Coisas Geek de um Hobbit Inútil

E não se esqueça da toalha.

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Matte

No Japão existe todo um ritual complicado e preciso para se fazer o chá, que busca refletir um conceito budista: nenhuma xícara de chá é igual à outra, nenhum momento é igual à outro, e nada se repete.

Aqui no apartamento eu coloco uma caneca de água para ferver, pego a caixinha de chá mate, separo a caneca, penso em jujubas randômicas, lembro meia hora depois da água que já deve ter ebulido completamente, coloco o que restou da água na caneca, mergulho um saquinho de chá e o deixo ali por alguns minutos para pegar gosto. Duas horas depois, eu lembro que fiz chá e deixei esfriando em cima do balcão. É um ritual que busca refletir algo que transcende a dinâmica das dez mil coisas e a sagacidade inexplorada da…ok, ainda não temos nenhuma reflexão para este ritual, mas até os japoneses já foram iniciantes um dia, não?

(Será que foram mesmo? Eu duvido. Enfim.)

No Rio Grande do Sul faz-se chimarrão com a erva mate.
No Mato Grosso do Sul faz-se tereré com a erva mate.
Eu, paulista vira-lata do faroeste, faço só chá mate mesmo e acho que já está bom.

Porque dois Ts? É um dos mistérios do ritual.

Porque dois Ts? É um dos mistérios do ritual.