>Diga Qualquer Coisa</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 00:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aí hoje eu assisti &#8220;Say Anything&#8221;, um dos primeiros filmes do Cameron Crowe lá no finalzinho dos anos 80, com direito a John Cusack com cara de moleque e música-tema do Peter Gabriel. Já fazem uns 5 ou 6 anos que eu queria assistir esse filme, mas na época era super foda de encontrá-lo, seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aí hoje eu assisti<strong> &#8220;Say Anything&#8221;</strong>, um dos primeiros filmes do Cameron Crowe lá no finalzinho dos anos 80, com direito a John Cusack com cara de moleque e música-tema do Peter Gabriel. Já fazem uns 5 ou 6 anos que eu queria assistir esse filme, mas na época era super foda de encontrá-lo, seja pra alugar (lembram disso? locadoras de vídeo?) seja pra baixar na internet. Não tinha no Kaaza e nos P2P que a gente usava naquela época&#8230;mas os tempos mudam, a tecnologia avança, e lá estava o filme no PirateBay pra baixar quando lembrei dele ontem por causa de uma imagem qualquer no Tumblr.</p>
<p>A história de &#8220;Say Anything&#8221; não tem nada de diferente da comédia romântica adolescente típica: garoto pobre sem futuro encontra garota rica e eles se apaixonam, mas o futuro brilhante da garota (e seu pai durão) se intrometem no caminho deles, mas no final tudo se acerta. A diferença de &#8220;Say Anything&#8221; pras outras trocentas comédias românticas adolescentes típicas é o dedão do Sr. Cameron Crowe, com seu jeito único de retratar as pessoas e sua trilha sonora sempre impecável. Um outro diretor erraria na mão, e faria um garoto vagabundo que muda de personalidade quando conhece a garota de seus sonhos, e faria um pai durão insensível babaca que todos amam odiar, e faria aqueles diálogos estúpidos que toda comédia romântica adolescente típica costuma ter. Mas com o Cameron Crowe é diferente: os personagens falam e fazem coisas (em sua maioria, estúpidas) que nós mesmos faríamos. Ou já fizemos, ou queríamos fazer. Ele entende seu público de adolescentes que não sabem pra onde ir e adultos que não conseguem ver razão pra crescer, e eles nos dá aquela esperança de que no final tudo vai dar certo, de um jeito ou de outro (uma espécie de fé nas engrenagens).</p>
<p><em>(Mas maldito seja Cameron Crowe por me deixar com uma música do Peter Gabriel (PETER GABRIEL!) na cabeça.)</em></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Zrzr4R3LpsQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/Zrzr4R3LpsQ?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em>&#8220;Accepting all I&#8217;ve done and said<br />
I want to stand and stare again&#8221;</em></p>
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		<title>Da Ausência da Testosterona e das Calças Coloridas</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 03:14:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pode colocar num gráfico: o crescimento do número de jovens trajando calças apertadas coloridas, óculos gigantes coloridos e cabelos estilo &#8220;cagaramnatuacabeçavéi&#8221; está DIRETAMENTE, senão EXPONENCIALMENTE, ligado ao declínio dos verdadeiros filmes de ação. Essa grande verdade universal me surgiu assistindo a &#8220;Mercenários&#8221;, que eu falarei sobre em um próximo post. Mas por ora, basta saber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1913" class="wp-caption aligncenter" style="width: 458px"><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Restart1.jpg"><img class="size-full wp-image-1913" title="Aonde fomos parar, ó São Sly?" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Restart1.jpg" alt="Aonde fomos parar, ó São Sly?" width="448" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Aonde fomos parar, ó São Sly?</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Pode colocar num gráfico: o crescimento do número de jovens trajando calças apertadas coloridas, óculos gigantes coloridos e cabelos estilo &#8220;cagaramnatuacabeçavéi&#8221; está DIRETAMENTE, senão EXPONENCIALMENTE, ligado ao declínio dos verdadeiros filmes de ação. Essa grande verdade universal me surgiu assistindo a &#8220;Mercenários&#8221;, que eu falarei sobre em um próximo post. Mas por ora, basta saber que &#8220;Mercenários&#8221; é tipo uma experiência religiosa, tipo um satori coletivo, só que com mais armas pesadas, explosões e capangas pulverizados.</p>
<div id="attachment_1914" class="wp-caption aligncenter" style="width: 509px"><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/08/New-TV-Spot-For-The-Expendables-Awesome.jpg"><img class="size-full wp-image-1914" title="Galera do bem, gente-boa, tudo sangue bão." src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/08/New-TV-Spot-For-The-Expendables-Awesome.jpg" alt="Galera do bem, gente-boa, tudo sangue bão." width="499" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">Galera do bem, gente-boa, tudo sangue bão.</p></div>
<p>Assistindo &#8220;Mercenários&#8221;, algo ficou bem claro: essa geração de calças coloridas não tem um verdadeiro action hero, um modelo comportamental estilo brutamontes armado até os dentes. Essa galera não assistia Rambo no Cinema em Casa, nunca viu Falcão &#8211; O Campeão dos Campeões na Sessão da Tarde. Nunca viu o Van Damme vencer a competição após Chong Li jogar areia em seu rosto. Pra eles, Chuck Norris é só um meme da internet e não um maluco que fuzilava vietcongues como se estivesse jogando videogame. Nunca viram Conan passar 15 anos girando uma roda gigante de madeira e se transformar numa montanha de músculos. Nunca viram o Jackie Chan aprender o kung-fu do bêbado. Eles nunca entenderiam porque um filme com o Mel Gibson e o Danny Glover poderia se chamar &#8220;Máquina Mortífera&#8221;. Não devem ter se embrenhado junto com Bruce Willis através de quilômetros de dutos para matar terroristas (Yiipe-ki-ay, motherfucker!). Nunca viram um Exterminador de modelo ultrapassado chutar a bunda de um monstro de metal líquido &#8211; e depois se sacrificar pra salvar o futuro. Eles nunca nem viram o Schwarza matar um Predador com uma bomba atômica e se esconder atrás de um tronco de árvore!</p>
<div id="attachment_1915" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/08/18908827.jpg"><img class="size-full wp-image-1915" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/08/18908827.jpg" alt="Eles nem devem saber porque o Governator é o Governator!" width="400" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Eles nem devem saber porque o Governator é o Governator!</p></div>
<p>Faltou amor testosterônico heterossexual, faltou demonstração cinematográfica de culhões de aço, faltou aquela dose essencial de violência gráfica e pancadaria sem regulação. No lugar disso, o que eles tiveram?</p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/08/jigglypuff.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1916" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/08/jigglypuff.jpg" alt="" width="273" height="273" /></a>Pois é. Com uma bolota rosa e um bicho amarelo que grita &#8220;PIKA! PIKA!&#8221; como modelos comportamentais, o que vocês queriam? Sabe, a idéia de usar uma calça jeans colorida apertada aparecesse na minha cabeça, o conceito de Stallone que habita minha mente juntaria um grupo de brutamontes armados até os dentes e exterminaria essa idéia até reduzi-la a pó. &#8220;Mas idéia não vira pó!&#8221;. Ah é? Conta pro Stallone.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xkyxt9AnKa0?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/xkyxt9AnKa0?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Sobre Inception</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 23:09:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de tudo, um aviso: caso você não tenha visto &#8220;Inception &#8211; A Origem&#8221;, fique sabendo que este post contém vários SPOILERS, importantes ou não, então leia por sua conta e risco. E sério, se você não assistiu Inception ainda, faça-se o favor &#8211; levanta a bunda da cadeira e corra já para o cinema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Antes de tudo, um aviso: caso você não tenha visto &#8220;Inception &#8211; A Origem&#8221;, fique sabendo que este post contém vários SPOILERS, importantes ou não, então leia por sua conta e risco. E sério, se você não assistiu Inception ainda, faça-se o favor &#8211; levanta a bunda da cadeira e corra já para o cinema mais próximo. Ou baixe o filme, sei lá. Mas assista, e não perca tempo lendo reviews do filme na internet, seu fresco. Quer um review? Inception é DO CARALHO. E pronto.</em></p>
<p><em>Segundo aviso: eu não guardo nomes de atores, e sim de personagens marcantes. Por exemplo, os protagonistas de &#8220;O Grande Truque&#8221; pra mim são o Wolverine e o Batman. Assim, pra facilitar a compreensão da resenha abaixo, segue uma lista para que você possa identificar de quem diabos eu estou falando.<br />
</em></p>
<ul>
<li><em>Dicaprio &#8211; Leonardo Dicaprio, que faz o Cobb, protagonista do filme.</em></li>
<li><em>Tom &#8211; Joseph Gordon-Levitt, o sidekick estiloso.</em></li>
<li><em>Kitty Pryde &#8211; Ellen Page, que faz Ariadne e é a mocinha.</em></li>
<li><em>Watanabe &#8211; Ken Watanabe, empresário mafioso e financiador da parada.</em></li>
<li><em>Mauricinho &#8211; Cillian Murphy, que faz o filhinho de papai que é o alvo da parada toda</em></li>
</ul>
<p><em>Agora, ao filme.</em></p>
<p>Eu enrolei duas semanas pra assistir Inception. Tentei ir uma vez na semana retrasada, não deu certo e então meu irmão avisou que estaria aqui em Sumpaulo nesse fim de semana justamente pra ver Inception e Os Mercenários &#8211; melhor então esperar pra assistir com ele. Nessas duas semanas eu evitei tudo o que tinha a ver com o filme &#8211; reviews, reportagens, posts, comentários de twitter, até mesmo descrições inócuas do filme. E consegui &#8211; tá, exceto por essa tirinha do Liniers, mas de resto entrei virgem de spoilers na sala de cinema. Mó frescura, admito, mas foi melhor assim. Eu sabia que o filme tinha alguma coisa a ver com sonhos, e só. Eu nem sonh&#8230;eu nem imaginava o que estava por vir. E o que estava por vir&#8230;</p>
<p>E o que estava por vir foi caralhal, por falta de um adjetivo melhor. (Na verdade, segundo o método Toledo-Pinheiro de adjetivos, o termo correto para Inception seria M-A-X-I-M-U-M F-O-D-A-S-T-I-C-U-M). Sabe quando Matrix era inovador porque trazia aquele conceito de que a realidade é um sonho? E aí os caras cagaram nas continuações? Então. Aí veio o Christopher Nolan e jogou um CAMINHÃO de cal em Matrix, mostrando que tudo pode ficar ainda mais complicado e fantástico. Inception trata de realidades dentro de sonhos dentro de sonhos de sonhos&#8230;o jeito como ele mostra isso logo no começo é fantástico. Lá estão Dicaprio e o Tom vendendo proteção contra extração de sonhos para Ken Watanabe em meio a um castelo oriental&#8230;e quando você vê, era tudo um sonho e eles estão em um apartamento fodido em meio a uma revolução civil&#8230;e quando você vê, era tudo outro sonho, e eles estão na verdade dentro de um trem. As regras e detalhes da viagem-dentro-dos-sonhos vão sendo explicadas aos poucos, na parte em que a Kitty Pryde é apresentada&#8230;aliás, tomarei vergonha e a chamarei pelo nome: Ariadne! Ela é uma arquiteta de sonhos, e o que ela imagina se torna verdade&#8230;desde cenários até leis da física. A cena onde ela vai dobrando a cidade é simplesmente foda, perfeita e genial. E nesse meio tempo a gente também vai descobrindo o lado negro do Dicaprio&#8230;seu problema com a ex-mulher, seu passado mal-explicado. Outro conceito legal que é introduzido é a história do totem &#8211; um objeto seu que te diz se você está no mundo real ou não.</p>
<p>E confesso que eu nem sonh&#8230;nem imaginava que fosse um filme sobre ladrões, estilo Ocean&#8217;s Eleven! Eu adoro esse tipo de filme (e fui descobrir anteontem que tem um nome pra esse &#8220;gênero&#8221;: heist movie), e foi uma ótima surpresa descobrir que Inception era assim. Aí claro, temos as partes essenciais de todo heist movie: alguém propõe um serviço, o protagonista aceita por razões pessoais, seu parceiro tenta convencê-lo a desistir mas acaba aceitando, eles reúnem o time de especialistas, vemos o treinamento do novato (no caso, a Ariadne), e então a execução do serviço. Clichezões, claro, mas aplicados a um ambiente novo e de forma impecável. Você sabe que as coisas vão dar errado, que alguém vai se ferir, que tudo só vai se resolver no último instante&#8230;mas foda-se, é legal pra caralho! O serviço envolve a inserção de uma idéia dentro da cabeça do herdeiro de uma gigante empresa de energia. Isso, obviamente, é feito através de sonhos &#8211; três níveis de sonhos, pra ser mais exato. Cada nível de sonho tem seu próprio cenário, sua própria lógica e seus próprios participantes. Uma hora estamos no meio de uma cidade na chuva, na outra estamos em um hotel, e outra hora estamos numa base militar numa montanha gelada. Cada nível de sonho funciona num esquema temporal mais lento que a realidade, de modo que anos podem se passar num nível profundo de sonho antes que minutos se passem na vida real. Ótima idéia, sr. Nolan &#8211; assim criamos todo o plano de fundo pra história do Dicaprio, e também elevamos a tensão lá na putaquepariu porque os três níveis de sonho precisam se &#8220;sincronizar&#8221; &#8211; é preciso que todos acordem nos três níveis ao mesmo tempo pra sair do sonho e não ir parar no limbo. E claro, alguém vai parar no limbo. O protagonista, é óbvio, e também a Ariadne &#8211; sacaram de onde o nome, fãs de mitologia grega?. (Tá, se bem que nesse momento ela não serve de Ariadne&#8230;mais sobre isso num parágrafo lá pra frente). Enfim, o clímax do filme se encontra nesse momento em que os três sonhos convergem e tudo começa a acontecer ao mesmo tempo. É muuuuito massa, e muuuito foda! Principalmente o segundo nível, onde o Tom tem que enfrentar as defesas da mente do Mauricinho em corredores que giram &#8211; aliás, o motivo pelo qual os corredores giram é legal pra caralho. Bem pensado pra cacete. E o modo que o Tom encontra pra conseguir acordar os outros sonhadores é legal demais, digno de um filme de ação dos anos 80!  Enfim&#8230;paguei muito pau pro filme.</p>
<p>E vou ter que assistir de novo, porque MUITA coisa não ficou clara. E tenho certeza que não vai adiantar assistir de novo, porque o objetivo era deixar ambíguo mesmo&#8230;maaas a gente adora teorizar, não? A grande pergunta do filme, na minha opinião, é: é tudo um sonho do Dicaprio/Cobb? Seria todo o esquema de inserir a idéia na cabeça do Mauricinho um grande golpe &#8211; um Mr. Charles, como eles chamam no filme &#8211; para enganá-lo e tirá-lo do sonho, ou pelo menos do limbo, ou sabe-se lá de onde? Porque diabos a mocinha do filme se chama Ariadne &#8211; a moça que ajudou Teseu a sair do labirinto do Minotauro, na mitologia grega? Sim, ela criava labirintos e etc e tal&#8230;mas no filme é ela quem &#8220;força&#8221; Cobb a enfrentar seus demônios no subconsciente, talvez para que ele pudesse emergir para a realidade. O que a ex-mulher dele fala tem sentido &#8211; viver fugindo de perseguidores, nunca poder voltar pra casa, os filhos que ele nunca mais pode olhar no rosto, tudo cheira a um sonho confundido com realidade. É como se estivesse preso naquele sonho, e seus próprios traumas o impedissem de rever seus filhos (aí sua mente teria criado seus perseguidores, criado toda aquela situação). (Mas e o totem? Oras, se o totem tiver sido criado dentro daquele nível de sonho, ele só pode indicar que ele está naquele nível de sonho, e só &#8211; não serve pra saber se ele está no mundo real). Claro que essa teoria também tem seus vários furos &#8211; como os outros personagens se encaixam nela, por exemplo? Seriam criações da mente de Cobb, seriam pessoas que compartilham do sonho dele? (Acabo de lembrar da cena onde o químico mostra as pessoas viciadas em sonhos compartilhados). E o sogro do Cobb? Porque diabos uma hora ele está dando aulas em Paris, e mais tarde ele está nos Estados Unidos, com os filhos do Cobb? Nada contra um professor importante dar aulas na Europa e morar nos EUA, mas algo me pareceu errado&#8230;E o pião? Será que ele caiu, ou continuou rodando?</p>
<p>Enfim&#8230;por enquanto, é isso que eu tinha pra dizer sobre Inception. Com certeza, um dos filmes mais legais que eu já vi, incrivelmente bem feito e bem pensado, com história e conceito fodáááásticos. Parabéns, Christopher Nolan: mais um filme impecável! E que venha o Batman 3, com o Tom fazendo papel de Charada!﻿</p>
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		<title>Do Zen e da Arte da Qualidade</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Aug 2010 02:09:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O que é bom, Fedro, E o que não é bom - Acaso precisamos pedir a alguém que nos ensine essas coisas?&#8221; &#8220;Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas&#8221; é desses livros que deixam sua cabeça coçando por uma vida inteira. Não, não tem piolhos saltando das páginas &#8211; tem coisa pior, tem idéias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;O que é bom, Fedro,<br />
E o que não é bom -<br />
Acaso precisamos pedir a alguém que nos ensine essas coisas?&#8221;</em></p>
<p>&#8220;<strong>Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas</strong>&#8221; é desses livros que deixam sua cabeça coçando por uma vida inteira. Não, não tem piolhos saltando das páginas &#8211; tem coisa pior, tem idéias saltando das páginas e grudando na sua cabeça. E são boas idéias, idéias inspiradas pela própria idéia de Qualidade que o livro explora. Qualidade &#8211; algo que não pode ser definido, mas aquilo que sabemos &#8211; ou melhor, sentimos &#8211; que é bom. Pirsig coloca o dedo em várias das feridas dos nossos tempos &#8211; e olha que o livro foi escrito a quase cinquenta anos atrás. De lá pra cá não muito mudou: vide a série dos<a href="http://www.malvados.com.br/"> &#8220;Quadrinhos dos anos 10&#8243;</a>, lá nos Malvados do André Dahmer. Sim, o sentimento de que algo está errado na sociedade como um todo é quase onipresente, mas continuamos correndo pra lá e pra cá sem saber o que fazer.</p>
<p>Não que as idéias de Pirsig sejam novas, como ele mesmo mostra no decorrer do livro. Sofistas gregos, monges zen, taoístas chineses, filósofos do século passado &#8211; a idéia muda de nome, mas sua alma é a mesma. Sabemos o que é bom para nós e para o mundo, conseguimos sentir e não precisamos que ninguém nos diga. Podemos olhar pra um objeto, pra uma obra de arte, pra um texto, pra uma atitude, pra uma idéia e sabemos dizer que aquilo tem ou não qualidade: é tão claro quanto o dia. Mas como definir o que é qualidade? Essa pergunta é o ponto inicial da jornada de Fedro e de Pirsig &#8211; o livro acompanha estas duas &#8220;aventuras&#8221; em paralelo, em meio a descrições da viagem de moto e as &#8220;chautauquas&#8221; que o autor faz durante todo o livro. Fedro jamais soube quando parar de perguntar, e talvez tenha sido isso que o condenou à morte. Pirsig é a parte de Fedro que sobreviveu &#8211; à loucura, ao eletrochoque &#8211; mas que se pergunta quem é realmente a pessoa e quem é o fantasma.</p>
