Posts com a tag ‘tom petty’

Layout novo!

segunda-feira, setembro 7th, 2009
  • Layout novo! O que acharam? Ficou melhor? Ficou uma bosta? Prefero o antigo? Prefere o Te Dou um Dado? Prefere que o autor perceba que não tem talento nenhum e desista de uma vez por todas? Quem der sua opinião, seja ela qual for, ali nos comentários ganha um pacote de cheetos bolinha metafísicoespiritual.
  • As fotinhas ali em cima mudam a cada vez que você recarrega a página. A idéia é ter um monte, mas um MONTE mesmo, para que sejam sempre diferentes. Tô pensando em pelo menos 100, senão 200, quem sabe um dia 300. São realmente fáceis de fazer, tem o modelo prontinho no photoshop e tal. Dá até pra fazer um oráculo, se você for de oráculos: mentaliza a pergunta, clica no reload e a nova fotinha irá lhe indicar o rumo a seguir. …E aí eu me pergunto o que uma pessoa faria se fizesse isso e aparecesse a foto do Dr. Frank-n-Further.

    Dr. Frank-n-Furter, M.D.

    Dr. Frank-n-Furter, M.D.

  • “Rosetint my world, keeps me safe from the trouble and pain!”
  • Falando no Dr. Frank-n-Further, eu ainda preciso falar sobre Rocky Horror Picture Show aqui nesse blog. Pra quem não conhece, é musical que virou filme-musical sobre…sobre…bem, sobre o Dr. Frank-n-Further e seu…experimento final. Tem quem ache ridículo, e tem quem ache genial. Eu particularmente acho que é ridículo de tão genial e genial de tão ridículo. Mas deixa pro post em si, e espero não ter chocado a moral e os bons costumes com a foto acima.
  • Ouvindo Tom Petty e matutando sobre a relação que eu faço entre esses heartland rockers (Tom Petty, Bruce Springsteen, e até certo ponto Wallflowers e Black Crowes) e o Faroeste Paulista. As imagens que eles usam nas músicas, as cidades pequenas, as pessoas lutando pra escapar de lugar nenhum, os valores e a mentalidade do interior…são coisas que eu via todo dia, e que fazem parte de mim.Minha alma é caipira. Não importa que eu esteja a 2100 km de casa, nem que eu vá morar na capital ou na china, tem sempre o meu pastinho interior, com cheiro de bosta de vaca e tudo, pra me acompanhar aonde eu vá. Mas isso dá assunto pra outro post…Tomara que não me apareçam com serviço amanhã no trabalho: tô afim de falar do Chefe e do Espantalho.
  • Eu instalei o Safari aqui só pra ver como era, e fiquei besta com as letras LINDAS que ele renderiza. Eu até gostava do Cleartype, mas foi só abrir o Google no Safari pra sentir a diferença. O Cleartype ajuda, mas não é aquela coca-cola toda. Por sorte, um japonês (sempre eles) escreveu um programa pra solucionar o problema. Mais informações aqui nesse post do Lifehacker. Basicamente é só rodar o programinha. Aqui não deu nenhum problema, mas no site fala sobre possível instabilidade do sistema e etc e tal. Bom, qualquer coisa deixa o windows instável, então não faz diferença, faz?
  • Hmmmm. A idéia do Oráculo poderia virar algo maior. “Você tirou a carta Gordon Freeman: Dê-me um pé-de-cabra e eu salvarei o mundo de um império alienígena”. Com cartinhas e tudo mais. Idéias, idéias.
  • E por hoje é só. Boa noite, boas pessoas, e durmam ao som do espantalho.

Road Songs

segunda-feira, julho 13th, 2009

“They said timing was everything
Made him want to be everywhere
But there’s a lot to be said to nowhere”

Queria ir embora, mas não sabia pra onde, não sabia  como, não sabia o que comeria e aonde dormiria, nem o que faria pra sobreviver. Então ele fez o que lhe parecia mais certo: escreveu um guia de viagem pra si mesmo, e rezou para que a massa melequenta flutuante dentro sua cabeça e o músculo vermelho pulsante dentro de seu peito não estivessem tão perdidos quanto ele. Uma vez pronto o guia, ele abriu uma página ao acaso e começou dali. Tem gente que não sabe viver em ordem mesmo, pensou.

“Someday, girl, I dont know when
We’re gonna get to that place
Where we really want to go
And we”ll walk in the sun
But, till then, tramps like us
Baby, we were born to run…”

Era de madrugada quando ela jogou tudo o que precisava na mochila. Tão leve, mas era melhor assim. O tênis velho fez barulho pisando nas folhas velhas da varanda, mas o portão permaneceu em silêncio enquanto ela o abria. Um cachorro latia lá longe e parecia acentuar ainda mais o silêncio. A lua crescente e as estrelas lá no alto pareciam sorrir enquanto ela andava em direção a rodoviária. Ela sorria de volta, e se perguntava se algo poderia ser melhor do que isso.

“I’m moving on alone, over ground that no one owns
Past statues that atone for my sins
There’s a guard on every door, and a drink on every floor
Overflowing with a thousand amens
And it’s hard to say who you are these days
But you run on anyway, don’t you baby?”

O problema de simplesmente se levantar e ir, ele acabava de descobrir, era que não pegava bem voltar pra pegar o mp3 player que havia esquecido na gaveta. Talvez seja um sinal, um aviso divino, uma mensagem do universo. Que o gosto musical dele era uma merda, e ele deveria parar de ouvir música? Talvez. Talvez. Amanhã ele tomaria as decisões, arrumaria as coisas, botaria caixotes no correio e se perguntaria pra onde ir. Hoje ele simplesmente se levantou e foi. E já estava bom demais.

“I hope you get this message.
Oh, you’re not alone.
I could be there in ten minutes or so.
I got my things, and we’ll make it up as we go along.
With you, I could…never…be alone.
Never be alone.”

Se você perguntasse pra ela porque ela estava indo, ela ficaria te olhando pelo tempo suficiente para fazer você implorar que ela voltasse a botar os olhos na estrada. E então ela simplesmente riria, a mais gostosa das risadas, e diria que você precisa ouvir mais música. 42 segundos depois, ela se voltaria para você e diria que não, talvez o que você precisa seja silêncio. Só senta aí e cala a boca, ela diria sorrindo, e pisaria mais fundo.

“I know a place where the sun hits the sky,
Everything changes and blows out the night,
Everyone knows why my tongue can’t be tied,
‘Cause I want to live where the sun meets the sky”

(Foto gentilmente surrupiada daqui)