Posts com a tag ‘vídeo’

(That’s really all this was)

terça-feira, setembro 15th, 2009

Suck it in, suck it in, suck it in if you’re Rin Tin Tin
( or Anne Boleyn)
Make a desperate move or else you’ll win
And then begin
To see
What you’re doing to me, this MTV is not for free
( It’s so PC it’s killing me)
So desperately I sing to thee
Of love
Sure!
But also rage and hate and pain and fear itself
And I can’t keep these feelings on the shelf
I’ve tried
( Well, no, in fact I lied)
Could be financial suicide, but I’ve got too much pride inside
To hide
( Or slide)
I’ll do as I’ll decide and let it ride until I’ve died
And only then shall I abide this tide
Of catchy little tunes
Of hip three minute ditties
I wanna bust all your balloons,
I wanna burn all of your cities to the ground!
I’ve found I will not mess around
Unless I play then hey,
I will go on all day
Hear what I say:
I have a prayer to pray
( That’s really all this was )
And when I’m feeling stuck and need a buck
I don’t rely on luck because the hook…

Sobre Botas e Corridas e Pulos

quinta-feira, julho 23rd, 2009

Você não escolhe a música, é a música que escolhe você. E a música que me escolheu foi “Eleanor Put Your Boots On”, do Franz Ferdinand. Sim, não façam essa cara.

Eu nem mesmo sei porque ela está correndo, e nem sei porque ela tirou as botas em primeiro lugar. Mas tudo que eu posso fazer é pedir que ela vista as botas de volta, enfie o salto na sujeira do Brooklyn mesmo sabendo que não é nem um pouco digno sair correndo. E faz sentido, não sei porque. Corre, Eleanor, como se tudo dependesse disso. Como se as últimas esperanças do universo residissem no seu ato de vestir ou não as botas. Eu poderia estar lá quando você pousar, sabe. Poderia mesmo. Não façam essa cara.

Eu sempre vou lembrar de Ilha Solteira quando ouço essa música, do penúltimo semestre lá, ainda na república. As tardes passadas no computador, estirado no sofazinho azul que eu havia roubado do Esponja. Eu tenho diversas memórias desse semestre, não de coisas que aconteceram, mas de coisas que eu vi ou assisti: Elizabethtown, Arquivo X, Eleanor Put Your Boots On. Não me lembro de fatos e acontecimentos com clareza, mas esses sons e imagens ficaram e me trazem uma sensação que ainda hoje me faz bem. E eu acordei com Eleanor na cabeça. Não façam essa cara.

Eleanor me escolheu, e tudo que eu posso fazer é vestir as botas e seguir ela pela sujeira do Brooklyn, até chegar na estátua com o dicionário nas mãos. E subir até a unha dela, e pular, SIM, um pulo atmosférico até as correntes de ar me trazerem de volta ao chão. Porque, afinal, ela fica tão elegante quando corre, a Eleanor. Não que eu já a tenha visto correr, mas…ela corre acompanhada de pianos e instrumentos que eu nem mesmo sei o nome, com tanta delicadeza e estilo que eu não posso deixar de pensar que seja elegante. Não façam essa cara.

E essas melodias e versos passam a fazer sentido pra mim, mesmo que eu não entenda bem ele. Eu somente sei que é importante que a Eleanor vista suas botas, e continuarei ouvindo a música até que ela as vista ou até que eu enjoe do pianinho. E sabe-se lá porque cargas d’águas, eu não consigo evitar sorrir quando chega o último verso e o vocal ordena, com energia:

“So, Eleanor put those boots back on!
Put the boots back on, and run!
Come on over here…
Come on over here…”

Pra Não Dizer Que Eu Não Dei Os Parabéns Ao Rock

segunda-feira, julho 13th, 2009

“I need a shot of salvation, baby, once in a while…
You hear the whistle blowing, I hear it for a thousand miles.”

Hunf. Então é por isso que hoje eu me senti mais sarcástico e cretino que o normal. Parabéns, seu grande filho da puta.