<p>Enfim, &#8220;<strong>Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas</strong>&#8221; é um livro fodão. Apesar do título, não tem nada a ver com Budismo Zen &#8211; apesar de ter tudo a ver com Budismo Zen. E também não ensina muito sobre motocicletas &#8211; apesar das motocicletas estarem onipresentes pelo texto. É um livro sobre&#8230;tudo, sobre o mundo em que vivemos, sobre a época em que vivemos, as vidas que levamos, como chegamos até aqui e os caminhos que podemos seguir.</p>
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		<title>Esteja Aqui Agora</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 01:33:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Numa carta escrita na Índia, Fedro falava de sua peregrinação ao sagrado Monte Kailas, nascente do Ganges e morada de Shiva, no alto do Himalaia. Começou a fazer a peregrinação na companhia de um santo e seus discípulos. Nunca chegou à montanha. No final do terceiro dia desistiu, exausto, e a peregrinação continuou sem ele. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Numa carta escrita na Índia, Fedro falava de sua peregrinação ao sagrado Monte Kailas, nascente do Ganges e morada de Shiva, no alto do Himalaia. Começou a fazer a peregrinação na companhia de um santo e seus discípulos.</em></p>
<p><em>Nunca chegou à montanha. No final do terceiro dia desistiu, exausto, e a peregrinação continuou sem ele. Disse que tinha a força física, mas que essa força física não era suficiente. Tinha a motivação intelectual, mas ela também não era suficiente. Não achava que tinha sido arrogante, mas que tinha tentado fazer a peregrinação para ampliar suas experiências, para obter conhecimento para si mesmo. Tentava usar a montanha e a própria peregrinação para seus próprios fins. Para ele, a entidade fixa não era a montanha nem o caminhar, mas ele mesmo; assim, não estava pronto para peregrinar. (&#8230;)</em></p>
<p><em>Para o observador leigo, a escalada com ego e a escalada sem ego parecem idênticas. Ambos os tipos de escaladores colocam um pé a frente do outro. Ambos inspiram e expiram no mesmo ritmo. Ambos param quando estão cansados e vão adiante quando bem dispostos. Mas quanta diferença! O escalador pelo ego é como uma máquina desregulada. Põe o pé no chão um segundo antes ou depois que devia. Tende a não perceber as belas passagens do sol por entre as copas das árvores. Vai adiante quando seu passo desajeitado mostra que já está cansado. Descansa na hora errada. (&#8230;) <strong>Vai mais rápido ou mais devagar do que deveria e, quando fala, suas palavras versam sempre sobre outro tempo, outro lugar. Está aqui mas não está. Rejeita o aqui, vive descontente com o aqui, quer estar mais adiante no caminho; mas, quando estiver lá, também estará descontente, pois então &#8220;lá&#8221; será &#8220;aqui&#8221;. O que ele procura, o que quer está em toda parte à sua volta; mas, exatamente por causa disso, não a quer. Cada passo é um esforço físico e espiritual, pois ele imagina que sua meta está fora dele e muito, muito longe.</strong>&#8220;</em></p>
<p>Trechão de<strong> &#8220;Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas&#8221;</strong>, livro fodíssimo que estou lendo. Em parte, é uma espécie de road-book porque descreve uma viagem de moto através do interior dos Estados Unidos. Em parte também é um ensaio filosófico &#8211; uma investigação sobre os valores, como diz o subtítulo. E em parte também, talvez a parte mais fascinante, a história de um homem que tenta escapar do fantasma do homem que ele um dia foi &#8211; que foi declarado insano e condenado a ter sua personalidade apagada através da &#8220;terapia&#8221; de eletrochoque.</p>
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		<title>Inverno Has Arrived</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 02:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O inverno finalmente resolveu dar as caras em Araçatuba. &#8220;Inverno&#8221; é uma palavra beeem forte, se eu for pensar bem. No máximo rola uma semana de frio mediano (nada no estilo serra gaúcha), sempre em julho, sempre coincidindo com a exposição agropecuária da cidade, sempre indo embora justo quando você já estava se acostumando com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>O inverno finalmente resolveu dar as caras em Araçatuba. &#8220;Inverno&#8221; é uma palavra beeem forte, se eu for pensar bem. No máximo rola uma semana de frio mediano (nada no estilo serra gaúcha), sempre em julho, sempre coincidindo com a exposição agropecuária da cidade, sempre indo embora justo quando você já estava se acostumando com ele. Mas tá bom, qualquer vestígio de frio é bemvindo no faroeste paulista.</li>
<li>Falando na Exposição Agropecuária&#8230;caracoles, como tá fraquinha! Costumava ser uma das maiores exposições da região, sempre com shows grandes (note que eu disse grandes, e não bons): duplas sertanejas de sucesso, pagodeiros quando ainda existiam pagodeiros, e uma ou outra banda de rock/pop. Já teve Paralamas, Capital Inicial (na época do Acústica, quando eles re-estouraram), Barão Vermelho&#8230;bandas que de outro jeito nunca viriam tocar aqui. E esse ano não tem NENHUMA bandinha de merda de rock/pop, só um monte de tranqueiras. Duplas sertanejas pouco conhecidas, bandas de pagode que devem ter renascido no inferno só pra vir tocar na exposição&#8230; A cidade do Boi Gordo (ou Boi Fofo, como diz o Deroco) anda mal das pernas mesmo! oÔ</li>
<li>Ontem de madrugada eu assisti o primeiro episódio de Caprica, seriado prequel de Battlestar Galactica, que conta como os humanos inventaram as criaturas cibernéticas que viriam a se rebelar e destruir todas as colônias humanas no início de Battlestar. Achei bem legal, interessante e ao mesmo tempo BEM diferente de Battlestar Galactica. Ainda não me convenceu a colocá-lo na lista de seriados &#8220;Pra Assistir Urgentemente&#8221;, mas está no caminho. E eles arrumaram uma clone da Zooey Deschanel pra fazer uma das protagonistas! Olhão grandão, franja, carinha de menina, fofinha, etc e tal&#8230;.e o pior é que eles não tentaram nem disfarçar: o nome da personagem dela é Zoe! O seriado também conta com uma Jodie Foster Genérica, e um Eric Stoltz genérico ( que é o próprio Stoltz, mas ele é genérico por natureza).</li>
<li>Agora, digno de nota mesmo é a trilha do Bear McCreary, tanto pro Caprica como pro Battlestar Galactica. É perfeita, fenomenal, de proporções épicas e lendárias &#8211; e olha que eu nem tenho saco pra trilhas sonoras. Os temas de ação são caralhais, os temas calminhos tem aquela calma paranóica de que alguma coisa vai acontecer. O cara curte sons orientais, cítaras, tambores tribais e coisas esquisitas&#8230;olha, tinha tudo pra dar errado e sair música bunda mole e sem sal. E acontece justamente o oposto &#8211; prova disso é essa versão de &#8220;All Along The Watchtower&#8221;. Já ouviu uma música com cítara soar ameaçadora? Eu nunca tinha ouvido.</li>
</ul>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ei-RTgTboCs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/ei-RTgTboCs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><br />
&#8220;No reason to get excited&#8221;, the thief, he kindly spoke<br />
&#8220;There are many here among us who feel that life is but a joke<br />
But you and I, we&#8217;ve been through that and this is not our fate<br />
<strong>So let us not talk falsely now, the hour is getting late</strong>&#8220;</em></p>
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		<title>Laerte e o Vento</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 15:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que eu acho massa no Laerte é que o cara consegue ler meus pensamentos e traduzir perfeitamente numa tirinha só. Eu conheço um monte de gente que pensa nessas linhas&#8230;e nenhuma dessas idéias moribundas me desce, me passa pela garganta. &#8220;O homem é o que é e ponto&#8221;? E o que é o homem, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/07/tvfolha.i511-12-06.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1895" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/07/tvfolha.i511-12-06.jpg" alt="" width="500" height="458" /></a></p>
<p>O que eu acho massa no Laerte é que o cara consegue ler meus pensamentos e traduzir perfeitamente numa tirinha só. Eu conheço um monte de gente que pensa nessas linhas&#8230;e nenhuma dessas idéias moribundas me desce, me passa pela garganta. &#8220;O homem é o que é e ponto&#8221;? E o que é o homem, e como se bota um ponto no que não se consegue nem começar a definir? Como é que se pode dizer que não se muda o mundo, que não se muda o homem, sendo que tudo nesse mundo é mudança &#8211; um universo inconstante, uma vida cheia de voltas, com o caos e a criação brincando no quintal (pra citar Paul McCartney). Não consigo enxergar &#8211; e nem imaginar &#8211; esse mundo aonde o homem é o que é e ponto. O vento entrando pela janela e mexendo em tudo me diz justamente o contrário.</p>
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		<title>Eu Fecho os Olhos e Tudo Vem</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 04:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sinceramente? Eu acho que Paralamas é A melhor banda de rock nacional, do período de &#8220;ouro&#8221; do rock nacional. (Coloco &#8220;ouro&#8221; em aspas porque, caracoles, eram os anos 80: provavelmente não era ouro, era só purpurina dourada ou algum efeito toscão do Hans Donner) E olha que eu não sou daqueles que desfazem da Legião [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sinceramente? Eu acho que Paralamas é A melhor banda de rock nacional, do período de &#8220;ouro&#8221; do rock nacional. <em>(Coloco &#8220;ouro&#8221; em aspas porque, caracoles, eram os anos 80: provavelmente não era ouro, era só purpurina dourada ou algum efeito toscão do Hans Donner)</em></p>
<p>E olha que eu não sou daqueles que desfazem da Legião Urbana, que escrotizam o Cazuza, que excomungam o Capital Inicial. Minha educação musical deve muito a um programa de rádio semanal da Rádio Cultura (95,5 MHz) lá de Araçatuba, que só tocava rock nacional durante uma hora. Eu gravava esse programa religiosamente &#8211; em fitas K-7, as ancestrais da MP3 &#8211; e passava a semana ouvindo elas, esperando o próximo programa. Então eu aprendi a gostar dessa galera toda: Legião, Paralamas, Engenheiros, Capital, Kid Abelha, Titãs (pero no mucho). E sinceramente, vendo a situação atual do rock nacional, por maaais que se fale mal dessas bandas dos anos 80, eles são muito melhores que qualquer Restart ou Cine ou o que for.</p>
<p><em>(E acabei de perceber que estou defendendo bandas que já passam dos 20 anos de idade. Caralho, tô velho :~ )</em></p>
<p>Mas o Paralamas SEMPRE teve algo a mais, na minha opinião. Se eu fosse um crítico musical eu usaria um nome bem tchã pra definir esse algo a mais. Algo como &#8220;sensibilidade pop&#8221;, sabe? Mas eu diria que eles tinham coração e eles tinham alma &#8211; sabe essas bandas que você ouve e de repente fica tudo bem? Sabe essas músicas que você não consegue evitar entrar na onda delas? Eles sabiam fazer isso, e cada hit dos caras atingia seu alvo sem perdão. Claro que nada é perfeito, e depois do meio dos anos 90 eles ficaram BEM chatos &#8211; tipo o Skank, que depois do supermegafodão &#8220;Maquinarama&#8221; também perdeu seu rumo. Mas enquanto a magia durou, eles foram a banda mais legal do cenário nacional.</p>
<p>E eu simplesmente não consigo evitar entrar na onda de &#8220;Caleidoscópio&#8221;. Eu ouvi ela pela primeira vez quando tinha o quê? Nove, dez anos de idade? E nunca mais tirei ela na cabeça. É perfeita, em vários e vários sentidos. Olha só essa introdução &#8211; com direito à guitarra rasgando blues, trompetes e o caralho à quatro! A música me pega e me leva embora &#8211; &#8220;eu quase posso ouvir a tua voz, eu sinto a tua mão a me guiar pela noite a caminho de casa. Se tudo tem que terminar assim, que pelo menos seja até o fim &#8211; pra gente não ter nunca mais que terminar&#8230;&#8221;</p>
<p>(E aí o videoclip tá bloqueado pela EMI para incorporação em outros sites fora do Youtube. <strong>PAU NO RABO da EMI</strong>, que não saca que quem quer incorportar o vídeo tá fazendo propaganda DE GRAÇA pra banda. Em compensação, achei outro vídeo mais afudê ainda &#8211; com participação do Pericos, solo extendido e o cacete. Quando é que esses dinossauros monolíticos dessas gravadoras vão morrer, ó meu Deus?)</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/d-r3TmiFN6A&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/d-r3TmiFN6A&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Adeus, Frank Sobotka &#8211; ou &#8220;The Wire&#8221; é FODA</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 04:23:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[I&#8217;ll bring you precious contraband and ancient tales from distant lands Of conquerors and concubines and conjurers from darker times Betrayal and conspiracy, sacrilege and heresy And I feel alright – I feel alright tonight&#8230; &#8220;The Wire&#8221; conseguiu algo que nunca antes um seriado policial conseguiu na história do mundo: me fazer assisti-lo. Na verdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>I&#8217;ll bring you precious contraband and ancient tales from distant lands<br />
Of conquerors and concubines and conjurers from darker times<br />
Betrayal and conspiracy, sacrilege and heresy<br />
And I feel alright – I feel alright tonight&#8230;<br />
</em><br />
<strong>&#8220;The Wire&#8221;</strong> conseguiu algo que nunca antes um seriado policial conseguiu na história do mundo: me fazer assisti-lo. Na verdade minha teima é com seriados do tipo &#8220;um caso por episódio&#8221; &#8211; com pouco avanço de continuidade, sem uma história central que avance, só com aquela galerinha batuta resolvendo os casos mais difíceis do condado. Nesse perfil se enquadram praticamente qualquer seriado policial, &#8220;House&#8221;, e até &#8220;Arquivo X&#8221;. Sabe o que eu queria mesmo? Era assistir só os episódios de Arquivo X que avançam a história principal, e pular toooodos os trocentos episódios que não levam a lugar nenhum. <em>Pensando bem, na internet deve ter uma lista de episódios assim. Vou procurar depois.</em></p>
<p>(Vai, podem me xingar do que for. &#8220;Herege&#8221;. &#8220;Mala escroto&#8221;. &#8220;Babaca&#8221;. &#8220;Noveleiro&#8221;. &#8220;Seletivo&#8221;.)</p>
<p>Enfim: &#8220;The Wire&#8221; conseguiu passar pelo meu processo de seleção justamente porque tem esse esquema de casos. Na verdade, temos um graaaande caso por temporada &#8211; e grande mesmo, cheio de mistérios, tramóias, rabos-presos, dedos-duros, e todo tipo de merda que puder dificultar a vida dos policiais. O foco do seriado é mostrar como a cidade de Baltimore funciona em suas entranhas, e cada temporada mostra uma faceta do submundo da cidade: a primeira temporada fala sobre o tráfico de drogas e os conjuntos residenciais da zona oeste, enquanto que a segunda temporada fala sobre o porto e as pessoas que vivem dele. Não existe um protagonista que move a série &#8211; são vários personagens, todos muitíssimo bem trabalhados e bem escritos. Dá pra acreditar que eles existem de verdade: não tem nenhum herói da justiça, não tem nenhum vilão que é a raiz de todo o mal. Não existe aquele clichê de &#8220;policial filho da puta e bandido que luta pra sobreviver&#8221; e nem o seu irmão gêmeo &#8220;policial protetor dos indefesos e bandido sórdido sanguinolento&#8221;. Todos tem seus motivos, todos tem seus defeitos, e todos tem uma história pra contar.</p>
<p>Eu terminei a segunda temporada alguns dias atrás &#8211; é a que fala sobre o porto. Bom, depois da primeira temporada eu deveria saber logo de cara que tudo iria terminar como terminou. É triste, é deprimente, mas é real &#8211; é o que aconteceria na vida real, dadas aquelas circunstâncias. Eu torci até o final pro Frank Sobotka escapar, mesmo sabendo que não tinha como. E o mais foda é ver que todo o sofrimento dele, tudo o que ele fez e toda a merda aonde ele se meteu não serviu pra nada. O final do último episódio é absolutamente foda, com uma música absolutamente foda pra acompanhar &#8211; o vídeo taí embaixo pra quem quiser ver, acho que não tem taaantos spoilers pra quem nunca viu a série ou não chegou nessa temporada. Ora bolas, spoilers, que spoilers? Desde o começo é um jogo de cartas marcadas &#8211; quem diabo acha que o sindicato dos estivadores tem alguma chance contra a máfia?</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6SO40ansNU8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/6SO40ansNU8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Hear the Lamentation of the Women</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 18:08:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[É fato conhecido que Conan ( o Bárbaro) é o motherfucker original. Antes do Batman tocar o terror e a porrada nos criminosos de Gotham, antes de Samuel L. Jackson encarnar a vingança divina de afro e barba esquisita, o nosso bárbaro cimério já vagava pelos ermos do planeta durante a Era Hiboriana fazendo o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É fato conhecido que Conan ( o Bárbaro) é o motherfucker original. Antes do Batman tocar o terror e a porrada nos criminosos de Gotham, antes de Samuel L. Jackson encarnar a vingança divina de afro e barba esquisita, o nosso bárbaro cimério já vagava pelos ermos do planeta durante a Era Hiboriana fazendo o que sabia fazer de melhor: esmigalhar seus inimigos, vê-los derrotados diante de seus pés e ouvir os lamentos de suas mulheres. ( E ele fazia isso usando cueca de pelúcia. Eis o segredo do Cimério).</p>
<p>E aí um maluco na internet resolveu compor uma música para um suposto musical do Conan. E claro, não era pra dar certo: Conan e musicais não combinam. Ou não deveriam. Mas ficou FODA pra caralho &#8211; com direito a sotaque do Schwarza e letra mais do que épica. Saca só:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OBGOQ7SsJrw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/OBGOQ7SsJrw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Cat&#8217;s Cradle</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 00:44:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida Universo e Tudo Mais]]></category>

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		<description><![CDATA[No início, Deus criou a Terra, e Ele à observou em sua solidão cósmica. E Deus disse, &#8220;Sejam feitas criaturas vivas a partir do barro, para que o barro possa ver O que fizemos&#8221;. E Deus criou todas as criaturas que agora se movem pelo mundo, e uma delas era o homem. Só o barro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><cite><em>No início, Deus criou a Terra, e Ele à observou em sua solidão cósmica.<br />
E Deus disse, &#8220;Sejam feitas criaturas vivas a partir do barro, para que o barro possa ver O que fizemos&#8221;. E Deus criou todas as criaturas que agora se movem pelo mundo, e uma delas era o homem. Só o barro feito homem podia falar. Deus se aproximou quando o barro feito homem se sentou, olhou tudo ao seu redor e falou. O homem piscou. &#8220;Qual é o propósito disso tudo?&#8221;, ele perguntou educadamente.<br />
&#8220;Tudo precisa ter um propósito?&#8221; perguntou Deus.<br />
&#8220;Certamente,&#8221; disse o homem.<br />
&#8220;Então eu deixo à seu cargo pensar num propósito pra tudo isso,&#8221; disse Deus.<br />
E Ele se foi.</em></cite></p>
<p><strong>&#8220;Cat&#8217;s Cradle&#8221;</strong> é o segundo livro do <strong>Kurt Vonnegut</strong> que leio. O primeiro foi &#8220;Sirens of Titan&#8221;, enquanto que o &#8220;Matadouro 5&#8243; me olha do alto da estante com aquele desdém próprio dos livros que ainda não lemos. Como dá pra ver na citação ali em cima, um dos temas que o Vonnegut toca em &#8220;Cat&#8217;s Cradle&#8221; (e nos outros livros também) é o propósito da vida. Será que temos uma missão nesse mundo, será que fomos criados com um intuito final, ou fomos simplesmente jogados aqui nesse planeta e nessa vida por um mero acaso universal? É uma pergunta que sempre vai estar no ar e pra qual nunca teremos resposta. Ou melhor, pra qual teremos múltiplas e contraditórias respostas. Eu particularmente gosto e acredito na resposta que Deus dá ali em cima. Quer um propósito? Crie um. Invente um. Acredite em um.</p>
<p>A religião que serve de pano de fundo em &#8220;Cat&#8217;s Cradle&#8221; se chama Bokonismo e é um monte de mentiras, conforme dito na primeira página de seu livro sagrado: <em>&#8220;Todas as coisas verdadeiras que lhe direi a seguir são mentiras desavergonhadas&#8221;</em>. No começo do próprio livro, o narrador já nos diz algo nas mesmas linhas: <em>&#8220;Qualquer um que não consiga entender como uma religião útil pode ser fundamentada em mentiras também não irá conseguir entender este livro&#8221;</em>. O que é essencialmente verdadeiro, e que me faz pensar que caras como o Richard Dawkins não conseguiriam entender esse livro. Tem gente que não entende isso &#8211; que as pessoas não querem a Verdade, elas querem um Sentido. Que no fundo as pessoas sabem que o Papa, o Bispo, o Dalai Lama, o Chico Xavier talvez estejam errados, talvez estejam até mesmo mentindo pra elas. É um risco que elas correm, e não é um risco que elas desconhecem &#8211; pessoas não são burras (é fácil esquecer isso olhando de cima, vendo todo mundo como formiguinhas correndo pra lá e pra cá, do alto de um prédio luxuoso ou de um título acadêmico). A tal da religião, a tal da crença em alguma coisa provém essas pessoas com um sentido e um propósito de vida &#8211; e tá bom demais, até onde elas conseguem enxergar. Então, quando um cara vem e diz que é preciso acabar com todas as religiões e fazer com que o ser humano seja mais racional e mais científico, tudo o que eu consigo pensar é: esse cara come bosta. Talvez criar religiões mais tolerantes, menos burras, que se adequem ao mundo que vivemos hoje e que não tentem nos forçar dogmas sem sentido goela abaixo. Mas acabar com as religiões e crenças é estúpido, e impossível. Assim que o cara estiver voltando do monte Sinai com os 10 Mandamentos do Método Racional de Se Viver, ele vai encontrar a galera toda cultuando um bezerro de ouro. E eu chuto que o bezerro vai lembrar BASTANTE a Lady Gaga. Sabe-se lá porque, mas vai.</p>
<p>No final, eu acredito que as pessoas inventam suas próprias verdades &#8211; cada uma interpreta e entende o universo do seu jeito, e tudo tudo tudo no mundo é uma questão de ponto de vista. Cada um se vira como pode, cada pessoa sabe aonde procurar sentido, propósito, conforto e coragem pra seguir na vida. Minha mãe vive lendo livros espíritas, meu pai adora aqueles livros que misturam misticismo e ciência, e eu procuro minhas verdades em todo lugar &#8211; seja em livros de ficção científica tipo o &#8220;Cat&#8217;s Cradle&#8221;, seja em letras de música, seja sabe-se lá aonde. O que me faz concordar totalmente com a frase que abre &#8220;Cat&#8217;s Cradle&#8221;: <em>&#8220;Viva segundo as inverdades inofensivas que te fazem ser corajoso e gentil e saudável e feliz&#8221;</em>.</p>
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		<title>Resumo</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 10:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[- Em Araçatuba! De férias! No meu quarto! E as aulas só voltam dia 8 de agosto! Tinha esquecido como entrar de férias da faculdade é uma coisa emocionante XD - As últimas semanas do semestre deram bastante trabalho. Faculdade de design não tem prova, mas tem tanto trabalho quanto um campo de concentração russo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Em Araçatuba! De férias! No meu quarto! E as aulas só voltam dia 8 de agosto! Tinha esquecido como entrar de férias da faculdade é uma coisa emocionante XD</p>
<p>- As últimas semanas do semestre deram bastante trabalho. Faculdade de design não tem prova, mas tem tanto trabalho quanto um campo de concentração russo. O que salva é que os trabalhos SÃO legais de fazer &#8211; porra, eu tive que fazer um Stop-Motion de trabalho final do semestre, olha só veja só que massa. Sem contar os outros trabalhos, envolvendo vetorização de personagens de quadrinhos, montar site de boate com temática russo-comunista, montar um caderno inteiro (com desenhos, pinturas, recortes e o cacete) sobre um museu, tirar fotografias com as câmeras megaultrablaster da faculdade. São coisas extremamente legais, e eu vejo sentido nelas&#8230;o que não acontecia naquele monte de provas que fazia antes, naquele infinito de contas absurdas que eu nunca usei até hoje.</p>
<p>- E a melhor parte: caralho, meu boletim nunca foi tão bonito. Tava seriamente pensando em imprimir ele, botar numa moldura e dar de presente pra minha mãe. &#8220;Toma, mãe, você esperou 27 anos por um boletim tão cheio de notas altas assim&#8221;. A única &#8220;mancha&#8221; é um 7 de sociologia. Mas sifudê também, né? Tudo que eu sei sobre sociologia eu aprendi lendo Malvados.</p>
<p>- Aí depois de três semanas de trabalhos malucos&#8230;três dias extremamente divertidos, devidamente acompanhado de dona Catarina! Teve livraria Cultura, teve brownie, teve Scrabble (Scrabble!), teve Toy Story 3 (Toy Story 3!), teve videogames, teve seriado de garotos cantantes de sexualidade duvidosa (melhor música até agora, a do Journey), teve festival de lojas de brinquedo, teve pretzel de nutella. Só não conseguimos ir no zoológico&#8230;mas nem fez falta perto do monte de coisas legais que fizemos, e fica pra próxima. Sinceramente, quando a companhia é excelente até andar de metrô é divertido <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p>- Sobre Toy Story 3: FODÃO! Tá, não tem a carga dramática (carga dramática? acho que é esse o termo) de Up, mas é um PUTA desenho com uma história fantástica e cheeeeio de detalhes legais. Destaque pro Ken metrossexual (&#8220;Me devolve o echarpe!&#8221;), pro porco-espinho ator, pro telefone missão impossível e pro macaco vigilante (the eye in the sky!), e pro Buzz. O Buzz Lightyear sempre é legal com seu jeito Superman de ser&#8230;mas dessa vez os caras chutaram o baldinho pra longe. Muy longe, diga-se &#8211; ficou FODÃO. E se eu disser que o filme fecha com uma música dos Gipsy Kings, alguém acredita?</p>
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		<title>Omnia Procrastinare, Nihil Interit</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 02:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Porque os fins de semana e os feriados são da procrastinação, por mais que se tente evitar. Vai lá, faz os planos que quiser: vou estudar, vou adiantar trabalho, vou praticar, vou me dedicar a tal coisa. Vai nada, vai acabar fazendo outra coisa &#8211; geralmente nada de útil. E não é ruim, muito pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/06/garfield.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1875" title="garfield" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/06/garfield.jpg" alt="" width="500" height="342" /></a></p>
<p>Porque os fins de semana e os feriados são da procrastinação, por mais que se tente evitar. Vai lá, faz os planos que quiser: vou estudar, vou adiantar trabalho, vou praticar, vou me dedicar a tal coisa. Vai nada, vai acabar fazendo outra coisa &#8211; geralmente nada de útil. E não é ruim, muito pelo contrário. Procrastinar é uma arte. Procrastinar faz bem pra alma, faz bem pra saúde. Quem procrastina, sempre alcança &#8211; só que mais tarde.</p>
<p>Existem mil jeitos de procrastinar. Existe a procrastinação enrustida: &#8220;só vou enrolar mais um pouquinho, daqui a uma hora e meia eu começo a fazer tudo que tenho que fazer&#8221;. Existe a procrastinação assumida: &#8220;Foda-se tudo, não farei nada e vamos ver o que acontece amanhã&#8221;. Os procrastinadores iniciantes sentem culpa de estarem procrastinando, ficam imaginando jeitos de não procrastinarem mais, mas ficam lá, só imaginando. Já os procrastinadores experientes sabem que é inútil &#8211; procrastinar é preciso, viver não é preciso, amanhã é outro dia e no final dá tudo certo. Claro, o sucesso da procrastinação depende de saber quando tudo REALMENTE dá certo no final, e quando tudo vai pras picas no final. É uma questão de profunda análise das circunstâncias, de ser realista quanto ao volume de trabalho a ser deixado pro dia seguinte, e de se ter coragem pra procrastinar quando as chances estão contra você. Procrastinar é um esporte de risco, é uma aventura em si mesmo. Tá, não é das mais emocionantes. Mas deixa as emoções fortes pro dia seguinte &#8211; e prossigamos procrastinando e andando.</p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/06/garfield.jpg"><br />
</a></p>
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		<title>Uma Cidade numa Alma</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 05:37:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tem uma parte da minha alma que é uma cidade de 20 mil habitantes situada no canto noroeste de São Paulo, na divisa com o Mato Grosso do Sul, de noite. De madrugada, algo entre depois da meia noite e antes das cinco da manhã. É sempre esse horário por lá. O silêncio reina absoluto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_jhjOIu5Ybs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/_jhjOIu5Ybs&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Tem uma parte da minha alma que é uma cidade de 20 mil habitantes situada no canto noroeste de São Paulo, na divisa com o Mato Grosso do Sul, de noite. De madrugada, algo entre depois da meia noite e antes das cinco da manhã. É sempre esse horário por lá. O silêncio reina absoluto &#8211; alguns cachorros latem, alguns passos e vozes são ouvidos de vez em quando, mas não conseguem vencê-lo. Mas tudo bem, porque as madrugadas são do silêncio e só dele. E quando eu ando por lá, por esse pedaço da minha alma, eu sinto uma nostalgia gigantesca, uma vontade de viver tudo de novo. De andar por essas ruas sem rumo, de olhar pra um céu estrelado sem fim, de quase poder apalpar o silêncio. Eu me sentia livre lá, e isso me fazia um bem tão imenso que ficou gravado com força na minha alma.<em></em></p>
<p><em>(Um segredo: eu me sinto livre assim aqui agora. São circunstâncias diferentes, mas São Paulo se transformou em minha, assim como Ilha Solteira havia se transformado.)</em></p>
<p>O som que toca nessa parte da minha alma são os discos do Buffalo Tom e suas músicas sempre agridoces. Solos de uma guitarra suja se mesclam com o silêncio da madrugada, enquanto uma voz gasta fala de coisas que não foram, de noites mal dormidas, de memórias de verões passados, de confissões em bares mal-iluminados, de respostas que nunca chegam, de pulmões que viram brânquias, de de corações que não se encaixam, de manhãs de ressaca, das montanhas da sua cabeça, de sorveterias, de vidas desperdiçadas do lado do caixa, de&#8230;de tanta coisa. Essas músicas e essa cidade na minha alma entram em ressonância e  se potencializam &#8211; e deixam a nostalgia ainda maior, ainda mais gigantesca, chegando a dar um nó na garganta.</p>
<p><em>(Meu maior mal é sofrer da nostalgia. Do que já foi e do que ainda será &#8211; a nostalgia do futuro, ainda mais forte que a do passado)</em></p>
<p>E o que você faz com esse sentimento? Sente-se uma vontade de colocar essa cidade e essas músicas em algum lugar, transformar eles em alguma coisa &#8211; uma história, uma imagem, uma outra música, quem sabe fundar uma cidade. Dá vontade de contar pra alguém que tem essa cidade dentro de mim, e que eu me perco andando por ela nas madrugadas da minha alma. Dá vontade de mostrar pro mundo o que é que eu vejo por lá &#8211; mas eu nem sei direito o que vejo. Como é que se traduz o intraduzível? Com sons, com letras, com imagens, com tudo &#8211; e tudo isso não basta nem de longe. Como é que se faz um mapa de uma cidade que existe na alma? Como é que se explica porque essas músicas significam tanto pra mim? Eu não faço idéia, e também não faço questão.</p>
<p>É parte do que me move. É parte do que me segura no chão, é parte do que me faz sair voando. É o que me faz ficar triste sem motivo, é o que me faz sorrir quando ninguém está olhando. É uma cidade tão vasta e tão pequena quanto eu quero que seja &#8211; e tudo é tão vasto e tão pequeno quanto eu quero que seja.<em></em></p>
<p><em>(Esse é o segredo do universo, e foi ela quem me ensinou. Anote pra não esquecer)</em></p>
<p>É uma música sempre tocando aqui dentro, é o silêncio incorruptível da madrugada. É o que eu carrego comigo por opção, é o que jamais sairá de mim mesmo que eu tente arrancar. É minha alma feita uma colcha de retalhos que eu arrasto por aí &#8211; é meu cobertor de segurança.</p>
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		<title>Stephen Fry é FODA</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 21:39:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(Esse vídeo foi descaradamente roubado das bookmarks da dona Eluza u.u) Update: Droga, o vídeo não tá rodando em alguns computadores mesmo =(&#8230;acho que é problema do Internet Explorer, mas não tenho certeza. De qualquer forma, lady Jana, se quiseres ver o vídeo o link é esse aqui, ó. E desculpa pela demora em responder [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Esse vídeo foi descaradamente roubado das bookmarks da dona Eluza u.u)</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="302" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="data" value="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11414505&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00adef" /><param name="quality" value="best" /><param name="scale" value="showAll" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11414505&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00adef" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="302" src="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11414505&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00adef" wmode="transparent" allowfullscreen="true" scale="showAll" quality="best" data="http://www.vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=11414505&amp;server=www.vimeo.com&amp;fullscreen=1&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=1&amp;color=00adef"></embed></object></p>
<p><span style="color: #ff0000;">Update</span>: Droga, o vídeo não tá rodando em alguns computadores mesmo =(&#8230;acho que é problema do Internet Explorer, mas não tenho certeza. De qualquer forma, lady Jana, se quiseres ver o vídeo <a href="http://vimeo.com/11414505">o link é esse aqui, ó</a>. E desculpa pela demora em responder =(</p>
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		<title>Para o Enrique do universo alternativo</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 16:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tem essa &#8220;teoria&#8221; sobre as múltiplas dimensões, sobre os infinitos universos paralelos que coexistem sem se tocar. Tenho cá pra mim que, em um desses infinitos universos paralelos existe um Enrique Camargo Trevelin que não seja tão bagunçado. A mesa dele dura mais do que cinco minutos arrumada, e não tem um campo gravitacional que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem essa &#8220;teoria&#8221; sobre as múltiplas dimensões, sobre os infinitos universos paralelos que coexistem sem se tocar. Tenho cá pra mim que, em um desses infinitos universos paralelos existe um Enrique Camargo Trevelin que não seja tão bagunçado. A mesa dele dura mais do que cinco minutos arrumada, e não tem um campo gravitacional que atrai todos os objetos da casa (prato, caixa de remédio, cotonete, blusa, anúncio de supermercado, etc, etc, etc, etc). Ele não tem papéis espalhados pela casa toda. Ele não suja a cozinha toda pra fazer um mísero prato de macarrão. E mesmo quando ele suja a cozinha, ele arruma ela e fica parecendo que tá realmente arrumada. Ele também arruma a cama antes de ir pra faculdade, e sempre sai no horário porque no dia anterior arrumou tudo o que precisava pra ir pra aula. Esse Enrique também anda sempre com seus documentos, com bilhete único carregado e/ou trocado pro busão/trem/metrô. E ele almoça direitinho todos os dias, não passa no supermercado e compra qualquer besteira pra comer mais tarde, faz janta quase todo dia, não se entope de coca-cola. Ele lembra de todas as datas importantes, de aniversários de amigos e datas comemorativas várias, sabe todos os vencimentos de contas de cabeça e lembra de todos. Não fica procrastinando na internet ou no playstation ou aonde for (porque procrastinação de verdade não exije hora nem lugar!). Ah, e ele também sabe passar roupa direito e não deixa acumular uma pilha de roupas na cadeira e/ou acabarem as camisetas passadas.</p>
<p>Eu sei que os infinitos universos paralelos não conversam entre si, mas mesmo assim eu gostaria de mandar um recado para esse Enrique tão certinho, tão menos confuso e bagunçado do que eu. Caro Enrique do universo paralelo que sabe passar roupa e nunca esquece um vencimento de conta,</p>
<p><span style="font-size: medium;"><span style="color: #ff0000;">VÁ SE FODER, SEU BABACA DE MERDA.</span></span></p>
<p><span style="color: #808080;">E enfia essas roupas passadas na bunda ¬¬.</span></p>
<p><em>(Acho que já escrevi um post parecido. Ou então já li algo parecido, não lembro. Em qualquer caso, mal ae oÔ)<br />
</em></p>
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		<title>O Inevitável Post sobre o Final de Lost</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 02:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[*CONTÉM SPOILERS E RABUGICES VARIADAS* Mas sabe o que é pior? É que o aviso de *CONTÉM SPOILERS* é até meio imbecil, porque não tivemos reeeealmente muitos spoilers no último capítulo. Caralho, pra dizer a verdade não teve nenhum muito importante, que eu me lembre de cabeça &#8211; tirando o Hugo e o Ben ficando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: medium;"><span style="color: #ff0000;"> *CONTÉM SPOILERS E RABUGICES VARIADAS*</span></span></p>