Pam-padam padam

sexta-feira, julho 3rd, 2009

“É assim que funciona:
Você é jovem até não ser mais
Você ama até não amar mais
Você tenta até não conseguir mais
Você ri até chorar
Você chora até rir
E todos devem respirar
Até seus últimos suspiros

Não, é assim que funciona:
Você olha dentro de você
Você toma as coisas que gosta
E tenta amar as coisas que tomou
E então você pega o amor que criou
E então gruda um bom tanto
No coração de outra pessoa
Bombeando o sangue de outra pessoa
E andando de mãos dadas
Você reza para não quebrar
Mas mesmo que aconteça
Você irá fazer tudo de novo”

Faith No More – Um Guia para Principiantes

sábado, junho 20th, 2009

1 – Faith No More foi uma banda de heavy metal dos anos 80/90. Sabe aquela história de juntar metal, rap e funk do tal do “nu-metal”, que ninguém sabia fazer direito exceto o Systemófodáum? Pois é, eles inventaram esse estilo 20 anos antes, e eles faziam direito. Com doses exatas de metal, de rap e de funk. O segredo é o funk, perguntem pro James Brown.

2- Eu disse que o segredo era o funk? Mentira. O segredo era o doidinho do quartinho, o vocalista Mike Patton. Até 1988, o FNM era uma banda razoavelmente boa, com um som diferente, e com um vocalista de merda. Aí um belo dia eles resolveram chutar o vocalista de merda e botaram esse tal de Mike Patton no lugar. Ninguém sabe de qual hospício saiu o cara, mas o fato é que Faith No More passou de banda decente à PUTA QUE BANDA FODA assim que ele entrou.

3. Existem poucas pessoas mais bizarras e mais talentosas do que Mike Patton, e olha que existem pessoas bizarras pra caralho nesse mundo. Pra começar, o cara consegue cantar infinitamente afinadamente e meia frase depois trocar pra gritos guturais que fariam o Max Cavalera dormir abraçadinho com o Igor. Segundo, as letras dele são incrivelmente fodásticas, surreais, criativas, cheias de imagens bizarras e frases de efeito – e o mais legal, ele compõe as letras se preocupando não com o significado mas com o som das palavras. Terceiro, ele não para quieto: já na época do FNM ele ainda mantinha outra banda, o Mr. Bungle. Depois do FNM ele fundou o Fantomas e vários outros projetos, um mais bizarro do que o outro. O cara é foda.

4. Ele é foda, mas ele é maluco. E eu não falo isso de um jeito bonitinho. Um dos hobbies do Mike Patton é colecionar espécimes médicos. Tipo, pedaços de gêmeos siameses. Tipo, restos de operações. Tipo, coisas nojentas em geral. Durante o Hollywood Rock ele fez amizade com o João Gordo, e perguntou pro Gordo se ele curtia filmes pornôs. Tipo, filmes pornôs pesados. O João Gordo disse que achava que sim, e o Patton arrumou uma fita pra ele. Uma fita cujo conteúdo é nojento e grotesco demais pra esse blog, e olha que até de horse porn a gente já falou aqui. E reza a lenda que ele tomou xixi de uma botina durante um show no Hollywood Rock. Dizem que é mentira, mas eu digo que se não era xixi, era algo pior. Segundo meu irmão, “quando ele era cocô ele comeu uma criança e ficou desse jeito”.

5. Esquisitices à parte, Faith No More é muito bom. A banda voltou a se reunir num festival inglês, e o resultado foi mais que satisfatório. Esse clipe é da minha música favorita da banda, “The Real Thing”, e a letra dela é foda demais. Não faz o menor sentido, mas é ótima de se cantar. E prestem atenção no sujeito de terno vermelho, cabelo engomado e rosa invertida na lapela. Se virem ele na rua, saiam correndo.

Os melhores cowboys tem olhos de chineses

sábado, junho 20th, 2009

Minha pequena heresia: eu prefiro a voz do Pete Townshend à voz do Roger Daltrey. Tá, sim, o Daltrey é vinte sete vezes e meia mais afinado, e é um puta frontman, e só ele consegue girar o microfone estilosamente sem arrebentar a cabeça de ninguém (que eu me lembre). Mas eu simpatizo muito mais com a voz do Townshend, apesar de ser tosquinha e tal, talvez por ser ele o autor das músicas e das letras. Eu conheci The Who através de Pearl Jam, justamente através de “Let My Love Open The Door” (especificamente, através dessa versão aqui, ó). Uma das coisas mais legais do Pearl Jam é a quantidade enorme de covers e versões que eles fazem, geralmente de bandas que influenciaram eles ou de que eles gostam. Foi ouvindo essas covers que eu fui pesquisando e expandindo meu universo musical e me tornei esse viciado em música. Tudo culpa do Eddie Vedder, como sempre ¬¬. Falando nele…

“But I’m one…”