<p>Mas sabe o que é pior? É que o aviso de *CONTÉM SPOILERS* é até meio imbecil, porque não tivemos reeeealmente muitos spoilers no último capítulo. Caralho, pra dizer a verdade não teve nenhum muito importante, que eu me lembre de cabeça &#8211; tirando o Hugo e o Ben ficando pra tomar conta da ilha, que foi a única coisa REALMENTE legal que aconteceu no final, e que me deixou feliz. O final do flash sideways foi&#8230;foi mal aproveitado pra caralho. Praticamente metade da última temporada foi dedicada aos flash sideways, que estavam MUITO legais, MUITO misteriosos, MUITO cheios de promessa pra amarrar tudo&#8230;eu imaginava as ações do Desmond afetando o outro universo, ou então o Fumaça escondido em algum lugar naquela realidade, ou sei lá, mil possibilidades. Mas aí você descobre que&#8230;ah vá, ficou mal aproveitado DEMAIS. Life on Mars trabalhou com essa coisa de vida/morte de um jeito muito melhor, com um final ambíguo simplesmente perfeito. O final do flash sideways ficou nas coxas, com um quê de novela da globo, todo mundo se abraçando no final. &#8220;Ah, mas foi legal, foi emotivo, foi bonito&#8221;. Foi sim. &#8220;E a série é sobre os personagens, não sobre os mistérios da Ilha!&#8221;. Sim, claro, eu concordo com isso&#8230;tanto concordo que te digo que a série é sobre os personagens, e não sobre os personagens mortos vivendo num limbo de mentirinha. Que se foda o que acontece daqui a sei lá quantos anos num plano incorpóreo. Eu queria saber era o que iria acontecer na Ilha, o que iria acontecer com a Ilha, o que iria acontecer com todos que estavam ali, que viveram ali, que morreram ali. Tanto alarde quanto aos poderes do Desmond, tanto mistério no &#8220;momento de iluminação&#8221; que ele teve&#8230;pra ele só fazer aquilo no final? Tanto medo do Fumaça, pra ele ser derrotado numa briga idiota daquelas? Cadê a forma de fumaça, cadê o jogo entre o bem e o mal? E o sacrifício do Jack tinha que ser tão inútil? E o Sawyer, que cresceu TANTO durante a série, que se mostrou um líder mil vezes melhor e um personagem mil vezes mais interessante que o Jack, quase não fez nada no final. Eu não queria respostas&#8230;eu queria ver o tempo-presente na ilha trabalhado de forma melhor. Que a Ilha é a fonte da vida, que é preciso um guardião, que algo realmente mau saiu de lá por causa do Jacob, isso tudo ficou claro. Respostas, eu já as tinha. O que ficou faltando foi mostrar os personagens em seu momento final, nos últimos instantes da saga da Ilha&#8230;e isso ficou faltando, substituído por personagens que nem estavam mais vivos. É tipo um filme de cachorro em que o cachorro morre e no final vemos o bichinho correndo alegremente pelo Paraíso.</p>
<p>E vem cá, negro não entra no Paraíso?  Tava todo mundo lá, até a Libby&#8230;e ficaram faltando o Michael, o Walt e o Mr. Eko. Porra, Lost! Segregação racial póstuma assim, na cada dura??</p>
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		<title>Sobre o Grunge</title>
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		<pubDate>Tue, 25 May 2010 03:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu nunca gostei muito de Nirvana: é o tipo de banda que eu ouço uma vez por ano e já basta. Gosto do Nevermind e de uma ou outra música do In Utero, mas é só. Sempre achei Nirvana meio sei lá, e do lado punk do grunge eu sempre achei o Mudhoney mais legal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nunca gostei muito de <strong>Nirvana</strong>: é o tipo de banda que eu ouço uma vez por ano e já basta. Gosto do Nevermind e de uma ou outra música do In Utero, mas é só. Sempre achei Nirvana meio sei lá, e do lado punk do grunge eu sempre achei o <strong>Mudhoney</strong> mais legal. Porque, porra, &#8220;touch me, i&#8217;m sick!&#8221; é um dos refrões idiotas mais legais já escrito. Indo pros lados do heavy metal, as coisas ficam bem mais depressivas e escuras, porém sujas e pesadas o bastante pra continuarem legais. <strong>Alice in Chains</strong>, verdade seja dita, é a única banda que toca com o lado escuro da alma que eu gosto de verdade. <em>(Porque eu acho esse lance de lado escuro da alma uma puta viadagem, sejemos francos)</em>. <strong>Soundgarden</strong> é escuro e sombrio também, mas um tanto mais criativo que a Alice acorrentada &#8211; tem até uma pegada psicodélica, veja só que foda. De <strong>Pearl Jam</strong> eu preciso mesmo falar? Falarei de <strong>Stone Temple Pilots</strong>, que começou plagiando Pearl Jam e a Alice acorrentada descaradamente, mas depois virou uma banda maluca que gravava músicas interessantes quando seu vocalista não estava ocupado tendo overdoses. E preciso confessar: eu demorei 10 anos ouvindo coisas grunge pra descobrir que <strong>Screaming Trees</strong> é FODA PRA CARALHO, e que a voz do <strong>Mark Lanegan</strong> é perfeita &#8211; perfeitamente fodida, estragada, malcuidada e ainda assim perfeita. E é isso que vocês precisam saber sobre o grunge, senhoras e senhores.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NUJ5DL-XStA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/NUJ5DL-XStA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Do Dragão e de seu Nomeamento</title>
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		<pubDate>Sun, 16 May 2010 11:23:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aí ontem eu ganhei um dragãozinho de presente da dona Catarina! (Muuuuito obrigado, moça! Adorei!) Ó que simpático: O nome dele é Zeki e&#8230;oi? Hmmm&#8230;Olha só o dragãozinho tá dizendo que o nome dele não é Zeki não. Que é uma puta falta de sacanagem um dragão de sua estirpe ter um nome tão bunda-mole, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aí ontem eu ganhei um dragãozinho de presente da dona Catarina! (<em>Muuuuito obrigado, moça! Adorei!</em>) Ó que simpático:</p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/punydragon.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1852" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/punydragon.jpg" alt="" width="338" height="450" /></a><br />
O nome dele é Zeki e&#8230;oi? Hmmm&#8230;Olha só o dragãozinho tá dizendo que o nome dele não é Zeki não. Que é uma puta falta de sacanagem um dragão de sua estirpe ter um nome tão bunda-mole, e que ele gostaria de ter um nome mais firmeza. Tipo Glaurung, tipo Smaúg, tipo Fafnir, tipo Nidhogg, tipo Jörmungandr, tipo Tiamat, tipo Fúria da Noite, tipo Pargarávio, tipo&#8230;Peraí, Pargarávio, ó pequeno dragãozinho? &#8230;Ah tá, é o dragão do poema da Alice, mas Pargarávio não é um nome que inspire muito respeito e&#8230;ok, ok, entendi a idéia. Ele quer um nome que evoque a muiteza dos dragões de outrora, que provocavam o terror nas almas dos homens, que deixavam chamas e cinzas em seu rastro, que eram senhores indisputados de seus domínios. Tudo bem que nosso amigo é de pelúcia, tem a cara mais fofa do mundo e seus domínios são, basicamente, minha mesinha de fazer trabalhos. Acho que um nome puny também serviria&#8230;ok, ok, nomes grandiosos. Sim, senhorito dragão. Vamos escolher um novo nome pra você, ó puny dragon.<br />
Alguém tem sugestões por aí?</p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/punydragon2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1853" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/punydragon2.jpg" alt="" width="338" height="450" /></a></p>
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		<title>A Arte de Discworld</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 11:39:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem meu irmão apareceu no Gtalk, mandou um link e disse &#8220;Não pergunte, só baixe!&#8221;. Rezando pra não serem fotos de garotões suecos nus agarrando garotões suecos nus, eu obedeci &#8211; e olha só, era um Artbook do Discworld!!! Fazia alguns séculos que eu procurava algo do tipo pra baixar na internet. No site do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/greebo2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1843" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/greebo2.jpg" alt="" width="350" height="462" /></a>Ontem meu irmão apareceu no Gtalk, mandou um link e disse &#8220;Não pergunte, só baixe!&#8221;. Rezando pra não serem fotos de garotões suecos nus agarrando garotões suecos nus, eu obedeci &#8211; e olha só, era um Artbook do Discworld!!! Fazia alguns séculos que eu procurava algo do tipo pra baixar na internet. No site do Paul Kidby, ilustrador fodástico dos livros do Terry Pratchett, tem várias imagens fantásticas&#8230;porém pequenininhas, só pra atiçar a vontade de comprar as memorabilias que ele vende no site. Tem camiseta, caneca, calendário, cartão postal, botton&#8230;E os desenhos do cara são geniais, o jeito como ele retrata os personagens do Disco é fabuloso. Eis que ontem finalmente me cai na mão o tal Artbook&#8230;e caraaalho, é muito foda! Tem todos os grandes personagens, várias cenas fodas, vários conceitos incríveis, tem textos do Terry Pratchett falando um pouco sobre a criação dos personagens, tem o Paul Kidby falando sobre suas inspirações e etc. e tal&#8230;e claro, desenhos, desenhos, desenhos e mais desenhos. Pra quem quiser baixar, o link é esse aqui &#8211; <a href="http://hotfile.com/dl/41274077/4ef92e7/0060758279.cbr.html">ISTO É UM LINK</a>. Pra visualizar é preciso um leitor de CBR &#8211; <a href="http://sourceforge.net/projects/cdisplayex/">eu recomendo o CDisplay EX</a> &#8211; ooou você pode renomear o arquivo pra extensão .rar, descompactar as imagens e visualizá-las no seu visualizador de imagens favorito. E aqui embaixo vai uma pequena amostra do que tem no livro &#8211; vale lembrar que eu reduzi todas elas pra caber no post, e os arquivos originais são graaaandes e liiiindos. Foda foda foda&#8230;</p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/death1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1845" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/death1.jpg" alt="" width="300" height="626" /></a></p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/nacmacfeegle.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1846" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/nacmacfeegle.jpg" alt="" width="500" height="599" /></a></p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/greebo1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1847" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/greebo1.jpg" alt="" width="200" height="478" /></a></p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/nannyogg.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1848" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/nannyogg.jpg" alt="" width="350" height="520" /></a></p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/death2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1849" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/death2.jpg" alt="" width="500" height="513" /></a></p>
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		<title>Alice no País da Revolução da Língua Plesa</title>
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		<pubDate>Fri, 07 May 2010 23:35:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aí semana passada eu fui com dona Catarina assistir Alice no País das Maravilhas Tridimensionais duas vezes &#8211; já que o filme tem duas versões distintas. A primeira versão, financiada e patrocinada pela CUT, pelo PSOL e Associação dos Metalúrgicos de Piraporinha, tem o grande sindicalista Vicentinho no papel do Chapeleiro Maluco e é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aí semana passada eu fui com dona Catarina assistir Alice no País das Maravilhas Tridimensionais duas vezes &#8211; já que o filme tem duas versões distintas. A primeira versão, financiada e patrocinada pela CUT, pelo PSOL e Associação dos Metalúrgicos de Piraporinha, tem o grande sindicalista Vicentinho no papel do Chapeleiro Maluco e é um belíssimo conto da luta do proletariado contra as forças opressoras do capitalismo selvagem. O discurso do Chapeleiro-da-Língua-Plesa no castelo da Rainha de Copas é particularmente tocante, capaz de fazer até o José Serra derramar lágrimas. De sangue, claro, porque vampiro de verdade só chora sangue.</p>
<p>Aí não sei porque mas a Marta não gostou dessa versão. Vai entender essas pessoas de direita, que não entendem o papel social que o cinema possui na sociedade&#8230;haaaaan. Entããããão&#8230;E lá fomos nós de novo assistir Alice em 3D, dessa vez devidamente legendado, em sua versão original, sem intervenções anti-alienantes nem nada. E aí&#8230;e aí que essa versão tem o Gato de Cheshire dublado pelo Stephen Fry. Difícil competir com o Stephen Fry dublando o gato de Cheshire. Mals ae, Vicentinho, mas a revolução fica pra outro dia.</p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/gato.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1840" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/05/gato.jpg" alt="" width="400" height="400" /></a></p>
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		<title>&#8220;É uma guerra entre o Ruído e o Nada&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 04:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Yo no veo otra salida: no quiero pasar la vida sin que la vida pase a través de mí!&#8221;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/L9eBWyERQK0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/L9eBWyERQK0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="font-size: medium;">&#8220;Yo no veo otra salida: no quiero pasar la vida sin que la vida pase a través de mí!&#8221;.<br />
</span></p>
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		<title>Excalibur!</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 22:55:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[FINALMENTE consegui terminar a trilogia Arturiana de Bernard Cornwell! A saga do não-quero-ser-rei Artur acaba, como era de se esperar, de forma épica e trágica: cheia de batalhas sangrentas, estratégias geniais, traições revoltantes e heroísmos inspiradores. O círculo se fecha contra a britânia, os saxões se unem pra botar pra foder, as tensões entre cristãos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/solsb1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1835" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/solsb1.jpg" alt="" width="477" height="323" /></a></p>
<p>FINALMENTE consegui terminar a trilogia Arturiana de Bernard Cornwell! A saga do não-quero-ser-rei Artur acaba, como era de se esperar, de forma épica e trágica: cheia de batalhas sangrentas, estratégias geniais, traições revoltantes e heroísmos inspiradores. O círculo se fecha contra a britânia, os saxões se unem pra botar pra foder, as tensões entre cristãos e pagões se tornam cada vez mais insuportáveis, e alguém começa a utilizar o conhecimento de Merlin para o mal. Claro que tudo isso só poderia acabar em guerra, e todos vão resolver suas diferenças da forma habitual: na barreira de escudos, com golpes de espada e membros voando pra todo lado! Como diz Sidney Magal em &#8220;O Destino de Miguel&#8221;: &#8220;É putaria do início ao fim! E aí, vocês topam?&#8221;.</p>
<p>Uma das coisas mais legais da trilogia é a maneira como Cornwell mostra as personalidades de seus personagens, e como suas qualidades e fraquezas afetam todo o destino do país. A relutância de Artur em tomar o poder e tornar-se Grande Rei, a força e inteligência de Guinevere e sua ambição desmedida, a força e inteligência de Nimue e sua ambição desmedida, a covardia de Lancelot e a honra de Galahad, Derfel e sua alma dividida entre o dever a Artur e o juramento a Nimue e Merlin, as filhasdaputice dos filhos de Artur e do reizinho bostão Mordred.</p>
<p>Como sempre, as descrições das batalhas e dos momentos tensos que antecedem as batalhas são perfeitas: Cornwell faz da barreira de escudos um personagem com vida própria, que nasce e renasce conforme as batalhas acontecem. O cerco à Mynydd Badon é a BATALHA central do livro, a luta final contra os saxões e o momento de redenção de Guinevere, ex-quase-vilã-metida-a-besta e agora gênio-estrategista-e-quase-queen-bitch. Achei um tanto brusco o final dado para Lancelot, entretanto&#8230;apropriado, e brutalmente justo. Claro que o cerco não é a luta final do livro, e muita coisa ainda acontece na história. Os capítulos finais são emocionantes, violentos e tristes, e fecham perfeitamente uma história que todos sabíamos que não acabaria bem, mas que seguiria lutando até o fim.</p>
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		<title>The Gaslight Anthem</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 03:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Assim como Miles Davis, eu fui coagido pelo cool Talvez seja algo no ar do verão; talvez seja algo na luz da lua Então dou um beijo nessa pedra, e com ela acerto sua janela E antes que você mude de idéia, &#8220;Miles, strike up the cool!&#8221;.&#8221; Certas músicas, elas ficam arranhadas em nossas almas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small;"><em>&#8220;Assim como Miles Davis, eu fui coagido pelo cool<br />
Talvez seja algo no ar do verão; talvez seja algo na luz da lua<br />
Então dou um beijo nessa pedra, e com ela acerto sua janela<br />
E antes que você mude de idéia, &#8220;Miles, strike up the cool!&#8221;.&#8221;</em></span></p>
<p>Certas músicas, elas ficam arranhadas em nossas almas, diz uma música do Hold Steady. Como tatuagens, cicatrizes e marcas de nascença, elas fazem parte de você e estarão ali pra sempre até que desapareçam. É algo fantasticamente fantástico encontrar pessoas que tenham sido arranhadas pelas mesmas músicas que você; tem algo de incrível e bizarro saber que não somos tão únicos quanto pensávamos ser. Entretanto, é algo ainda mais bizarro e incrível e fantástico descobrir uma banda que tenha sido arranhada pelas mesmas músicas que você. Acho que é isso que me atrai tanto em Gaslight Anthem, e me faz pensar que &#8220;The &#8217;59 Sound&#8217; tenha sido o disco que eu mais gostei do ano passado.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>&#8220;E Maria veio de Nashville, só com uma maleta debaixo do braço<br />
E eu sempre desejei meio que ser tipo parecido com o Elvis<br />
E na minha mente tem sempre esses carrões antigos e essas bandas de cowboys foras-da-lei<br />
Eu sempre desejei meio que ser tipo outra pessoa.&#8221;</em></span></p>
<p>Gaslight Anthem, numa definição simplista porém correta, é punk misturado e calcado e inspirado em Bruce Springsteen. Um crítico disse que o som deles seria o que nós ouviríamos hoje no rádio caso os Ramones tivessem gravado &#8220;Hungry Heart&#8221; do Springsteen e se tornado a maior banda dos EUA. Não sei se concordo ou não, mas é um pensamento divertido. Gaslight é punk, recheado com os personagens de Springsteen, com seus corações endurecidos e sua eterna busca por redenção, com sua crença na salvação das almas pelo rock&#8217;n'roll.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>&#8220;And now I drive the 101 on the California night.&#8217;<br />
And I&#8217;m amazed at all the stars beneath that old Hollywood sign<br />
And they waltz, a ballet on the boulevard, to a place we never kept<br />
And I&#8217;m not sure if we belong here, if I ever really left or&#8230;<br />
If I can go home&#8221;</em></span></p>
<p>Só as referências ao Bruce Springsteen já me fariam parar para ouvir o que eles tem a dizer, mas não para por aí. Eles citam Tom Petty (Southern Accents!), Counting Crows (Round Here!), Miles Davies (The Cool!), velhas bandas de cowboys foras-da-lei, Elvis, Woody Guthrie&#8230;as mesmas bandas e sons e estilos que eu tenho ouvido pelos últimos, sei lá, cinco anos, desde que comecei a me aventurar pelos discos do Springsteen e pelo lado mais bosta-de-vaca do rock americano.<br />
Claro que um monte de referências não faz uma banda. É preciso talento de verdade pra pegar esse monte de coisas e transformar em algo genuinamente seu, que não pareça derivativo ou simplesmente copiado. E Gaslight Anthem bota pra foder, passeando por todos os artistas que citei ali em cima como se os conhecesse desde sempre, fazendo citações sempre que possível e ainda assim fazendo um som totalmente próprio.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>&#8220;So why don&#8217;t you sing to me on this long drive home?<br />
Let the sound of your voice&#8230;sway sweet and slow.<br />
As we go down, down, down, from our youth to the ground<br />
We might always be blue&#8230;Jackson!&#8221;</em></span></p>
<p>Enfim, eu disse e disse e disse e não acho que tenha conseguido evocar nada do que as músicas deles me passam. Quando palavras falham&#8230;essa música aí embaixo chama-se &#8220;Here&#8217;s Looking At You, Kid&#8221;. Ela me faz sorrir&#8230;não porque seja alegre, na verdade porque ela é bem triste: 3 garotas que se foram, 3 histórias que não deram certo, 3 recados descaradamente e deslavadamente falsos (e no entanto, tão verdadeiros). Ela me faz sorrir porque eu já estive lá tantas e tantas vezes. Já tive vontade de mandar esses recados e de dizer essas mentiras todas, e depois sair de cena com toda a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=cfxJCdBFuLk">dignidade e presença de espírito de um Rick Blaine no final de Casablanca</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_rNRpzgasjo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/_rNRpzgasjo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Igor Oleynikov, Mamushka!</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 00:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E ontem eu vi uma imagem intrinsicamente fabulosa no tumblr: uma jangada, navegada por um ratinho e um gato, movida graças a um búfalo&#8230;de óculos e terno. Embaixo d&#8217;água, uma vila de peixes chineses, que interrompem suas atividades diárias pra ver passar a trupe. &#8220;Aqui tem coisa fodíssima&#8221;, pensei, e fui clicando&#8230;mas não tinha link [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E ontem eu vi uma imagem intrinsicamente fabulosa no tumblr: uma jangada, navegada por um ratinho e um gato, movida graças a um búfalo&#8230;de óculos e terno. Embaixo d&#8217;água, uma vila de peixes chineses, que interrompem suas atividades diárias pra ver passar a trupe. &#8220;Aqui tem coisa fodíssima&#8221;, pensei, e fui clicando&#8230;mas não tinha link pra nenhuma página falando sobre o artista, nem mesmo uma pista na url pra descobrir o site de origem. &#8220;Ah não, tenho que descobrir quem fez isso!&#8221;. Joguei a imagem no Tineye (buscador de imagens, que busca por imagens semelhantes a que você forneceu) e foi batata: caí num livejournal lotado de ilustrações do cara! Agora era só pegar o nome dele no site&#8230;que estava todo em russo. Pensei em vir pedir ajuda a máfia russa de spammers que usa meu blog como fórum, mas eles deviam estar spammeando por aí. Bom, não custa arriscar jogar o texto no google translator e&#8230;</p>
<p>Igor Oleynikov. O nome do cara era Igor Oleynikov! Yeah, camarada!</p>
<p>Sim, esse parágrafo enorme aí em cima foi só pra contar como eu descobri o nome do cara. Ei, se eu não escrever minhas sagas internéticas estúpidas no meu próprio blog, aonde eu vou escrever? Enfim, Igor Oleynikov é um sujeito muito batuta, que abandonou 6 anos de estudos em engenharia química e 3 anos de trabalho para virar desenhista de livros infantis e desenhos animados. Eu achava que era o único maluco a fazer isso, jogar tudo pro alto e começar de novo numa carreira totalmente diferente. E é legal ver que as coisas deram incrivelmente certo pro Sr. Oleynikov. Ok, chega de papo&#8230;Aí vão alguns desenhos dele, mas como esse blog possui diversas restrições orçamentárias não serão muitos&#8230;quem quiser ver mais coisas, por favor sirva-se <a href="http://www.kidshannon.com/artists/index.cfm?artist_name=igoroleynikov">desse link</a> e <a href="http://www.artistsandart.org/2009/08/igor-oleynikov-russian-illustrator.html">desse link</a> e <a href="http://www.artistsandart.org/2010/01/igor-oleynikov-russian-illustrator-2.html">desse link aqui também</a>.</p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/701.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1827" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/701.jpg" alt="" width="500" height="348" /></a></p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/26.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1823" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/26.jpg" alt="" width="500" height="687" /></a></p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/27.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1824" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/27.jpg" alt="" width="500" height="337" /></a></p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1825" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20.jpg" alt="" width="500" height="729" /></a></p>
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		<title>A Tortura do Viajante no Tempo</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Apr 2010 17:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É fato conhecido que existem escritores cruéis, que não tem nenhum resquício de dó por seus personagens. Talvez seja uma maneira de se vingar por cicatrizes do passado, talvez seja sadismo puro e simples&#8230;quaisquer que sejam os motivos, tais escritores não tem medo de fazer gato e sapato de seus personagens. Audrey Niffenegger é uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É fato conhecido que existem escritores cruéis, que não tem nenhum resquício de dó por seus personagens. Talvez seja uma maneira de se vingar por cicatrizes do passado, talvez seja sadismo puro e simples&#8230;quaisquer que sejam os motivos, tais escritores não tem medo de fazer gato e sapato de seus personagens. Audrey Niffenegger é uma dessas autoras, e pobres coitados de Henry e Clare por serem protagonistas de seu romance &#8220;A Mulher do Viajante no Tempo&#8221;.</p>
<p>Não que isso seja uma crítica ao livro. Muito pelo contrário, o livro é MUITO bom! Audrey brinca com o conceito de viagem no tempo de maneira magistral, deixando muito escritor de ficção científica no chinelo. Ela nos mostra, através de vários episódios espalhados pelo tempo, a história do romance entre Henry, deslocado no tempo, e Clare, eternamente destinada a o esperar no presente. Falando assim parece algo excessivamente romântico, mas a autora evita essa armadilha e cria dois protagonistas memoráveis, quase que de carne e osso. Henry viaja no tempo absolutamente sem controle, desde quando era criança, visitando lugares familiares ou nem tanto. Em um de seus muitos saltos temporais ele conhece Clare (ou melhor, Clare o conhece), que um dia virá a ser sua esposa no presente. Inicialmente, a menina Clare conhece Henry quando ele já tem 40 e tantos anos; entretanto, o Henry do presente só conhecerá Clare quando ela tiver 20 anos. A maneira como a autora trata e brinca com esses paradoxos é o grande atrativo do livro: pouco a pouco o grande quebra-cabeça da vida de Henry e Clare vai se montando, de trás pra frente e de frente pra trás.</p>
<p>Entretanto, esteja avisado: o final não é para os fracos. Audrey deve ter tomado várias aulas de crueldade com Stephen King. As últimas 100 páginas são lidas numa porrada só, porque você precisa FAZER A DOR PARAR! Nenhum personagem deveria sofrer assim. Sniff.</p>
<p>Depois desse chute nos bagos, eu preciso de um livro com um final polianamente correto. Alguém tem alguma sugestão?</p>
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		<title>Thanks, Mr. George</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Apr 2010 20:47:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais uma vez, obrigado, Saint George! Todos nós podemos respirar aliviados novamente&#8230;Tá tudo OK, e o próximo exame é só daqui a 7 meses. Yay! =)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/GeorgeHarrison.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1815" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/04/GeorgeHarrison.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<p>Mais uma vez, obrigado, Saint George! Todos nós podemos respirar aliviados novamente&#8230;Tá tudo OK, e o próximo exame é só daqui a 7 meses. Yay! =)</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-_niy2ZM5Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/-_niy2ZM5Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>As Peças do Quebra-Cabeças</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 03:58:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[I know it sounds wrong, and I don&#8217;t have the face But lately everything is falling into place I know it sounds dumb, but it ain&#8217;t no disgrace (everything is, everything is) It just feels so damn good to be out of the race I know it sounds strange to really feel free But how [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/a5c3uIey5TI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/a5c3uIey5TI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>I know it sounds wrong, and I don&#8217;t have the face<br />
But lately <strong>everything is falling into place</strong><br />
I know it sounds dumb, but it ain&#8217;t no disgrace<br />
<em>(everything is, everything is)</em><br />
It just feels so damn good to be out of the race<br />
I know it sounds strange to really feel free<br />
But how can you complain if it&#8217;s the way it&#8217;s meant to be ?<br />
You know I got a pop heart (what else can I say?)<br />
I love a simple tune that anyone can play<br />
See this little girl<em> (everything is, everything is)</em> she&#8217;s 7 years old<br />
You listen to her sing and you listen to her soul<br />
So what is the need for all of us as a race<br />
So why, oh! all the greed if it&#8217;s gone in a day<br />
And everything&#8217;s falling into place&#8230;<br />
<em>(Everything is, everything is)</em></p>
<p>Eu acredito em músicas que acertam bem no alvo, e em músicas que traduzem com exatidão o que se passa com a gente . Kevin Johansen é um maluco argentino nascido no Alasca, que vive fazendo shows com o Liniers e que eu descobri a duas horas atrás e de quem eu já sou fã de carteirinha.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pra Ler Numa Respirada Só</title>
		<link>http://coisasgeek.com.br/2010/03/pra-ler-numa-respirada-so/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 02:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Eu posso acreditar em coisas que são verdadeiras e eu posso acreditar em coisas que não são verdadeiras e posso acreditar em coisas que ninguém sabe se são verdade ou não. Eu posso acreditar em Papai Noel e no Coelho da Páscoa e na Marilyn Monroe e nos Beatles e no Elvis e no Sr. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;Eu posso acreditar em coisas que são verdadeiras e eu posso acreditar em coisas que não são verdadeiras e posso acreditar em coisas que <strong>ninguém sabe</strong> se são verdade ou não. Eu posso acreditar em <strong>Papai Noel</strong> e no <strong>Coelho da Páscoa</strong> e na <strong>Marilyn Monroe</strong> e nos <strong>Beatles</strong> e no <strong>Elvis</strong> e no <strong>Sr. Ed</strong>.<span style="font-size: medium;"> Escuta</span> &#8211; eu acredito que as pessoas podem se tornar perfeitas, que conhecimento é infinito, que o mundo é comandado por carteis bancários secretos e é visitado regularmente por alienígenas, aliens bonzinhos que parecem com lemures enrugados e aliens malvados que mutilam gato e querem roubar nossa água e nossas mulheres. Eu acredito que o futuro será uma bosta e eu acredito que o futuro será o máximo e eu acredito que um dia a <strong>White Buffalo Woman</strong> vai retornar e chutar a bunda de todo mundo. Eu acredito que todos os homens são só <strong>garotos gigantes</strong> com graves problemas de comunicação e acredito que o declínio do <strong>sexo de qualidade</strong> nos Estados Unidos coincide com o declínio dos <strong>cinemas drive-in</strong> em todos os estados. Eu acredito que todos os políticos são <strong>sacanas sem princípios</strong> e ainda acredito que eles são melhor do que a <strong>alternativa</strong>. Eu acredito que a Califórnia irá afundar no oceano quando o <strong>grande terremoto</strong> vier, enquanto que a Flórida irá se dissolver em<strong> loucura e crocodilos e lixo tóxico</strong>. Eu acredito que sabonetes antibacterianos estão destruindo nossa resistência a sujeira e doenças até que um dia nós todos seremos extintos com um vírus qualquer de resfriado como os <strong>marcianos</strong> em Guerra dos Mundos. Eu acredito que os melhores poetas do século passado foram Edith Sitwell e Don Marquis, que jade é<strong> esperma de dragão fossilizado</strong>, e que a milhares de anos atrás em uma outra encarnação eu era um <strong>xamã siberiano</strong> <strong>com um braço só</strong>. Eu acredito que o destino da humanidade está nas <strong>estrelas</strong>. Eu acredito que os <strong>doces</strong> realmente eram mais gostosos quando eu era criança, e que é aerodinamicamente impossível que uma abelha voe, que luz é uma onda e uma partícula, que existe um <strong>gato</strong> <strong>em uma caixa</strong> em algum lugar que está vivo e morto ao mesmo tempo (mas se eles não abrirem a caixa para alimentá-lo ele eventualmente só estará morto de dois jeitos diferentes), e que existem estrelas no universo <strong>bilhões</strong> de anos mais velhas do que o próprio universo.  <span style="font-size: medium;"><strong>Eu acredito em um deus pessoal que se importa comigo e se preocupa e observa tudo o que eu faço.</strong></span> <strong><span style="font-size: medium;">Eu acredito em um deus impessoal que botou o universo pra rodar e foi-se embora passear com sua namorada e nem mesmo sabe que eu estou viva. Eu acredito em um universo vazio e ateu, de caos casual, ruído branco e sorte pura e cega.</span> </strong>Eu acredito que qualquer um que diga que <strong>sexo</strong> é superestimado simplesmente não o fez direito. Eu acredito que qualquer um que afirme saber o que está acontecendo também irá mentir sobre as coisinhas pequenas também. Eu acredito em <strong>honestidade absoluta e mentiras sociais aceitáveis</strong>. Eu acredito no direito das mulheres escolherem, no direito dos bebês de viverem, que apesar de toda vida humana ser sagrada não tem nada de errado com pena de morte se você puder confiar no sistema judiciário, e que ninguém exceto um<strong> idiota</strong> confiaria no sistema judiciário. <span style="font-size: medium;"><strong>Eu acredito que a vida é um jogo, que a vida é uma piada cruel, e que a vida é o que acontece quando você está vivo e que você poderia até relaxar e aproveitá-la.</strong></span>&#8220;</em><br />
trech&#8230;PEDAÇÃO de American Gods, do Neil Gaiman, que eu serei obrigado a reler depois de informações importantes que a dona Lulu me passou. Aliás, <a href="http://www.owlsroof.blogspot.com/">vão lá no blog dela</a> e leiam a graaande e ótima série sobre Neil Gaiman que ela escreveu. Sobre o discurso acima&#8230;é EXATAMENTE o que eu acredito, e mais importante, COMO eu acredito. Uma pilha de idéias e crenças e informações e superstições e o caralho a quatro, muitas vezes conflitantes, quase sempre contraditórias, totalmente paradoxais. Cérebros são grandes caldeirões de sopa, onde você vai jogando o que te interessa e mexendo e remexendo até sair algo que você pode chamar de&#8230;você. Eu gosto dessa analogia (que nem é minha): o grande objetivo da existência humana é fazer uma sopa fodona. Não me parece um mau objetivo, ora bolas.</p>
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		<title>ONETWOTHREEFOUR!</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 09:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Porque certas quartas-feiras amanhecem mais punk-rock do que outras \o/.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/G7FdJajqxmU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/G7FdJajqxmU&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Porque certas quartas-feiras amanhecem mais punk-rock do que outras \o/.</p>
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		<title>Verdade Universal nº 42</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 00:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[( Não sei de quem é a imagem &#8211; se tiver um dono, que se manifeste, caso haja algum problema de publicar aqui. Dona Eluza que me mandou, e achei genial e verdadeira demais pra passar em branco!)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/03/tumblr_kyvp6xgez81qad8b5o1_500.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1804" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/03/tumblr_kyvp6xgez81qad8b5o1_500.jpg" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><em>( Não sei de quem é a imagem &#8211; se tiver um dono, que se manifeste, caso haja algum problema de publicar aqui. Dona Eluza que me mandou, e achei genial e verdadeira demais pra passar em branco!)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rock Heróico: Definição e Exemplo</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 23:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dentre as tantas variadas vertentes do rock, talvez a mais heróica de todas elas seja o Rock Heróico, ou o Rock Épico, como é conhecido em alguns círculos intelectuais. Especula-se que o termo &#8220;Rock Heróico&#8221; tenha surgido por volta de 2005 em Ilha Solteira, quando o célebre Dr. João Roberto Deroco Martins o inventou durante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentre as tantas variadas vertentes do rock, talvez a mais heróica de todas elas seja o Rock Heróico, ou o Rock Épico, como é conhecido em alguns círculos intelectuais. Especula-se que o termo &#8220;Rock Heróico&#8221; tenha surgido por volta de 2005 em Ilha Solteira, quando o célebre Dr. João Roberto Deroco Martins o inventou durante uma madrugada de estudos. Afinal, do que consiste o Rock Heróico? De sangue, suor e guitarras? De atitude, de coragem, de fodelança? De cabelos ao vento, de solos de guitarra emocionantes, de vocais que desafiam o mundo, a moral e os bons costumes? Talvez, nesse caso, uma imagem funcione melhor do que mil palavras.</p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/03/slash.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1801" title="Sem palavras para descrever." src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/03/slash.jpg" alt="Sem palavras para descrever." width="469" height="352" /></a></p>
<p>O Rock Heróico não tem medo de ridículo. Não tem medo de ser anacrônico, de ser antiquado, de ser cafona, de ser farofada pura. O Rock Heróico não tem tempo pra se preocupar com essas coisas, porque ele está ocupado demais BEING AWESOME.</p>
<p><a href="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/03/nph_himym.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1800" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/03/nph_himym.jpg" alt="" width="370" height="510" /></a></p>
<p>E pra começar a falar de Rock Heróico&#8230;vamos mostrar que o Rock Heróico não morreu! Em 1989 a banda de heavy metal Rock Sugar foi parar em uma ilha deserta. Pelos próximos 20 anos, tudo o que eles tinham para ouvir era a coleção de discos de uma garotinha de 13 anos. E agora&#8230;Rock Sugar voltou para casa! O resultado, heróico resultado, farofado resultado, pode ser visto no clipe abaixo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="640" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/IKQ-D4rY5xE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="385" src="http://www.youtube.com/v/IKQ-D4rY5xE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em>(Na verdade, tem mil outras bandas e músicas mais heróicas que Rock Sugar. Blaze of Glory, praticamente todas as músicas do Meat Loaf, Bruce Springsteen, praticamente o Sam&#8217;s Town inteiro, etc, etc, etc. Com o tempo eu vou falando de mais músicas do Rock Heróico! Mas eu não podia perder a chance de mostrar o Rock Sugar, entendam XD )</em></p>
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		<title>Meus 42 centavos sobre Lost</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 15:15:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ontem eu sentei a bunda no sofá e terminei de assistir os cinco episódios da sexta temporada de Lost que me faltavam pra estar &#8220;em dia&#8221; com o seriado. Em mais ou menos  4 semanas eu vi as 3 temporadas que me faltavam, atravessando sabe-se lá quantas horas de aventuras e mindgames na ilha esquisita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu sentei a bunda no sofá e terminei de assistir os cinco episódios da sexta temporada de Lost que me faltavam pra estar &#8220;em dia&#8221; com o seriado. Em mais ou menos  4 semanas eu vi as 3 temporadas que me faltavam, atravessando sabe-se lá quantas horas de aventuras e mindgames na ilha esquisita do caralho. E o que tirei de tudo isso? Vamos aos tópicos:</p>
<p><strong>ATENÇÃO! SPOILERS EM SEGUIDA! LEIA POR SUA CONTA E RISCO! &#8230;WOSSIE!</strong></p>
<ul>
<li>O Jack é um bosta, e a Kate é um saco. Se o Jack for mesmo o choosen one, eu vou ficar puto e vou querer minhas trocentas horas perdidas de volta. Porra, o cara SÓ CHORA, ele fala chorando, não perde UMA oportunidade pra culpar o pai por todos os seus problemas, fode com a vida de todo mundo e depois faz cara de cãozinho perdido na mudança. Não é a toa que minha segunda cena preferida do Lost é essa aqui.</li>
<li>Mesma coisa com a Kate. Só eu que cansei dela? E que tenho vontade de avançar o episódio quando aparece algum flashback (flashforward, flashparallel, etc) com ela invariavelmente fugindo da polícia? Tá bom, bandida com coração, we get it.</li>
<li>E eu fiquei legitimamente feliz quando o Sawyer se ajuntou com a Juliet. Pô, eles deviam ser os protagonistas, porque eles PENSAM e não ficam choramingando o tempo todo. (Sem contar que a Juliet é a mais gata do seriado, posição que agora foi ocupada pela Ilana). E aí o PORRA DO JACK vai lá e resolve explodir a blábláblá, e a Juliet morre e o Sawyer pira foda. Hmpf.</li>
<li>Fiquei com medo no sétimo episódio da sexta. Pô, mas vão mesmo matar o Ben? Quer dizer que depois dele ser tão fodão durante as últimas temporadas, vão chutar ele mesmo? O personagem é ótimo, e o ator que faz ele acertou em todos os pontos. A voz monótona, os trejeitos, a manipulação e os mindgames constantes&#8230;ele é o cara que você fica torcendo pra ser bonzinho lá no fundo, mas que a cada episódio só se mostra mais fucked up, a la Snape e Gaius Baltar. Certeza que no fim ele alcança a redenção, mas até lá&#8230;</li>
<li>E Locke is dead. E tem algo realmente malvado cavalgando o corpo do Locke. E a Claire virou a Rosseau. E o Sayid resolveu ir pro lado negro oÔ. E o Richard não pode morrer. E o Jacob fala com o Hugo. E&#8230;é, tenho que admitir, acho massa esse lance sobrenatural de &#8220;batalha final entre o bem e o mal&#8221;. Lembra bastante o The Stand, do Stephen King, que eu ainda preciso terminar de ler =P.</li>
<li>Ah, e claro, o Hugo e o Miles, uma dupla de dois médiuns XD. o Hugo é tipo a alma da série, o único cara que é legal com todo mundo, que consegue fazer piadinhas e referências em qualquer situação (&#8220;You made me lie to a samurai!&#8221;). E o Miles também, só que do lado sarcástico da escala humorística. O legal do Miles é que ele consegue sempre ser o mais racional, embora ninguém dê muito ouvidos pra ele&#8230;durante o episódio da bomba, ele chamando todo mundo e dizendo &#8220;Passou pela cabeça de vocês de que essa bomba provavelmente É a descarga de energia que estamos tentando evitar, né? Ótimo, achei que vocês tinham pensado nisso também. Continuem, continuem!&#8221; foi MUITO BOM. Tomara que ele continue vivo XD.</li>
</ul>
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		<title>Coisas Variadas XVCXII</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 01:49:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Achei lá na Kalunga uma tal massinha adesiva que serve pra pendurar coisas variáveis randômicas em paredes, portas, armários, narizes e etc e tal. Perfeito pra pendurar posters do Blood Avenger na parede, sem furar com pregos e sem aquela meleca que a fita crepe faz após algum tempo. E eu aqui sem uma impressora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>Achei lá na Kalunga uma tal massinha adesiva que serve pra pendurar coisas variáveis randômicas em paredes, portas, armários, narizes e etc e tal. Perfeito pra pendurar posters do Blood Avenger na parede, sem furar com pregos e sem aquela meleca que a fita crepe faz após algum tempo. E eu aqui sem uma impressora pra pirar na batatinha e sair colando tudo pelas paredes =(</li>
<li>Acho que essa semana eu fui umas três vezes na Kalunga, sempre pra comprar alguma coisa pra escola, sempre voltando pra casa com muito mais do que o planejado. Minha casa fica a dois quarteirões da Kalunga, e a três quarteirões da FNAC (e no quarteirão da FNAC tem SEIS sebos)&#8230;pra piorar minha aflição, só precisava de um Burger King no caminho entre esses dois lugares.</li>
<li>E minha mão tá parecendo mão de criança, saca? Toda imunda de canetinha preta, meleca de pastel oleoso (de pintar, não de comer), sujeira de grafite&#8230;sem falar na minha mesa lotada de pedaços de papel higiênico e cotonetes (pra espalhar o pastel oleoso, já que me falaram que usar os dedos pra espalhar é mó porco *cof cof*fresca*cof cof*), sujeira de lápis apontado, caneca de coca-cola, papel rabiscado. Criança feliz <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </li>
</ul>
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		<title>Culinária para Noobs</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 01:05:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E ontem eu aprendi a fazer arroz! Quer dizer, &#8220;aprendi&#8221; é uma palavra um tanto forte, que denota um conhecimento e uma prática que nem fodendo eu tenho. Tá, eu me arrisquei a fazer arroz e consegui fazer algo considerado comestível (aqui em casa e em certas culturas retrógradas, tipo tribos perdidas de pigmeus da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E ontem eu aprendi a fazer arroz! Quer dizer, &#8220;aprendi&#8221; é uma palavra um tanto forte, que denota um conhecimento e uma prática que nem fodendo eu tenho. Tá, eu me arrisquei a fazer arroz e consegui fazer algo considerado comestível (aqui em casa e em certas culturas retrógradas, tipo tribos perdidas de pigmeus da África central). Praticamente três pessoas tentaram me ensinar os procedimentos do fazimento do arroz (minha tia, a Camila e o Omelete. A receita do Omelete era a mais sucinta: &#8220;frita o arroz, coloca água e espera ferver tudo. É simples.&#8221;), isso sem contar a básica procurada no google (&#8220;como fazer arroz de um jeito que até um débil mental consiga fazer&#8221;).  E hoje ainda a Catarina me deu uns toques sobre onde eu posso ter errado: ter fritado pouco, ter mexido pouco, etc e tal. Ha, meu suporte técnico é foderoso, pena que o usuário erre tudo XD.</p>
<div id="attachment_1794" class="wp-caption aligncenter" style="width: 343px"><img class="size-full wp-image-1794" title="Foto que tirei do....ha, nem fodendo =(" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/03/arroz.jpg" alt="Foto que tirei do....ha, nem fodendo =(" width="333" height="280" /><p class="wp-caption-text">Foto que tirei do....ha, nem fodendo =(</p></div>
<p>Mas o mais triste é o pós-fazimento-do-arroz: parece que passou um furacão pela cozinha. Tipo, não sei como diabos eu consegui utilizar TODOS os utensílios de cozinha, mas quando eu terminei de fazer o arroz tava tudo jogado em cima da pia. Trocentas panelas e tigelas, um número absurdo de facas e colheres, tábua de carne (??), temperos espalhados, peneira improvisada (nem perguntem), e um ou dois pokémons.  E isso pra fazer uma mísera meia panela de arroz! Quero nem ver o que vai acontecer quando eu inventar de fazer alguma coisa um pouco mais complexa. Tipo, sei lá, batata frita oÔ.</p>
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		<title>I&#8217;m Not Done Talking</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 01:13:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É meio complicado explicar a graça de They Might Be Giants: é o tipo de banda que você ou gosta logo de cara, ou acha que é piada e descarta pra nunca mais ouvir. Ano retrasado, quando eu descobri eles, passei o clipe de &#8220;Birdhouse in Your Soul&#8221; pra todo mundo que eu conheço na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É meio complicado explicar a graça de They Might Be Giants:  é o tipo de banda que você ou gosta logo de cara, ou acha que é piada e descarta pra nunca mais ouvir. Ano retrasado, quando eu descobri eles, passei o clipe de &#8220;Birdhouse in Your Soul&#8221; pra todo mundo que  eu conheço na esperança de que alguém gostasse. E claro, todo mundo achou que era piada =(. Tá, dá pra entender, eles são bizarros pra caramba, só dois caras, um com uma guitarra e outro com um acordeon, e as letras são estranhíssimas e nada parece fazer muito sentido. Mas eu gosto deles, e acho que existe um lugar no céu pra bandas tão malucas quanto talentosas.</p>
<p>Isso aqui é &#8221; &#8216;Til My Head Falls Off&#8221;, e perder a sanidade mental nunca pareceu ser tão divertido. &#8220;And I&#8217;m not done here, and I won&#8217;t be  &#8217;til my head falls off&#8230;tough it may not be a long way off!&#8221;</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/KKx_vybLjNo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/KKx_vybLjNo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre as Aulas Novas</title>
		<link>http://coisasgeek.com.br/2010/02/sobre-as-aulas-novas/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 01:52:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa semana eu tive aula de desenho na faculdade. Desenho, com lápis de desenho, papel grandão, mesas grandonas de desenho, professora de arte e tudo. Tá, não teve aula, foi só apresentação, mas já valeu a pena saber que terei 2 semestres de desenho. Em seguida eu tive aula de desenho vetorial &#8211; ou melhor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa semana eu tive aula de desenho na faculdade. Desenho, com lápis de desenho, papel grandão, mesas grandonas de desenho, professora de arte e tudo. Tá, não teve aula, foi só apresentação, mas já valeu a pena saber que terei 2 semestres de desenho. Em seguida eu tive aula de desenho vetorial &#8211; ou melhor, aula de Adobe Illustrator. Primeiro o professor mandou a gente desenhar um lápis, pra se familiarizar com as ferramentas. E depois ele mandou a gente desenhar um monstrinho. Tipo, eu sou totalmente a favor de aulas em que tenha de se desenhar monstrinhos. Mais monstrinhos em nossas grades curriculares, MEC!</p>
<p>Depois disso eu ainda tive aula de Fotografia, de Sociologia, de Introdução ao Design e Projeto Experimental. E todas as aulas foram massa, e todas elas fazem sentido. Eu sei porque estou fazendo essas aulas, tenho uma boa idéia da utilidade e da necessidade delas, e eu gosto delas. Gosto de verdade, tenho vontade de assisti-las. O que é um grande contraste com a faculdade de engenharia, onde eu não entendia muito bem porque aprendia cálculo e matemática aplicada e o caralho alado, e nem sentia muita vontade de aprender aquilo. Tá, eu aprendi, e pelo menos agora eu posso me gabar: EU SEI FAZER INTEGRAIS TRIPLAS <span style="font-size: x-small;">com o auxílio de um livro de cálculo e uma calculadora científica programável</span>, SEUS BOSTAS!</p>
<p>Enfim, o que eu quero dizer é (voz de Ted Mosby): Kids, se vocês não gostam de NENHUMA das matérias ensinadas na faculdade que vocês cursam, ou se só gostam das que não tem NADA a ver com o curso, existe uma chance MUITO GRANDE de vocês estarem fazendo a faculdade errada. Pule fora e encontre a certa logo. Ou termine essa e já vá pensando em como fazer a certa. Porque vale a pena, ah se vale, vale a pena pra CARALHO. Isso vindo de um cara que está prestes a ir apontar lápis pra levar na aula de desenho amanhã cedinho.</p>
<p>E terça eu vou terminar meu monstrinho! Yay!</p>
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		<title>Springsteenlogia: She&#8217;s The One</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 03:43:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;She&#8217;s the One&#8221; fica no lado B de &#8220;Born to Run&#8221;, em algum lugar na ladeira entre o escapismo furioso de  &#8220;Born to Run&#8221; e o assassinato apoteótico no final de &#8220;Jungleland&#8221;. Sei que hoje em dia não existe mais lado A e lado B, mas discos continuam tendo sua ordem, e alguns continuam tendo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/3-8LUvW9qv4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/3-8LUvW9qv4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>&#8220;She&#8217;s the One&#8221; fica no lado B de &#8220;Born to Run&#8221;, em algum lugar na ladeira entre o escapismo furioso de  &#8220;Born to Run&#8221; e o assassinato apoteótico no final de &#8220;Jungleland&#8221;. Sei que hoje em dia não existe mais lado A e lado B, mas discos continuam tendo sua ordem, e alguns continuam tendo lados. Mas só os realmente fodões.</p>
<p>Ninguém se dá exatamente bem em &#8220;Born to Run&#8221;. O protagonista de &#8220;She&#8217;s the One&#8221; não está declamando belos versos sobre sua amada: ele está cantando sobre a mulher irresistível que está matando ele aos poucos, e de quem ele precisa escapar.<em> &#8220;And no matter where you sleep tonight or how far you run&#8230;Oh-o, she&#8217;s the one!&#8221;</em></p>
<p>Essa versão ao vivo foi gravada em 75, em Londres, no teatro&#8230;sei lá o nome do teatro. Sinceramente, consegue ser melhor do que a original, a começar por essa gaita no começo. É legal ver o Bruce Springsteen novinho, e a E Street Band botando tudo pra foder. O guitarrista vestido de pimp é o Steve Van Zandt, conhecido dos fãs da Família Soprano. E fodíssima é a hora em que Clarence Lemons entra com o solo de saxofone, e tanto o Bruce como o Steve vão pra trás e assumem papel de backing vocals&#8230;para o saxofone! Dá até pra ver o Chefe olhando pro Clarence e rindo, claramente admirado. Porra, o que se passava na cabeça dele? &#8220;Aqui estou eu, a sei lá quantos quilômetros de Nova Jersey, acompanhado pelos melhores músicos do mundo, tocando e vivendo de rock&#8217;n'roll&#8221;. Não é a toa que ele tinha um sorrisão de orelha a orelha!</p>
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		<title>Patapon!</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 16:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[PATA PATA PATA PON! Patapon é um jogo de PSP que te coloca na posição de Deus de uma tribo de bichinhos redondos e belicosos. PATA PATA PATA PON! Como era de se esperar, seus bichinhos redondos e belicosos não querem saber de paz, amor e caridade: eles querem mais é queimar, pilhar e saquear. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1783" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/02/patapon.jpg" alt="" width="480" height="272" /></p>
<p><strong>PATA PATA PATA PON!</strong></p>
<p>Patapon é um jogo de PSP que te coloca na posição de Deus de uma tribo de bichinhos redondos e belicosos.</p>
<p><strong>PATA PATA PATA PON!</strong></p>
<p>Como era de se esperar, seus bichinhos redondos e belicosos não querem saber de paz, amor e caridade: eles querem mais é queimar, pilhar e saquear.</p>
<p><strong>CHAKA CHAKA PATA PON!</strong></p>
<p>Você, como Deus dessa galera, dá as ordens através de batucadas divinas: andar, atacar, defender, recuar, destruir, destroçar, espalhar o caos e a destruição. Essas coisas todas.</p>
<p><strong>PON PON PATA PON!</strong></p>
<p>Com a Sua ajuda, seus bichinhos redondos belicosos irão cumprir sua missão no planeta: chegar aos confins do mundo e observar Aquilo. Seja lá o que Aquilo for.</p>
<p><strong>CHAKA CHAKA PATA PON!</strong></p>
<p>Em sua busca incessante por Aquilo, os bichinhos redondos belicosos não se renderão frente a nenhum obstáculo: tribos rivais, dinossauros gigantes, vermes de areia, robôs de pedra e o que mais pintar.</p>
<p><strong>PON PON PATA PON!</strong></p>
<p>E você lá em cima, batucando e ordenando seu exército de bichinhos redondos belicosos malucos fundamentalistas assassinos ladrões genocidas.</p>
<p><strong>PON PATA PON PATA!</strong></p>
<p>Divertido pra cacete, mas faz você parar pra refletir entre uma batucada e outra.</p>
<p><strong>PON PON PATA&#8230;PON?</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bxLpnf7ojwE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/bxLpnf7ojwE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Supergrama</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 03:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[Dividir o mundo em branco e preto é ruim, diz a sabedoria popular. Nada ou ninguém está totalmente certo ou totalmente errado, cada um tem seus motivos, nada é o que parece, essas coisas todas. Você começa a enxergar os tons, a questionar se o branco é realmente branco, se o preto não seria um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dividir o mundo em branco e preto é ruim, diz a sabedoria popular. Nada ou ninguém está totalmente certo ou totalmente errado, cada um tem seus motivos, nada é o que parece, essas coisas todas. Você começa a enxergar os tons, a questionar se o branco é realmente branco, se o preto não seria um cinza bem bem escuro. Sua paleta ganha infinitos tons de cinza, que tentam explicar um mundo complexo e cheio de nuances, mas que no final só conseguem te deixar sem explicação, perdido. E o mundo vira uma grande mancha confusa de cinza, sem graça e sem sentido. Nossassinhoradasbicicretas, aonde foi que você fez merda, Batman?</p>
<p>É simples. Você esqueceu das cores.</p>
<p><object width="560" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ETKMHSgHsiQ&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/ETKMHSgHsiQ&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"></embed></object></p>
<p>Se o mundo precisa de cores, o Supergrass é uma daquelas caixas gigantes com trocentas canetinhas coloridas. Poucas bandas são tão coloridas e tão insanas e tão criativas e tão espertas e tão geniais e tão fabulosas e tão simplesmente e definitivamente divertidas quanto o Supergrass. Pena que quase ninguém conheça eles.</p>
<p><em>(E olha só: o Blur acabou, o Oasis também (aparentemente e infelizmente), mas o Supergrass continua firme e forte, ainda que quase no anonimato. Talvez seja por mérito próprio, ou justiça divina, ou mesmo mero acaso, mas o fato é que as bandas boas sobrevivem (vide Pearl Jam e o grunge u.u ). </em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Grandes Piratas de Nossos Tempos &#8211; I</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 16:47:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[Porque o grande pirata de Piratas de Caribe nunca foi o bom-moço élfico Legolas Whatever, e muito menos o ladrão de cenas favorito das mocinhas do mundo todo, Capitão Jack Sparrow. Não não, senhores, é preciso mais do que trejeitos esquisitos e lápis de olho para se fazer um pirata. Piratas de verdade são feitos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Porque o grande pirata de Piratas de Caribe nunca foi o bom-moço élfico Legolas Whatever, e muito menos o ladrão de cenas favorito das mocinhas do mundo todo, Capitão Jack Sparrow. Não não, senhores, é preciso mais do que trejeitos esquisitos e lápis de olho para se fazer um pirata. Piratas de verdade são feitos de água salgada, de fogo do inferno, de lágrimas de mães, de sangue derramado, de membros mutilados e, ho ho ho, uma garrafa de rum. Em suas veias corre o grogue*, em suas almas&#8230;bom, em suas almas não vai nada, porque piratas não tem alma. O pirata de verdade não  teme a morte, e provavelmente já morreu mais de uma vez e voltou do inferno para pilhar, queimar, saquear e roubar, não necessariamente nesta ordem.</p>
<p>É por isso que o verdadeiro grande pirata de Piratas do Caribe é ninguém mais ninguém menos do que <strong>Hector Barbossa</strong>. Uma salva de tiros de canhão, e uma rodada de rum!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1777" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/01/capitaine-hector-barbossa.jpg" alt="" width="450" height="519" /></p>
<p>(E além disso ele tinha um macaco zumbi. Chupa essa, Johnny Deep!)</p>
<p><em>* Receita básica de grogue: querosene, álcool propileno, flavorizantes artificiais, ácido sulfúrico, rum, acetona, tintura vermelha n. 2, scumm, óleo de máquinas, ácido de bateria e/ou peperone. Misture tudo usando suas mãos (nada de liquidificador, maricas!), beba quente.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Olá, Máfia Russa</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 19:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aí eu achei um apartamento MÓ-DA-HORA lá em São Paulo, por um preço quase-aceitável (mais sobre isso no próximo tópico), numa rua sossegada, com uma localização MÓ-LEGAL com TUDO por perto&#8230;supermercado, banco, lojas variadas, ônibus, e um bar-rock na esquina (show da semana passada: cover do Iron Maiden). Fiz a proposta pro tiozinho da imobiliária, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>Aí eu achei um apartamento MÓ-DA-HORA lá em São Paulo, por um preço quase-aceitável (mais sobre isso no próximo tópico), numa rua sossegada, com uma localização MÓ-LEGAL com TUDO por perto&#8230;supermercado, banco, lojas variadas, ônibus, e um bar-rock na esquina (show da semana passada: cover do Iron Maiden). Fiz a proposta pro tiozinho da imobiliária, que está esperando o OK do proprietário&#8230;o detalhe é que tem mais gente interessada no apartamento, e que haviam até mandado a documentação mas foi rejeitada sabe-se lá porquê. Tô em clima de rezas, preces, promessas, simpatias e articulações místicas variadas pra dar tudo certo.</li>
<li>Sobre o preço quase-aceitável: cara, que PUTA diferença entre o preço de aluguéis no interior e na capital. Todos os apartamentos que eu vi estavam na faixa de 700 a 1000 reais, apartamentos de 1 quarto, estilo pocket-quitinete, e nenhum deles era graaande coisa&#8230;com exceção do mencionado ali em cima. Lá em Ilha Solteira a gente morava numa casa de 3 quartos, 2 salas, cozinha enorme e quintal do tamanho da casa com 4 pés-de-acerola por 450 reais (rachados em 3 pessoas). Sim, eu sei, são duas situações totalmente diferentes, maaaas&#8230;é de se pensar, não?</li>
<li>Cêis já viram como são os apartamentos dos hotéis Formule 1 da vida? A idéia é: quarto pra três pessoas, na modalidade &#8220;supereconômica&#8221;. Eu já vi quartos apertados, mas puta-que-pariu, os caras pegam pesado. O quarto não tem banheiro: tem um armáriozinho com a privada, e um armáriozinho com o box-de-tomar-banho, e a pia fica do lado de fora. É uma cama de casal, com uma beliche em cima dela, de atravessado. Não é por nada não, mas o hotel que eu fiquei durante o show do Iron Maiden e durante o vestiba do Senac saia pelo mesmo preço e era bem mais espaçoso. Tipo, tinha um banheiro dentro do quarto,  um banheiro de verdade. O que os projetistas do Formule 1 tem contra banheiros? &#8220;Ah, vamos acabar com essa instituição burguesa, ultrapassada e anacrônica, esses malditos banheiros espaçosos! Dignidade nunca mais!!&#8221;. Vai entender&#8230;</li>
<li>Achei lá na FNAC de Sumpaulo: os contos completos do Sherlock Holmes e a obra completa do Edgar Allan Poe, in engrish, mil e tantas páginas cada um,  por 23 contos cada. Fui obrigado a levá-los na hora porque, porra, é o Sherlock Holmes e o Allan Poe completinhos por menos de 50 pilas.</li>
<li>Esse blog anda sendo atacado diariamente por spammers russos. Pelo menos eu acho que são spammers. Todo dia eu abro o blog e vejo que tem uma média de 40 a 50 comentários bloqueados, todos escritos no alfabeto russo, que o akismet bloqueia e apaga automaticamente após um tempo. Eu, curioso que sou, vou lá ver se não tem algum comentário de verdade capturado entre os spams&#8230;mas que nada, são todos em russo. Alguns são blocos enormes de texto, outros são cheios de interrogações e exclamações, alguns são compostos de dois ou três caracteres russos. Temo que meu blog tenha se transformado em um ponto de encontro da máfia russa, e que eles estejam utilizando minhas caixas de comentário para organizar suas atividades. Alguém sabe dizer &#8220;exijo minha participação nos lucros&#8221; em russo por aí?</li>
</ul>
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		<title>Quadrinhos e Desenhos Pra Todo Mundo</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 08:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu já mandei vocês irem ler Macanudo? Sim, Macanudo, do Liniers? Porque tipo, é a segunda MELHOR tira sendo feita atualmente. Coisa foda, mesmo, de se tirar o chapéu. Ou de comprar um chapéu e tirar ele, se você não tiver um chapéu. &#8220;Ah, mas eu não hablo español&#8221;. Não se faça de estúpido, meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://macanudo.com.ar/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1767" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/01/20100104.jpg" alt="" width="512" height="193" /></a></p>
<p>Eu já mandei vocês irem ler <a href="http://macanudo.com.ar/">Macanudo</a>? Sim, <a href="http://macanudo.com.ar/">Macanudo</a>, do Liniers? Porque tipo, é a segunda MELHOR tira sendo feita atualmente. Coisa foda, mesmo, de se tirar o chapéu. Ou de comprar um chapéu e tirar ele, se você não tiver um chapéu. &#8220;Ah, mas eu não hablo español&#8221;. Não se faça de estúpido, meu filho, faz um esforcinho, pede ajuda pro google translator se o caso for grave, mas vai lá ler. Pelo amor da tua alma, ó infiel.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://verbeatblogs.org/manualdominotauro/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1768" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/01/LAERTE-27-12.jpg" alt="" width="536" height="167" /></a></p>
<p>A primeira MELHOR tirinha, claro, são as do <a href="http://www.verbeat.org/blogs/manualdominotauro/">Laerte</a>. (hmmm, singular pra plural num piscar de olho, mas são seis da manhã e a concordância está dormindo). Vão lá no <a href="http://www.verbeat.org/blogs/manualdominotauro/">Manual do Minotauro</a> e passeiem pelos arquivos todos. Não se esqueçam de ler <a href="http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/son-book/">Songbook</a>, os <a href="http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/pintinhos/">Pintinhos</a>, <a href="http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/minha-guerra-mundial/">Minha Guerra Mundial</a> e a &#8220;incompleta pero insana demais pra ser ignorada, porra, tem o Lenin se pegando com o Trotski&#8221; <a href="http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/10-tiras-que-abalaram-o-mundo/">10 Tiras Que Abalaram o Mundo</a>.  Aaaaah, e olhem o <a href="http://verbeat.org/blogs/manualdominotauro/intercambio/">Intercâmbio</a> também.</p>
<p><a href="http://www.malvados.com.br/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1769" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tirinha1369.gif" alt="" width="529" height="168" /></a></p>
<p><a href="http://www.malvados.com.br/tirinha1366.gif">Essas</a> <a href="http://www.malvados.com.br/tirinha1367.gif">últimas</a> <a href="http://www.malvados.com.br/tirinha1369.gif">tiras</a> do <a href="http://www.malvados.com.br/">Malvados</a>, &#8220;Quadrinhos dos anos 10&#8243;, estão ficando realmente boas. O Dahmer e seu ótimo/péssimo hábito de deixar a gente inconfortável logo cedo com coisas como &#8220;E quando anoitecia, as pessoas praticavam uma forma bizarra de solidão em grupo&#8221;. Falando nisso, vocês já leram o &#8220;<a href="http://malvados.wordpress.com/2009/09/05/monumento-a-um-jovem-monolito/">Monumento ao Jovem Monolito</a>&#8220;?</p>
<p><a href="http://www.hiro.art.br/widonid/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1770" title="Zatanna" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Zatanna.JPG" alt="Zatanna" width="274" height="395" /></a></p>
<p>Fechando o post matinal, o <a href="http://www.hiro.art.br/widonid/">Hiro</a> desenhou a<a href="http://www.hiro.art.br/widonid/2010/01/19/fast-girl-107-zatanna/"> Zatanna</a>, mais uma de suas <a href="http://www.hiro.art.br/widonid/category/another-fast-girl/">Fast Girls</a>. Acho que foi o <a href="http://www.utops.com.br/">Pedro</a> quem disse que uma boa maneira de escolher uma namorada é saber se a guria fica bem nas roupas da Zatanna. E&#8230;ah vá, não tem como discordar. As Fasts Girls são garotas desenhadas rapidamente pelo Hiro, e são incofundivelmente fodásticas.</p>
<p>Ah&#8230;quatro rasgações de seda, e uma chapoletada. Todo santo dia eu dou uma chance, abro o jornal e leio a tirinha, mas não vejo graça alguma. Alguém aí vê graça das tirinhas do Caco Galhardo, ou sou só eu que funciono na frequência oposta ao cara? Coisa mais sem graça da porra&#8230;</p>
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		<title>De Labirintos e Minotauros</title>
		<link>http://coisasgeek.com.br/2010/01/de-labirintos-e-minotauros/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 03:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerdismos e Geekices]]></category>

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		<description><![CDATA[(Jorge Luis Borges é um dos escritores mais fantásticos de que se tem notícia. Ao contrário de outros contistas que focavam sua atenção em personagens, sentimentos e acontecimentos, Borges dedicava-se a brincar com conceitos vários, tais como espelhos, labirintos, infinitudes, probabilidades, identidades, realidades, verdades&#8230;como seria um livro que contivesse em si todos os livros já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Jorge Luis Borges é um dos escritores mais fantásticos de que se tem notícia. Ao contrário de outros contistas que focavam sua atenção em personagens, sentimentos e acontecimentos, Borges dedicava-se a brincar com conceitos vários, tais como espelhos, labirintos, infinitudes, probabilidades, identidades, realidades, verdades&#8230;como seria um livro que contivesse em si todos os livros já escritos? Como seria viver recluso em uma biblioteca onde existem todos os livros que podem ser escritos, em todos os idiomas, alfabetos e tipos de sinais conhecidos? Como seria olhar através de um objeto que contém todos os pontos do universo? </em></p>
<p><em>O texto abaixo é uma brincadeira com labirintos &#8211; do mesmo jeito que uma criança pega uma revistinha do Pato Donald e copia os traços para desenhar seu herói, eu peguei o conceito de labirinto e brinquei com ele, tentando imitar alguns dos traços de Borges, tentando contar uma história ao seu estilo. E tal qual a criança desenhando o Pato Donald, pode ter ficado uma bela bosta, mas eu estaria mentindo se dissesse que não me diverti tentando. <img src='http://coisasgeek.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  )</em></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1763" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/01/Labyrinth_Lucca-300x288.jpg" alt="" width="300" height="288" /></p>
<p>O labirinto cretense só possui uma única direção. Em seu interior não configuram-se as bifurcações, os finais falsos, as idas e vindas tão comuns nos labirintos de jardim, tão popularizadas pelas revistas de passatempos. Sempre em frente segue o labirinto, e isso talvez confunda os observadores incautos. Qual o sentido de um labirinto que só segue uma única direção, em que somente anda-se para frente ou para trás, sem bifurcações e sem escolhas, aonde é impossível a perda do senso de direção e de espaço? Como é possível se perder em um labirinto que segue sempre em frente?</p>
<p>Como é possível se perder em um labirinto que segue sempre em frente?</p>
<p>Quando foi a primeira vez que percebi meus lábios formarem esta pergunta? De quem esperava uma resposta? Quando foi que parei de murmurá-la? Durante muitas eras vaguei, durante séculos segui em frente, em frente, sempre em frente, sem nunca chegar ao centro do labirinto, sem nunca encontrar nem a sombra do lendário minotauro que deveria ser morto pelo aço de minha adaga. Eternidades passei caminhando, e num lapso de segundo a fagulha da dúvida se acendeu em mim para nunca mais se apagar, para jamais me deixar sozinho novamente. Frente, frente, sempre em frente, mas&#8230;e se eu estivesse voltando? Eras e eras caminhando, eras e eras dormindo e acordando e voltando a caminhar, eras e eras virando-se para trás, eras e eras olhando para o alto, eras e eras de possíveis distrações, de possíveis confusões, de possíveis erros e mudanças de direções. Diante de meus olhos, a pedra fria das paredes do labirinto,  o teto cinza e o chão de terra batida, a penumbra constante que enganava a visão. Seria possível? Bem, tanto maior o período de tempo decorrido, maiores as chances de qualquer coisa ocorrer. Quem iria dizer que eu nunca errei meu caminho? Quem me provaria que eu nunca acordei um dia e comecei a voltar pelo caminho, sem perceber que estava errando? Eu poderia, a partir de agora, escolher uma única direção e segui-la em frente. Eu prestaria atenção, eu tomaria todos os cuidados, usaria de marcas e guias e toda sorte de recursos, eu evitaria de todas as formas o erro.</p>
<p>Em dez ou doze eternidades, me tornei paranóico. Não dava um passo sem revê-lo três ou quatro vezes. Me recusava a olhar para trás  (e todos os meus instintos queriam olhar para trás, me dizendo que eu estava indo pela direção contrária). Queria evitar o sono, queria seguir sempre em frente, queria nunca mais dormir, e continuava querendo até cair no chão exausto e acordar séculos depois, sem ter idéia da direção que estava seguindo.</p>
<p>A sanidade um dia me abandonou finalmente, ignorando todos os meus protestos, rejeitando todos os meus pedidos. Três eras depois ela retornou, por não haver aonde escapar em um labirinto sem direção. Novamente são e eternamente sem direção, abandonei a paranóia e a insegurança que arrastava pelos corredores eternos, assim como rejeitei a idéia absurda de chegar ao centro do labirinto e desmembrar o minotauro. Em frente eu seguiria, sempre em frente, frente, frente, e a frente seria qualquer direção em que eu me movesse. Tanto maior o tempo decorrido, maiores as chances de qualquer fato ocorrer. Quando o tempo necessário tiver se passado, eu finalmente encontrarei o minotauro no centro do labirinto. Nada será dito, nenhuma palavra entre nós será trocada. No chão eu me ajoelharei, e com minha adaga forjada do mais puro aço desenharei um tabuleiro no chão de terra batida.</p>
<p><em>(&#8230;Embora algo em meu peito diga que o tabuleiro já se encontra desenhado, enquanto o adversário aguarda pacientemente pelo meu próximo movimento.)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Estradas pra Lugares Estranhos&#8230;ou YAAAYY!</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jan 2010 23:47:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguém mais esperto do que eu já disse que a vida é um adventure game. Você vai juntando itens bizarros, sem saber o que eles estão fazendo ali e sem entender o que o impele a pegá-los todos e guardá-los em seu bolso sem fundo. E aí, de vez em quando, você olha no bolso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém mais esperto do que eu já disse que a vida é um adventure game. Você vai juntando itens bizarros, sem saber o que eles estão fazendo ali e sem entender o que o impele a pegá-los todos e guardá-los em seu bolso sem fundo. E aí, de vez em quando, você olha no bolso e vê aquele monte de coisas: a galinha de borracha com uma polia na barriga, a peruca infestada de piolhos, o guia de conversação da língua dos peixes-bois, a caveira falante com ímpetos de dominação global, etc, etc, etc. Mas o que fazer com essa tralha toda? Aonde é que tudo se encaixa?QUAL item eu uso AONDE e depois com QUEM eu falo pra passar de fase? As possibilidades são muitas, é tudo muito nebuloso, nada faz muito sentido até que uma hora&#8230;BANG! A coisa toda faz sentido, e é bonito de se ver.</p>
<p>Finalzinho de 2008, eu decidi que não ia mais continuar na engenharia e que iria procurar um trabalho que me interessasse de verdade. A idéia era recomeçar do zero ou quase: juntar grana pra poder largar o emprego e me manter durante um tempo, enquanto eu começava um novo curso e procurava um novo emprego. Nunca foi um plano muito claro, e esse é um dos meus defeitos: meu planejamento deixa MUITO a desejar. Estilo adventure game mesmo, entendem? Juntando idéias, pedaços de planos, possibilidades, conhecimentos randômicos, riscos calculados e nem-tão-calculados-assim. Quanto mais eu tento evitar essa randomicidade toda, mais eu me enfio de cabeça nela. E o mais bizarro&#8230;é que funciona!</p>
<div id="attachment_1759" class="wp-caption aligncenter" style="width: 164px"><img class="size-full wp-image-1759" title="(Deve ser por isso que meu segundo personagem preferido do Guia do Mochileiro é o Zaphod)" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/01/zaphod.jpg" alt="(Deve ser por isso que meu segundo personagem preferido do Guia do Mochileiro é o Zaphod)" width="154" height="336" /><p class="wp-caption-text">(Deve ser por isso que meu segundo personagem preferido do Guia do Mochileiro é o Zaphod)</p></div>
<p>E as coisas foram acontecendo. A tal da grana foi sendo juntada (aos poucos, verdade seja dita), pedi demissão lá pelos idos de setembro (mas até eu me mandar efetivamente de Salvador foram uns bons três meses), pensei e repensei sobre o que eu queria fazer da minha vida (cheguei a conclusão que queria ser pirata), prestei vestibular no Senac de Sumpaulo pra saber se conseguiria passar num vestibular, e acabei passando bizarramente e inesperadamente bem. E aí eu saí de Salvador e voltei pra casa com todas essas peças no bolso, sem saber direito o que fazer com elas. Minha idéia inicial era: ótimo, dou conta do vestibular, então em janeiro eu começo a procurar emprego em São Paulo e assim que estiver me estabelecido por lá eu começo a faculdade. Não era bem um plano, era mais um &#8220;vamver o que acontece&#8221;. Mas aí&#8230;</p>
<p>Aí apareceu um EMPURRÃOZÃO, que fez todas as peças se encaixarem de uma vez só. Quarta-feira passada eu fui pra São Paulo fazer matrícula na faculdade, e devo voltar pra lá já na próxima semana (sem ser nessa, na outra) pra ir atrás de um lugar pra ficar. Dia 8 de fevereiro é a primeira aula da faculdade, e o começo efetivo de tudo que eu &#8220;tramei&#8221; durante 2009. Como diz uma certa moça muito estimada,<span style="font-size: medium;"><strong> &#8220;YAAAAAAAYYYYYY!!&#8221;</strong></span>.</p>
<p>E aqui vamos nós! O frio na barriga é imenso, não sem uma certa parcela de medo e receio&#8230;mas a vontade de se jogar e ver no que vai dar é maior, BEM maior. O primeiro passo da jornada é aceitar o chamado, diz Campbell. E eu pedi por esse chamado, caralho, como eu pedi. Agora é questão de ir fundo, aproveitar a chance que me está sendo concedida e dar o melhor de mim. E vamquevamo!</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1760" title="hellboy" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2010/01/hellboy.jpg" alt="hellboy" width="400" height="479" /></p>
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		<title>Seja Bemvindo, 2010</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 01:06:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[E aí eu abri o blog do Neil Gaiman, e lá tinha um vídeo dele no show da Amanda Palmer, minutos após a virada do ano, dizendo alguns desejos e recomendações para o ano que acabava de nascer. &#8220;Oras, que ótimo! O sr. Gaiman acaba de me poupar o trabalho de escrever alguma coisa sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E aí eu abri o blog do Neil Gaiman, e lá tinha um <a href="http://journal.neilgaiman.com/2010/01/what-i-said-at-3-minutes-after-midnight.html">vídeo dele no show da Amanda Palmer</a>, minutos após a virada do ano, dizendo alguns desejos e recomendações para o ano que acabava de nascer. &#8220;Oras, que ótimo! O sr. Gaiman acaba de me poupar o trabalho de escrever alguma coisa sobre a virada do ano! É por isso que ele é o meu segundo inglês favorito!&#8221;</p>
<p><em>(O primeiro sendo o Terry Pratchett. E se alguém se perguntou &#8220;mas e o Sean Connery?&#8221;, lembrem-se: ele é escocês)</em></p>
<p>Mas aí assistindo o vídeo, lembrei que o Neil Gaiman usou o mesmo texto em seu post de feliz-ano-novo do ano passado. E, pra piorar, eu TAMBÉM copiei o texto dele, traduzi e botei no blog na maior cara dura no ano passado. Hmpf.</p>
<p>Mas aí pensando cá com meus botões&#8230;2009 foi um ótimo ano. Pensando bem&#8230;um Ó-T-I-M-O ano. Cheio de pessoas fabulosas, de conversas incríveis, de novos pontos de vista, de mudanças externas e internas, repleto de epifanias, elucidações, revelações e fichas caindo. Foi um ano engraçado, emocionante, revigorante em vários sentidos&#8230;creio eu que o texto do Neil Gaiman foi bastante efetivo. E, vamos combinar, o sr. Gaiman bota pra foder sempre.</p>
<p>Então&#8230;porque não? Seja bemvindo, 2010 (E tu já chegou chegando! Daqui alguns dias eu conto mais sobre as novidades!)!</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2d0QIt1EOGo&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/2d0QIt1EOGo&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em>Que seu ano seja repleto de magia e sonhos e de boa loucura.</em></p>
<p><em>Espero que você leia ótimos livros, beije alguém que pense que você é maravilhoso, e não se esqueça de criar alguma arte. Escreva ou desenhe ou construa ou cante ou viva de um jeito que só você consegue.</em></p>
<p><em>Que seu ano seja uma coisa maravilhosa, em que você sonhe sonhos perigosos e sem limites. Que você crie algo que nunca existiu antes, que você seja amado e que você seja apreciado, e que você tenha pessoas para amar e apreciar em retorno.</em></p>
<p><em>E, mais importante (porque eu penso que deveria haver mais bondade e mais sabedoria no mundo) que você, quando necessário for, seja sábio, e que você seja sempre bom.</em></p>
<p><strong><em>E eu espero que, em algum lugar do próximo ano, você surpreenda a si mesmo.</em></strong></p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;"><em>~Neil Gaiman</em><strong><em><br />
</em></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Batman: Arkham Asylum</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 10:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mundo possui uma boa porção de leis e fatos imutáveis que raramente são botados no papel, mas nem por isso deixam de ser verdade. Uma dessas leis é &#8220;Jogos baseados em heróis, filmes e licenças em geral nunca são essencialmente fodásticos&#8221;. A própria razão de ser desses jogos meio que impede que eles sejam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo possui uma boa porção de leis e fatos imutáveis que raramente são botados no papel, mas nem por isso deixam de ser verdade. Uma dessas leis é &#8220;Jogos baseados em heróis, filmes e licenças em geral nunca são essencialmente fodásticos&#8221;. A própria razão de ser desses jogos meio que impede que eles sejam bons &#8211; são jogos feitos pra aproveitar o lançamento de um filme ou o sucesso de um desenho animado, ou então porque algum executivo de alguma editora resolveu se perguntar porque diabos eles não participam mais ativamente da &#8220;lucrativa indústria de jogos eletrônicos&#8221;. Em resumo, são jogos feitos pra se ganhar dinheiro (não que isso seja errado), feitos na pressa para se aproveitar o sucesso da licença, com executivos gritando sobre como &#8220;as pesquisas mercadológicas dizem que os jovens de hoje em dia preferem FPSs online, seja lá o que for isso&#8221; enquanto os gamedevs tentam explicar (sem sucesso) que um FPS online do Alvin e os Chipmunks não faz nenhum sentido.</p>
<p>Claro, existem exceções. Mas pouquíssimas exceções espreitam sua lei de origem durante a noite, fazendo-a cagar de medo antes de saltar em sua frente, confundindo-a com sua longa capa negra e cobrindo sua cara de porrada, tudo no mais absoluto silêncio. Mas é claro, nem toda exceção é um jogo do Batman.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1749" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/12/batman.jpg" alt="" width="331" height="450" /></p>
<p>E que jogo do Batman, puta que pariu. Pra começo de conversa, a história foi escrita pelo Paul Dini &#8211; escritor e produtor de todas as temporadas do desenho do Batman (E de boa parte dos outros desenhos da DC também. E ele também escrevia roteiros pros Animaniacs! Vai dizer, o cara merece respeito). Tudo começa numa noite como outra qualquer, com o Batman levando o Coringa de volta para o Asilo Arkham, após uma tentativa frustrada de assassinar o prefeito. Como um bom cavalheiro, Batman resolve acompanhar o caso antigo até sua cela , provavelmente esperando um beijinho de boa noite. Mas é claro que tudo vai pra bosta: Harley Quinn toma conta do sistema de segurança do Arkham, solta todos os detentos enquanto o Coringa escapa para DENTRO do asilo e se nomeia Chepete (chefedessaporratoda). Só tem um cara macho e maluco o suficiente pra adentrar um sanatório fora do controle, abarrotado de presidiários comuns, malucos de pedra, psicopatas insanos e supervilões em geral, e sair descendo a porrada em todo mundo até botar tudo de volta nos trilhos: o Batman. Se você pensou &#8220;ei, isso lembra o gibi Asilo Arkham!&#8221;, eu digo: exato! A idéia básica é a mesma, mas enquanto o gibi puxa BEM mais pro lado do terror psicológico, com desenhos do Dave Mckean e o caralho a quatro, esse jogo segue a linha da ação mesmo, parecendo bastante com os roteiros dos desenhos.</p>
<p>Em termos visuais o jogo é impecável, a começar pelo próprio personagem principal. Eles usaram o Batman do Jim Lee como base, que eu particularmente não acho tããão legal&#8230;mas porra, é o Batman! Sombrio e enigmático, com a capa negra flutuando atrás dele&#8230;duvido que exista alguma pessoa que não passou os primeiros (quem sabe até os últimos) minutos do jogo babando na capa do Batman. Ela flutua atrás dele, se movimenta lindamente quando você pula, rola no chão, se joga pro lado e faz o caralho a quatro. E quando você anda calmamente (porque o Batman é tão foda que ele pode se dar ao luxo de andar calmamente num sanatório infernal), ela se arrasta atrás de você, da maneira mais Batman possível. (E eu acabei de escrever quatro linhas sobre a capa do Batman. É isso aí). Os vilões também estão foda&#8230;nada de Coringa baseado no Heath Ledger, aqui temos o Coringão clássico de terno roxo e sorrisão travadaço que aprendemos a amar, odiar e temer. O Croc ficou MUITO legal, gigantesco e medonho. A Hera Venenosa usa uma calcinha de folhas, e isso é tudo que eu preciso falar. A Arlequina é a Arlequina, maluquinha e escrotinha como sempre, e palmas pra dubladora dela. (Ah, uma palavra sobre os dubladores &#8211; são os mesmos do desenho! Até o Mark Hammil fazendo a voz do Coringa!).</p>
<p>E o visual do Asilo&#8230;puta que pariu. Sabe o tipo de jogo que você perde tempo só olhando os cenários, tamanha a atenção que os caras tiveram com detalhes? O jogo inteiro se passa na ilha do sanatório, que se divide em várias alas&#8230;ala de tratamento intensivo, penitenciária, mansão, jardim botânico (construído pra guardar a calcinha de folhas da Hera Venenosa). Sem falar nas áreas externas, que funcionam como hub entre as fases, e as cavernas abaixo da ilha. O cenário é tão lindo e tão foda, que você fica passeando por todas essas áreas, caçando detalhezinhos e referências que os caras colocaram. Tem a exibição de guarda-chuvas do Pinguim, as armas originais da Mulher-Gato, tem a cela do Duas Caras, a cela do Calendário, o prédio das organizações Wayne no horizonte&#8230;tem literalmente centenas de coisinhas. (E você ganha pontos ao achar essas referências, com o sistemas de desafios do Charada.)</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1750" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/12/batman-arkham-asylum-20080912001230350.jpg" alt="" width="550" height="378" /></p>
<p>Sobre o jogo em si&#8230;sabe beat-them-up, tipo Final Fight? Sabe Metal Gear? Sabe Metroid? Sabe Prince of Persia (a franquia nova)? Batman pega os melhores detalhes desses jogos, refina eles (na base da porrada, porque é o Batman) e entrega um jogo novinho, quase sem defeitos. De Final Fight ele toma as porradas: nosso amigo Batman senta a mão em 4, 6, 8, 20 inimigos desarmados de uma vez só. É MUITO legal sentar a mão nos caras, e você pode (e deve) usar seus brinquedos como o batarangue e o bat-cabo-de-aço-com-um-ganho-na-ponta pra fazer a experiência o mais dolorosa possível para os inimigos. Tem sisteminha de combos, golpes especiais e etc, nada muito complexo mas bastante satisfatório.</p>
<p>De Metal Gear&#8230;cara, o Hideo Kojima a séculos tenta fazer um sistema stealth pro Metal Gear, sem grande sucesso. Os motivos são a) os controles de Metal Gear são uma bosta e b) Depois que você pega armas fodas, o sistema stealth que se foda, eu vou é metralhar todo mundo. Batman resolve isso, com uma mão nas costas&#8230;ou melhor, pendurado numa gárgula, de cabeça pra baixo, espreitando os inimigos. Sim, dá pra fazer isso no jogo. A idéia é matar os inimigos sem que eles percebam e sem causar alarde, da maneira mais legal possível&#8230;e Batman consegue isso com perfeição. Os controles do jogo são fluidos, bem feitos, intuitivos e fáceis de usar. Um botão pro batarangue, um botão pra usar o cabo de aço e subir nos prédios/gárgulas, um botão pra andar agachado, etc e tal. É fácil aprender COMO fazer as coisas, de modo que você se preocupa mais na estratégia em si (estratégia sendo &#8220;como eu faço pra matar todos eles da maneira mais estilosa possível, de preferência deixando todos pendurados nas gárgulas&#8221;). O jogo te força a usar esse modo stealth em vários cenários, porque o Batman é especialmente vulnerável contra armas de fogo. Espera, vulnerável não é a palavra&#8230;bom, Bruce Wayne desaprova armas de fogo, então ele se recusa a encarar de frente os inimigos que usam essas armas.</p>
<p>De Metroid e Prince of Persia vieram a exploração, também feita com muito esmero. O &#8220;mundo&#8221; é a ilha do asilo Arkham, dividida em setores como eu já disse ali em cima. Você é livre pra explorar cada setor, conforme você vai &#8220;abrindo&#8221; eles, avançando no jogo e adquirindo novos itens que te possibilitem chegar em novos lugares. Certas alturas só podem ser acessados com o bat-lançador-de-cabo-de-aço, certas paredes só podem ser quebradas com bombas, etc e tal&#8230;o mesmo esquema de exploração popularizado por Metroid, mas que eu não esperava ver num jogo do Batman (e que foi uma ótima surpresa, porque eu pago mó pau pra Metroid). Você também tem um modo &#8220;detetive&#8221;, habilitado com um botão, que muda a visão do jogo para uma espécie de raio-X-radar-visão-além-do-alcance. Nesse modo, você consegue ver todos os inimigos da fase (mesmo que estejam bloqueados por paredes), bem como as paredes que podem ser quebradas, itens relevantes e tudo mais. É essencial pra explorar o mundo e também para planejar os ataques no modo stealth.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1751" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/12/batman_arkham_asylum_screen.jpg" alt="" width="551" height="331" /></p>
<p>Concluindo: o jogo do Batman é um jogo à altura do Batman. Talvez o jogo pudesse ser um pouco mais longo, e o fato do jogo todo se passar somente no Asilo Arkham faz o mapa parecer pequeno (o que não é verdade, ele é grande se você parar pra pensar), mas são reclamações frescas. E vocês sabem o que o Batman faz com os frescos.</p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em>(Não sabem? Ele bota uma roupinha colorida neles, e transforma eles em Robin, ora bolas.)</em></span></p>
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		<title>Feliz Natal!!!</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 00:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1745" src="http://coisasgeek.com.br/wp-content/uploads/2009/12/coisasgeekpeanuts.jpg" alt="" width="500" height="500" /></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/W-eslNwGXrI&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/W-eslNwGXrI&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<title>Mais dois livros</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 23:13:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Enrique</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Japão]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Se surgisse um único livro de auto-ajuda que cumprisse o seu prometido, ajudar seus leitores a se ajudarem, isso significaria o fim do mundo. Faz sentido, não? De uma forma bizarra e cruel, mas um tanto&#8230;plausível, pelo menos ao meu ver. &#8220;Ser Feliz&#8221;, livro de Will Ferguson, parte dessa premissa e elabora o que aconteceria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se surgisse um único livro de auto-ajuda que cumprisse o seu prometido, ajudar seus leitores a se ajudarem, isso significaria o fim do mundo. Faz sentido, não? De uma forma bizarra e cruel, mas um tanto&#8230;plausível, pelo menos ao meu ver. <strong>&#8220;Ser Feliz&#8221;</strong>, livro de Will Ferguson, parte dessa premissa e elabora o que aconteceria com a humanidade caso um livro de auto-ajuda realmente efetivo aparecesse. A história segue os passos do editor que recebe essa bomba em mãos e a publica, não por acreditar no livro, mas por uma sucessão de fatores hilários, e acaba desencadeando o apocalipse &#8211; um livro que se torna um sucesso em poucas semanas e muda toda a sociedade através de seus ensinamentos. &#8220;É isso, então? É assim que o mundo termina: não com uma explosão, mas com um abraço vago e caloroso?” pergunta o protagonista da história. É um livro MUITO engraçado, cheio de tiradas geniais e com uma dose generosa de crítica à sociedade meia-bomba em que vivemos.  A narrativa é ágil e cheia de ótimos momentos, e me lembrou um pouco o ritmo do Douglas Adams. Apesar de não compartilhar do amor que Adams tem pelo bizarro e sem sentido, os dois se parecem num ponto importante: mostrar o que é humano em seus personagens e situações, com todas as conotações boas e ruins que a palavra &#8220;humano&#8221; tem, seja numa nave improvável nos confins do universo ou seja numa cidadezinha de merda nos confins dos Estados Unidos. E um grande viva a Oliver Reed, o último grande filho da puta de nossos tempos.</p>
<p>Do mesmo autor, <strong>&#8220;De Carona com Buda&#8221;</strong> é bem diferente de &#8220;Ser Feliz&#8221;. Pra começar, é um não-ficção. É um relato de uma viagem feita através do Japão, de carona, seguindo o avanço da &#8220;Frente de Flores de Cerejeira&#8221; &#8211; a onda de flores que toma as cerejeiras do Japão, e é considerada um evento de importância nacional. Outra diferença é que o estilo do Will Ferguson é bem mais solto aqui, talvez por estar contando eventos e pensamentos que realmente aconteceram, e isso dá um ar MUITO legal ao livro. Diversas vezes você se pega gargalhando com suas desventuras, e em outros encontros você se pega quase chorando tamanha a carga emocional do que é mostrado &#8211; o jantar com o sr. Nakamura ainda me deixa abismado, quando eu paro pra lembrar. Eu confesso que sempre procurei um livro sobre o Japão, que tentasse mostrar não os fatos e fotos, mas sim a personalidade, a tal da &#8220;verdadeira alma&#8221; do lugar. &#8220;De Carona com Buda&#8221; talvez não consiga atingir a verdadeira alma do Japão &#8211; e quem é que consegue atingir a verdadeira alma de qualquer coisa? &#8211; mas ele tenta. E é essa tentativa, essa iniciativa de se levantar e seguir a frente das flores, de caminhar por uma terra desconhecida não como um passageiro desconhecido de trem ou um andarilho solitário, mas pedindo carona, entrando nas casas, dependendo da ajuda de desconhecidos, mostrando o cotidiano e o comum no lugar das atrações turísticas e das mesmas histórias de sempre, que faz &#8220;De Carona com Buda&#8221; ser um ótimo livro. (E claro, mais uma vez, obrigado a dona Getsuchan pela ótima dica ;D)</p>
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